
No outro dia pus-me a pensar em como tudo isto começou.
No receio que sentimos. Em todas as medidas que começámos a adotar.
A novidade das máscaras. O uso (e abuso) do álcool gel.
As roupas que iam directamente para a máquina mal chegávamos a casa. Os sapatos à porta.
As compras de quarentena e desinfectadas.
As autarquias a desinfectar as ruas.
Parecia um filme. De terror.
Depois, começámos a encarar a nova realidade, e a aceitá-la.
Vieram uns termos novos.
A modernice da App, que se tornou um fiasco.
A chegada das vacinas, e a corrida à salvação.
A adopção de um certificado que incentivou tanta gente, quanta a que limitou.
Por entre restrições, estados de tudo e mais alguma coisa, e números atrás de números, chegou a testagem massiva.
E um novo alívio das medidas, que começa a deixar cair por terra tudo aquilo a que quase fomos obrigados a ter sendo que, daqui a uns tempos, se a tendência se mantiver, ninguém mais quererá saber de vacinação, e os certificados, de vacinação e recuperação, servirão apenas para guardar como relíquias.
Esta é uma espécie de evolução da pandemia, desde o início até hoje, em palavras:
- coronavírus
- pandemia
- contágio
- máscaras
- álcool gel
- luvas
- tapetes desinfectantes
- câmaras de desinfecção
- confinamento
- quarentena
- estado de emergência, calamidade, alerta
- app stay away covid
- vacinas
- certificado de vacinação
- restrições
- matriz de risco
- índices
- testes (PCR, antigénio, rápidos)
- contacto de risco
- certificado de recuperação
- endemia
Agora, e ainda a lidar com os cacos da pandemia, chegou a vez de uma outra guerra...
Adivinha-se tempos ainda mais negros...
ResponderEliminarapp stay away covid
ResponderEliminarEsta foi a que menos impacto teve.
Na minha opinião, e porque eu ainda tenho muitos cuidados, as vacinas foram o melhor.
E pior que tudo isto, é aquele pequeno homem que de poderoso tem de mais, dar cabo de uma nação.
Boa cronologia! É caso para dizer primeiro estranha-se depois entranha-se.
ResponderEliminarBeijinhos!
Pois é Marta, era mesmo o que todos estávamos a precisar, uma guerra!
ResponderEliminarDe repente, aquilo que só víamos em filmes e livros sobre História, é a nossa realidade.
ResponderEliminarHá sempre um (ou mais) louco que acha que tem que ser feita a sua vontade, custe o que custar a todos.
ResponderEliminarVamos ter que entranhar mesmo, porque o vírus vai continuar por aí. Esse, e outros mais perigosos.
ResponderEliminarBeijinhos e boa semana!
Infelizmente, se o Covid calhou a todos, o mesmo não se pode dizer da guerra, que só serve para causar sofrimento, dor e morte a quem nunca a quis, nem pediu por ela.
ResponderEliminarQue Deus me perdoe, mas podia dar-lhe um AVC que o pusesse completamente sem acção .
ResponderEliminarOlá, Marta. Interessante. E também houve algumas palavras e termos a que não estávamos tão habituados: aplanar a curva, distanciamento social, imunidade de grupo (outro fiasco ;)), negacionistas, R0, período de contágio, falso positivo, passeio higiénico, teletrabalho, variante... e a consequente reaprendizagem de parte do alfabeto grego: alfa, delta ómicron...
ResponderEliminarPor acaso dei por mim, algumas vezes, a consultar o alfabeto grego
ResponderEliminarE sim, os termos e palavras, como os que referes, foram toda uma novidade e aprendizagem, tal como algumas técnicas, como aprender a tirar umas luvas das mãos, sem nos contaminarmos
gosto destes alinhamentos, sao muito mais fáceis de ler.
ResponderEliminarMas falta uma palavra na reuniao...só nao estou a ver qual.