quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Um mundo à nossa medida

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Chego à conclusão que vivemos num mundo à nossa medida:


Um mundo desumano, para os (des)humanos que nele habitam.


 


É o mundo que merecemos.


 


Um mundo que nos olha com a mesma indiferença (e descaso), com que olhamos para ele, e para quem dele faz parte.


Um mundo que nos trata com a mesma crueldade, com que o tratamos, e aos seres que nele habitam.


Um mundo que nos paga na mesma moeda, com que lhe pagamos.


Um mundo egoísta, na mesma medida em que os humanos o são.


Um mundo ingrato, perverso, injusto, tal como o são os humanos.


 


Este não é um mundo para seres vulneráveis, e desamparados, para quem se olha de lado, para quem se vira a cara, e as costas, sem nos preocuparmos com o seu sofrimento.


Este não é um mundo para seres puros, bondosos, que nenhum mal fazem, mas a quem os humanos insistem em fazer mal, por pura maldade.


 


Este é o mundo em que os humanos o tornaram.


Um reflexo de si próprios.


Um mundo que, à semelhança de um boomerang, lhes devolve tudo o que lhe atiraram.


Um mundo que, à medida que o vão destruindo, destrói igualmente, e ainda com maior facilidade.


 


É, no fundo, o mundo perfeito.


E, para aqueles a quem se torna difícil viver neste mundo cruel, com o qual não se identificam, e no qual não se reveem, resta esperar que, um dia, um outro mundo, melhor, lhes esteja destinado.


 


 


 


 


 


 

1 comentário:

  1. Esse novo mundo que falas, e que todos gostaríamos, pelo menos a grande maioria, a existir não será na nossa geração.

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