sábado, 31 de julho de 2021

Santa Maria: parte II

Como tinha referido no post anterior, tendo a minha mãe sido enviada para casa, tratámos de arranjar o apoio possível para que ela fosse acompanhada em casa.


Respirámos um pouco de alívio ao ver que as coisas se estavam a encaminhar.


Até que, na quinta-feira à noite, foi necessário chamar os bombeiros novamente, e voltar ao hospital.


Dados os baixos níveis de oxigénio, foi para a área de Covid, onde passou a noite.


Ao início não percebemos a lógica de a terem levado para ali. Ela não tinha covid.


 


Depois, surpreendentemente, agradecemos por a terem levado para lá.


A médica, ao contrário das colegas, não foi indiferente.


Fez análises, fez RX, fez electrocardiograma.


Fez duas TAC.


Ou seja, tudo aquilo que deveria ter sido feito da primeira vez, na urgência.


E ao final da tarde de 6ª feira, foi internada. Para se estudar a causa do problema dela, e tentar tratá-la. Iria fazer exames na próxima semana.


 


Ontem, ao final do dia, liguei para o serviço.


Falei com o enfermeiro.


Disse que ela estava a oxigénio, que estavam a aspirar as vias aéreas, e que estava a aguardar a colocação da sonda.


Tinha direito a visitas, o que foi um alívio saber.


Ficámos tranquilos porque, da forma como ela saiu daqui de casa, se continuasse cá, estava em constante sofrimento, não teria apoio profissional e imediato, e poderia acontecer o pior, enquanto ali, no hospital, tinha todos os meios e uma equipa médica.


Parecia estar tudo a encaminhar-se no bom sentido.


 


A forma como esta médica procedeu, ao requisitar todos os exames, e interná-la, foi a mais correcta e profissional que poderíamos pedir e esperar.


Não foi o suficiente. 


Talvez tenha sido tarde.


Talvez, se as colegas tivessem agido de forma diferente, o desfecho fosse o mesmo.


Mas pelo menos alguém se preocupou. 


Alguém viu uma pessoa que, mesmo não tendo salvação, merecia um último esforço.


 


E nós agradecemos por isso.


Porque também é preciso falar do que é bem feito.


E não se poderia exigir mais.


 


 

1 comentário:

  1. Marta, infelizmente nunca vão saber se o o desfecho poderia ter sido diferente. Vai ficar sempre a perrgunta e se? Força, um enorme abraço. Estou aqui!

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