quarta-feira, 31 de agosto de 2022

"Look Both Ways" (Dois Caminhos), na Netflix

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Natalie é uma mulher com um "plano a cinco anos"!


Ela tem tudo definido, programado, planeado a longo prazo, e não quer fugir desse plano.


A não ser por umas horas, quando aquilo que pareceria uma loucura acontece.


 


Na noite da festa da licenciatura, Natalie sente-se mal e, por via das dúvidas, a amiga traz-lhe uns testes de gravidez, só para excluir essa hipótese.


A partir daí, assistimos a duas vidas, e dois percursos, paralelos: a vida em que Natalie está grávida, e todo o seu plano vai por água abaixo; e a vida em que o teste deu negativo, e o plano segue, embora não da forma como ela esperaria.


 


A questão é saber qual das duas vidas é a real, e aquela que poderia ter sido, mas não foi.


E a mensagem é bem explícita: não importa o caminho que se percorra, ou as escolhas que se façam porque, de uma ou outra forma, as coisas podem acontecer, podemos concretizar os nossos objectivos, e ser felizes.


No fim, Natalie estará bem, qualquer que seja o seu destino.


Será?


 


Vejam, que vale a pena!

terça-feira, 30 de agosto de 2022

O Vale dos Lagos

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Sintra é uma vila lindíssima para se visitar.


Pena é ser tão difícil visitar o que quer que seja, por conta do estacionamento difícil e área restrita junto ao que de mais histórico e bonito se quer ver.


Por isso, tivemos que parar o carro a vários quilómetros, e ir de Uber até ao local.


Estas são as imagens da primeira parte do passeio, ao Vale dos Lagos, no Parque da Pena.


 


 


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segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O cancro da pele não é um mito!


 


É real.


E não acontece só aos outros.


 


Ano após ano, repetem-se as campanhas, as recomendações, os alertas.


A importância do uso de protector solar. E de se evitar as horas de maior risco.


Não há quem não o saiba.


 


Mas nem todos o levam a sério.


Afinal, a pessoa quer é aproveitar o verão. Se for preciso, dias inteiros na praia, ou na piscina.


 


Ir à praia de manhã? Ou ao fim do dia?


Isso é para quem tem a sorte de poder frequentar praias em zonas quentes. Para muitos, o único momento em que a praia está boa, é quando não deveriam lá estar, sob pena de apanharem vento, frio e nevoeiro, em vez de sol.


 


Protector?


Até se usa. Põe-se uma vez ou duas, quando se chega à praia, se se chegar cedo. Ou, então, não. Que uma corzinha é sempre bem vinda.


 


Chapéu de sol?


Isso é coisa dos nossos pais ou avós. 


A malta nova não quer andar carregada com chapéus.


Além de que, lá está, o mais certo era passar o tempo a correr atrás dele pela praia, por causa do vento.


 


E pronto, seja qual for o motivo, a verdade é que, mesmo com alguns cuidados, volta e meia, lá se apanham uns escaldões.


Quem não os apanhou na vida?


A pessoa assusta-se na hora, trata das mazelas, sofre um bocadinho mas, depois, passa.


E está pronta para outra.


 


Cancro da pele?


Sim, sabemos que existe mas... não vamos necessariamente apanhar, pois não?


 


Pois...


A verdade é que os sucessivos escaldões, e erros que se vão cometendo ao longo dos anos, têm consequências.


Sobretudo para quem tem pele clara.


E, muitas vezes, para quem tem dezenas de sinais no corpo.


Como eu.


 


Mas, que raio!


Sempre tive sinais. 


Para mim, fazem parte do meu corpo.


São tantos, de diferentes tamanhos, cores e feitios, espalhados por tantos sítios que, simplesmente, nunca lhes dei importância.


 


E agora, por causa de uma coisa estranha que nem sinal é, e que me fez recorrer a uma consulta de dermatologia, fiquei a saber que a dita coisa estranha é um carcinoma basocelular.


Ah, e como bónus, uma suspeita de melanoma maligno relativamente a um sinal mais escuro que tenho na coxa.


Que eu não faço a mínima ideia de há quanto tempo lá está (suponho que anos), nem se aumentou de tamanho ou mudou de cor em algum momento.


Tudo nomes pomposos, para um único diagnóstico - cancro da pele.


 


Uma coisa é certa: nunca mais vou olhar para um sinal da mesma maneira!


Se, antes, não lhes ligava a mínima, agora, sou capaz de imaginar mil e um cenários, e encontrar no mais básico dos sinais, todas aquelas características ABCDE (assimetria, bordas, cor, diâmetro, evolução) campatíveis com cancro.


 


Diagnosticado o dito cujo, o próximo passo é a referenciação para um hospital público, para a excisão de ambos, sendo que o suposto melanoma irá para análise, para confirmação da sua malignidade.


 


Então, e como te sentes? - perguntam-me.


Bem, não é como se me tivessem dito que tenho pouco tempo de vida, ou que não há solução. 


Porque, à partida, há.


Não sinto nada fisicamente. Não me sinto doente.


 


Se bem que, pensando bem, e com a sementinha já plantada, é muito fácil começar a associar mil e um sintomas a eventuais efeitos do suposto melanoma (que ainda nem certo é), que poderá já ter disseminado a outros órgãos.


Afinal, se está ali há tanto tempo que nem me lembro...


 


Mas, vale a pena fazer filmes?


Não!


É levar com calma, ser positiva, e acreditar que, se fosse assim tão grave, já se teria manifestado de outras formas.


 


O que vale, daqui em diante, é redobrar os cuidados.


É servir de exemplo (infelizmente mau), para que a minha filha evite fazer as mesmas asneiras que eu.


E já sei que, para o resto da vida, vou andar com rédea curta e constantemente vigiada, para o caso de surgirem novos visitantes.


 


Por isso, para quem ainda acha que o cancro da pele é só um mito, algo que usam para nos incutir medo ou impedir de aproveitar o sol, ou que só acontece aos outros, aqui está a prova de que não é assim.


E pode bater à porta de qualquer um.


 


 

sábado, 27 de agosto de 2022

Fomos roubados na praia de Carcavelos

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Será que posso voltar atrás no tempo, ao momento em que as férias ainda não tinham começado?


É que isto não está a correr nada bem. E ainda só estamos na primeira semana.


 


Depois de receber notícias não muito boas, relativamente a um problema de saúde (que falarei num outro post), tínhamos que ser roubados.


Ou, como o meu marido diz, furtados, porque não envolveu violência.


Para mim dá no mesmo: ficámos sem as coisas, e com o prejuízo.


 


Foi burrice e estupidez?


Foi!


Foi excesso de confiança?


Foi!


Foi ingenuidade?


Foi!


 


Foi um pouco de tudo.


Já sabemos a fama que a praia tem.


E, mesmo assim, fizemos tudo mal. 


Mas, que raio, sempre fomos às praias da Ericeira, Troia, Peniche e por aí fora, sem problemas, e sem medos.


Mesmo nesta praia de Carcavelos, ainda no outro dia lá tínhamos estado. E correu bem.


 


Mas, nesta quinta-feira, estava tudo contra nós.


A minha filha não estava com vontade nenhuma de ir à praia.


Mas eu insisti. Primeiro erro.


O tempo aqui em Mafra estava mais para outono, e Carcavelos era a praia mais próxima, com bom tempo.


 


Quando chegámos, a minha filha queria ir mais para a frente no areal, para junto das pessoas, e mais perto do mar.


Mas eu achei que aí estaria mais frio, e acabámos por ficar mais atrás, e mais isolados. Segundo erro.


 


Colocámos protector solar, tapámos as mochilas com as toalhas, e fomos ao banho. Terceiro e decisivo erro.


 


Quando voltámos, uns minutos depois, a mochila da minha filha tinha desaparecido.


Logo a dela, da pessoa que nem sequer queria ir, e que tinha avisado para não ficarmos ali.


Portanto, ficou sem mochila, sem telemóvel, sem os óculos, sem os fones, sem o casaco, sem a toalha da praia, sem uns objectos sem qualquer valor para o ladrão, mas com valor sentimental para ela, e só não ficou sem roupa para vestir, porque tinha posto o vestido dela no meu saco.


Podiam ter levado a mochila do meu marido. Era velha, e só tinha comida dentro. Mas não.


E podemo-nos dar por felizes de não terem levado tudo.


 


Nessa tarde, houve pelo menos 3 vítimas deste "trabalho de verão".


Quando chegámos à PSP, estavam dois homens a apresentar queixa. Tinham sido roubados, e acabaram por encontrar a mochila na estrada, mas sem nada. 


Depois de apresentarmos queixa, fomos correr a praia, os estacionamentos, os caixotes do lixo, a estrada, para ver se tinham largado a nossa mochila em qualquer lado, depois de levarem o que queriam.


Mas não tivemos sorte.


 


Apenas encontrámos uma mochila num caixote do lixo, com um casaco dentro, que mais tarde fomos entregar na PSP, no momento em que outra das vítimas apresentava queixa, precisamente, o dono da mochila que tínhamos encontrado. Esse homem, nem as chaves do carro tinha.


 


Claro que me culpo por toda esta situação, mesmo sabendo que o único culpado foi o ladrão.


Mas fui eu que insisti.


Fui eu que quis contrariar aquilo que era suposto.


Não queria que nada estragasse as férias. E, no fim, ficámos com elas estragadas.


 


Sim, eu sei que eram só bens materiais. E que, felizmente, não nos aconteceu nada.


Mas a tristeza da minha filha era evidente.


Ela, que não queria ir, foi a única prejudicada. A que ficou a perder.


E, agora, ficou com medo de ir à praia, seja ela qual for, e voltar a perder as suas coisas.


 


Mesmo que ela diga que agora é seguir em frente, e que não vale a pena estar remoer no assunto, não me esqueço.


O telemóvel e os óculos, compram-se novos. É uma despesa que não estávamos à espera, que nos arrasa com o orçamento, mas é o preço a pagar. E mesmo assim, não conseguimos iguais. Que era o que ela gostava.


Mas tudo o resto, provavelmente, nunca vamos conseguir recuperar. São objectos com muitos anos, e que já não existem.


 


Sabe-se lá o que o ladrão fez com elas, se deitou para o lixo o que não interessava, se deixou em algum sítio para ser encontrado, se alguém encontrará e, se sim, se se dará ao trabalho de ir entregar à PSP. São muitos "ses", e muito pouca a probabilidade de vir a aparecer o que quer que seja.


 


Sei que não há nada a fazer.


Mas estou mesmo triste com tudo isto.


E vamos ver o que o resto das férias nos reserva...


 


 


 


 

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Um Homem Chamado Ove, na HBO

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Já tinha ouvido falar no livro, há uns anos.


Nunca me disse muito.


E acabei por esquecer.


 


Num destes dias, encontrei o filme no catálogo da HBO.


Estava na secção de comédia.


Pessoalmente, não considero que o filme seja uma comédia, mas a minha noção é um pouco duvidosa.


Depois de uma demorada procura por um filme que agradasse a ambos, acabámos por ver este.


 


Ove parece ser um homem intragável, com a mania que é o fiscal da área, muito perfecccionista e que não se dá com ninguém da vizinhança.


Está sempre a reclamar, nunca satisfeito com nada, e também parece não nutrir grande simpatia pelos animais.


Mas que importa? 


Em breve todos ver-se-ão livres dele.


Está tudo programado e, em breve, ele irá suicidar-se, pois é a única forma de ir ter com a mulher, de quem sente a falta.


 


Só que, maldição, logo tinham que aparecer uns vizinhos novos, para lhe estragar os planos.


Ele bem tenta, de todas as formas e mais algumas, levar a cabo o suicídio. Mas há sempre algo que o impede.


Nem mesmo quando vai parar ao hospital, o seu problema de coração lhe faz a vontade.


Como diz Parvaneh, a sua vizinha, ele é um homem duro de morrer!


 


E é assim que vamos conhecendo a vida de Ove, desde que era um miúdo, até ao presente, alternando entre acontecimentos passados, traumáticos, que viveu, e a actualidade, em que acaba por perceber que não precisa de manter sempre aquela capa de homem duro e insensível, e que a vida ainda lhe pode reservar algo de bom.


 


No fim, a amizade, a entreajuda, a união e a bondade mostram-nos um outro Ove, literalmente, com um coração grande demais, capaz de gestos que nunca esperaríamos! 


O homem por quem Sonja se apaixonou, o homem que lutou contra tudo e contra todos, para vê-la feliz. 


As antigas desavenças (que nem deveriam ter começado, de tão pouca importância que tinham) são, finalmente, deixadas para trás.


E a harmonia volta ao bairro.


 


Ove já não pensa em suicidar-se.


Tem amigos, tem vizinhos que o acarinham, tem uma espécie de netas emprestadas que o adoram.


Está feliz!


Mas o destino pode ter outros planos para ele.


E, quem sabe, a felicidade não se completa, e complementa, como ele tanto queria...


 


 


E tudo se conjuga para um final


 


 


 

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

"Vivo ou Morto", de Michael Robotham

 


 


Audie sobreviveu, apesar de todas as tentativas para o eliminar, a dez anos de prisão, onde foi parar por um crime que confessou, mas que não cometeu.


Agora, cumprida a pena, está a um dia de sair. De recuperar a liberdade. Mas, na véspera da sua libertação, foge.


Porquê?


 


Poder-se-ia pensar que Audie acreditava correr perigo, mal saísse da prisão. Que seria um alvo a abater.


No entanto a sinopse sugere que ele o fez para salvar uma vida, e não é a sua.


Quem, então, estará ele a tentar salvar?


 


À medida que fui avançando na história, percebi que a sinopse é enganadora.


Não me pareceu que Audie estivesse a salvar a vida de ninguém, porque a pessoa, cuja vida ele deveria salvar, não parecia correr perigo.


Pareceu-me, sim, que ele queria que essa pessoa soubesse a verdade e, a partir desse momento, acabaria por correr perigo, por saber demasiado.


 


Audie era uma ponta solta que conseguiram atar.


Mas as acções de Audie, agora que fugiu, levantam mais pontas soltas, que terão que ser eliminadas de vez, e danos colaterais, não abonam a seu favor, e o tornam mais culpado, levando-o a questionar se o seu plano se justifica, ou se é um erro.


 


Audie foi acusado de participar num assalto, que acabou por resultar na morte de várias pessoas.


Ele mesmo foi baleado na cabeça, e quase não sobreviveu. 


O dinheiro do assalto nunca apareceu, e toda a gente acha que é ele que o tem escondido.


Também toda a gente acha que o seu irmão, Carl, era o quarto elemento do grupo, e o único a escapar sem que a polícia o tenha conseguido apanhar.


 


Mas a verdade está muito longe de ser essa.


Guardada num dossier, reunida ao longo dos anos, está toda a informação necessária para se descobrir os verdadeiros culpados, e o que aconteceu ao dinheiro roubado.


É a irmã de Audie que a possui, e deverá entregar no momento certo, a quem ele indicar.


A questão é, em quem deverão confiar essa informação, se todos parecem, de alguma forma, envolvidos e corrompidos?


 


A cada dia que passa, foragido, Audie torna-se mais procurado.


Há muita gente que o quer eliminar.


As acusações contra si vão aumentando.


Mais mortes pesam na sua consciência, ainda que nada tenha feito de mal a essas pessoas mas, antes, ajudado.


Parece ser esse o seu carma: trazer sorte e, ao mesmo tempo, má sorte aos que com ele contactam.


A verdade é que Audie acaba por colocar mais pessoas em perigo, que aquela que queria salvar.


Sendo que ele próprio consegue ser o homem mais azarado e mais sortudo.


 


Ao leitor, a história vai sendo revelada, a cada página, ficando a perceber como Audie foi parar ao local do crime, e porque o relacionaram com o mesmo, ignorando tudo o resto.


Agora, cabe a Audie, Moss e Desiree, numa corrida contra o tempo, impedir o que está prestes a acontecer, e denunciar todo o esquema, que envolve políticos, chefias e muita corrupção.


E descobrir de Audie, vivo ou morto, será bem sucedido.


 


 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Temos uma ladra na vizinhança!

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Descobrimos que há uma ladra na vizinhança.


Era só o que nos faltava.


Não bastava ser bêbeda e doida, também tinha que virar ladra!


 


Mas, atenção, que ela não rouba qualquer coisa.


Para já, o objecto dos seus furtos consiste em garrafões ou garrafas de vinho, jeropiga ou o que mais conseguir deitar a mão, relacionado com a bebida.


 


Primeiro atacou uns barracões de uns vizinhos que fazem produção de vinho e jeropiga.


Depois, como começaram a trancar tudo, foi à casa do meu vizinho de cima, abriu a porta e roubou-lhe duas garrafinhas.


 


E nos últimos dias, anda por ali a rondar, entrando e saindo, até mesmo pelo nosso portão, várias vezes ao dia.


Dizem que ela não sabe o que faz. 


Pois eu acho que ela sabe, e bem!


 


Mas pronto, quem deveria fazer queixa, não o faz.


Nunca foi apanhada em flagrante.


E vai continuar a tentar a sua sorte, até que alguém de descuide e ela consiga roubar mais qualquer coisa.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Opinamos mais quando discordamos, ou quando concordamos com algo?

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Longe vão os tempos em que não se podia dizer aquilo que se pensava, com medo de represálias.


Desde então, as pessoas passaram a ser livres para dar a sua opinião sobre os mais diversos assuntos, e situações.


Um pouco para compensar os anos em que se viram impedidas de o fazer, começaram a opinar por tudo e mais alguma coisa porque, afinal, foi um direito adquirido, ao qual há que dar uso.


 


Ainda assim, por aquilo que vou vendo, as pessoas estão mais rapidamente prontas a opinar quando não concordam com o que é dito, ou escrito, do que quando estão em sintonia.


Talvez porque, ao discordar, sintam necessidade de mostrar o seu ponto de vista, fazer valer a sua própria opinião, fundamentar o porquê de serem contra, ou tentar, quem sabe, fazer os outros mudar de ideia.


Já quando se concorda, a opinião acabará por ser apenas um repetir, acrescentar algum ponto específico, ou reforçar em algum sentido, o que já foi dito, pelo que, por vezes, as pessoas consideram que não há essa necessidade. 


 


De uma forma ou de outra, o que importa é que essa troca de opiniões gere conversas saudáveis, assentes no respeito pela opinião de cada um, até porque cada opinião nada mais é, que a manifestação de uma forma de ver, que representa o estado de espírito e a atitude de cada pessoa, em relação a um determinado tema ou realidade.


Não existem opiniões certas ou erradas, válidas ou inválidas. Existem diferentes visões de uma mesma coisa.


Não há necessidade de se alimentarem batalhas verbais, ou fazer de uma simples conversa, uma guerra, só porque não se concorda, ou porque se considera que o outro está errado.


 


No meu caso, acho que ando ali a meio, mas talvez acabe por me manifestar mais quando tenho um ponto de vista diferente.


E por aí?


  

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Coincidências literárias

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Há pouco tempo, estava eu a escrever sobre um livro que tinha lido, e esqueci-me do nome de uma das personagens.


Sabia que começava por "E", mas vinham tantos nomes à mente, menos o que era.


Tive mesmo que ir ver ao livro como é que a dita cuja se chamava. 


 


Um ou dois dias depois, pego num novo livro para ler e, qual não é o meu espanto, quando percebo que a personagem deste livro tem, precisamente, o nome igual àquele que eu não me lembrava!

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Frustração

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Ali estava...


À sua frente, uma tela em branco.


Uma página, pronta a receber as palavras que a iriam preencher.


As palavras que, alguém, algures, iria, mais tarde, ler.


 


Mas não lhe ocorria nada que pudesse escrever.


Pelo menos, nada digno de suscitar interesse a quem lesse.


Tinha uma ou outra ideia, mas não era sobre nada daquilo que queria falar.


Queria algo diferente. Algo que entusiasmasse. 


 


Já tinha experimentado sair à rua, para ver se lhe vinha a inspiração.


Mas esta nem deu sinal.


Nada do que via lhe parecia diferente do habitual. Nada digno de nota.


Deu uma vista de olhos pelas novidades do dia, mas continuou sem ideias.


Abriu o livro que andava a ler, numa página aleatória, na esperança que alguma palavra fizesse o clique, mas nada surgiu.


 


E como se irritava, quando isto acontecia.


Parecia que a mente lhe estava a pregar uma partida de mau gosto.


Não é que tivesse que cumprir uma obrigação, porque escrevia por gosto, sempre que lhe apetecia.


Quando lhe apetecia.


 


Mas não escrever porque, simplesmente, não tinha ideia sobre o que falar, era diferente.


E quando isso se prolongava por vários dias, ainda pior.


A tela, aborrecida, parecia questionar o que impedia as letras e palavras de a ocuparem.


E quem lhe dera saber responder. Ou satisfazer-lhe a vontade.


 


No entanto, naquele dia, teria de se resignar.


Nada seria escrito.


Quem sabe no dia seguinte.


E, conformando-se, encerrou o computador, e fechou o ecrã...


 


 

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A uma semana da Feira do Livro de Lisboa, onde anda a programação?

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Estamos a uma semana do arranque da 92ª Feira do Livro de Lisboa.


Em outros anos, por esta altura, já os futuros visitantes estavam a planear as visitas, os stands em que iriam passar, os autores que iam querer conhecer ou aos quais pediriam um autógrafo.


Em outros anos, já sabíamos com o que contar em cada um dos dias, as eventuais horas especiais de descontos e promoções, as apresentações de novos livros.


E por aí fora.


 


Este ano, a única coisa que sei, e porque os autores o partilharam aqui nos seus blogs, é a data dessas 3 presenças.


Nada mais.


Onde anda, afinal, a programação da feira, que tarda em chegar?


 

"O Fio da Felicidade", de Jill Mansell

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"Todos os dias fazemos coisas que podem mudar tudo, e é isso que torna a vida emocionante."


 


Será que o azar pode trazer sorte?


É a pergunta que dá o mote à história deste livro, que tenta mostrar como, de um erro terrível, pode nascer algo maravilhoso.


Poderia ser um romance como outro qualquer.


Mas não é.


 


É uma história que mostra como, tantas vezes, apenas parecemos estar, ou sentir felizes, sem realmente o estar, ou ser.


Como, tantas vezes, nos contentamos com aquilo que faz parte da nossa vida, e aceitamos o que nos é dado, sem questionar, sem lutar pelo que realmente queremos.


Como, tantas vezes, insistimos em algo que, simplesmente, não tem pernas para andar.


 


Mas também é uma história que mostra que podemos ser quem, e aquilo, que quisermos.


E está tudo bem.


Por outro lado, estamos sempre a tempo de mudar.


De aprender.


De ser felizes. 


 


Os erros fazem parte da vida.


Mas podemos aprender com eles.


Algumas vezes, são eles que nos redireccionam para o rumo certo.


E nos descobrimos. Ou redescobrimos.


 


"O Fio da Felicidade" recorda-nos, também, como é importante a bondade, o espírito de entreajuda, fazer o bem a quem mais precisa.


Como é importante a verdade. Para que haja confiança.


E também o perdão. Para que a nossa vida siga em frente, sem rancores. 


 


Essie parecia ter tudo o que precisava para ser feliz, mas um email, enviado acidentalmente para toda a sua lista de contactos, incluindo o namorado e a futura sogra, que também é a sua chefe, fá-la perder o trabalho e acaba com a sua relação.


Era para ter sido uma espécie de "carta da sinceridade", só para a sua amiga Scarlett ler, mas alguém achou que aquilo teria imensa piada, se fosse lido por toda a gente. E o resultado foi desastroso.


Agora, ela vê-se a ter que procurar trabalho e um novo sítio para viver, e é assim que vai parar a casa de Zillah.


 


Zillah é uma mulher de 83 anos, com uma grande alegria, vivacidade e extravagância, que se ocupa a concretizar desejos, e a fazer os outros felizes.


No fundo porque, um dia, foi ela a responsável por ter estragado a felicidade de alguém e está, desde então, a tentar, de alguma forma, compensar.


 


Conor, que também mora num dos apartamentos da casa de Zillah, mudou completamente a sua vida, ao decidir abandonar a sua carreira de advogado para se dedicar à jardinagem. 


Ainda solteiro, vai conhecer a sua futura namorada de forma inesperada mas, o que ele não sabe, é que a vida dá muitas voltas, e poderá surpreendê-lo ainda mais.


 


Lucas é o dono do bar onde Essie irá trabalhar.


É também a pessoa responsável por ter enviado o email que lhe destruiu a vida.


Ela só o descobre depois de ser contratada.


Lucas namora com Giselle e, em breve, descobrem que vão ser pais.


Só que, entretanto, Giselle desaparece.


 


Por último, Scarlett, a mulher dos mil ofícios, uma caixinha de surpresas que prova que, nem tudo o que parece, é. E que não se deve julgar ninguém, ou tirar ilações, sem conhecer bem. 


 


A todas estas personagens o universo insiste em trocar as voltas mas, no fim, as cartas alinham-se, ainda que de forma que nenhum deles esperaria.


No fundo, só era preciso mexer os cordelinhos, o fio da felicidade de cada um deles!

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Coisas que a vida nos mostra...

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Não se combate extremismo, com extremismo.


Não se acaba com uma guerra, começando outra.


Não se erradica o ódio, destilando ódio.


Não se luta pela liberdade, aprisionando.


Não se derrubam regimes ou sistemas, erguendo outros iguais ou piores.


Não se faz justiça, com injustiça.


Não se deitam abaixo muros, erguendo barreiras.


Não se apaga o fogo, ateando-o.


 


 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

"Purple Hearts", na Netflix

Watch Purple Hearts | Netflix Official Site 


 


Também conhecido por "Corações Marcados" ou "Continência ao Amor", este é o filme sobre o qual mais se fala ultimamente, não só pela história em si, como pela química entre os protagonistas, e pela banda sonora.


Sofia Carson, protagonista feminina, foi a responsável por vender a ideia do filme à Netflix, escolher aquele que viria a ser o seu par romântico, protagonista masculino, e também por criar as músicas que fazem parte do filme, nomeadamente, "Come Back Home", "I Didn't Know" e "I Hate The Way".


 


O filme, de cerca de duas horas (que quase não se dá por elas), adaptado do livro com o mesmo nome, da autora Tess Wakefield, fala da vida e dos problemas de duas pessoas que, vendo num casamento fingido a solução, decidem concretizar essa ideia, arriscando consequências legais, como serem acusados de fraude, caso se descubra que o casamento não é real.


 


Cassie é uma aspirante a artista, que sofre de diabetes e que, apesar dos vários trabalhos que tem, está com dificuldades em conseguir pagar todas as suas despesas, tendo que escolher entre os medicamentos que lhe salvam a vida, ou a renda da casa, de onde pode ser despejada.


Já Luke, apesar de agora estar bem, e se ter tornado fuzileiro, para reconquistar a confiança do pai, depois dos problemas em que se meteu, e que o levam agora a dever uma grande quantia em dinheiro a um traficante, vê-se encurralado, sem ter como pagar a dívida, e sob ameaças a si e à sua família.


São ambos muito diferentes, vêm de realidades distintas, mas têm algo em comum: precisam de dinheiro.


Assim, de forma a obter os apoios financeiros dados aos casais, em que um dos membros pertence ao exército, como seguro médico e aumento do salário, eles decidem casar-se, na véspera de Luke partir para o Iraque.


 


Eles achavam que seria fácil, até pela distância, fingir que estavam apaixonados, sem ter que conviver um com o outro. E que seria rápido.


Mas tudo muda quando Luke fica ferido e volta para casa. 


Logo agora que a carreira musical de Cassie e do seu grupo - The Loyal - está a descolar, eles terão que viver juntos e manter a farsa, até que Luke recupere, e se possam divorciar.


 


Conseguirão eles lidar um com o outro?


Serão capazes de esconder de todos, o que realmente, os une?


Haverá alguma possibilidade de, pelo caminho, se apaixonarem e o casamento se tornar real?


Ou deitarão tudo a perder?


 


Pelas muitas críticas que tinha lido, estava expectante se, de facto, era um filme que apelava à lágrima.


Posso dizer que há cenas que são muito tristes.


A despedida dos familiares, quando os seus filhos/ netos/ sobrinhos/ maridos/ namorados estão a partir para a guerra, sem saber se voltam a vê-los, é uma delas.


O funeral de Frankie, melhor amigo de Luke e Cassie, também comove, porque sabemos que, nas guerras, são vidas inocentes que se perdem, jovens que tinham tanto pela frente para viver, e que morrem ao serviço do seu país.


Posso também dizer que cada actuação de Cassie, e cada música que ela canta, reflecte o seu estado de espírito, os seus sentimentos, e promovem momentos emotivos, e sinceros, que passam para quem a ouve.


Mas nada que faça derramar um rio de lágrimas.


 


Depois, há também as relações entre Cassie e a mãe, que tenta ajudar a filha como pode, mas sem poder fazer muito, porque também ela tem pouco.


E de Luke com o pai, um ex polícia militar que cortou relações com o filho depois de ele ter enveredado por caminhos que não devia, e que agora se reaproximará. 


 


Por tudo isto, é um filme que devem ver porque, sem esmiuçar demasiado as questões da guerra, sem forçar demasiado um romance, e sem se demorar muito numa longa recuperação e stress, acaba por abordar tudo de forma leve, mas sentida.


E, no fim, percebemos que resultou!


 


 


 


 


 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

A felicidade é como um raio de sol

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A felicidade é como um raio de sol por entre as nuvens: sente-se no momento!

 

 

Não dá para guardar num frasquinho.

Como quem guarda algo precioso, que poderá vir a usar, quando precisar.

 

Não dá para deixar para depois porque, depois, já as nuvens o ocultaram, e é tarde demais.

 

Da mesma forma que nunca sabemos quando o sol vai aparecer e brilhar, ou quando o céu estará carregado de nuvens, também não sabemos quando a felicidade nos baterá à porta.

 

Mas, em ambos os casos, há que aproveitar o que nos é oferecido, e nos faz sentir bem, no exacto momento em que temos essa oportunidade.

 

Antes que ela passe, e nos arrependamos de não a ter vivido.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Quando uma porta se fecha, uma janela se abre...

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Pois, está bem.


Isso é o que nos dizem para não nos sentirmos desanimados, quando algo de menos bom acontece.


Para não perdermos a esperança.


E acreditar que outras coisas boas nos esperam.


Mas ninguém sabe, realmente, se isso vai mesmo acontecer.


 


E, convenhamos...


...uma janela não é bem a mesma coisa, pois não?


Não se pode passar, por uma janela, da mesma forma que se atravessa uma porta.


Dá mais trabalho.


E soa assim como uma espécie de "prémio de consolação". 


A modos que "andar de cavalo para burro".


Se é para se abrir algo em troca, que seja uma outra porta. De preferência, dupla!


 


Brincadeira à parte, quando algo acontece temos tendência a ver apenas o imediato, a parte má, que é aquela que estamos a viver no momento e, por isso, tudo o resto parece um "cliché" que nos atiram, em jeito de consolo, mas sem grande sucesso.


Claro que, com o tempo, a vida segue, o que aconteceu vai ficando para trás, e por vezes, percebemos que até não foi assim tão mau.


E, nem sempre, mas uma ou outra vez, o que vem na sequência desses acontecimentos acaba por ser ainda melhor do que o aquilo que não queríamos ter perdido.


Seja uma "janela", ou uma "porta", o que se abra para nós.


 


 


 


 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Sabemos quão grave é o estado da saúde em Portugal...

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... quando um médico, otorrinolaringologista, diz ao paciente, que acaba de entrar no seu consultório, e que ali se encontra por encaminhamento de outro médico, não lhe dando tempo sequer de sentar, e dizer ao que vem, que não sabe o que o paciente está ali a fazer, e que o melhor é encaminhá-lo para outro especialista.


E para que especialista é que ele encaminha o paciente?


Otorrinolaringologista!


 


Parece anedota?


Pois...


Mas foi real.


 


E quando questionado, uma vez que ele próprio é dessa especialidade e não fazia qualquer sentido, afirmou que talvez o colega perceba mais do assunto que ele, porque ele não fazia a mínima ideia.


 


Pergunto-me eu, o que andam estes médicos ali a fazer?


Como conseguiram formar-se, e exercer a sua profissão?


 


 


Imagem: zellosaude


 


 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Quando as pessoas vão parando no caminho enquanto conversam

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Que se encontre alguém conhecido na rua,  e se pare para dois dedos de conversa, é uma coisa.


Mas nunca consegui perceber porque é que as pessoas, que já estão a caminhar juntas e a conversar, têm que fazer paragens, de 10 em 10 segundos, ao longo do caminho em vez de, simplesmente, continuarem a caminhar, enquanto conversam.


 


Qual o sentido?


Será para pensar melhor?


Para respirar?


Para reforçar a mensagem, e garantir que lhes prestam atenção?


Para descansar, nessas pequenas pausas?


 


Certo é que nem se apercebem que, muitas vezes, ao fazê-lo, estão a empatar o caminho a quem segue atrás delas, ou a quem está a ir nessa direcção, obrigando a desvios.


Mas isso nem é a parte pior.


Pior, é quando nos calha uma pessoa que nos obriga a fazer essas mesmas paragens, enquanto conversa connosco!


 


 


 


 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

"Ilha das Memórias", de Nora Roberts

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Numa noite como outra qualquer, num centro comercial como outro qualquer, o inesperado aconteceu: um massacre, levado a cabo por três adolescentes armados, que começaram a disparar sem parar matando, um a um, todos os que ali tinham ido, por um qualquer motivo, sem sonhar com o destino que os esperava.


 


Mas nem tudo correu bem.


Alguém chamou a polícia.


Alguém ajudou a salvar vidas.


 


Pessoas escaparam.


Pessoas que, de uma forma ou de outra, sobreviveram para contar a história.


Pessoas que, de uma forma ou de outra, se destacaram.


Ganharam protagonismo. Superaram o trauma. E seguiram com a sua vida.


 


Enquanto isso, os causadores de tudo isso, morreram.


Um, abatido pela polícia. Os outros dois, honrando o pacto firmado, mataram-se um ao outro.


Seria de supor que o assunto, apesar das mazelas causadas, estaria encerrado.


 


Não está.


Cedo ficamos a saber quem, realmente, planeou o ataque, e quais são os seus planos para aqueles que, de alguma forma, se meteram no seu caminho, e sobreviveram.


Entre eles, Simone Knox, a primeira pessoa a ligar para a emergência.


Reed Quartermain, um jovem que se tornou polícia e vai fazer de tudo para deter a nova ameaça.


Essie McVee, a agente da polícia que assassinou o seu irmão.


E tantas outras pessoas... Tantos novos alvos a eliminar.


 


Há uma razão. Ou, talvez, várias. 


Quase sempre giram à volta do mesmo.


E nunca são justificação suficiente para tais actos.


Mas o cérebro por detrás deste novo massacre tem tudo delineado, justificado, e não vai parar.


Sem que alguém consiga travar, mas a começar a dar sinais de que começa a perder o controlo, a questão não é se vai voltar a matar, mas quando, onde, e quem será a próxima vítima.


 


Este é um livro que fala sobre superação.


Como superar o trauma de ser baleado, e ficar limitado. Ficar com marcas físicas, e psicológicas.


De ver pessoas a morrer, ou já mortas, à nossa frente, ao nosso lado, em cima de nós.


Como diferentes pessoas, lidam de formas tão diferentes mas, no fundo, sentem uma dor semelhante.


E, no meio de tudo isto, como amizades se constroem. Ou se firmam.


Como famílias se atacam, e se afastam. Ou permanecem unidas.


Como cada um se vai descobrindo a si próprio, e ao seu propósito na vida. 


Como se vai abrindo para as novas oportunidades, para um novo futuro.


Ou como vai ficando preso naquele mesmo dia, naquela mágoa, sem conseguir ultrapassar, e voltar a viver, ainda que vivo.


 


Porque a verdade é que muitas pessoas morreram.


Pais, filhos, amigos...


Há muito a lamentar, sem dúvida.


Mas tantas outras sobreviveram.


E cabe a essas fazer a vida, e o simples facto de estar vivas, valer a pena.


Por si, e por todos os que não tiveram a mesma chance.


E por quem acha que vai conseguir destrui-las, mais cedo ou mais tarde, e acabar o que ficou inacabado. 


 


O que menos gostei do livro, para além de se saber logo que vai ser o assassino de serviço, foi o facto de o dito cujo conseguir matar uma pessoa atrás da outra, e safar-se sempre, sem que consigam sequer chegar perto, gozando com a polícia e com todos à sua volta.


E depois, perante isso, o fim acaba por ser fácil e rápido demais.


 


Vale ainda a pena pelo Barney, o cão que sofreu de maus tratos e vai ser acolhido pelo chefe da polícia, aprendendo a voltar a confiar nos humanos, socializando, e tornando-se os melhores amigos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Azenhas do Mar: final de tarde junto à praia

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Ontem, ao final da tarde, fomos até ao bar Azenhas do Mar-Restaurante Piscinas.


Digamos que fomos em má hora, e num mau dia, em que o bar estava a abarrotar de gente, vinda da praia e da piscina, ou que tinha ido até às festas que ali estavam a decorrer.


 


 


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Mas, num dia e época mais calma, aconselho uma ida até lá, nem que seja só para apreciar a vista!


O espaço, que fica no meio da falésia e dos rochedos, por onde se vai descendo umas escadinhas, está muito bem aproveitado, muito bonito, com o mar e a piscina em frente, e estas fontes e lagos pelo caminho e junto ao bar.


 


 


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Mas, se forem com apetite, também podem sentar-se e escolher o menu que, no nosso caso, foi hamburgueres para o meu marido e filha, e um sumo de abacaxi para mim.


O atendimento é cinco estrelas. Tudo malta nova, mas muito simpática.


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!