quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Burocracias

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Todos queremos fugir delas, mas nem sempre as podemos evitar.


E esta semana tem sido de burocracias. Necessárias, é certo.  Mas que dispensaria de bom grado.


 


- Tratar com a agência do subsídio de funeral e percentagem da reforma da minha mãe


- Abrir uma nova conta, só em nome do meu pai, para receber o dito subsídio e pensão


- Passar pelo centro de saúde, para comunicar à médica de família o óbito e deixar um agradecimento


- Ligar para as instituições de apoio domiciliário a que tínhamos ficado de dar resposta, para informar que não será mais necessário


- Marcar com o hospital o levantamento do espólio da minha mãe, o que fizemos ontem, mas só veio metade, pelo que lá teremos que ir novamente


- Fazer reclamação no hospital, das duas médicas que, da primeira vez, a enviaram para casa, embora saiba que não vai produzir qualquer efeito, mas não poderia deixar de fazer


- Ligar para a protecção civil, para ver o que era preciso para devolver a cama, que não chegou a ser utilizada


- Começar a reunir a documentação para participação às Finanças do óbito e relação de bens


 


Há coisas que terão que ficar para as férias.


É tempo de regresso ao trabalho e os poucos dias a que temos direito não dão para tudo.


 


No entanto, no meio de todas estas burocracias, surgiu a ideia.


Se aquilo que de melhor faço, por esta altura, é escrever, porque não fazê-lo também, em forma de homenagem?


E, assim, estou a tentar dar forma a um livro, intitulado "Memórias de uma eterna guerreira", porque foi isso que a minha mãe foi a vida toda - uma guerreira!


 

9 comentários:

  1. Tinha comentado para mim própria que devias fazer isto, mesmo que não surtindo qualquer efeito:
    "Fazer reclamação no hospital, das duas médicas que, da primeira vez, a enviaram para casa, embora saiba que não vai produzir qualquer efeito, mas não poderia deixar de fazer"
    E parabéns por escreveres um livro dedicado à tua mãe.
    És mãe, Marta
    És única, Marta.
    Um abraço.

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  2. Foram cinco folhas, já me doía a mão.
    Ao menos que sirva para as ditas repensarem a sua forma de agir com futuros pacientes. Para reflectirem sobre qual é o dever de um médico, e do que as levou a sê-lo.
    Hoje publiquei o prólogo. Já está a ganhar forma.
    Obrigada pelas palavras e pelo teu apoio, Maria
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  3. Muito boa sorte com a edição do livro, esperemos que corra tudo bem, digo já que a minha vista não está muito boa para leituras, contudo, desejo boa sorte de igual forma!

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