sexta-feira, 17 de junho de 2022

Histórias Soltas #21: A espera

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Ali estava...


Era um dia quente. Quente demais.


Apesar de se manter ali na sombra, depressa o edifício deixaria de tapar o sol, que já espreitava.


E, depois, não teria como se proteger.


Já sentia os raios em cima de si. A escaldarem-lhe o corpo.


Mas não podia fugir.


 


Olhar para o edifício ajudava a dar a sensação de frescura, por ser escuro, ao contrário do céu, que parecia irradiar ainda mais calor.


No entanto, piorava a sua vertigem. 


Estar cá em baixo, a olhar para um edifício como aquele, alto e imponente, mesmo à sua frente, era uma sensação estranha. 


Claustrofóbica.


 


Como queria estar no meio de uma floresta, numa cascata, numa lagoa qualquer, no meio da natureza.


Mas da natureza, a única coisa que avistava era os pássaros que, indiferentes ao calor, faziam a sua dança, e as suas corridas pelo ar.


 


Olhava para o relógio.


Ainda nada.


A espera adivinhava-se longa.


Mas não havia nada que pudesse fazer.


A não ser, esperar...


 


 


 


 


 

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