sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Dai-me paciência, 2023!

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Eu bem queria ser uma pessoa mais paciente, mas há coisas que me complicam com o sistema nervoso.


Instalam-se máquinas nos bancos, para retirar as pessoas (e funcionários) das caixas. 


Mas, depois, as máquinas não funcionam. Ou estão fora de serviço, ou não estão disponíveis para determinadas operações e, então, lá tem uma pessoa que ir às caixas.


Caixas essas onde está um único funcionário que, como se não bastasse ser insuficiente para as pessoas que estão à espera, ainda é interrompido por uma colega, que não podia esperar que ele tivesse atendido os clientes para lhe pedir o que queria.


E assim se perde tempo que, para quem trabalha, embora acredite que a maior parte dos clientes sejam reformados, é escasso e está contado ao segundo.


 


Mas, ainda antes de ir para a caixa, uma fila à espera para usar a única máquina disponível. 


Estava uma senhora a utilizar, um homem à espera, e eu a seguir.


Entretanto, um senhor que foi atendido na caixa, veio para aquela zona e, quando a dita senhora desocupou a máquina, queria passar à frente de todos por, dizia ele, estar lá primeiro.


Ao que o homem que estava à minha frente lhes respondeu "Estava? Só se estava nas caixas porque aqui não estava."


Infelizmente para o homem que estava à minha frente, e para mim, a máquina não dava para depósitos.


Lá tivemos que tirar senha, e esperar.


 


Já fora dos bancos, mais precisamente, nas ruas e na hora de atravessar as passadeiras, digam o que disserem mas cada vez mais me convenço que os peões são um estorvo e um mal a erradicar para os condutores.


É que nem me venham com a conversa de que os peões atravessam sem olhar, e à parva, que os há. Mas, ultimamente, de cada vez que paro numa passadeira, e espero pacientemente que os condutores me vejam, depreendam que estou ali à espera para atravessar, e parem, só ao segundo ou terceiro carro é que tenho sorte.


É impressionante a capacidade que os condutores têm de ignorar o óbvio, de fingir que não nos veem, de olhar precisamente para o lado oposto. E a pressa que sempre têm, que não lhes permite cumprir o código da estrada.


A não ser, claro, quando está algum polícia por perto, ou um outro condutor, em sentido contrário, faz questão de parar e, então, lá param também, a muito custo, para não parecer mal.


 


E não é que estrabuche, que reclame muito, que arme um escândalo por conta destas situações.


Quem me vir, continua a pensar que sou uma pessoa paciente.


Mas, por dentro, paciência é coisa que cada vez tenho menos.


E não me parece que o novo ano me tenha contemplado com alguma extra.


 

5 comentários:

  1. Mais uma péssima ideia economicista...
    Beijinhos e bom fim de semana!!

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  2. Poucas ou raras são as ideias pensadas para nos favorecer
    Uma boa semana!
    Beijinhos

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  3. Eu ainda estou na parte de respirar fundo, e contar até 100

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  4. No banco onde tenho conta, descobri, há alguns meses, e porque com o covid evitava lá ir, que tem um écran em que escolhemos o que vamos lá fazer, seguindo as instruções da máquina.
    Primeiro, passo-me porque está mesmo em frente à entrada, o espaço é pequeno e com muitos cliente à espera de serem atendidos, vêem o nosso nr de telemóvel, ou o de NIF.
    Se for para o caixa, damos um número de telemóvel e recebemos uma mensagem para depois sabermos a nossa vez.
    Depois, faz a pergunta se quer ser atendido por um gestor, e é aqui que eu também me passo, porque desde a pandemia que deixei de ter gestor, qualquer um atende.
    E um dos dias, calhou eu ser chamada parta a caixa e quando vi para onde ia, fiquei danada porque não era com ela.
    Pedi desculpa ,mas também comentei que aquela máquina em frente à porta de entrada não está bem, qualquer pessoa vê o que estamos a fazer.
    Ela disse que não vê mal nenhum em estar ali, os clientes não vêem porque a pessoa está em frente ao écran, é impossível ver.
    Respondi que quem está de lado vê tudo.
    E é verdade e eu fico irritada.
    Podia ser uma máquina como as que há nos CTT.
    Enfim!
    Quanto à passagem de peões, e eu que sou condutora, também, faço minhas as tuas palavras.
    Se eu não der por um peão que de repente aparece a descer o passeio em frente à passadeira, travo de imediato e peço desculpa.
    Se sou peão, páro, faço com que seja vista, e só atravesso quando o carro pára.
    Mas é verdade que são muitas as vezes que nem assim eles páram.
    E eu "resmungo" com eles, sabes como?
    Com as mãos.
    E agora com os trotinetes?
    Ai, Marta!







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