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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Um Homem Chamado Ove, na HBO

Sem Título.jpg 


 


Já tinha ouvido falar no livro, há uns anos.


Nunca me disse muito.


E acabei por esquecer.


 


Num destes dias, encontrei o filme no catálogo da HBO.


Estava na secção de comédia.


Pessoalmente, não considero que o filme seja uma comédia, mas a minha noção é um pouco duvidosa.


Depois de uma demorada procura por um filme que agradasse a ambos, acabámos por ver este.


 


Ove parece ser um homem intragável, com a mania que é o fiscal da área, muito perfecccionista e que não se dá com ninguém da vizinhança.


Está sempre a reclamar, nunca satisfeito com nada, e também parece não nutrir grande simpatia pelos animais.


Mas que importa? 


Em breve todos ver-se-ão livres dele.


Está tudo programado e, em breve, ele irá suicidar-se, pois é a única forma de ir ter com a mulher, de quem sente a falta.


 


Só que, maldição, logo tinham que aparecer uns vizinhos novos, para lhe estragar os planos.


Ele bem tenta, de todas as formas e mais algumas, levar a cabo o suicídio. Mas há sempre algo que o impede.


Nem mesmo quando vai parar ao hospital, o seu problema de coração lhe faz a vontade.


Como diz Parvaneh, a sua vizinha, ele é um homem duro de morrer!


 


E é assim que vamos conhecendo a vida de Ove, desde que era um miúdo, até ao presente, alternando entre acontecimentos passados, traumáticos, que viveu, e a actualidade, em que acaba por perceber que não precisa de manter sempre aquela capa de homem duro e insensível, e que a vida ainda lhe pode reservar algo de bom.


 


No fim, a amizade, a entreajuda, a união e a bondade mostram-nos um outro Ove, literalmente, com um coração grande demais, capaz de gestos que nunca esperaríamos! 


O homem por quem Sonja se apaixonou, o homem que lutou contra tudo e contra todos, para vê-la feliz. 


As antigas desavenças (que nem deveriam ter começado, de tão pouca importância que tinham) são, finalmente, deixadas para trás.


E a harmonia volta ao bairro.


 


Ove já não pensa em suicidar-se.


Tem amigos, tem vizinhos que o acarinham, tem uma espécie de netas emprestadas que o adoram.


Está feliz!


Mas o destino pode ter outros planos para ele.


E, quem sabe, a felicidade não se completa, e complementa, como ele tanto queria...


 


 


E tudo se conjuga para um final


 


 


 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Gesto bonito e raro


 


Nunca fui fã da Tânia - concorrente do Poder do Amor. De facto, era das que eu menos gostava lá dentro.


Mas, justiça seja feita - este casal mereceu ganhar! Não só porque foi o único que nunca saíu da casa, como provou ser um casal forte, guerreiro, sobrevivente, e mostrou de que muito músculo e um bom corpo nem sempre são vantagem, e que com ninguém é inferior a ninguém.


O final foi surpreendente, sem dúvida. Embora já soubessemos que eram eles que iam ganhar não estávamos, certamente, à espera das acções a que assistimos.


E se, quanto ao gesto de ajudar o casal Cátia e Márcio a concluirem a prova, depois de terem a vitória assegurada, não tenho dúvidas de que seria igualado, se a situação fosse inversa, já o mesmo não sei se poderei afirmar quanto à partilha do prémio. 


Não estou a imaginar muitos dos casais que participaram no concurso a ter uma atitude dessas. Há quem afirme que a Cátia e o Márcio o fariam. Talvez...Nunca vamos saber. Mas a verdade é que a Cátia já venceu um reality show e, na altura, não partilhou o seu prémio com ninguém. 


Eu própria não o faria, confesso! Podia dar uma parte do meu prémio, mas nunca dividir a meias, como fizeram a Tânia e o Ricardo.


Foi, sem dúvida, um gesto bonito, e raro!


 

Enfrentar o luto

Passar pelo luto é como estar, tranquilamente, num mar sereno que, de um momento para o outro, se torna ameaçador. Sabemos que vamos ter de ...