quinta-feira, 30 de junho de 2022

"Segredos", de Lesley Pearse

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Como se pode perdoar uma mãe que, desde o primeiro dia, rejeita a sua filha?


Que, desde o primeiro dia, a negligencia?


Que, desde o nascimento da irmã, a discrimina, como inferior, e não a considera merecedora do que quer que seja?


 


Como se pode perdoar uma mãe que insulta a filha?


Que afirma que mais valia ter morrido ela, que a outra filha?


 


Como se perdoa uma mãe que tenta matar a própria filha?


Ainda que, aparentemente, esteja louca?


 


Adele foi uma vítima do sistema.


Das atitudes inconsequentes da mãe.


Do desprezo do padrasto.


Dos abusos do responsável do lar de acolhimento.


 


Nos dias de hoje, Adele seria, certamente, uma criança sinalizada. Não que adiantasse de muito.


Naquele tempo, isso não era moda.


Safou-se como pôde. 


E encontrou a paz com uma avó que nem sabia da sua existência.


 


Rose foi uma má filha.


Abandonou os pais no momento em que mais precisavam dela, sem lhes dizer nada, e levando com ela o dinheiro que possuiam.


E foi um má mãe para Adele.


Nunca sentiu mais do que raiva, rancor e ódio pela filha mais velha, a quem sempre culpou pelas suas desgraças e vida actual, ao lado de um homem que não ama.


Quando Rose perde a sua filha mais nova, Pamela, fica ainda pior, e acaba internada num hospício, depois de tentar matar Adele e o marido.


 


Honour considera que foi uma boa mãe, e que Rose, sua filha, foi uma ingrata.


Agora, tenta ser uma boa avó para Adele.


Mas será que, lá bem no fundo, as coisas são como ela diz?


 


A determinado momento, a verdade terá que vir ao de cima e, não justificando, talvez se compreendam melhor determinadas atitudes. 


Poderão Honour, Rose e Adele resolver as suas diferenças, perdoar-se, e reatar os laços familiares?


 


Confesso que, tendo em conta as notícias que nos vão chegando a cada dia, da triste realidade de crianças negligenciadas, maltratadas e, muitas vezes, assassinadas, pelos próprios pais, só consigo olhar para o final desta história como pura ficção.


Não sei se as pessoas como Rose serão capazes de mudar tanto. Se se poderão tornar tão diferentes, que voltem a merecer confiança, e a ter uma nova oportunidade. Custa-me acreditar.


 


Relações familiares, a guerra e os seus efeitos devastadores, diferença de classes e estatutos, amor verdadeiro e segredos, que podem mudar a vida de todos, são os ingredientes desta história, que porá à prova cada uma das personagens e terá, para cada uma delas, um destino guardado.


 


 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Saudações

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Todos os dias ouvimos as mais diversas saudações, como "bom dia", "boa semana", "bom ano" ou "bom fim de semana", entre tantas outras, a que já estamos habituados.


Ontem, aprendi uma nova: "bom final de mês"!


 


E nem era o último dia do mês, mas segundo o assistente, estamos lá quase.


Por isso, seja por imposição do guião, ou por iniciativa própria, foi com esta saudação que o mesmo deu início à conversa.


 

terça-feira, 28 de junho de 2022

Que demónio é este?...

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Mas que demónio é este, que por aqui ciranda?


Seja ele qual for, que volte depressa para de onde veio.


É impossível andar na rua.


 


Mal uma pessoa sai, fica à mercê dele.


Revoltoso, gélido, sem dar um único segundo de tréguas.


Esbofeteia-nos de um lado. E do outro.


Empurra-nos, fazendo-nos acelerar mesmo sem querer. Outras vezes, trava-nos, como se nos tentasse impedir de seguir caminho.


Desorienta-nos.


 


Já não basta a chama intensa que nos fere os olhos, também ele quase nos cega.


Enquanto nos debatemos com ele, nem nos atrevemos a respirar. Sustemos a respiração, até estarmos em relativa segurança.


Que só chega quando entramos em casa.


Até então, percorremos o caminho o melhor que conseguimos, quase sem o ver, em modo automatico, porque perceber onde estamos e com o que estamos a lidar é doloroso e cansativo demais.


 


Na rua, o demónio anda à solta.


Chama-se vento.


Já deveríamos estar habituados.


Mas o vento nem sempre está assim.


Com esta fúria desmedida. Com esta raiva descontrolada.


A fustigar cada centímetro da nossa pele, e do nosso corpo.


 


Em casa, continuamos a ouvi-lo.


A sentir que ele tenta, de todas as formas, quebrar as barreiras. Chegar até nós.


Mas não consegue.


E nós podemos, então, tranquilamente, abrir os olhos, que demoram a habituar-se à calmaria.


Podemos respirar de alívio.


Podemos descontrair o corpo que, só então, percebemos como estava contraído, e relaxar.


 


Até à próxima luta, quando tivermos que voltar à rua, e enfrentá-lo novamente.


 


 

Sou uma "desmancha-surpresas"!

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Para o bem, e para o mal!


É mais forte que eu.


 


Até posso gostar de ser surpreendida, mas detesto ser apanhada de surpresa!


E, quando me cheira a surpresa a caminho, não consigo evitar esmiuçar tudo, até descobrir.


Depois, também me é difícil fingir que não sei de nada, e reagir bem.


 


Na semana passada o meu marido veio com uma conversa que me deixou logo as antenas em alerta:


"Ah e tal, amanhã temos que ir a um sitio a hora de almoço... Ou então um pouco antes de almoço."


Muito vago, muito evasivo.


Perguntei onde tínhamos que ir. Respondeu apenas o nome da localidade.


Perguntei o que íamos fazer. Respondeu que íamos buscar uma coisa.


 


Não satisfeita, perguntei se a coisa não tinha nome. E se o sítio não tinha nome.


Arranjou uma desculpa que era para ir para ir buscar um disco para o pc, para aumentar a memória. Para eu não desconfiar, mencionou o nome de uma loja de lá.


 


Não resultou muito, porque tudo aquilo me soava estranho.


A loja fechava antes da hora a que, supostamente, ele tinha combinado lá ir. 


Depois, para conseguir mais memória para o pc, o normal seria comprar um cartão de memória. Podia comprá-lo cá.


Ainda que, eventualmente, fosse possível instalar um disco qualquer num portátil, não deveria ser feito na hora.


Fiquei a matutar naquilo.


 


Mais tarde, para acabar com as dúvidas, disse-lhe que era melhor almoçarmos primeiro, antes de irmos, não fosse aquilo demorar. 


Se ele dissesse que tudo bem, dava-me por vencida.


Mas se ele dissesse que não era preciso, então confirmavam-se as minhas suspeitas de que aquilo era tanga.


 


Como eu esperava, ele respondeu que não era preciso almoçar antes.


E eu atirei "Pois não, porque não vais buscar coisa nenhuma. É para irmos almoçar fora!"


 


E pronto, lá estraguei a surpresa, que acabou por não acontecer porque eu disse que, se fosse para ir, íamos os 3, e a minha filha só estava connosco no domingo.


Só que, ao domingo, o restaurante está fechado.


Por isso, ficou o almoço adiado.


E a surpresa arruinada!


 


 


 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

"Jogos Cruéis", de Jodie Picoult

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"Quando menti, acreditaram em cada palavra. E quando contei a verdade ninguém me deu ouvidos."


 


Como é que uma verdade se transforma numa mentira, e uma mentira se transforma numa verdade que, um dia, voltará a ser mentira?


Simples. Ou talvez não...


Se contarmos uma verdade em que seja difícil acreditar, seja por que motivo for, tendem a pensar que mentimos.


No entanto, se aquilo que, até então, parecia inacreditável, voltar a ser contado, por outros, se calhar até é verdade.


E, ao ver que, finalmente, se acredita na verdade, se calhar, se se contar uma mentira como se fosse verdade, também será credível. E acaba por ser.


Até que se torna sistema e, como tal, desacredita-se.


Por isso, da próxima vez que alguém contar a verdade, ela voltará a ser encarada como mentira.


Confuso, não?


 


Mas é à base da verdade, e da mentira, que se faz esta história da Jodi Picoult, em que um homem, Jack, acusado de um crime sexual, que afirma não ter cometido, cumpre uma pena reduzida conseguida por acordo, e se vê, agora em liberdade, a ter que reconstruir a sua vida, com o estigma de abusador, que afirma não ser.


Sem ter ninguém à sua espera, nem sítio para onde ir, acaba por ficar em Salem Falls, onde é contratado por Addie, para trabalhar no seu restaurante.


 


E é em Salem Falls que a sua vida vai voltar a ficar virada de pernas para o ar, quando uma outra asolescente o acusar de a ter violado.


Com um crime semelhante no cadastro, uma condenação anterior, as coisas não lhe são favoráveis.


Ninguém ali o conhece, e não tem por que acreditar num estranho.


Nem mesmo Addie, que entretanto se apaixonou por Jack, acredita na sua inocência. Afinal, vendo bem, ela também não o conhece.


 


E se nem mesmo os seus amigos, colegas de trabalho, e a própria mãe, acreditaram nele, da primeira vez...


Aliás, a mãe de Jack, lidando diariamente com vítimas de agressões sexuais e violência doméstica, não acredita que uma mulher minta sobre algo assim. Logo, o seu filho, é culpado.


Já Addie, tem alguma dificuldade em pensar que alguém mentiria sobre algo tão traumático que ela própria, naquela idade, experienciou. 


 


Na noite em que Gilliann afirma ter sido violada, Jack tinha sido agredido, tinha discutido com Addie, e tinha estado a beber num bar.


Na hora do crime, ninguém pode afirmar que o viu, ou esteve com ele.


Jack não se lembra de nada.


Mas afirma, novamente, a sua inocência.


Chega mesmo a dizer que nunca esteve naquele sítio.


 


Só que, na verdade, ele esteve no local onde ocorreu a violação.


Ele teve contacto com a alegada vítima.


E há sémen no interior da coxa dela.


 


Restam poucas dúvidas sobre o que poderá ter acontecido, até porque as amigas de Gillian confirmam a história.


No entanto, estas adolescentes têm andado a fazer coisas estranhas.


Armadas em "bruxas de Salem Falls".


A querer experimentar os seus poderes para salvar. Mas também para destruir quem se atravesse no seu caminho, ou considerem que merece um castigo.


Essas coisas estranhas envolvem rituais, feitiços, amarrações e drogas.


Drogas que provocam alucinações.


 


Ainda que as provas sejam reais.


Inconclusivas, mas reais.


 


Sabemos que, da primeira vez, Catherine mentiu, acusando Jack de algo que ele não fez.


Será que Gillian está a fazer o mesmo?


Ou, desta vez, aconteceu mesmo?


 


Não direi que este é o melhor livro da autora porque, para mim, existem um ou dois melhores.


Mas é, sem dúvida, muito bom!


É um livro que mostra como uma pequena mentira pode causar danos irreparáveis da vida de alguém.


E como situações, que nunca deveriam acontecer, implicam consequências para quem sofre os abusos, que depois se reflectem no seu próprio comportamento, para com os outros.


É também uma história que mostra como seguir em frente, por mais difícil que seja.


Sobre perda, e superação. 


Sobre resiliência. E perdão.


Tive algum receio de que a autora fosse por caminhos que, para mim, deixariam de ter interesse. Mas, felizmente, isso não aconteceu.


 


Para quem tiver curiosidade, existe um filme, baseado nesta obra, estreado em novembro de 2011, e estrelado por James Van Der Beek , Sarah Carter e Amanda Michalka.


 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Quando, para não falhar aos outros, falhamos a nós mesmos...

Palabras en japonés | Arte manga, Dibujos anime manga, Dibujos de anime 


 


Ao longo da vida, são vários aqueles com quem contamos, e que contam connosco, nas mais diversas ocasiões.


E existem situações em que essa necessidade se faz sentir mais.


Faz parte do ser humano.


Da mesma forma que gostamos que estejam lá para nós, também nos sentimos no dever de estar lá para os outros.


 


Por isso, para não falhar com aquele, abdicamos de algo. Para não desapontar aqueloutro, mais alguma coisa fica para trás. E porque alguém está a contar connosco, "roubamos" mais um bocadinho a nós.


 


O problema surge quando, para não falharmos aos outros, acabamos por falhar a nós mesmos.


Quando queremos tanto não defraudar ninguém, que acabamos por dispender todo o nosso tempo, e toda a nossa energia, com os outros, não sobrando nada a que nos agarrarmos quando, finalmente, pensamos em nós.


 


Se não o fizermos, ficamos a remoer e a sentir alguma culpa porque, afinal, ainda que não nos tenham pedido nada, sabemos que podemos fazer a diferença.


Se o fizermos, ficamos frustrados porque, em prol dos outros, nos esquecemos de nós. 


 


Esquecemo-nos de que também temos que olhar para, e por, nós.


Que, por muito que não queiramos ser egoístas, também não nos devemos colocar em último plano.


Como se não tivessemos qualquer importância. Temos!


Como se tudo aquilo que sentimos, e precisamos, fosse insignificante. Não é!


 


E, por vezes, temos que nos convencer de que não temos superpoderes.


Que não conseguimos chegar a todos, o tempo todo.


Que, se calhar, naquele dia, a pessoa que mais precisa, somos mesmo nós... 


 


 

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Histórias Soltas #22: Mistura explosiva!

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Isto de deitar tarde, levantar várias vezes durante a madrugada, e acordar cedo, não dá bom resultado.


Mas, que fazer?


Era sábado.


O filme prometia. Ficaram a ver. E o tempo passou.


 


Depois, a gata, que já tinha passado o dia a dormir, lembrou-se de chamar às 2h, às 5h, às 9h.


Assim, era difícil dormir alguma coisa de jeito.


E acabou por se levantar.


Mais um dia do fim de semana a madrugar por conta das gatas. Como se não bastassem os dias de semana, para ir trabalhar.


 


Claro que a dor de cabeça tardou, mas não falhou.


Ao final da tarde, já não aguentava a dor.


Bebeu um café. Forte.


Como não era hábito, podia ser que fizesse efeito.


Deitou-se. 


Uma hora depois, continuava na mesma.


Qualquer movimento, mínimo que fosse, relembrava a dor intensa, as naúseas.


 


Normalmente, a enxaqueca passa no dia seguinte. 


Mas não seria o caso.


Porque o dia seguinte era dia de ida ao hospital. Dia de confusão, de espera, de máscara na cara e, por tudo isso, dia de dor de cabeça.


Com esse pensamento decidiu-se, pela primeira vez desde que começou a sofrer de enxaquecas, a tomar um comprimido que lhe aliviasse a dor. Um paracetamol 1000g que, não sabe bem a que propósito, tinha lá por casa.


 


Ao fim de algum tempo, notou uma melhoria.


Ainda lhe custava comer.


Ainda deambulava pela casa a fazer as coisas sem luz.


Mas sentia-se um pouco melhor.


 


Assim que se despachou, deitou-se.


Não que tivesse muito sono, mas sabia bem estar com o corpo deitado, e com a cabeça na almofada.


O que não sabia, era que lhe esperava "o inferno"!


Mesmo sem febre, sentia um calor fora do normal.


Mesmo de t-shirt, parecia ter os cobertores todos em cima.


E as náuseas não ajudavam.


 


No dia seguinte, bem melhor, e tendo conseguido, apesar de tudo, dormir bem, foi investigar a causa dos "calores".


Pois... É um dos efeitos secundários dos comprimidos.


E o café também é propício a aumentar a temperatura corporal.


É caso para dizer que foi uma mistura explosiva!


 


 


 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Barragem do Rio da Mula

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Num dos comentários, deixados no post sobre a Lagoa Azul, foi mencionada a Barragem do Rio da Mula, situada um pouco mais à frente.


No sábado, fomos até lá.


 


Fiquei desapontada.


Vale muito mais a pena ver a Lagoa Azul, que a Barragem.


Ainda assim, deu para tirar umas fotografias.


 


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terça-feira, 21 de junho de 2022

Mais de 20 alminhas presentes, e nem uma foi capaz de ajudar!

urgenteeeeee Ao empurrar um carro este irá se movimentar com velocidade  constante, isso quer dizer - Brainly.com.br


 


No sábado fomos passear.


O carro anda há muito tempo com umas pancadas de "pega, não pega", e por mais que vá à oficina, nunca vem totalmente bom, deixando sempre a "pulga atrás da orelha".


Estacionámos.


Fomos ver a barragem. Tirámos umas fotos. E pedimos a uma bombeira que por ali estava para nos tirar uma foto.


 


De regresso ao carro, percebemos que nos "entalaram".


Vários veículos dos bombeiros pararam por ali, impedindo grandes manobras, e a saída do estacionamento.


Estavam mais de 20 bombeiros ali a conferenciar, não sei se em alguma acção de formação, exercício, ou o que quer que fosse.


 


O carro decidiu não pegar.


Várias tentativas, e nada.


Os bombeiros limitaram-se a, volta e meia, quando o barulho que o carro fazia os distraía do que estavam a ouvir, olhar para nós.


O meu marido, lá conseguiu, mesmo sem o carro trabalhar, fazer umas manobras para virá-lo em direcção à saída.


Como era meio a descer, podia ser que entretanto pegasse.


 


Ao aproximarmo-nos da saída, percebemos que o carro não passaria entre o camião dos bombeiros e a cerca.


E foi só nessa altura que um dos bombeiros teve o discernimento de tirar o camião da passagem. Mas só, e apenas, isso.


Estavam presentes mais de 20 alminhas, e nem uma foi capaz de ajudar!


Nem uma foi capaz de se chegar ao pé de nós e perguntar: "Precisam de ajuda?" ou "Querem que empurre?"


Nada.


Limitaram-se a olhar.


 


Com bombeiros destes, estamos feitos.


Só mesmo, literalmente, para a fotografia.


 


Em contrapartida, no dia seguinte, o mesmo cenário numa farmácia, e umas mulheres puseram logo mãos à obra a ajudar o meu marido, que estava sozinho.


E é isto...


 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

"A Rapariga no Abismo", de Charlie Gallagher

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Em duas palavras, esta é uma história de impotência e frustração, em todos os sentidos!


 


Impotência das vítimas, que dificilmente, por mais que queiram, escaparão com vida aos ataques daquele homem.


Impotência dos inspectores, que parecem não chegar a lado nenhum num caso de atropelamento e fuga que, só mais tarde, percebe que não é apenas isso.


Impotência de Maddie que, após anos a trabalhar como infiltrada, se vê obrigada a "esconder-se" para sua própria protecção, e aceitar um cargo que não quer, por ter feito asneira na sua última missão.


Impotência de quem tem as vidas tão viradas de pernas para o ar, que lhes é difícil, ou mesmo impossível, lutar contra os seus vícios. 


 


E, lá está, na sequência dessa impotência, a frustração.


Porque nem os inspectores descobrem as vítimas a tempo, nem as vítimas conseguem fazer-se ouvir.


Porque o assassino continuará a matar.


Porque Maddie, apesar de querer muito empreender os seus esforços no que realmente importa, e isso começa por descobrir o paradeiro de Lorraine, e ajudar Harry no caso do atropelamento, vê-se posta de parte, delegada para assuntos escolares, como se estivesse a cumprir castigo.


E porque os vícios, sejam eles quais forem, chamam por alimento que os sacie e, para além do perigo que lhes está inerente, podem constituir um perigo ainda maior, e mais mortal.


 


Confesso que fiquei desapontada com este livro.


A história em si está bem conseguida, mas acho que enrolou muito e, de repente, despachou tudo.


Foi dada a conhecer uma personagem quase irrelevante, mas que daria direito a um livro prévio sobre essa história (não sei se existe), com Maddie e Adam, o seu passado como infiltrada, e a relação estranha que ambos mantêm.


Da mesma forma, ficamos sem saber se aquela relação tem futuro, se as suspeitas do chefe de Maddie se confirmam, e ficamos com vontade de saber se ela vai mesmo ficar por ali, e fazer dupla com Harry.


Se está segura, ou se corre perigo.


Por outro lado, a mãe de Lisa sofre de uma doença mental que pouco é abordada, tal como a sua relação bipolar com a filha Lisa.


Também Lisa é uma personagem pouco explorada, sabendo-se pouco mais do que o básico, e o porquê de se tornar uma vítima, sem aprofundar muito o seu vício.


E o que vai acontecer ao assassino?


Dúvidas que, para já, ficam para quem quiser tentar desvendá-las, por conta própria.


 


 

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Histórias Soltas #21: A espera

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Ali estava...


Era um dia quente. Quente demais.


Apesar de se manter ali na sombra, depressa o edifício deixaria de tapar o sol, que já espreitava.


E, depois, não teria como se proteger.


Já sentia os raios em cima de si. A escaldarem-lhe o corpo.


Mas não podia fugir.


 


Olhar para o edifício ajudava a dar a sensação de frescura, por ser escuro, ao contrário do céu, que parecia irradiar ainda mais calor.


No entanto, piorava a sua vertigem. 


Estar cá em baixo, a olhar para um edifício como aquele, alto e imponente, mesmo à sua frente, era uma sensação estranha. 


Claustrofóbica.


 


Como queria estar no meio de uma floresta, numa cascata, numa lagoa qualquer, no meio da natureza.


Mas da natureza, a única coisa que avistava era os pássaros que, indiferentes ao calor, faziam a sua dança, e as suas corridas pelo ar.


 


Olhava para o relógio.


Ainda nada.


A espera adivinhava-se longa.


Mas não havia nada que pudesse fazer.


A não ser, esperar...


 


 


 


 


 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Ainda existem pessoas capazes de me surpreender positivamente!

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A minha filha foi convidada para o aniversário de duas amigas e colegas de turma (irmãs gémeas).


Hoje em dia, os almoços/ jantares, na adolescência, são entre amigas, sendo que os pais, quanto muito, vão levar e buscar.


E cada um paga o seu.


 


Neste caso, pelo que percebi, a minha filha era a única da turma a ir ao almoço, que seria mais para a família (pais, tios, avós), sendo que os pais ficaram de vir buscá-la mas, como o almoço era cá em Mafra e estavam atrasados, acabei por ir com ela até ao restaurante, onde lhe fiz companhia, até eles chegarem.


Quando as aniversariantes chegaram com a tia, deixei a minha filha com eles, e voltei para casa.


Até porque depois do almoço iam todos para casa das miúdas, para cortar o bolo.


 


Entretanto, ao final da tarde, enviei mensagem à minha filha, a perguntar se era para ir buscá-la. Disse que não era preciso, que a traziam a casa. Pedi-lhe só para enviar mensagem, quando estivesse a vir. 


 


Passado um pouco, recebo uma chamada de um número que não conheço.


Era a mãe das amigas.


Ligou-me para pedir desculpa pelo atraso no almoço.


Para agradecer por ter deixado a minha filha celebrar o aniversário das filhas com elas.


A dizer que ficava muito contente com esta amizade.


E a fazer já um novo convite.


Aliás, dois.


Um para a minha filha, para uma celebração que irão fazer lá mais para a frente.


Outro para nós, mães (e padrastos) nos conhecermos pessoalmente.


E a informar que, como tinham ficado sem carro, seriam os tios a trazer a minha filha.


 


Como combinado, os tios deixaram a minha filha à porta de casa.


Fui agradecer-lhes.


Parecem pessoas impecáveis.


 


Pela minha filha, mandaram comida da festa, uma fatia de bolo de aniversário, e ainda legumes e outras coisas.


Além de tudo isto, pagaram-lhe o almoço.


 


Posso estar a ser muito ingénua, ou até precipitada, mas gostei das pessoas.


Gostei dos gestos delas para connosco, e para com a minha filha.


Hoje em dia, isso é cada vez mais raro.


Senti que, pela primeira vez, em vez de sermos nós a fazermos de tudo para a minha filha poder estar com as amigas, e assumirmos a responsabilidade, foi alguém que o fez por nós. Que teve esse cuidado, e atenção.


São pessoas que, de certa forma, pensam e agem de forma semelhante à nossa. 


 


Agora é esperar que esta amizade permaneça, apesar dos caminhos diferentes que irão, certamente, seguir na vida.


Eu fico feliz.


E, pelo que percebi, a mãe delas também!

quarta-feira, 15 de junho de 2022

"Lagoa Azul", em Sintra

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Em conversa com uma amiga, sobre férias, e passeios, calhou falar-se na Lagoa Azul.


Não conhecia. Só mesmo a do filme.


E até nem é muito longe de onde moramos. Fica em Sintra.


Decidimos ir visitá-la. Aqui fica o registo!


 


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terça-feira, 14 de junho de 2022

"O Sonho", de Nicholas Sparks

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Quando pensava que Nicholas Sparks não me poderia mais surpreender, eis que ele me mostra que sim, consegue!


"O Sonho" é a prova disso.


Em alguns momentos, agradeci as pausas que foram feitas na narrativa, e aquelas que fui forçada a fazer (porque a vida não é só leitura), para que as lágrimas não começassem a cair.


E não, não é um livro sobre lamichices e os típicos romances a que já nos habituou.


 


É muito mais.


É sobre uma mulher que está no auge da sua carreira como fotógrafa, mas tem os dias contados, por conta de um cancro de pele, que descobriu quase por acaso.


Uma mulher que já viajou muito pelo mundo, mas dava tudo para voltar a um único sítio, onde foi feliz.


Uma mulher que nunca teve uma relação fácil com os pais e irmã, mas conseguiu amar, e ser amada, por uma tia que não conhecia, e de quem menos esperava amor.


 


É sobre uma adolescente que engravida, e cujos pais a mandam para longe, para ter a criança sem que ninguém saiba, dá-la para adopção, e voltar para junto deles, à sua vida normal, como se nada tivesse acontecido.


Uma adolescente que está perdida, mas se volta a encontrar onde menos esperava. 


Uma adolescente que vive o seu primeiro e único amor durante alguns meses, até que tudo muda.


 


É sobre abdicar, por uma causa maior.


Ainda que nos faça sofrer.


 


É sobre dar importância a pequenos gestos, a pequenos momentos, às coisas simples e bonitas da vida.


É sobre sonhos, e paixões.


Sobre o amor verdadeiro, e as escolhas que se fazem por ele.


É sobre o destino, o que ele nos reserva, e como nos troca as voltas.


 


"O Sonho" é sobre perseverança.


Uma última oportunidade, depois daquelas que não voltam mais.


Numa corrida contra o tempo.


Até que tudo acaba, onde tudo começou...


 


Maggie, uma fotógrafa de renome, tem poucos meses de vida.


Vai vivendo os seus dias à base de medicação para as dores, emagrecendo a olhos vistos.


Com a galeria numa época de maior movimento e trabalho, é necessário contratar alguém que ajude, e Mark, que em tempos tinha mostrado interesse e deixado lá o seu currículo, parece ser a pessoa certa.


Com o passar do tempo, Mark e Maggie começam a tornar-se mais íntimos, e Mark desafia a sua chefe a contar-lhe a sua história.


Assim, o livro vai alternando entre o presente, e o passado, com Maggie a explicar como surgiu a sua paixão por fotografia, e como conheceu o seu grande amor - Bryce.  


 


Nem sempre Maggie tem forças e disposição para seguir com a história mas nós, tal como Mark, ansiamos pelo que ainda está por vir, pelo que ainda falta saber, e como é que tudo aconteceu.


No fundo, à medida que Maggie vai avançando, a sua vida vai-se perdendo e, no entanto, os últimos dias da sua vida pareceram um reviver dos melhores momentos que viveu, como que para compensá-la, do que lhe estava a ser tirado.


 


Não é, como percebemos logo no início, uma história com final feliz.


Ainda assim, há uma surpresa guardada para os leitores, nas últimas páginas, que será também uma surpresa para a Maggie.


No fim, tudo valeu a pena!


Apesar de ter ficado tanto por viver, tanto por aproveitar, tanto por amar...


 


 


SINOPSE


 


"Em 1996, Maggie Dawes tem 16 anos e muito pouca vontade de ir viver com uma tia que mal conhece numa vila costeira remota e ventosa. Mas a ilha de Ocracoke, na Carolina do Norte, vai mesmo ser a sua nova casa.
Contrariada, Maggie encontra refúgio nas recordações da família e dos amigos que deixou para trás. Até ao dia em que a tia lhe apresenta Bryce Trickett, um dos poucos adolescentes da zona. Bonito e genuíno, o rapaz vai mostrar-lhe a beleza da ilha e despertar nela uma paixão pela fotografia que influenciará toda a sua vida daí para a frente.
Em 2019, Maggie é já uma fotógrafa de renome e divide o seu tempo entre viagens a locais remotos e uma galeria em Nova Iorque. Mas uma notícia inesperada obriga-a a permanecer na cidade durante o Natal. Com um fiel assistente por companhia, Maggie passa os últimos dias da quadra a recordar um Natal de outrora e a avassaladora paixão que mudou o rumo da sua vida.
Nesta história de descoberta, perda e redenção, Nicholas Sparks recorda-nos que o tempo que dedicamos às pessoas que amamos é uma dádiva preciosa."



 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

"Uma Mãe Perfeita", na Netflix

Avis et audience Une mère parfaite (TF1) avec Julie Gayet et Tomer Sisley |  Actualité TV | Nouveautes-Tele.com 


 


São os nossos filhos que esperam que nós sejamos "mães perfeitas"?


Somos nós, mães, que acreditamos que eles esperam isso de nós?


Ou somos nós que, estupidamente, o exigimos a nós mesmas?


Como se menos do que isso, não fosse digno de uma mãe?


 


 


Não existem pessoas perfeitas.


Como tal, não existem filhos perfeitos.


E, tão pouco, mães perfeitas.


Quem acreditar no contrário, está apenas a iludir-se.


 


Enquanto mães, fazemos o melhor que podemos, e conseguimos.


Fazemos o que achamos que é correcto.


Por vezes, tentamos ser o tipo de mãe que nós mesmas tivemos.


Outras vezes, pelo contrário, tentamos nunca seguir o exemplo das nossas mães.


A verdade é que nem nós somos elas, nem os nossos filhos são nós.


 


Hélène é uma mãe que fugiu da sua própria mãe.


Agora, é mãe. E tenta ser a mãe que ela própria gostaria de ter tido.


Em nome de uma família unida e perfeita, tentando ser uma mãe perfeita.


No entanto, tudo isso desmorona quando a sua filha é detida, por suspeita de assassinato.


 


Anya diz-se inocente. Hélène, como é óbvio, acredita nela.


Afinal, a sua filha foi voluntariamente à polícia. Isso significa que não tem nada a temer.


Anya deveria estar em Paris, a estudar na universidade.


A verdade é outra. Ela não estuda. Trabalha, sim, num centro que ajuda mulheres vítimas de violência doméstica.


Hélène começa a perceber que a sua filha lhe escondeu algumas coisas, e que está a tornar-se uma estranha.


 


No entanto, Anya é, também ela, uma vítima.


Na noite do crime, ela foi violada pelo rapaz que morreu.


 


Mais, Anya foi para Paris, precisamente, para fugir de um namorado agressivo, que a violou também.


Apenas o seu irmão sabia.


Ela não quis contar aos pais.


Acusa-os de viver uma farsa. De pressionarem os filhos para serem perfeitos. De serem egoístas.


Acusa a mãe de fazer vista grossa ao mundo real, e ao que de mau nele acontece.


De ter uma vida boa, e não se preocupar com mais nada à sua volta.


 


Percebe-se, também, que nem o casamento de Hélène e Matthias está bem. 


Até porque Hélène tem uma história pendente com Vincent, o advogado que escolheu para ajudar a sua filha.


E é nisso que Hélène vai concentrar as suas forças: provar a inocência da filha, e descobrir a verdade sobre o assassinato de Damien.


Ainda que perceba que, no fundo, está longe de ser uma mãe perfeita, até onde estará Hélène disposta a ir, para ajudar a sua filha?


E que preço pagará por isso?


 


Uma série de 4 episódios que não nos deixa parar de ver até ao final.


E que nos faz questionar qual o nosso papel, enquanto pais.


O quanto sabemos dos nossos filhos.


O quanto eles precisam de nós, ou nós deles. 


Quão pouco controlo temos sobre as suas atitudes, comportamentos e decisões.


E quão pouco podemos fazer, para os proteger, ainda que seja o que mais queremos na vida.


 


 


 


 

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O covid está a transformar-se nas novas gripes e constipações

Constipações - Aprender uma coisa nova por dia


 


À velocidade, e curto espaço de tempo, a que a maioria das pessoas se reinfectam, e tendo em conta os sintomas, na sua maioria, semelhantes, e já sem a gravidade assustadora dos primeiros tempos, acredito que o covid se está a transformar nas novas gripes e constipações.


Antes, as pessoas tinham uma ou outra gripe, duas ou três constipações por ano.


Agora, têm covid.


E, para alguns, é até menos sintomático, e melhor que as outras, pelos sintomas ligeiros, ou quase inexistentes, que se manifestam!


Resta assimilar, aprender a conviver, e aceitar esta nova normalidade que, neste momento, não é mais do que aquilo a que já se estaria habituado, antes da pandemia.


 

terça-feira, 7 de junho de 2022

"O Último Fôlego", de Alison Belsham

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Os assassinos estão cada vez mais criativos no que respeita à forma como cometem os seus crimes.


Com técnicas mais rebuscadas. 


Já não matam só por matar.


Matam para transmitir mensagens. Para se punir a si próprios. 


Para torturar, e fazer sofrer as vítimas. 


Já não é apenas um acto impulsivo, do momento, uma mera vingança.


É algo planeado, complexo, estudado ao pormenor.


A morte já não é, apenas, a morte.


É prazer. Necessidade.


É uma espécie de "alimento", de satisfação, de realização pessoal, de propósito de vida, para quem a leva a cabo.


 


Em "O Último Fôlego", a morte vem na forma de estigma, com pés e mãos esburacados, e de veneno, infiltrado no corpo das vítimas, através da tinta que o assassino usa para tatuar as mesmas.


Mensagens em latim. Que parecem apontar para algo religioso.


E desenhos, estes feitos com tinta ultravioleta, que parecem não fazer sentido, quando analisados em cada vítima, separadamente mas, juntos apontam para um mapa.


 


O que é certo é que as vítimas sucedem-se, uma atrás da outra, sem que os médicos as consigam salvar da morte.


O único elo aparente de ligação é Alex, namorado da primeira vítima, amigo da segunda, frequentador da mesma faculdade que todas elas, e primo da quarta vítima.


Ele é filho de pais que têm, como profissão, fazer tatuagens.


Os antecedentes da mãe não abonam a seu favor.


Mas há um pormenor que leva alguns investigadores a considerá-lo o principal suspeito: é preto. E a sua cor de pele é logo uma grande desvantagem, num mundo de brancos.


Assim, a polícia tenta a todo o custo, em vez de alargar os seus horizontes e linha de investigação, concentrar os seus esforços a tentar culpar Alex, ainda que sem qualquer prova ou evidência concreta.


 


Ao mesmo tempo que esta acção se desenrola no presente, é-nos dada a conhecer uma história paralela, do passado: a de Aimé, uma menina cuja mãe morreu de cancro, cujo irmão parece não querer saber dela, e cujo pai abusou dela durante anos a fio, sem que ninguém a protegesse.


 


Em que ponto é que o passado e o presente se conjugam?


De que forma estão relacionados?


De que forma, investigando o passado, poderão desvendar os crimes do presente?


 


"O Último Fôlego" é um livro que também, de certa forma, nos tira o fôlego, porque sabemos que mais vítimas vão surgir, que a polícia não faz a mínima ideia de quem as esteja a matar, nem porquê, e que as próprias vítimas nada podem fazer contra a morte certa que as espera.


Tira-nos o fôlego porque assistimos aos criminosos a conseguir safar-se, a "gozar" com polícia, júris e juízes, a continuar a perpetrar os seus crimes, e escapar impunes.


Tira-nos o fôlego porque nos enerva tanto racismo, tanta discriminação, tanto preconceito e julgamento, quando os verdadeiros culpados podem estar ali mesmo ao nosso lado, e ser as pessoas mais inocentes que se poderia imaginar.


Aquelas em que, à partida, deveríamos confiar.


Mas ninguém parece olhar para elas... 


 


 


 

A semana numa imagem

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