
Todos queremos fugir delas, mas nem sempre as podemos evitar.
E esta semana tem sido de burocracias. Necessárias, é certo. Mas que dispensaria de bom grado.
- Tratar com a agência do subsídio de funeral e percentagem da reforma da minha mãe
- Abrir uma nova conta, só em nome do meu pai, para receber o dito subsídio e pensão
- Passar pelo centro de saúde, para comunicar à médica de família o óbito e deixar um agradecimento
- Ligar para as instituições de apoio domiciliário a que tínhamos ficado de dar resposta, para informar que não será mais necessário
- Marcar com o hospital o levantamento do espólio da minha mãe, o que fizemos ontem, mas só veio metade, pelo que lá teremos que ir novamente
- Fazer reclamação no hospital, das duas médicas que, da primeira vez, a enviaram para casa, embora saiba que não vai produzir qualquer efeito, mas não poderia deixar de fazer
- Ligar para a protecção civil, para ver o que era preciso para devolver a cama, que não chegou a ser utilizada
- Começar a reunir a documentação para participação às Finanças do óbito e relação de bens
Há coisas que terão que ficar para as férias.
É tempo de regresso ao trabalho e os poucos dias a que temos direito não dão para tudo.
No entanto, no meio de todas estas burocracias, surgiu a ideia.
Se aquilo que de melhor faço, por esta altura, é escrever, porque não fazê-lo também, em forma de homenagem?
E, assim, estou a tentar dar forma a um livro, intitulado "Memórias de uma eterna guerreira", porque foi isso que a minha mãe foi a vida toda - uma guerreira!
Tinha comentado para mim própria que devias fazer isto, mesmo que não surtindo qualquer efeito:
ResponderEliminar"Fazer reclamação no hospital, das duas médicas que, da primeira vez, a enviaram para casa, embora saiba que não vai produzir qualquer efeito, mas não poderia deixar de fazer"
E parabéns por escreveres um livro dedicado à tua mãe.
És mãe, Marta
És única, Marta.
Um abraço.
ResponderEliminarBeijinhos
Os meus sentimentos
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada, Anita
ResponderEliminarBeijinhos
Foram cinco folhas, já me doía a mão.
ResponderEliminarAo menos que sirva para as ditas repensarem a sua forma de agir com futuros pacientes. Para reflectirem sobre qual é o dever de um médico, e do que as levou a sê-lo.
Hoje publiquei o prólogo. Já está a ganhar forma.
Obrigada pelas palavras e pelo teu apoio, Maria
Beijinhos e bom fim de semana!
ResponderEliminarBeijinhos
Muito boa sorte com a edição do livro, esperemos que corra tudo bem, digo já que a minha vista não está muito boa para leituras, contudo, desejo boa sorte de igual forma!
ResponderEliminarFica bem!
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