segunda-feira, 28 de junho de 2021

Histórias Soltas #19: Perdidos no espaço

Como funciona o lançamento de um foguete - Brasil Escola


 


Se há muita gente que gostaria de fazer parte de uma tripulação, enviada numa nave espacial, para descobrir mais sobre o universo, outras há que preferem ter os pés bem assentes na Terra!


Mas, claro, fica sempre aquela curiosidade...


Foi essa curiosidade que levou a que se criasse uma espécie de simulador avançado que recria, de forma muito aproximada à realidade, uma viagem espacial, desde o lançamento do foguetão, até à sua estabilização, para lá da Terra, em pleno espaço, e o respectivo regresso ao nosso planeta.


Era a mais recente atracção a nível de realidade virtual, e das mais procuradas, naquele momento.


E era para lá que se dirigia aquele grupo de amigos que, sem marcação, arriscou ir na mesma, esperando poder viver a experiência de que tanto ouvira falar.


 


A atracção situava-se junto à agência espacial, para imitar o mais possível um ambiente real.


À chegada, tiveram que esperar para ver se haveria alguma hipótese de entrar, uma vez que tinham decidido em cima da hora.


 


Enquanto isso, numa outra sala...


- O que te parece?


- Agora? 


- Porque não? Temos tudo preparado. Eles querem. E nós podemos fazê-lo.


- Sim... Parece um bom grupo. Ok. Avança, então. Mas dá-lhes o treino prévio. 


 


De volta à recepção...


- Podem entrar. Como não têm marcação, vão fazer a experiência no nosso simulador extra, que fica do outro lado. O meu colega já vos vem trazer os fatos, e dar todas as indicações.


 


E, assim, devidamente equipados, dali a meia hora, lá estavam eles, animados e ansiosos, a bordo da nave espacial, prestes a viver uma experiência inesquecível.


A adrenalina começou assim que ouviram a contagem decrescente, e sentiram o impacto dos propulsores a impelir o foguetão.


De repente, já não estremeciam. Já não sentiam a velocidade. Estavam em órbita. A vista, quando se atreveram a olhar para fora, provocava-lhes uma certa claustrofobia mas, ao mesmo tempo, era de cortar a respiração.


O técnico que lhes deu o treino tinha dito que iriam andar por ali cerca de uma hora, antes de regressarem, pelo que aproveitaram ao máximo para apreciar o que iam vendo.


Não tinham, propriamente, uma noção do tempo. Todos os seus pertences, incluindo relógios e telemóveis, tinham ficado guardados num cacifo.


Mas, a determinada altura, começou-lhes a parecer que já estaria na hora de voltar. Só que não havia sinais de que isso fosse acontecer.


Um dos amigos lembrou-se de accionar os comandos de comunicações, que lhes tinham sido indicados, e tentar perceber o que se passava.


 


Foi, então, que ouviram a voz daquilo que lhes parecia um assistente virtual:


"Bem vindos a bordo da Futurex! Daqui a 260 dias chegaremos a Marte, completando a missão que teve início hoje! Em que vos posso ser útil?"


- Estão a brincar, certo?


- Isto ainda faz parte da experiência, de certeza!


- Podes levar-nos de volta? - perguntou, um deles, ao assistente.


- A programação só permite o retorno daqui a 300 dias.


- E como se reprograma? - voltou a perguntar.


- Não é possível reprogramar sem os códigos de acesso.


- E quem tem esses códigos?


- O centro operacional, de onde acabámos de partir.


- Como podemos comunicar com o centro de controlo?


- A nave só permite recepção de comunicações, não o envio. 


- E não há outra forma de contornar a questão dos códigos?


- Sim, pode-se fazer reprogramação manual. Mas, aí, o centro operacional deixa de ter controlo, e estão por vossa conta.


E a comunicação desligou automaticamente. Estavam entregues a si próprios. Se o arrependimento matasse...


 


Uma semana depois, na Terra, passava na televisão:


"Continuam desaparecidos quatro jovens, entre os 20 e os 25 anos, sem ter deixado qualquer rasto. Foram vistos, pela última vez, nesta estrada, mas até agora não foi possível encontrar o veículo, nem qualquer outra pista...." 


 


 


E agora, que final decidiriam para esta história?


1 - Seria mesmo uma experiência da agência espacial, que utilizou os jovens como cobaias, tal como já tinha feito outras vezes.


2 - Tudo aquilo faria ainda parte da experiência virtual, e acabaram por perceber isso dali a poucos minutos.


3 - Não passou tudo de um pesadelo!

5 comentários:

  1. Eu acho que a opção 1 é possível, mas a confirmar-se ia provocar alguma histeria na população …
    Quero antes aceitar a opção 2 …

    Boa semana

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  2. Escolho o 3.
    Do espaço o que tenho realmente muita curiosidade, é a confirmação óbvia de que existe vida noutros planetas.
    Beijinhos

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  3. Seria muita pretensão achar que somos a única forma de vida, num universo (ou multiverso) tão gigante como aquele em que vivemos.
    Acredito que haja muitas outras formas de vida.
    Uma vez sonhei que estava no meio do ar, no espaço, a olhar para a Terra, à minha frente. Foi uma sensação aterradora. Prefiro estar cá dentro dela!
    Deixo-te um vídeo que gostei muito de ver, sobre o quão pequenos e insignificantes somos - https://www.youtube.com/watch?v=GoW8Tf7hTGA

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  4. Enquanto autora da história, também iria para a opção 1, embora as coisas, na prática, não fossem assim tão simples e rápidas.
    Por isso, talvez a opção 2 seja mais adequada

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  5. O vídeo é muito interessante, obrigada pela partilha.
    Beijinhos

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