terça-feira, 31 de janeiro de 2023

A diferença de idade nas relações...

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... e mais uns quantos preconceitos que é preciso pôr de lado.


 


Eu sei que é difícil.


Que todos nós já temos ideias pré concebidas, e que é muito fácil fazer juízos de valor mas, seja pela idade, seja pela aparência, ou por outro motivo qualquer, a única forma que temos de saber como ela é, é conhecendo-a.


 


"Ah e tal, um homem mais velho tem mais experiência, é mais sabido, só quer sexo."


E os rapazes mais novos, não querem?


Será que um rapaz de 25 anos não pode ter mais experiência que um de 30, dependendo do estilo de vida de um e de outro?


Será que os rapazes mais novos são os que pensam em relações duradouras? Ou, pelo contrário, querem é divertir-se?


Mas, lá está, a idade é um número. Não define a personalidade nem as intenções da pessoa.


 


"Ah e tal, o que é que um homem mais velho quer com raparigas novas?"


Pois, não sei.


Mas da mesma forma, há tantas raparigas novas a quererem homens mais velhos.


E rapazes a querer mulheres mais maduras.


Mas, afinal, vamos andar a escolher as pessoas de quem gostamos, por quem nos apixonamos, ou que amamos, pela idade?


Podemos gostar de alguém mas, dependendo da idade, desistimos só por isso?


Não faz sentido!


 


"Ah e tal, um homem assim só quer usar, e depois elas saem magoadas."


Será que as raparigas hoje em dia são assim tão ingénuas?


Será que são só os homens que magoam? Que usam?


Não poderá acontecer o contrário?


Serem elas a usar, a brincar, a magoar?


 


"Ah e tal, usa brinquinho. Um homem a sério não usa brinco."


A sério?


Não poderá um homem que usa brincos ser mais homem que um que não usa?


Mais uma vez, é um brinco que define o carácter de alguém?


Se é boa ou má pessoa?


Se é bandido? Delinquente? Drogado?


 


Até se pode estar certo em tudo o que se pensa, mas a única forma de confirmar, é conhecer.


Ainda assim, só quem está nas situações é que sabe o que sente.


E se são elas as únicas visadas, são elas que têm que lidar com o que de uma relação entre elas venha a resultar.


Faz parte da vida.


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Meter o bedelho onde não se é chamado

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Acontece muito.


E na minha zona não é excepção.


 


Há uns tempos, alguém tinha deixado um carro mal estacionado, a estorvar o caminho de um vizinho que precisava de passar.


O dito vizinho buzinou. Uma, duas, várias vezes, e ninguém apareceu.


Saiu do carro, foi bater a uma ou outra porta para ver se era de alguém dali, ou que estivesse ali de visita. Sem sorte.


Uma vizinha, que mora em frente a mim, logo saiu de casa e ficou ali, solidária, como se a presença dela ajudasse a resolver a questão e o dono do carro, miraculosamente, aparecesse.


Quando já o vizinho pensava em chamar a GNR, ao fim de uns 10/15 minutos, lá apareceu a condutora. 


Ainda houve ali uma troca de palavras, com a vizinha prestável a assistir a tudo e a dar um ar da sua graça.


 


Esta semana, o meu marido veio a casa e, não havendo lugar para estacionar, parou à nossa porta.


Era óbvio que estava a impedir a passagem mas, pensou ele, era uma coisa temporária e se, nesse meio tempo, alguém precisasse passar, era só apitar que ele tirava.


Bem dito, bem feito.


Estava ele na casa de banho, buzinam.


Avisei-o, para que se despachasse.


Fui à rua, entretanto, e avisei a condutora que era só um bocadinho, que no meu marido já tirava o carro.


Não sei se ela percebeu, fez apenas uma expressão com a cara, e continuou no mesmo sítio mas não voltou a buzinar.


O meu marido nunca mais se desenrolava e, às tantas, batem à porta.


Pensei: deve ser a senhora que já está farta de esperar e veio aqui ver se o meu marido se despachava, que ela tem mais que fazer do que passar ali o resto da noite à espera.


E tinha toda a legitimidade para o fazer. Era a única que a tinha.


 


Mas não.


Pelo que percebi, foi a minha vizinha da frente, que mora ali há anos e nos conhece há outros tantos, que ali foi bater à porta.


E com que intenção?


Não, não foi avisar que havia alguém que queria passar.


Foi para "meter o bedelho onde não era chamada".


Para recriminar, porque a senhora tinha duas crianças pequenas dentro do carro, e que o meu marido não tinha consideração.


Para acusar o meu marido de ter parado ali o carro de propósito, por maldade.


Porque já não era a primeira vez.


E ainda falou em chamar a GNR.


 


A maior prejudicada, que era a senhora que queria passar, ao que parece, esperou, o meu marido pediu desculpa, tirou o carro, e ela foi à sua vida.


Mas esta nossa vizinha, não sei se recebe à comissão, por solidariedade, intrometeu-se e ainda fez acusações infundadas.


Quando, numa outra ocasião, em que era ela que queria passar, e apesar de o meu marido estar bem estacionado, foi ele que a desenrascou.


 


Enfim...


Não tenho nada contra a vizinha. Fala-me bem.


Mas sempre disse ao meu marido que me soava a pessoa falsa.


E, pelos vistos, metediça.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

"Um Sonho Só Nosso", de Nicholas Sparks

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"Um Sonho Só Nosso" não é, de todo, um dos melhores livros do Nicholas Sparks.


Atrevo-me a dizer que é daqueles que, se não lesse, também não faria falta, porque é mais do mesmo, e pouco marcante, quando comparado com outras obras do autor.


Ao mesmo tempo, é um livro estranho e, por isso, foi uma leitura estranha também.


O livro está dividido em duas histórias que, sabemos, são aparentemente distintas mas, a determinado ponto, irão convergir numa só.


 


A primeira parte inicia com a história de Colby e Morgan, que se conhecem na Florida, e se apaixonam.


Em comum, têm o gosto pela música.


Mas cada um deles tem vidas completamente opostas, e aquela aventura poderá não passar disso mesmo, já que dali a uns dias cada um seguirá a sua vida, os seus projectos, e uma relação à distância não parece boa ideia.


 


Intercalando com esta história romântica, surge uma outra, que de romântica tem muito pouco.


Uma história de sobrevivência.


Uma mãe e um filho em fuga, de um marido e pai violento.


 


Eu, habituada que estou a quebrar as "regras de leitura", de várias formas, uma delas, ler o final antes de lá chegar, dei por mim, agora, a quebrar mais uma: saltar capítulos/ partes do livro, porque me interessou muito mais a história de Beverly, do que a de Colby e, por isso mesmo, queria ler aquela até ao fim, deixando a primeira para trás.


Até que cheguei a um ponto em que a história de Beverly fica em suspenso, e percebo que tenho que voltar à do Colby, até encontrar o ponto em que ambas se unem, e se tornam uma só, até ao final.


E, embora possa ter deduzido ou desconfiado de uma ou duas coisas, estava longe de imaginar o que resultaria daquela junção.


 


"Um Sonho Só Nosso" tem um enredo onde se destaca a relação, amor e dedicação incondicional entre irmãos, independentemente de tudo. Irmãos que se têm um ao outro, e se apoiam mutuamente, ainda que em diferentes fases da vida. Que estão sempre lá.


Aborda também a bipolaridade, os episódios maníacos e depressivos que alguém, que sofra desta doença, pode experimentar, e os riscos que podem correr.


 


E, claro, como não poderia deixar de ser, fala de sonhos.


Sonhos que, por circunstâncias da vida, não se podem levar adiante. Que ficam perdidos. Aprisionados.


Sonhos que boicotamos, quando deveríamos tentar concretizá-los. Que só esperam por um impulso. Um empurrão.


Sonhos que se guardam, num cantinho especial. Que visitamos quando queremos fugir à realidade. Quando esta se torna demasiado dura. Pesada. 


Sonhos aos quais não temos coragem de arriscar dar-lhes asas, por temer que não consigam voar e encontrar o seu caminho, e se desfaçam pelo meio.


E que, assim, mantemos apenas como uma memória. Uma recordação que dura eternamente, sem nunca ser real, e sem nunca a vivermos, de verdade.


 


 


 


SINOPSE:


"Houve um tempo em que Colby Mills acreditou no seu futuro como músico - até ao dia em que uma tragédia deitou por terra todas as suas aspirações. Ocupado agora a gerir uma pequena quinta na Carolina do Norte, é num impulso que aceita tocar num bar na Florida, buscando apenas uma breve pausa na dureza da vida rural. Não contava era que a encantadora Morgan Lee entrasse na sua vida e o fizesse questionar tudo…
Filha de médicos proeminentes de Chicago, e com formação musical, também ela sonha com o estrelato, e a sua paixão pela vida é contagiante. Morgan e Colby parecem completar-se na perfeição. Os dois jovens não são os únicos a iniciar uma viagem de autodescoberta. Beverly também tenta encontrar o seu caminho, ainda que de maneira bem diferente. Tendo fugido com o filho de 6 anos ao marido violento, procura começar de novo num local tranquilo e discreto.
Mas com o dinheiro a escassear e o perigo a espreitar a cada esquina, o desespero obriga-a a tomar uma decisão que vai mudar tudo. Enquanto o jovem casal vive os altos e baixos do primeiro amor, a centenas de quilómetros de distância, Beverly vai pôr à prova a sua devoção pelo filho. E o destino depressa se encarrega de fazer o resto, colocando estas três pessoas em rota de colisão - e obrigando-as a questionar o poder dos sonhos perante a ameaça das amarras do passado."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Praia do Magoito, em Sintra

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Ontem, para aproveitar o bom tempo, fomos até à praia do Magoito.


Muita gente no bar da praia. Alguns surfistas na água.


Várias pessoas a passear-se a si próprias, ou aos seus cães, ali na zona.


Decidimos seguir pelo passadiço, a ver onde ia dar.


 


 


 


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E, além da praia, e dos tons de azul e amarelo, o caminho levou-nos para o meio das árvores, do verde e do castanho.


 


 


 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

A minha sexta-feira 13 veio uma semana depois

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- Acordei com uma valente dor de cabeça 


- O esquentador avariou


- A chuva continua a não dar tréguas


- Recebi uma notícia que me deixou triste


- Mais uma vez, uma celebração do aniversário da minha filha arrisca-se a ir por água abaixo


 


Se ainda pode piorar? Pode.


Se pode ainda vir a melhorar? Espero que sim!


 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Ler livros em espanhol

Notas da Leitora – Literatura e outros amores!


 


Sempre li livros em português.


Na escola, mais por obrigação que por gosto, um ou outro em inglês.


Quando percebemos alguma coisa de um determinado idioma, torna-se mais fácil.


 


Espanhol foi idioma que nunca estudei na vida.


O pouco que sei, é o que uma pessoa vai apanhando de séries e filmes, e o que ficou na memória, dos anos em que a minha filha teve espanhol, e me foi ensinando umas coisas.


 


Mas o gosto pela leitura é mais forte que a linguagem em que um determinado livro está escrito e, havendo vontade de ler uma determinada obra que, infelizmente, ainda não está traduzida para português, uma pessoa arrisca.


Foi assim com "Terra", de Eloy Moreno.


E, mais recentemente, com "Things We Never Got Over", de Lucy Score que, apesar de estar disponível em inglês e espanhol, achei que seria mais fácil ler neste último idioma. 


 


O que posso dizer é que, sendo livros cuja própria história cativa, e é escrita em linguagem corrente, acaba por ser uma experiência enriquecedora, que nos permite conhecer expressões típicas espanholas, e aumentar o nosso vocabulário.


É uma leitura intuitiva: ainda que não andemos com um dicionário atrás o tempo todo, e que não se compreenda palavra por palavra, captamos facilmente a mensagem, e o significado de algumas palavras.


No meu caso, é também contagiante!


Quando dou por mim, estou a pensar e a "falar para dentro" em espanhol. 


 


E, agora que lhe tomei o gosto, venham mais!


 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

"Dog Gone", na Netflix

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Quando vi o trailer deste filme, percebi logo que iria vê-lo.


Sim, é mais um filme sobre cães!


E sim, é daqueles que pode apelar ao sentimentalismo.


Mas, ao mesmo tempo, e como anunciam sempre que falam do filme "este filme não é sobre o cão, é sobre a relação entre pai e filho".


No entanto, o cão é o centro de tudo. A causa, e a consequência.


 


O filme é baseado em factos verídicos.


Embora muitas coisas tenham sido modificadas.


 


Relativamente ao filme, Fielding Marshall, um jovem prestes a licenciar-se, decide adoptar um cão.


Poder-se-ia dizer que o que o levou a tomar essa decisão não foi, por certo, salvar um animal de um abrigo. Embora o tenha, de facto, feito.


Mas, no fundo, talvez ele se estivesse a tentar salvar a si próprio.


Afinal, como Fielding afirma, o cão foi o único que o aceitou como ele era. Para quem estava sempre tudo bem. Para quem não tinha mal ser assim. Sem cobrar. Sem se envergonhar. Sem condenar.


E entre os dois nasceu e cresceu aquele amor incondicional que só quem tem animais ou lida, de alguma forma, com eles, sabe.


De qualquer forma, é difícil não gostar de Gonker, a partir do momento em que o conhecemos!


 


Uma das questões que o filme aborda é algo pelo qual, cada vez mais, os jovens passam na actualidade: que futuro após a licenciatura?


O que queremos? O que esperam de nós? O que é correcto fazermos?


Fielding vê todos os seus amigos com um plano traçado, com trabalhos nos quais irão começar após a licenciatura.


Mas ele não sabe ainda bem o que quer fazer. É o único que não tem nada planeado, ou pensado.  


Será assim tão mau?


Quantos jovens não têm tudo delineado e, depois, no fim, acabam por mudar de ideias. Por não querer nada daquilo.


O que há de tão errado em não se saber bem que caminho seguir e, por isso, não ter ainda escolhido nenhum?


 


E nesta questão, os pais de Fielding parecem estar desiludidos com o filho. Fazem alguma pressão inicial. 


"Acusam-no" de não saber o que quer da vida, de não ser responsável, e acabar uma licenciatura para depois voltar a morar em casa dos pais, sem nada em vista.


Isto fá-lo sentir rejeitado, e incompreendido pelos pais. Sobretudo, pelo pai. 


Por outro lado, e apesar de defender que os pais devem estar lá para dar algum espaço aos filhos, sem pressões, e apoiá-los, o filme também mostra que os pais estão apenas a ser pais e, como tal, preocupam-se com os filhos, com o seu futuro. Se calhar, nem sempre demonstrando da melhor forma. Mas, ainda assim, trata-se de querer ver os filhos bem, e não vergonha ou desilusão.


 


Outra das constatações que retiramos do filme é que um filho ou um pai pode tentar, várias vezes, e de várias formas, mostrar o seu ponto de vista ao outro, sem sucesso. A mensagem não passa. Não há comunicação.


Porque se recusam a ouvir.


No entanto, se for uma pessoa estranha a dizer, exactamente, a mesma coisa, já conseguem perceber. Talvez porque não esteja a ser uma imposição, mas uma simples conversa, e cada um esteja mais aberto e receptivo à mensagem. 


 


Portanto, com Gonker a viver juntamente com o seu adorado dono em casa dos pais deste,  Fielding leva-o a passear no Trilho dos Apalaches, e o cão desaparece. E agora, todos se mobilizam, numa contagem contra o tempo para encontrá-lo, antes que seja tarde demais. Porque Gonker sofre de uma doença e precisa de ser medicado dentro de dias.


Tal como disse no início, fui avisada "O filme não é sobre o cão. Se ele vive ou morre. Ele não morre."


Mas não é por saber isso, à partida, que custa menos vê-lo perdido, ou ver os esforços que os donos incetam para o encontrar.


 


Para a mãe de Fielding, é mesmo uma "repetição" de algo pelo qual ela passou, e que vai mexer muito com ela.


Para Fielding, é doloroso porque ele era o seu companheiro mais fiel, e leal. E quanto mais os dias passam, sem o encontrar, mais ele se vai abaixo. Mas, mesmo doente, não deixa de tentar nem que, para encontrar Gonker são e salvo, tenha ele que morrer.


Já para o pai, é uma demanda a que ele se entrega de corpo e alma, pelo cão, pela mulher, e pelo filho, e por si mesmo.


Ele acredita, até ao fim, que é possível encontrar Gonker.


Até que os dias passam sem notícias, e o estado de saúde do seu filho piora a cada novo dia de luta, altura em é obrigado a dar as buscas por terminadas.


 


Então mas, afinal, o cão aparece?


Aparece, sim!


E ainda estará com Fielding durante uns bons anos.


 


Quanto ao filme, e de tanto falarem que era sobre a relação entre pai e filho, esperava mais.


Tal como esperava mais sobre a busca do Gonker, ou seja, uma aventura de dias, entre pai e filho, a percorrerem o trilho, a acampar juntos, e a tentar compreender-se um ao outro, enquanto procuravam o cão.


E, não sendo um filme sobre o cão, ele cumpriu a sua parte, como elo comum, e até deu mais do que lhe seria exigido.


É um filme que se vê bem, e bom para quem gosta de animais.


Mas, verdade seja dita, já vi melhores.


 


 


 


 


 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Dai-me paciência, 2023!

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Eu bem queria ser uma pessoa mais paciente, mas há coisas que me complicam com o sistema nervoso.


Instalam-se máquinas nos bancos, para retirar as pessoas (e funcionários) das caixas. 


Mas, depois, as máquinas não funcionam. Ou estão fora de serviço, ou não estão disponíveis para determinadas operações e, então, lá tem uma pessoa que ir às caixas.


Caixas essas onde está um único funcionário que, como se não bastasse ser insuficiente para as pessoas que estão à espera, ainda é interrompido por uma colega, que não podia esperar que ele tivesse atendido os clientes para lhe pedir o que queria.


E assim se perde tempo que, para quem trabalha, embora acredite que a maior parte dos clientes sejam reformados, é escasso e está contado ao segundo.


 


Mas, ainda antes de ir para a caixa, uma fila à espera para usar a única máquina disponível. 


Estava uma senhora a utilizar, um homem à espera, e eu a seguir.


Entretanto, um senhor que foi atendido na caixa, veio para aquela zona e, quando a dita senhora desocupou a máquina, queria passar à frente de todos por, dizia ele, estar lá primeiro.


Ao que o homem que estava à minha frente lhes respondeu "Estava? Só se estava nas caixas porque aqui não estava."


Infelizmente para o homem que estava à minha frente, e para mim, a máquina não dava para depósitos.


Lá tivemos que tirar senha, e esperar.


 


Já fora dos bancos, mais precisamente, nas ruas e na hora de atravessar as passadeiras, digam o que disserem mas cada vez mais me convenço que os peões são um estorvo e um mal a erradicar para os condutores.


É que nem me venham com a conversa de que os peões atravessam sem olhar, e à parva, que os há. Mas, ultimamente, de cada vez que paro numa passadeira, e espero pacientemente que os condutores me vejam, depreendam que estou ali à espera para atravessar, e parem, só ao segundo ou terceiro carro é que tenho sorte.


É impressionante a capacidade que os condutores têm de ignorar o óbvio, de fingir que não nos veem, de olhar precisamente para o lado oposto. E a pressa que sempre têm, que não lhes permite cumprir o código da estrada.


A não ser, claro, quando está algum polícia por perto, ou um outro condutor, em sentido contrário, faz questão de parar e, então, lá param também, a muito custo, para não parecer mal.


 


E não é que estrabuche, que reclame muito, que arme um escândalo por conta destas situações.


Quem me vir, continua a pensar que sou uma pessoa paciente.


Mas, por dentro, paciência é coisa que cada vez tenho menos.


E não me parece que o novo ano me tenha contemplado com alguma extra.


 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Um miúdo a dar o exemplo a muitos graúdos!

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Encontro várias vezes, quando vou, ou volto, do trabalho, um miúdo a passear a sua cadelinha (suponho eu que seja cadela).


Desde a primeira vez que os vi que dou por mim a admirar os dois, ele um miúdo pequeno, e ela também não muito grande, como dois verdadeiros companheiros.


O miúdo vai passeá-la, seja dia ou noite, sol ou chuva. Já cheguei a vê-lo a passeá-la de guarda-chuva aberto.


É a responsabilidade desde tenra idade. O cuidar de um animal que, provavelmente, terá sido pedido aos pais.


Vão sempre calmamente. A suposta cadelinha, como uma lady, bem comportada, sempre ao lado do dono, ao mesmo passo.


Esta semana, voltei a vê-los.


Lá iam os dois, lado a lado, sem pressas.


Na mão, o miúdo levava um saquinho dos cocós, que foi depositar no lixo.


E seguiram caminho.


Tomara muitos graúdos agirem da mesma forma com os seus animais, em vez de deixarem as ruas, e locais onde até brincam crianças, infestadas com as necessidades por limpar. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Ai, a coerência...

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Senhorio para inquilina, após a fechadura avariar e não se conseguir abrir a porta:


- "Ah e tal, tem que se falar as coisas antes de chegar a este ponto."


Inquilina para senhorio, acerca da outra porta:


- "Olhe que aquela fechadura também não está boa, está a fazer o mesmo. Se calhar também tem que ser mudada."


Resposta do senhorio:


- "Ah e tal, agora também já têm esta nova, aquela está boa assim."


Coerência, procura-se!


 


A porta que mais usamos estava a precisar, toda ela, de ser substituída.


Mas o senhorio diz que é uma porta boa.


Tão boa que, volta e meia, chia, custa a abrir, custa a fechar.


Mas a solução tem sido levantar a porta (que agora está com um intervalo do chão que dá para entrar frio e toda a bicharada), ou pôr um qualquer produto nas dobradiças ou na fechadura.


A fechadura, ultimamente, de cada vez que se mexia na porta, caía um bocado, de ferrugenta que estava.


Até que o trinco começou a avariar, e a porta começou a não fechar por fora.


Tínhamos que dar ali uns jeitos, e nem sempre resultava.


E, então, no sábado, a chave encravou do lado de fora, e nem sequer se conseguia abrir.


 


O que nos obrigou a usar, temporariamente, a outra porta que, em quase 20 anos, se foi usada umas 10 vezes foi muito. E foi aí que percebemos que, também aquela, não fechava por fora.


O senhorio foi avisado, viu como a porta estava, não pode dizer que deixámos até à última.


 


Mas pronto, já temos uma fechadura nova menos má, montada assim um bocado para o tosco, para se adaptar à porta, na porta que usamos para todo o serviço.


 

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

"A Rapariga do Lago Silencioso", de Leslie Wolfe

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Depois de uma pausa na leitura dos livros desta autora porque, quer queiramos, quer não, as histórias andam ali muito à volta do mesmo, acabei por comprar este último livro, que é o primeiro de uma nova série, também protagonizada por uma mulher, desta vez, a detective Kay Sharp.


 


O que mais gosto nestes livros é o facto de as protagonistas (Tess e Kay) não serem perfeitas, um exemplo a seguir. Vítima ou culpada, ambas têm os seus próprios segredos, os seus próprios demónios, mas permanecem fortes, determinadas, boas no que fazem, e na forma como o fazem. Ainda que nem sempre seja o suficiente, e nem sempre as coloque mais perto de quem querem apanhar, com a urgência que pretendiam.


 


Numa pausa na sua carreira, Kay é obrigada a regressar à sua terra natal, para tomar conta da casa da família enquanto o irmão cumpre pena por uma simples agressão, algo que parece exagerado tendo em conta toda a situação.


O advogado parece não ter feito muito para defender o seu cliente. Já o juiz pareceu determinado a fazer daquele rapaz um exemplo, e a condená-lo sem grande motivo.


O que Kay, só mais tarde, virá a perceber é que houve uma razão para o seu irmão ser preso: obrigá-la a voltar!


Para quê? Só o assassino saberá...


 


Enquanto isso, Kay vê-se envolvida na investigação dos crimes que têm vindo a acontecer no Lago Silencioso, em Mount Chester tentando, enquanto profiler, traçar o perfil do serial killer que anda a raptar e assassinar mulheres, sem deixar uma única pista ou rasto que possam seguir.


Apesar de alguns pontos comuns, há muitas informações que parecem não encaixar, e que dificultam a tarefa de Kay, bem como dos restantes investigadores.


Ainda assim, ela sabe que se está a aproximar.


Ele também o sabe...


 


Isso significa que está na hora de avançar. E Kay pode mesmo vir a ser a próxima vítima.


Afinal, ele tem algumas culpas a atirar-lhe, e algumas contas a ajustar com ela.


 


Em jeito de sugestão, gostaria que, em próximos livros, começassem a dar às mulheres o papel do assassino, em vez de ser sempre um homem, com as mesmas motivações de sempre.


 


 






"O início de uma nova série de suspense policial.
Absolutamente fabulosa e viciante!
Quando um crime abala a comunidade de Mount Chester, a detetive Kay Sharp vê-se obrigada a voltar à sua terra natal, de onde partira há muito tempo e prometera não mais regressar. Uma mulher de fora da cidade tinha sido encontrada morta, coberta pelas folhas das árvores e envolta num cobertor, perto de um lugar conhecido como o Lago Silencioso.
Kay reconhece imediatamente os sinais de um assassino em série - a natureza dos rituais que está presente no cenário do crime revela que é apenas uma questão de tempo até que ele ataque novamente...
Alison Nolan é mãe solteira e decide partir de férias com a sua filha Hazel, para aproveitarem um tempo precioso juntas. Quando chegam aos arredores do Lago Cuwar, onde as montanhas estão cobertas de neve e iluminadas pelos maravilhosos tons do outono, percebe que é exatamente aquilo de que precisavam. Porém, poucas horas depois de lá chegarem, as duas desaparecem misteriosamente.
O instinto de Kay diz-lhe que aqueles dois casos podem estar ligados. Enquanto lidera uma busca frenética para encontrar o culpado, Kay tem de lutar contra a população da cidade que protesta por ela estar a fazer demasiadas perguntas. Conseguirá ela encontrar o assassino antes que seja tarde demais?"




sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

"A Última Festa", de Clare Mackintosh

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A última leitura de 2022 e, simultaneamente, primeira leitura de 2023, foi "A Última Festa", festa essa que, por coincidência, teve lugar, também ela, no último dia do ano!


 


Numa "disputa" entre País de Gales e Inglaterra, entre os locais e os estrangeiros, entre a comunidade e os "novos ricos" que vieram ocupar o resort, mais conhecido por "The Shore", com o qual pouca gente está satisfeita, há alguém que conseguiu despoletar o ódio de muita gente.


Tanto do seu lado, como do lado oposto.


 


 Rhys Lloyd já foi um dos locais.


Depois, foi embora.


Voltou, e construiu um mundo "à parte".


Muitos podem vê-lo como um herói. Mas, ali, todos o veem como um vilão.


 


Na véspera de ano novo, ele dá uma festa, para a qual convida os locais, numa tentativa de aproximação, misturando o que, até então, estava devidamente separado pelas circunstâncias.


No primeiro dia do ano, enquanto os locais cumpriam a tradição do mergulho, o seu corpo é encontrado no lago.


Suicídio? Ou homicídio? 


 


À medida que vamos conhecendo cada uma das personagens, percebemos que todas elas guardam os seus segredos, e todas elas teriam os seus motivos para se livrar de um homem que tanto as prejudicou, de uma forma ou de outra.


Ainda assim, não gostar de alguém, não faz dessa pessoa um assassino.


Ou faz?


Numa realidade em que é preciso tão pouco para se matar alguém, a verdade é que podemos suspeitar de todos.


Até da detective Ffion Morgan que, após um primeiro momento em que não queria participar na investigação insiste, a determinado momento, em manter-se no caso.


 


O que mais gostei neste livro foi a forma como desmistifica a vida de aparências daqueles "novos ricos". As parcerias. Os acordos com vista ao lucro.


As carreiras em decadência, e ao que os artistas recorrem, para se manter na ribalta ou, pelo menos, manter o "status".


A imagem a manter, e como deixam de viver a sua vida, ou vivem uma outra paralela, na sombra da primeira. 


Ao mesmo tempo, a forma como mostra a luta dos locais para não ver os seus negócios afundar, à custa das modernices que lhes tiram o sustento.


Algures na história, pode ler-se, acerca de uma das personagens: "Todos os anos, ele trabalha um pouco mais; todos os anos, ele ganha um pouco menos de dinheiro."


E não é essa a realidade de todos nós, nos dias que correm?


 


"A Última Festa" pode não ter corrido da melhor forma para Rhys Lloyd. 


Mas para nós, leitores, é uma boa aposta!


Deixa-nos sempre em suspense, sem saber ao certo o que aconteceu e, mesmo quando pensamos que sabemos, afinal ainda não era bem assim.


Vão continuar a haver segredos. 


A verdade (ou, pelo menos, parte dela), continuará ocultada até que, uma dia, quem sabe, numa outra primeira manhã do ano, venha à tona. 


 


 



"Na véspera de Ano Novo, Rhys Lloyd tem a casa cheia de visitas. O seu resort à beira do lago é um sucesso, e ele convidou, generosamente, toda a gente na localidade para beber um copo na companhia dos novos vizinhos ricos. Será a melhor festa de sempre! Mas nem toda a gente aparece para celebrar. À meia-noite, Rhys surge a flutuar, morto, nas águas geladas do lago.
No dia de Ano Novo, a detetive Ffion Morgan tem uma localidade cheia de suspeitos. Aquela pequena comunidade é a sua casa, portanto os suspeitos são os seus vizinhos, amigos, familiares… — e a própria Ffion tem mistérios para proteger.
Com uma mentira descoberta a cada passo, rapidamente o que importa já não é apenas saber quem queria ver Rhys morto, mas quem realmente o matou."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

A vantagem de morar perto do hospital...

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... é marcar a consulta, ir até casa e voltar, para ser atendida, três horas depois!


 


Apesar dos votos habituais de saúde para o novo ano, 2023 não fez caso, e trouxe, à minha filha, uma amigdalite.


Começou a sentir dor na segunda-feira. Quando saiu do trabalho, à tarde, estava com febre.


Entretanto, como tomou comprimidos e pastilhas, melhorou.


 


Aqui em Mafra, para sermos vistos por um médico, ou tentamos consulta do dia, no Centro de Saúde, entre as 8h e as 20h (que nunca é assim porque, muitas vezes, a meio da manhã, já não há vagas), ou vamos ao Atendimento Complementar (24 horas), caso não haja vagas no Centro de Saúde, ou fora daquele horário (8h-20h).


Só que, em horas normais, está sempre muita gente.


Ou vamos de manhã cedo, aí pelas 6h/7h, ou a partir da meia-noite.


 


Na terça-feira, a minha filha só trabalhava da parte da tarde, pelo que deixei-a dormir de manhã.


Continuava com dor.


Quando lhe vi a garganta, ao almoço, disse logo: tens mesmo que ir ao médico para te receitarem antibiótico, estás com amigdalite.


Foi trabalhar, com um arsenal de pastilhas e ibuprofeno para atenuar.


À noite, quando saíu, seguimos directamente para o hospital.


 


Marcada a consulta às 21.11h, foi-nos dito que tínhamos mais de 30 pessoas à frente.


Como moramos perto, fomos a casa para a minha filha jantar e descansar um pouco.


Eu adiantei algumas coisas em casa. Ainda dei colo à bichana e comecei a ler um livro.


Cerca das 23h, voltámos ao hospital.


Ainda tínhamos 12 pessoas à frente (e isto porque tinha havido várias desistências).


Esperámos por lá mesmo.


Foi atendida já passava da meia-noite, após 3 horas de espera (não está mau).


 


Num curto espaço de tempo, e quando digo curto, é mesmo curto, à volta de 7 minutos, se tanto, 3 pessoas foram atendidas pelo mesmo médico. Um médico que tinha entrado há poucos minutos ao serviço.


O que me leva a questionar se os que estavam de serviço, até aí, estariam a atender à velocidade de caracol (e daí tanta gente à espera, e tanto tempo de espera), ou se demoram cerca de 20 minutos com cada utente, num atendimento demasiado atencioso, e seria este último a estar mal.


Mas a verdade é que, no caso da minha filha, e se calhar, de tantas outras pessoas, não havia muito por onde demorar. Era só ver a garganta e passar a receita.


 


Como já era tarde e, para nosso azar, a farmácia de serviço ficava a mais de 10km, acabámos por ir directamente para casa. Estava com febre novamente.


Chá de limão quente, mais ibuprofeno e tentar controlar a coisa até ao dia seguinte, para comprar os medicamentos na farmácia ao pé do meu trabalho.


 


Infelizmente, havia ali pessoas, que tinham chegado à tarde, e já iam com várias horas de espera, sem ter para onde ir.


Infelizmente, há hospitais ainda com mais tempo de espera, para onde nem vale a pena ir, e cujas situações seriam fáceis e rápidas de resolver.


Talvez por isso, muitos tenham desistido.


Mas é o que temos. E quem precisa, tem que ser paciente, e resiliente.


 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Inverno: primeiras imagens

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Por entre o verde que circunda, eis que um malmequer sobressai.


Como uma luz, que nos quer iluminar.


Como um sol, que nos aquece o coração.


Como um sorriso, que nos anima o dia.


 


 


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Para nos lembrar que as lágrimas também podem ser de alegria.


Também podem ser de esperança.


De gratidão.


 


Como um porto seguro.


Onde um pequeno caracol repousa, e se aconchega.


Como também nós o fazemos.


 


 


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E para nos recordar que tudo faz parte da vida.


Tudo tem o seu tempo.


Tudo tem o seu valor, a sua beleza.


Tudo tem uma razão de ser.


 


A vida é um conjunto breves instantes que se vivem.


Que nos são permitidos experienciar. Apreciar.


Que se gravam na memória.


Ou que se desvanecem...

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Mudámos de operadora, mas está difícil ter serviço!

Operadores de Comunicações lançam plano para minimizar impactos da COVID-19  | Altice Portugal


Tal como previsto, após mais de 15 dias sem serviço de TV/Net/Voz, e sem que a Vodafone conseguisse resolver o problema, lá nos deixaram cancelar o contrato, sem penalizações.


 


Dia 29 de Dezembro, foi a Meo instalar o seu serviço.


 


Dois dias depois, em pleno último dia do ano, nada de serviço.


Telefonemas, testes e experiências. Resolveu de manhã. Voltou a não dar a seguir ao almoço.


A meio da tarde, ainda fomos "obrigados" a ir a uma loja trocar a box, que supostamente estaria avariada.


 


Dia 1 de Janeiro de 2023, a medo, já ao final do dia, ligo a televisão. Tudo a funcionar.


Mas eis que, no dia seguinte, voltamos a não ter serviço.


Dessa vez, porque havia uma avaria da Meo na zona, que previam resolver até ao final da tarde.


 


E é isto: acaba-se um ano, e inicia-se outro, com serviços dia sim, dia não!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

O caos no arranque da Carris Metropolitana

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Arrancou ontem a Carris Metropolitana na "área 2", onde está incluído o concelho de Mafra.


E não está fácil encarrilar com esta nova modalidade de transportes e horários.


 


Quando, em 2022, se ouviu falar pela primeira vez na operação que aí vinha, o que mais fixámos foi:


- os autocarros vão passar a ser todos amarelos


- vai haver mais autocarros


 


E sim, começámos a ver os primeiros autocarros amarelos a surgir, ainda que tudo o resto permanecesse igual, até porque a operação só começaria a 1 de Janeiro de 2023.


Depois, foi ver surgir os postes amarelos, em substituição dos outros postes de indicação de paragem.


Em seguida, nos ditos postes e paragens, foram colocadas placas por cores e números que, das primeiras vezes que vimos, não percebemos para que seriam, afinal, eram só números.


 


 


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Agora, nos últimos dias do ano, foram afixadas algumas tabelas de horários de autocarros, também elas diferentes dos típicos horários a que estávamos habituados.


Uma pessoa olha para uma tabela destas e pensa: então mas isto não parece indicar que há mais autocarros, antes pelo contrário.


Por outro lado, a hora que consta da tabela é a hora em que o autocarro passa naquela paragem específica, e não a hora de saída do local de partida.


 


De qualquer forma, faltam tabelas para o número de linhas que, supostamente, passam nas paragens, e que podemos consultar no site.


Que só ontem pareceu começar a funcionar em condições porque, até então, estava difícil de pesquisar o que quer que fosse.


Ou seja, pode ficar a dúvida se, apesar da placa com o número da linha constar na paragem, e o site indicar o horário, o autocarro passará mesmo por ali.


O que significa que, para todos os que não tenham internet, não será fácil entender-se com os horários e apanhar transportes.


 


 


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Será que vão afixar as restantes tabelas? E haverá espaço?


Porque, no caso deste poste, decidiram afixar uma na parte de trás do mesmo, o que dá imenso jeito!


 


 


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E quanto aos preços?


Esses também foram uma surpresa!


A minha filha teve, ontem, que apanhar um autocarro e, como não tinha o passe carregado, pagou um bilhete.


Um bilhete que, antes, custava cerca de €. 2,50, do terminal para a nossa zona, custou-lhe ontem €. 4,50!


Isto, porque apanhou a linha rápida. Se tivesse apanhado um autocarro de linha longa, já saía mais barato.


Mas, olhando para este tarifário, vantajoso para quem se desloca entre maiores distâncias, o que percebemos é que o preço é sempre o mesmo, independentemente do local de saída.


Ou seja, a minha filha pagou tanto para Mafra (cerca de 10km), como pagaria se fosse até Lisboa (cerca de 50km). 


 


Acredito que, daqui a uns tempos, já todos iremos estar familiarizados com estas mudanças. Já todos iremos saber as linhas que podemos apanhar na nossa zona, e já nos entenderemos com os horários.


Mas a verdade é que faltou preparação.


Faltou informação.


Faltou divulgação.


Faltaram esclarecimentos.


 


Nem todas as pessoas têm acesso à internet.


Nem todas as pessoas têm telemóveis com aplicações.


Então, como é que essas pessoas fazem?


 


E quanto à oferta, sempre há mais autocarros?


Aquilo que me parece, do pouco que vi, é que houve mudanças nas horas dos mesmos. Eventualmente, um ou outro horário que antes não havia mas, por outro lado, também eliminaram um ou outro horário, pelo que, na prática...


O que parece, sim, é haver mais oferta a nível de linhas, ou seja, transporte para localidades que, talvez, antes, não estivessem contempladas.


 


Mas, sinceramente, e apesar de pouco usar transportes públicos, o que me parece é que isto está muito confuso, informação pouco acessível ao público.


E pelos comentários que tenho lido, não sou a única!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!