segunda-feira, 1 de março de 2021

Your Honor, na HBO

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O que faria um pai, ou uma mãe, para salvar o seu filho?


Acho que não haverá grandes dúvidas quanto a isso: tudo o que pudermos!


Independentemente das consequências. Acima de qualquer lei.


 


Será mesmo?


Ou seríamos daqueles que preferem sacrificar um filho, porque há que fazer as coisas bem?


Porque somos pessoas honestas e justas? E consideramos que, se erraram, devem pagar pelos seus erros?


 


"Your Honor" apresenta-nos um juiz, habituado a inocentar e condenar quem a ele se apresenta para ser julgado e que, no exercício da sua profissão, deve sempre ser isento, procurar a verdade e fazer justiça mas que, a determinado momento, se vê no dilema de continuar a agir como tal, ou quebrar todas as regras.


O seu filho atropelou mortalmente um outro rapaz. Foi um acidente. Ele não queria. Estava assustado, sem saber o que fazer, e fugiu. Contou ao pai, e este, deixando a sua veia de juiz falar, aconselhou-o a ir até à esquadra contar o que tinha acontecido. No fundo, fazer a coisa certa.


Até perceber que o rapaz atropelado é filho de um mafioso que não olhará a meios para atingir o seu fim, que é acabar com a vida, de quem acabou com a vida do seu filho.


E agora? O que deve Michael fazer?


Condenar o seu próprio filho à morte, fazendo o que está certo, ou salvar o seu filho, fazendo tudo o que não deve?


 


A escolha é fácil.


E Michael terá de viver com ela. Com uma morte na consciência. E com uns quantos outros crimes, originados pelo encobrimento do seu filho.


Até que ponto um juiz, que atira inocentes para dentro de uma prisão e os vê serem condenados por um crime que ele sabe bem quem cometeu terá, daí em diante, qualquer moral para julgar os outros?


 


Adam, o filho, estava assustado. 


Agora, parece ter dificuldade em lidar com a mentira. Com o facto de outros estarem a pagar pelo seu erro. E até em relação à atitude do pai, que age como se a mentira fosse a única verdade existente, e se recusa a falar do que aconteceu, reforçando a mentira o tempo todo.


Parece que, a qualquer momento, Adam poderá arrepender-se, e confessar. Já o fez, com a professora. Que, na verdade, é mais do que isso. Mas é mais uma verdade que deve ser escondida. E Adam já começa a ficar cansado de viver uma mentira.


 


 


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Seja como for, Kofi é condenado pela morte do tal rapaz, e acaba por morrer na prisão, quando estava prestes a sair, depois de Michael ter conseguido que uma sua estagiária aceitasse a sua defesa, e conseguisse a libertação.


Agora, já são duas mortes na consciência.


E passamos a ver o juiz como alguém que, apesar das circunstâncias, não é assim tão diferente de outros criminosos que condena no dia a dia. Que não é assim tão isento. Que pode, também ele, corromper. Pedir e fazer favores.


 


Mas tudo parece ficar resolvido por ali, para satisfação de todos, e não se percebe o que vai acontecer na metade que ainda falta da série.


Começamos a desanimar, a perder o interesse, e a considerar que não vale a pena continuar a ver.


No entanto, quando o assunto parecia morto e enterrado, depressa algo nos fará mudar de ideias


 


Alguém sabe a verdade. 


E faz questão de o dar a conhecer a Michael.


Nada ficou por ali.


E toda a sua família corre perigo.


 


Como fará agora o juiz, para continuar a proteger o seu filho, e a proteger-se, quando o cerco começa a apertar, e a verdade a vir à tona?


Conseguirá ele evitar aquilo que mais temia? Ou terá tudo sido em vão? 


O destino até pode ter sido adiado. Mas poderá ser travado?


 


 


 

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