quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Das barreiras que erguemos...

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Não raras vezes, ao longo da nossa vida, criamos determinadas barreiras.


Nomeadamente, em relação a pessoas que conhecemos,  e/ ou com quem temos que lidar, ou conviver.


Seja porque, simplesmente, não fomos com a "cara" da pessoa, seja porque não nos agrada, por um qualquer motivo.


 


Mas temos que perceber que qualquer barreira funciona nos dois sentidos!


Se não nos damos a conhecer, a outra pessoa também não mostrará tal vontade, nem se dará, ela própria, a conhecer.


Se não deixamos entrar para o nosso lado, a outra pessoa, esta também não fará questão de vir. Ficará no seu. Ao mesmo tempo, também não nos permitimos sair, e ir para o da outra pessoa. 


Se afastamos, é óbvio que, do outro lado, também ninguém se quererá aproximar. Manter-se-á afastado.


 


Portanto, a determinado momento, não devemos estranhar se, do outro lado, não tivermos a melhor recepção, aceitação, empatia quando, deste lado, também não o fizemos.


Tão pouco podemos estar a exigir acções e atitudes equivalentes a uma convivência normal, quando fizemos questão de, logo à partida, dar a entender que isso nunca aconteceria.


Se pararmos para pensar,  percebemos que reagimos da mesma forma quando são os outros a impôr essas barreiras.


 


Caberá, aos outros, contra quem a barreira foi criada tentar, de todas as formas que achar por bem, derrubá-la?


Ou será responsabilidade de quem a ergueu, eliminá-la?


Cabe ao outro mostrar-se digno e conquistar a confiança para que o muro seja atirado ao chão?


Ou àquele que o quer erguer, deixar, antes, a pessoa entrar e mostrar o que é, e só então decidir se a mantém por perto, ou se prefere afastar-se?


 


 

6 comentários:

  1. Excelente partilha. De facto tudo tem dois sentidos mas na realidade nem sempre é fácil...

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  2. Este é um excelente tema de reflexão, habitual e complexo. Acho que o grande problema é que, de uma forma geral, ninguém assume ter levantado a barreira, achando sempre que foi o outro que a construiu. No entanto, na maior parte das vezes a barreira é construída inconscientemente por ambas as partes e só é preciso que uma delas ganhe coragem para começar a tirar tijolos e quebrar o círculo.
    Dia feliz Marta

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  3. E como sabemos se a pessoa vale a pena, sem a conhecermos, por causa da barreira criada?
    Até que ponto a tentativa de derrubar a barreira não poderá ser vista como "invasão" de uma espaço para o qual não se foi convidado?

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  4. Como em tudo na vida, alguém tem que dar o primeiro passo.
    Por vezes, ficam ali duas pessoas à espera que a outra o faça, e nenhuma o faz.
    Até porque o orgulho fala, muitas vezes, mais alto. E com mais efeito, que a coragem.
    Bom fim de semana!

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