sexta-feira, 4 de março de 2022

As burocracias que um pedido de apoio domiciliário envolve

Burocracia - Industrial Engineering


 


Tinha o meu pai acabado de ser internado no hospital, e já um assistente social, desse mesmo hospital, estava a ligar para a família, a informar que estava disponível para colaborar connosco, e ajudar, caso fosse necessário, após a alta hospitalar.


 


Desconhecia este apoio. A minha cunhada explicou-me que, em pacientes com determinadas idades ou limitações, existe essa intervenção e ponte.


 


Uma vez conhecida a data da alta, recorremos então ao dito assistente social (só existe um naquele hospital), para ver o que se poderia fazer, em termos de higiene pessoal (banhos), uma vez que seria nessa parte que o meu pai teria mais dificuldades, em casa.


 


Assim, o assistente social contactou a Santa Casa da Misericórdia da nossa área de residência, e falou com uma das técnicas, que lhe disse que tinham vaga, mas que só poderiam começar na semana seguinte.


Referi que não haveria problema.


Indicou-me que deveria entrar em contacto com a instituição, e pedir para falar com uma determinada pessoa, mencionando que era por intermédio do hospital, para me explicarem as várias modalidades de apoio, e dar início ao processo.


 


A semana seguinte, a que se referiam, é esta que hoje termina. Sem qualquer resposta.


Na terça-feira passada, tentei falar com a dita pessoa. Ou não estava. Ou estava em reunião. Ou estava, mas não no gabinete e, por isso, não poderiam passar a chamada.


Na quarta-feira, a mesma coisa. Ou seja, se nem conseguia chegar à fala com a pessoa para iniciar o processo, como é que poderia ter o apoio?!


Ficou lá um recado. Voltei a ligar. Disseram-me que a Dra. em questão já estava a par do assunto e que, ainda nessa tarde, me ligaria.


Não foi essa, mas outra, que me contactou. Não importava. Pelo menos já era um começo.


 


Explicou-me, então, que unicamente para o serviço de higiene (banho), não havia comparticipação, pelo que seria um serviço efectuado a nível particular e, como estavam na fase de alterações nas tabelas de valores, não me poderia dar o valor do serviço com brevidade.


Para poder ter comparticipação, teria que requisitar, no mínimo, 4 serviços. Não que o meu pai precise mas, justificando-se, em termos de valores, também não haveria mal.


Quer para um, quer para outro, foi-me solicitada, então, uma lista de vários documentos, que enviei na quinta-feira da semana passada.


Só na segunda-feira desta semana confirmaram a recepção da documentação.


 


E é isto.


O meu pai teve alta há mais de uma semana.


Continuamos sem resposta.


E sem apoio.

6 comentários:

  1. Serviços que funcionam a passo de caracol.
    Pobre de quem não sabe como conseguir apoio.

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  2. E a espera continua
    Acho que vamos ter que arranjar uma solução temporária.

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  3. Deve ser muito difícil calcular e apresentar valores.
    E que precisa, que espere.
    Afinal, a vaga e a disponibilidade não eram bem como disseram ao assistente do hospital.

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  4. Há pessoas que, quando a resposta chega, já não precisam do apoio.
    Podiam era ter dito que não tinham vagas para já.

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