quinta-feira, 17 de agosto de 2023

"Enfrentar o Gelo", na Netflix

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Ou enfrentar a bipolaridade, assumi-la e tratá-la, antes que ela destrua a vida daqueles que com ela lidam, diariamente, para o resto da vida.


 


Kat era uma patinadora exímia, com vários prémios arrecadados e um futuro promissor, até ao dia em que sofreu um acidente na pista de gelo, que mudou toda a sua vida.


Agora, ainda que queira continuar a patinar, e a competir, ela tem nos fantasmas do acidente e no receio, os seus piores inimigos.


Por outro lado, tem que lidar com uma mãe bipolar que, de certa forma, culpa a filha por, devido à maternidade precoce, não ter podido seguir a sua própria carreira de patinadora, depositando todas as esperanças, e transferindo essa missão (e pressão), para as suas filhas. E com uma irmã mais nova que, não tendo também a vida facilitada, consegue ser mazinha, quando quer.


A única, e última, oportunidade de Kat, que lhe poderá devolver a confiança perdida e permitir seguir a sua carreira, é patinar com Justin, a pares, algo que nunca fez, e aprender a confiar em mais alguém além de si mesma.


 


A série aborda a bipolaridade, sobretudo, através da mãe de Kat, Carol.


E faz-nos questionar até que ponto ela é, realmente, uma má mãe, ou está apenas a precisar de ajuda para lidar com a doença. 


Carol confessa, a determinado momento, que tomar a medicação a deixa entorpecida, confusa, e é por isso que, por vezes, a deixa de tomar.


Claro que, depois, o resultado não se faz esperar, e as crises afectam as suas filhas, Serena e Kat.


É viver no limbo.


No entanto, é Carol quem tem a iniciativa de pedir ajuda para si própria, e isso é um grande passo.


Kat, por herança da mãe, ou em parte também despoletado pelo stress pós traumático, é igualmente bipolar, embora consiga estar mais controlada, por não falhar a medicação.


Mas também ela provocará estragos nas pessoas à sua volta, quando decide parar de tomar os comprimidos.


 


Para além da bipolaridade, a história centra-se igualmente, na competitividade entre patinadoras.


Nas comparações. No querer ser sempre melhor.


Nas críticas que as mães fazem às filhas, ou às filhas das outras, e que as próprias patinadoras fazem às colegas.


Ou até mesmo os ciúmes e competição entre irmãs, como é o caso de Serena e Kat.


Serena é a última esperança de vitória, com Kat a não conseguir patinar como antes, e é para ela que vai, agora, o que um dia já foi para Kat. 


Pode parecer que Kat está com inveja, mas a verdade é que, para Kat, patinar é como respirar - não é algo que ela adore fazer, mas não consegue imaginar a sua vida sem fazê-lo. E Kat tem algo muito difícil de encontrar, que a torna especial.


 


Espaço ainda para abordar o racismo, a amizade, a homossexualidade, as segundas oportunidades, as escolhas e as suas consequências.


E, claro, como não poderia deixar de ser, o amor!


 


 



 


 


 

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