terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

"A Menina de Neve", na Netflix

Netflix


 


Lidar com o desaparecimento de um filho, sem saber o que lhe aconteceu, ou qual o seu destino, se está vivo ou morto, vivendo numa permanente dúvida, não é fácil.


Mas recuperar esse mesmo filho, com vida, e saber que ele nunca mais será o filho que perderam, mas um estranho, uma outra pessoa desconhecida, de quem terão que ganhar a confiança, a quem terão de conquistar, que pode nunca mais os voltar a considerar como pais será, igualmente, difícil. 


 


No entanto, entre um momento e o outro, há ainda que lidar com a culpa, seja porque os pais se culpam a si mesmos, ou porque culpam um ao outro. 


A impotência.


A frustração.


O andar para a frente com a vida, porque são empurrados para tal, mas sem dar, realmente, por ela, como se tivesse estagnado no momento em que tudo aconteceu.


 


No meio de toda esta tragédia, surge Miren, uma jornalista estagiária que tudo fará para descobrir o que aconteceu a Amaya.


Também ela uma vítima e, talvez por isso, a melhor pessoa para encontrar um agressor/ raptor.


E, quem sabe, consiga eliminar mais alguém, nessa missão.


Por todas as vítimas.


Por Amaya.


Por si mesma...


 


 


 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Festival Eurovisão da Canção 2023: 1ª semifinal

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É caso para dizer que este evento chegou a uma "Encruzilhada".


Pela primeira vez, não consegui gostar de nenhuma música.


Nem uma só.


 


Se, para muitos autores, o convite para o festival se assemelha a algo como "Sonhos de Liberdade", para compôr, para apresentar algo diferente, acabam por não transmitir isso nas canções que apresentam.


 


À medida que o desfile ia avançando, só pensava: "Ai Coração"... Em que caixote do lixo, das músicas que não servem para nada, foram buscar estas preciosidades?


 


Uma April Ivy que não chegou a decolar do palco, mas antes a esfregar-se e rebolar nele, fazendo acreditar que o "Modo Voo", que apregoa, só mesmo estampado no casaco.


 


Tirando uma ou outra música, quase todas elas se podem classificar como um "Contraste Mudo".


Um "Endless World" de músicas sem graça, muito parecidas, quase a pôr-nos a dormir, em vez de "Viver" este festival com energia.


Não havia, de todo, "Too Much Sauce".  Pelo contrário.


 


Se tivesse que eleger uma, e foi a única que me ficou na cabeça, seria a da Cláudia Pascoal que, nesta primeira semifinal, para além de afirmar "Nasci Maria", mostrou que não tinha "Sapatos de Cimento".


 


Quanto aos apresentadores, podem ser bons, mas já estão ultrapassados.


O Malato, então, parecia que estava a tentar decifrar o teleponto. Como se tivesse o pensamento toldado.


Deem o lugar a quem tem mais energia e garra, mais humor.


 


E, a quem estiver a pensar concorrer no próximo ano, ou for convidado, pense duas vezes antes de apresentar uma canção.


De certeza que conseguem fazer melhor.


 


Posto isto, e porque quase me era indiferente quem passasse à final, nem vou opinar sobre as 7 escolhidas.


Aguardemos a segunda semifinal.


 


 


Imagem: https://media.rtp.pt/festivaldacancao/


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

A rapidez e eficiência da Segurança Social

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Em setembro, por se ter confirmado ser uma doente oncológica, foi-me atribuído um Atestado Médico de Incapacidade Multiuso, com grau de incapacidade de 60%.


Quando mo entregaram, não fazia a mínima ideia de para que servia, mas logo pesquisei e me informaram das várias vantagens, que a nível fiscal, quer a nível de apoios da Segurança Social, entre outras.


Ainda em Setembro, fiz o pedido de alteração de dados no portal das Finanças, e enviei uma cópia do atestado para a Direção de Serviços de Registo de Contribuintes.


Cerca de 3 semanas depois, a alteração foi confirmada.


 


Na mesma altura, submeti o pedido de prestação social para a inclusão no site, através da Segurança Social Directa.


O pedido esteve em análise quase 2 meses.


Liguei para lá, não fosse dar-se o caso de faltar alguma coisa, ou ter que enviar o atestado em papel, mas disseram-me que não, que tinha que aguardar que estes pedidos podiam demorar a ser analisados.


Uns dias depois, ao consultar, vejo que consta do processo que o atestado é inválido.


Volto a ligar, para saber o porquê, mas não me souberam explicar ao certo. Talvez faltasse o número de processo. Ou talvez fosse outra coisa. 


Achei estranho. Para uma entidade pública era válido, para outra não?


Mas, como já tinha feito contas, e chegado à conclusão de que não teria direito à prestação solicitada, nem me preocupei mais.


 


Esta semana, cinco meses depois do pedido, recebo uma carta da Segurança Social a informar que o pedido tinha sido deferido!


Embora, apesar disso, não houvesse lugar ao pagamento de qualquer prestação, de acordo com os cálculos que anexaram.


 


Ou seja, o atestado sempre era válido.


Demoraram foi meses para fazer umas contas, e dar uma resposta!


 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Por onde anda o meu "outro eu"'?

Le relazioni sono lo specchio in cui ci vediamo


 


Por onde anda o meu "outro eu"?


Aquele que, um dia, fui e que, hoje, não consigo vislumbrar?


 


Foram tantas as capas que lhe vesti 


Tantas as peles com que o revesti


Para o resguardar


Para o fortalecer


Para enfrentar o que viesse pela frente


 


E, agora, quase não o reconheço


Parece distante


Muito distante


 


Tento rasgar cada uma das capas


Tento arrancar cada uma das peles


Na esperança de o voltar a reencontrar


Mas descubro que, por baixo de cada uma, continuo a ser "este eu" 


Só existe "este eu"


 


Então, por onde anda o meu "outro eu"?


Porque sinto amarras que me impedem de o procurar?


Porque sinto uma névoa, que me impede de o redescobrir?


Porque sinto forças, que me impedem de alcançá-lo?


 


Sinto falta do "outro eu"


Aquele mais livre, mais leve


Aquele mais descontraído, mais divertido


Aquele mais romântico


Aquele mais aventureiro


Aquele mais disponível


Aquele mais jovem


 


Em lugar dele, encontro "este eu".


 


Ou, talvez, não exista "este eu", e "outro eu".


Exista apenas o "eu".


O "eu" que evoluiu


Que se transformou


Que amadureceu, com o tempo


Que guarda características de outrora, e lhe junta outras de agora


 


Quem sabe, aceitando "este eu", venha à tona o "outro eu", e se fundam num só...


 


 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

O mistério das moedas espalhadas no chão

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A zona onde moro é um poço de mistérios.


O mais recente, é o das moedas que, por acaso, ou propositadamente, apareceram espalhadas no chão da rua.


Não juntinhas.


Não em fila, a indicar um caminho percorrido.


Estavam espalhadas aleatoriamente, uma para cada lado.


 


Seria um teste?


Uma experiência?


Uma nova modalidade de ataque às vítimas, distraídas que estão a apanhar moedas do chão?


Alguém que não queria moedas "pretas" e decidiu deixar por ali para quem estiver atento?


Ou, simplesmente, alguém que por ali passou, com um bolso roto?


Mistério!


 


Não é que a fortuna seja grande: eram moedas de 1, 2 e 5 cêntimos!


Mas deu para apanhar em dois dias diferentes.


Agora imaginem que a moda pega, mas com notas!


 


 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Será, a vida, uma linda mentira?

Nenhuma descrição de foto disponível. 


 


Isto lembra-me uma outra questão, que ontem vi numa série, em que um dos protagonistas constatava, em conversa com outro, que era engraçado como dele, que era uma pessoa emotiva, ninguém gostava e como, ao outro, que era uma pessoa fria, todos adoravam.


Se calhar, talvez não seja tudo tão assim, "preto no branco".


 


É certo que, aquilo que temos de mais garantido na vida, uma pura verdade que, por mais que ignoremos, nos está destinada, é a morte.


A morte é vista, para grande parte de nós, como um fim.


O término da nossa passagem por este mundo.


A despedida.


A dor.


A saudade.


É uma coisa má, a que ninguém pode escapar, ou fugir.


Por isso é considerada uma verdade dolorosa, e quase ninguém gosta dela.


Até pode ser muito mais, ou melhor, do que aquilo que "pintamos". Pode não ser nada daquilo em que acreditamos.


Mas é a ideia que temos dela. E, dificilmente, a mesma mudará.


 


Agora, será a vida uma linda mentira?


Sim. E não.


Sim, no sentido em que, se a morte é a verdade, a vida será o oposto.


Uma farsa que nos é permitida experimentar, enquanto cá estamos.


Um engano. 


Um logro.


 


No entanto, considerando a vida como uma mentira, nem sempre será uma "linda mentira".


Para muitas pessoas, a vida é tão ou mais dolorosa, que a morte.


Para muitas pessoas, a vida é uma "mentira" difícil de viver, cheia de obstáculos, provações, sofrimento. 


De linda, para elas, pouco ou nada terá.


 


Ainda assim a vida, para mim, não é uma mentira.


É, quanto muito, uma parte da verdade que é o nosso percurso.


A parte que, apesar de tudo, nos dá esperança.


Nos faz acreditar.


Que nos permite decidir.


Mudar.


Escolher.


Viver.


 


Nem todos os que vivem amam a vida.


Nem sempre é fácil amar a vida.


Nem sempre as pessoas sabem como fazê-lo.


 


Muitos, apenas a consideram um dado adquirido.


Um direito.


Algo tão certo que nem se dá o devido valor.


Apenas vão passando por ela. Ou é ela que vai passando.


Ainda assim, preferem-na, à morte.


 


Porque é difícil gostar de, ou aceitar, algo que se desconhece.


 


 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Quando os nossos filhos começam a namorar

Como Fazer Um Homem Querer Namorar Com Você!


 


Quando os nossos filhos começam a revelar um interesse especial por alguém, a mostrar-se apaixonados, ou começam a namorar é normal que nós, pais (sobretudo, mães), fiquemos entusiasmados com a ideia, com essa nova fase da vida deles.


E, com o entusiasmo, vem a curiosidade. Afinal, é uma novidade.


De repente, queremos perguntar mil e uma coisas. Queremos ajudar no que pudermos. Dar sugestões. Opinar.


Só que, tudo o que é em exagero, é mais prejudicial do que benéfico.


Por isso, nestas situações, a palavra de ordem é controlar os nossos impulsos, as nossas palavras, e as nossas acções.


 


Não quero, com isto, dizer que nos devemos alienar, ignorar ou fazer de conta que não se passa nada. Nem tão pouco, mostrar-nos indiferentes. 


Temos é que moderar a forma como manifestamos o nosso interesse.


 


Dica (regra) número 1 - Não comparar


Já todos passámos pelo mesmo e a tendência é compararmos as relações e/ou sentimentos dos nossos filhos, ao que nós próprios experienciámos.


Estar apaixonado é estar apaixonado. É universal.


Mas essa paixão, atracção, ou amor podem ser sentidos, e demonstrados, de muitas formas diferentes, até porque cada pessoa é diferente da outra. E os tempos também são outros.


 


Dica (regra) número 2 - Interferir o menos possível


É muito fácil querermos fazer isto ou aquilo, dar um "empurrãozinho", tentar resolver algum arrufo, dar sugestões sobre o que devem fazer ou de que modo agir. Afinal, queremos o melhor para os nossos filhos, e queremos vê-los bem e felizes.


Mas...


É necessário controlar esse nosso instinto, e interferir o menos possível, a não ser que nos seja solicitado. Nunca por iniciativa própria.


Dar a nossa opinião uma vez, e chega. A não ser que nos seja pedida. E sem a impôr.


Ir acompanhando, mas mantendo um certo distanciamento.


Esta é a relação deles, o momento deles, os amores e paixões deles. E, com isso, vêm também as desilusões deles, os desgostos deles, os erros deles, e as aprendizagens deles.


 


Dica (regra) número 3 - Mostrar apoio


Se eles estão felizes, independentemente do rumo que as coisas vierem a tomar, é importante mostrar, enquanto pais, o nosso apoio.


Mostrarmo-nos disponíveis. Presentes.


Eles acabam por se sentir mais libertos, mais fortalecidos, mais seguros.


 


Dica (regra) número 4 - Conhecer e conviver, mas sem forçar


Há duas hipóteses numa situação destas:


- Ou os nossos filhos preferem manter as coisas entre eles, sem meter os pais ao barulho e, nesse caso, há que respeitar essa privacidade (muitos pais também podem não querer criar laços, não vá a relação ser algo passageiro).


- Ou fazem questão que os pais conheçam a pessoa em causa e, de certa forma, procuram uma espécie de aprovação.


Neste segundo caso, conhecendo já a pessoa, e entrando esta, de alguma forma, no seio familiar, é normal que queiramos começar a incluí-la nos mais diversos programas, em saídas ou eventos a quatro, ou com mais familiares.


No entanto, também aqui é preciso conter.


Afinal, estão a iniciar uma relação, a conhecer-se, e é mais que natural que queiram vivê-la a dois.


Claro que não tem mal nenhum em, uma vez ou outra, convidar. Mas sem forçar esse convívio.


É importante dar-lhes esse espaço. E respeitar se preferirem fazer coisas sozinhos.


 


Dica (regra) número 5 - Controlar a curiosidade


Eu sei que é difícil, mas devemos evitar aqueles interrogatórios cerrados que temos tendência a fazer após cada encontro, ou saída.


Mostrar interesse, sim. Perguntar uma coisa ou outra, mas sem saturá-los, ou deixá-los constrangidos.


E isto vale também para a outra pessoa. É mais que natural que queiramos saber tudo sobre ela, mas ninguém aguenta ser bombardeado com mil e uma perguntas.


 


Dica (regra) número 6 - Tentar ser imparcial, e livre de preconceitos


Esta é ainda mais difícil porque, afinal, tratam-se dos nossos filhos.


Há sempre receios.


Há sempre uma tendência para tomar o partido dos nossos.


Mas devemos ser imparciais.


E deixar os preconceitos de lado.


Quem tem que gostar, ou deixar de gostar, são os nossos filhos.


 


E, assim de repente, é o que me ocorre.


Alguém por aí tem mais alguma dica/ regra que considere útil para os pais que estão a lidar com as paixões dos filhos pela primeira vez, e que queira partilhar?


 


 


 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Três anos depois...

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... da chegada da Covid 19...


 


... das mil e uma exemplificações de como usar uma máscara,


de outras tantas de como não usar,


e de toda a informação sobre a protecção que as mesmas oferecem...


 


... num tempo em que ainda é obrigatório usá-las em locais específicos,


onde as pessoas estão mais vulneráveis,


e susceptíveis de apanhar o vírus...


 


... aqueles que deveriam dar o exemplo, são os primeiros a não o fazer!


 


Já não é a primeira vez que, no hospital, enquanto esperamos ser chamados para a consulta, assistimos a auxiliares que têm a máscara só a enfeitar.


Da última vez, era uma auxiliar a organizar uma festa de aniversário por telemóvel e, de cada vez que fazia uma chamada, baixava a máscara para falar.


Ontem, uma tinha-a no queixo. Levantava-a quando acabava de falar com a colega e ia a algum sítio. Quando eu a voltava a ver, já estava com ela baixada outra vez.


Uma outra, mantinha-a abaixo do nariz. Nem se dava ao trabalho de a subir.


 


Eu sei que não é fácil andar o tempo todo com ela posta mas, já que nós, utentes, temos que as usar e aguentar, ao menos tentem mantê-las enquanto estão a ser vistas.


 


 


 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Nem caiu em graça, nem foi engraçada

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Ontem à noite, fomos comprar um frango à currasqueira, em drive-through.


O meu marido à frente, com o meu pai.


A rapariga que nos atendeu, assim em modo acelerado e despachado, fez as perguntas da praxe, pagamento e, enquanto esperava pela encomenda, lembrou-se de perguntar ao meu pai:


- "Então, já comprou as flores e os chocolates para a sua mulher? Olhe que hoje é o Dia dos Namorados!"


 


Da forma como disse aquilo, quase a fazer propaganda, até pensei que, além do frango, também estivessem a vender esses produtos.


Diz o meu marido:


- "A mulher do senhor já faleceu."


 


Não se dando por vencida, apesar de encavacada, voltou à carga:


- "Então, compra para a namorada!"


O meu pai: 


- "A minha esposa faleceu há um ano e pouco".


 


E ela, com mais um melão, mas numa derradeira tentativa:


- "Pode comprar para si."


Ao que o meu pai respondeu:


- "Eu não gosto de flores."


E ela, já sem jeito:


- "Ah, não gosta de flores?"


E, felizmente, calou-se.


 


Por vezes, as brincadeiras acabam por ser um "tiro ao lado", sobretudo quando se brinca com pessoas que não se conhece de lado nenhum.


 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

14 de fevereiro, Dia dos Namorados, é dia de...

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... pergunta o Sapo.


 


Pois bem, por aqui, é dia de análises e consulta de nefrologia do meu pai, o que significa que passaremos a tarde a três, no hospital, a apanhar uma valente seca.


Extrementente romântico, portanto!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

"YOU" - 4ª temporada - parte 1

Netflix 'You' new poster shows Joe Goldberg hiding among new people 


 


Esta série tem andado no "entra e sai", da minha lista de séries a ver, desde que estreou a primeira temporada.


No entanto, quando vi o trailer da quarta temporada, percebi que era desta que me dedicava a ela.


Dividida em duas partes, a primeira com 5 episódios, estreada a 9 de fevereiro, esta temporada prometia.


Porque não seria o mesmo de sempre.


Desta vez, o caçador seria a caça. O predador, a presa.


Alguém sabe quem é ele, o que ele fez no passado. 


E Joe, agora Jonathan, vai passar a desconfiar de tudo e de todos, até perceber quem é, e qual o objectivo do seu inimigo.


Logo agora, que ele queria recomeçar uma nova vida, mostrar que estava diferente, que não era mais um assassino...


 


Pontos negativos


- O grupinho de amigos no qual Joe se vê forçado a entrar é tão fútil que, à excepção de um ou outro membro, não tem qualquer interesse e nao acrescenta nada à história


- A não ser que haja uma nova surpresa na segunda parte, fiquei desiludida com a personagem escolhida para inimigo misterioso


 


Pontos positivos


- Retrata a realidade de muitos ricos, futilidade, drogas, sexo, snobismo, comportamentos execráveis de quem acha que pode tudo, só porque tem dinheiro, ou nasceu em berço de ouro


- Damos por nós a torcer pelo Joe, a querer que ele derrote o seu inimigo (que não é melhor), e a gostar daquela personagem, quase nos esquecendo que ele é um psicopata serial killer


- O destaque dado à aluna Nadia, na análise que faz aos policiais literários, e que espero que seja ainda maior, e melhor, na segunda parte


 


 


 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Querer agarrar tudo ao mesmo tempo

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Todos os dias, o menino ia ao parque.


E todos os dias, o senhor dos balões andava por lá a vendê-los.


O menino, de tanto os ver, já os conhecia a todos. Sabia as suas formas, as suas cores, os seus tamanhos.


E sabia aquele que, se pudesse, compraria para si.


 


Um dia, o menino viu o senhor dos balões fazer algo inesperado.


Sem que nada o fizesse prever, o homem soltou todos os balões que tinha para vender, para quem os quisesse apanhar.


Naquele momento, havia poucas crianças no parque. Então, o menino pensou que, com sorte, poderia conseguir vários balões.


Difícil era escolher entre eles. Todos lhe pareciam incríveis.


Viu uma menina pegar num balão, e pensou: não é dos melhores, por isso, pode ficar com ele.


Correu até um mas, pelo caminho, viu outro que também era apelativo, e mudou de direcção para ver se o conseguia primeiro. E assim andou por ali, indeciso sobre qual apanhar primeiro.


O que ele não tinha ainda percebido, era que os balões iam subindo cada vez mais alto e que, a determinado momento, não os conseguiria mais apanhar.


Uma outra criança acabou por conseguir um dos balões que ele tinha desejado.


Então, para que não deixasse escapar mais nenhum, decidiu ir apanhando e ficando com eles na mão, enquanto corria para o próximo.


 


Só que, ao fazê-lo, começou, ele próprio, a levantar voo.


Assustado por ver que os balões o estavam a levar para longe, o menino só queria voltar a ter os pés no chão.


Então, chegou à conclusão que teria que soltar alguns.


No entanto, de tão desesperado que estava, desta vez não perdeu tempo a escolher.


Foi largando um a um, até que regressou ao chão, com um único balão.


Ao recuperar do susto, e olhar para o balão que tinha na mão, percebeu que não era bem aquele balão que ele mais queria.


Mas, agora que os outros já estavam com outras crianças, e os restantes tinham voado pelo céu, restava-lhe contentar-se com aquele.


 


Porque quis agarrar todos ao mesmo tempo?


Porque não correu logo para aquele que, realmente, queria?


Porque o deixou escapar?


 


E agora?


Teria que esperar que houvesse outra largada de balões?


Que outro menino quisesse trocar de balão com ele?


Ou que o balão, um dia, voltasse ali?


 


E, assim, com todas estas questões a ocuparem-lhe o pensamento, deixou o parque, de regresso a casa, cabisbaixo, lamentando não ter agido de outra forma.


Mas, pelo menos, tinha um balão...


 


 


 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Histórias Soltas #26: Emoções desvairadas

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Lidar com uma emoção de cada vez é uma coisa.


Dá tempo para assimilar.


Para tentar compreender.


Para "digerir".


Para contornar, combater ou eliminar.


Com tempo...


 


Lidar com todas ao mesmo tempo, é bem diferente.


Sem que nada o faça prever, elas chegam.


Desvairadas.


Descontroladas.


Desembestadas.


 


Chegam como uma avalanche.


Que arrebata.


Que engole.


Que desnorteia.


 


Num momento, uma euforia que surge, sabe-se lá de onde.


Capaz de fazer pairar. Quase voar.


Acreditar que ainda não é tarde. 


Que tudo pode mudar. 


Que tudo é possível.


Uma leveza, bem estar e paz, carregada de esperança.


Uma euforia que não é habitual. E que se estranha.


Mas sabe bem.


 


No momento seguinte,  uma tristeza sem motivo.


Sem razão.


Aquele aperto no peito.


Aquele nó na garganta.


Lágrimas que caem fora de horas.


Que não fazem sentido.


 


E, quando a montanha russa de emoções para, depois de várias voltas e loopings, tudo volta ao ponto de onde partiu.


A realidade do costume.


O "voltar à Terra".


O corpo a dar sinal de que não se deu bem com toda esta loucura. 


A pedir descanso, para recuperar.


 


E, depois, é como se nada tivesse acontecido.


Nenhuma emoção estranha.


Nada de anormal.


Tudo está no lugar de sempre.


Que, muitas vezes, não é lugar nenhum...


 


 


 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Deixemos a ficção ser isso mesmo: ficção!

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Ainda o Titanic.


Ainda a questão de se seria possível o Jack sobreviver se tivesse ficado em cima da porta com Rose.


E, como esta, tantas outras questões, críticas e análises que fazemos a tudo o que é ficção porque, ditamos nós, a realidade não seria bem assim. 


Ah e tal, isto só mesmo em filmes. Ah e tal, isto na realidade nunca aconteceria assim.


 


O que é mesmo a ficção?


Uma narrativa ou história imaginária e irreal, criadas a partir da imaginação, embora possa reflectir alguma realidade.


Normalmente, seja em livros, filmes ou séries, recorremos a ela para nos distrairmos. Para entrarmos noutras vidas, noutras histórias, noutros mundos. 


No entanto, ao mesmo tempo que nos queremos, de certa forma, abstrair da realidade, e entrar num mundo fictício, queremos que ele deixe a ficção de lado, e mostre as coisas como deveriam ser.


Não faz sentido!


 


A ficção tem o poder de criar tudo aquilo que quiser, e fá-lo de modo a gerar reacções, emoções, sentimentos.


Tanto nos dá finais felizes, como trágicos.


Tanto mata, como ressuscita.


Tanto junta, como separa.


Tanto nos dá doses de realidade, como nos atira com fantasia total.


É imaginação. E a imaginação não tem limites.


 


Se o Jack tivesse sobrevivido, o Titanic não seria o mesmo filme. Não teria o mesmo impacto.


E, como este exemplo, tantos outros.


 


No dia em que a ficção se limitar a ser, única e exclusivamente, uma mera cópia exacta da realidade, então não valerá a pena ela existir.


Por isso, deixemos a ficção ser isso mesmo: ficção!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Praia de São Sebastião e Foz do Lizandro

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Domingo, dia de sol, e temperatura amena, mesmo a convidar a um passeio!


A Ericeira estava cheia, já parecia verão.


As pessoas estão tão fartas de chuva e frio, que nestes dias aproveitam para sair e recarregar baterias.


Estava um mar típico de inverno, embora não completamente cheio.


As praias estão, se é que isso é possível, cada vez mais rochosas. Mas igualmente bonitas.


Esta é a de São Sebastião, que fica mais a norte.


 


 


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Já para os lados da Foz do Lizandro, havia quem já se aventurasse a molhar os pés no rio, e a atravessá-lo até ao outro lado.


Mas quem dominava a praia, para além das crianças e pais, eram os canídeos, que estavam todos contentes a correr, brincar, nadar.


Um deles até saltava para dentro da água, e de lá para fora, como um canguru. 


Uma cadelinha pequenina andava a correr que nem louca, com uma bola na boca.


Um outro, ia buscar o pau à água, e trazia-o de volta para a areia.


Aqui na Foz do Lizandro, o mar misturava-se com o rio, sem se perceber onde começava um, e acabava outro.


 


 


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Viver pela metade...

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Porque é que as pessoas se acomodam?


Porque é que as pessoas se deixam estar com o mesmo "sapato" calçado, ainda que esse sapato já não seja bem o que o seu pé está a pedir?


Porque é que as pessoas se contentam com o "copo meio cheio", ainda que tivessem vontade de beber muito mais?


Porque é que as pessoas preferem não se sentir totalmente felizes e realizadas, a lutar por aquilo que, verdadeiramente, sonham e anseiam?


 


Por receio?


Por hábito?


Por vergonha?


Por puro comodismo ou conveniência?


Por falta de coragem?


 


O que leva tantas pessoas a viver pela metade, quando poderiam (e deveriam) viver por inteiro?


 


Talvez por preferirem saber com o que contam, em vez de se aventurarem num desconhecido incerto.


Ou por considerarem que não merecem. Que isso não é para elas. 


Ou por recearem o julgamento público.


 


O julgamento de quem se admira por algumas pessoas, mais destemidas, terem a ousadia de querer uma vida plena, como se fosse um pecado, ou um crime.


Quando, no fundo, também elas queriam ter essa audácia.


 


E, assim, se levam vidas, e anos, num mesmo marasmo. Por vezes, até à morte.


E para quê?


Se, depois, já não podemos viver mais?


No fim, terá, realmente, valido a pena?


 


 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

A saltitar de loja em loja, sem horário nem posto certo

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Se tivesse que ser, que remédio!


Mas, por norma, eu gosto de saber com o que conto.


Gosto das coisas definidas à partida.


Não me dou bem com o incerto.


 


Portanto, seria complicado para mim só saber na véspera, ou no próprio dia, que horário iria fazer, e para onde.


Quando a minha filha começou a trabalhar, já sabia que, enquanto não abrisse a loja na nossa zona, iria trabalhar nas outras.


Mas, agora que a loja abriu, e que é suposto ela ficar lá, volta e meia, vai para outras lojas na mesma. 


 


É certo que, numa delas, ela até prefere estar, porque é mais movimentada, e está mais ocupada. E bem vistas as coisas, assim não há monotonia, muda de ares, vê novas caras.


Mas acaba por nunca saber bem com o que conta, onde irá almoçar/ lanchar, se precisa de transporte ou não.


 


E depois, é o horário.


Começou por fazer um horário quase diário (cada dia um diferente). Depois, acertou quando fez as férias de uma colega.


Na "sua" loja, começou por fazer turno da tarde. Nas férias de Natal, mudou para o turno da manhã. Findas as férias, voltou ao turno da tarde, já com horário definido.


Só que esse horário está, ainda assim, volta e meia, a sofrer alterações.


 


Portanto, é isto.


Ora entra mais cedo, ora não.


Ora sai mais tarde, ora sai à hora certa.


Ora tem mais tempo de pausa, ora não.


Ora está numa loja, ora está noutra.


Ora tem boleia, ora tem que apanhar autocarro.


 


Mas ela gosta do que faz e, por isso, tudo o resto são pormenores sem importância!


 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

"Astúcia", de Sandra Brown

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Não considero que este seja o melhor livro da autora.


Mas é muito bom.


Embora o "mistério" tenha sido revelado demasiadamente cedo. Teria preferido que a dúvida se mantivesse por mais tempo.


 


Drex Easton dedica a sua vida a tentar apanhar um assassino que, para todos os outros, parece tratar-se apenas de um fantasma. De uma invenção sua.


Weston Graham sempre teve a sensação de que alguém o perseguia, mas nunca passou disso: uma sensação. Suficiente para o deixar mais alerta, mas ténue demais para o impedir de concretizar os seus planos.


Agora, ambos têm a oportunidade de estar frente a frente, como vizinhos.


Drex sabe que Jasper Ford é o seu homem - Weston Graham.


E Jasper, desconfia bastante deste novo vizinho, ao ponto de vigiar todos os seus passos, até perceber que a sua sensação se confirma, e tem uma forma física, e um rosto.


 


Talia Shafer, recém casada com Jasper, parece uma mulher com um sexto sentido apurado, que consegue ler as pessoas para além da capa com que se apresentam.


À medida que a história se vai desenrolando, ficamos a pensar se ela será a próxima vítima ou, pelo contrário, estão os dois a congeminar, juntos, o próximo golpe.


Afinal, Marion, a última vítima, era sua amiga.


Agora, há uma outra amiga nas suas vidas, Elaine. É certo que não tem tanto dinheiro como a própria Talia, mas...


 


E Drex, que tenta levar a cabo a sua missão, com a ajuda de dois amigos, através de métodos e vias não legais, mas mais eficazes, vê-se agora entre a promessa de vingar a morte da sua mãe, e a súbita paixão por Talia, que pode vir a ter que destruir também, embora ele não queira acreditar nisso.


 


Certo é que, até ao final, Jasper vai estar sempre uns passos mais à frente de Drex, a sua astúcia a levar a melhor, a desacreditar o homem que o quer apanhar, e a deixar marcas nos seus leais amigos.


Conseguirá Drex dar a volta à história, antes que toda a sua vida seja desfeita?


Conseguirá Drex cumprir a promessa que fez ao pai, no seu leito de morte, e seguir em frente com a sua vida?


Ou será Weston, Daniel ou Jasper, para sempre, uma pedra no seu caminho? 


 


No entanto, mais do que saber que a missão foi, ou não, bem sucedida, o que o final do livro nos revela sobre Drex, é o que mais vale a pena!


 


 


Sinopse:


"Weston Graham é um enigma.
O FBI recusa-se a admitir a sua existência.
Weston Graham é um camaleão.
Assume vários nomes e inúmeros disfarces, atrai mulheres ricas e desaparece - juntamente com elas e as suas fortunas - para reaparecer com uma nova identidade e uma nova vítima.
Sem provas ou pistas, qualquer investigação está condenada à partida, mas o agente Drex Easton sabe instintivamente que este homem é real, é perigoso, e não vai parar. Para Drex, o caso é pessoal, e ele não tenciona desistir de o apanhar.
Mas quem é Weston Graham, afinal?
Agora, pela primeira vez no seu longo jogo do gato e do rato, Drex tem um suspeito em vista. O atraente e charmoso Jasper Ford casou-se recentemente com Talia Shafer, uma bem-sucedida mulher de negócios. Drex insinua-se na vida do casal, fazendo-se passar por um vizinho, para os poder manter sob vigilância constante. Mas a situação complica-se quando Drex se aproxima demasiado de Talia.
Esta é a única oportunidade de Drex superar o astuto inimigo antes de este assassinar novamente e escapar à justiça para sempre. Mas primeiro terá de determinar se Talia é uma cúmplice implacável… ou se os seus dias estão contados."

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