sexta-feira, 29 de março de 2024

1 Foto, 1 Texto #36

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Em semana, e sexta-feira, santa, trago esta imagem, de um cardo, que deve o seu nome a uma lenda, em homenagem à Virgem Maria.


Diz então a lenda que, estando Maria a amamentar Jesus, baixou-se para apanhar a mantinha que o cobria, e que tinha caído ao chão, derramando leite dos seus seios em cima de um cardo, criando as "veias brancas" na folha da planta. 


E foi assim que a planta passou a ser chamada de Cardo-de-Santa-Maria ou Cardo-Mariano.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

terça-feira, 26 de março de 2024

Consulta de otorrino: a sala da tortura

Ouvido entupido: como agir para aliviar o desconforto?


 


Há cerca de um ano fui referenciada para consulta de otorrinolaringologia, na sequência das minhas queixas de dificuldade em respirar, e por conta do meu desvio do septo nasal.


Penso que a minha médica de família o fez com o propósito de eventual cirurgia.


No início deste ano, tive consulta telefónica (à falta de vaga para presencial) de 5 minutos, e ficaram de agendar consulta presencial, que tive na passada sexta-feira.


E digo-vos, se depender de mim, e se não houver algo que me faça morder a língua, nunca mais lá volto!


 


Depois de explicar/ realçar que eu não tenho necessariamente dificuldade em respirar pelo nariz, mas sim dificuldade geral, sempre acompanhada de cansaço, dor nas costas e muito sono, a médica acha que a causa do meu problema não é o desvio do septo.


Portanto, é ir vigiando para ver se os meus sintomas, a nível nasal, não se agravam, caso em que terei que lá voltar.


Também viu a garganta, mas pelos vistos está tudo bem.


Assim, a consulta centrou-se, basicamente, nos ouvidos.


 


Ora eu, já em tempos, fiz limpezas aos ouvidos, mas estou habituada ao método do jacto de água morna, usado pelo médido no hospital.


Nunca me tinha visto numa espécie de sala da tortura, com o ouvido a ser furado, e escarafunchado, a sangue frio.


É que nem umas gotas, para ajudar.


Entrei lá bem. Saí de lá com uma dor de ouvidos que não aguentava. Como se estivesse com otite.


E se calhar... A verdade é que a médica receitou umas gotas que, fui ver depois, era um antibiótico.


É que até poderia ver o lado positivo: ouvido limpo, melhor audição.


Nada disso. Continuo a ouvir como antes.


E um ou dois dias depois até parecia estar a querer entupir.


O que uma pessoa sofre.


 


 


 


 

segunda-feira, 25 de março de 2024

E de repente, passei a ser "a outra"!

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Chega uma pessoa aos 45 anos, para isto!


Perguntava o meu pai, ao meu irmão, onde é que eu trabalhava.


Como ele está com alguma confusão, o meu irmão pergunta se se estava a referir à Inês (neta).


Responde o meu pai: "Não, a Inês trabalha nos computadores. Estou a falar da outra." 


E é isto. Nem Marta, nem filha. Passei a ser "a outra"!


 


Isto até seria engraçado, se não fosse mau.


Ele já fazia alguma confusão antes, mas desde que teve covid e foi internado, para além de ter voltado fisicamente fraco, veio ainda pior a nível mental.


Claro que tem os seus momentos de normalidade, conversa, sabe o que diz mas, depois, tem momentos em que não sei o que se passa na cabeça dele.


 


Depois, como sou a única que mora ali quase ao lado, sou eu (ou marido, ou filha) que vamos lá ver se ele come.


E não gosto desse papel porque parece que só vou lá para lhe "enfiar comida na boca".


Porque ele precisa mesmo de comer e, se não andarmos em cima, petisca mas não se alimenta em condições. Mas não quero ser a "fiscal" de serviço.


Antes tomava a medicação habitual para o coração e rins.


Agora, reclama sempre que lhe dou os medicamentos.


Tem momentos em que não percebo se ele acha que eu vivo com ele, porque se eu saio, pergunta-me onde vou ou, quando chego, o que andei a fazer.


 


Por isso, nós vamos rindo, vamos relativizando, mas custa ver a pessoa que ele foi, e como está a ficar.


Ainda tem aquela garra de se levantar da cama. De ir até ao quintal apanhar sol. De, por exemplo, querer fazer a barba.


Mas passa o tempo entre cozinha, quintal e cama. Muito mais tempo na cama. 


Desde que veio do hospital, nunca mais quis ver televisão.


Acredito que ele já nem saiba como ligá-la. Mas mesmo quando pergunto se quer que ligue, responde que não.


Tenho a ideia de que ele também já não sabe atender o telefone, nem ligar para ninguém.


O que também não ajuda. 


 


E é isto. Chega aos 82 anos, e acho que alterna ali entre a vontade de viver mais uns tempos (ou não tinha pedido para ir ao hospital), e o deixar-se levar pelo cansaço.


Entre os momentos lúcidos, em que acreditamos que está a melhorar e que, com tempo, vai voltar ao estado anterior, e os momentos em que parece que essas melhoras não se estão a verificar, e que é uma questão de tempo, até se deixar ir.


 


Mas isto sou eu, que sou pessimista...


 


 


 

sexta-feira, 22 de março de 2024

1 Foto, 1 Texto #35

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Mãos...


Mãos que louvam


Mãos que seguram


Mãos que aceitam


Mãos que se erguem


Mãos que oferecem


 


Braços...


Braços que se estendem


Braços que amparam


Braços que prendem


Braços que puxam


 


Tentáculos que nos aprisionam,


e dos quais não conseguimos escapar


 


Ânsia


Sofreguidão


Urgência


Impaciência


Desespero


 


Sangue que corre pelas veias


E nos lembra que estamos vivos


 


Neurónios, que nos comandam o cérebro e o corpo


Numa transmissão interminável de informações 


 


Tanto que poderia dizer sobre esta imagem
Mas deixo a interpretação dela para cada um de vós


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

sexta-feira, 15 de março de 2024

Das legislativas do passado domingo...

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Acredito que uma boa parte da população vota por simpatia com determinado partido ou representante, ou por hábito antigo.


Quantas vezes não ouvimos, sobretudo os mais idosos, dizer que votam em "x" partido porque sempre votaram. Porque os pais votavam. Ou porque gostam muito de "x" líder, porque é muito simpático.


 


Acredito que muitas pessoas votam por saturação com o mesmo de sempre, com esperança numa mudança. 


E que outras tantas o façam apenas numa atitude de desafio, de ser do contra.


 


Acredito que apenas uma pequena parte da população conhece os programas de cada partido, sabe distinguir as promessas exequíveis das promessas vãs, as medidas praticáveis das utópicas, e vota de acordo com aquilo que, dentro do que há, poderá ser o menos mal.


 


Pessoalmente, prefiro um partido que mostra as coisas como elas são, de forma prática, ainda que o cenário oferecido não seja cor de rosa, do que aquele que me diz tudo aquilo que eu gosto de ouvir. Que, no fundo, as pessoas querem ouvir.


 


No entanto, independentemente do motivo que leva alguém a votar, pelo menos, já levou a pessoa a exercer o seu direito.


Vejo sempre tantas críticas à abstenção mas, depois, se as pessoas vão às urnas, e votam, chovem as críticas porque votaram em determinado partido. Ou seja, quase querem que as pessoas levantem o rabinho do sofá e vão votar, mas apenas nos partidos que os outros acham bons.


 


Sou da opinião que, se a pessoa estiver convicta de que está a votar no que lhe parece melhor (ainda que na prática não o seja) deve fazê-lo, sem julgamentos, nem recriminações.

1 Foto, 1 Texto #34

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Tal como há flores que gostam de sol, e que precisam dele para viver


Para se abrirem, e mostrarem toda a sua beleza


Também nós precisamos de bons momentos da nossa vida


De leveza, calma e descontração


 


Da mesma forma que as plantas precisam da fotossíntese, para se alimentarem


Também nós precisamos de positivismo e boa energia


Precisamos do oxigénio que elas nos dão


Da serenidade que nos transmitem


 


Por isso, quando há "sol", tudo se parece conjugar


Tudo corre melhor


Tudo parece mais promissor, mais simples, mais bonito


E o que era negativo fica para trás


 


Mas o "sol" nem sempre está presente


E, quando ele se ausenta, as flores voltam a fechar-se em si mesmas


A energia desaparece, e dá lugar ao cansaço


E volta a realidade que, por algum tempo, nos permitimos esquecer


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

quinta-feira, 14 de março de 2024

Alerta: fofura!

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Por vezes parece que tenho duas bebés em casa, e não duas bichanas.


Fazem umas poses tão fofinhas, ficam com um ar tão meiguinho e engraçado, que é impossível resistir aos seus encantos!


 


 


 

quarta-feira, 13 de março de 2024

Enquanto espero...

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... aproveito uma aberta, e procuro um banco de jardim, onde me possa sentar, e aquecer ao sol, num dia tão frio.


Por incrível que pareça, tempo não me falta.


Pelo contrário, parece ser tempo a mais, ainda que nunca o seja.


É irónico que esteja sempre a queixar-me de que me falta tempo e, quando o tenho, não o possa aproveitar como gostaria, e só queira vê-lo passar depressa.


 


Por mim, passam pessoas. 


Estudantes, num qualquer intervalo entre aulas, ou já com o dia terminado.


Acompanhantes que, tal como eu, tentam ocupar o tempo.


Funcionários, que aproveitam a pausa para petiscar, ou fumar um cigarrinho.


Pacientes, que vão, ou vêm, de alguma consulta.


Familiares que chegam para visitas.


 


Poucos se atrevem a sentar.


Afinal, os bancos estão molhados da chuva que, pouco tempo antes, tinha caído.


O vento também não convida a ficar parado muito tempo.


Mas eu, deixo-me estar.


Ali, posso respirar. Aliviar a dor de cabeça. Abstrair.


 


Olho para o céu.


Nuvens brancas percorrem-no, em passo apressado.


Também não querem ficar ali muito tempo.


E quem quer?


 


O sol vai aproveitando os seus últimos minutos de esplendor.


A caminho, vêm as nuvens negras que, depressa, o esconderão.


Tiro, para memória futura, uma fotografia daquele pedacinho de paz, no meio da incerteza que me aguarda.


Levanto-me, e dirijo-me de volta ao caos, para me proteger da chuva que não há-de tardar a cair.


 


E espero...


Abrigada de uma intempérie. Desabrigada de outra.


Eu, e tantas outras pessoas. 


 


 

segunda-feira, 11 de março de 2024

Mais uma vez, o hospital de Santa Maria

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O meu pai apanhou covid.


Ainda ficou por casa a ver se melhorava mas, dados os baixos níveis de oxigénio e fraqueza geral, teve que ir para o hospital.


Para o Santa Maria, porque é lá que está a ser acompanhado.


Chegou, e foi directamente para uma Sala de Tratamentos, também conhecida como "sala de aerossóis", onde ficam os doentes com problemas respiatórios (agora já ninguém fica isolado, nem vai para o covidário).


Chegámos às 10h. Disseram-me que na sala onde ele ia ficar, eu não podia estar. Tinha que aguardar no corredor de espera. Que a enfermeira já me daria a roupa dele e que a médica, se entendesse, falaria comigo. Até às 14h, ninguém veio falar comigo, nem entregar nada.


Fui pedir informações. A médica deu o recado à administrativa que só daria informações presencialmente, em horário de visita, ou seja, a partir das 16.30h.


Fui almoçar, e fazer tempo. Pouco passava das 16h, quando ouvi o nome dele ser chamado para RX. 15 minutos depois, nova chamada. Entretanto, bato à porta da dita sala, explico ao que vou, e pedem-me para esperar porque estavam a dar a volta aos doentes. Fico ali. Vejo o meu pai ser levado para o RX. Volta. E só depois me deixam entrar.


Queixava-se com frio. Pedi uma manta. Como ninguém se dignou vir falar comigo, fui ter com os médicos e perguntei. Responde a médica "ai eu agora não posso, que tenho aqui muita coisa para fazer, fale com o meu colega".


E pronto, lá falei com o médico, que me perguntou porque é que o meu pai estava ali.


Eu só pensei: "Meu Deus, o meu pai está aqui há 6 horas, fez um rx e só agora é que me perguntam o que tem?".


Portanto, só depois é que iam fazer Tac para confirmar as alterações aos pulmões, uma gasometria para verificar os níveis de oxigénio, e o teste de covid, para confirmar se estava mesmo infectado.


Tinha estado a soro, mas sem monitorização de oxigénio nem cardíaca. Ficou lá.


 


No dia seguinte, fui vê-lo de manhã. 


Confirmou-se a infecção por covid. Estava com alterações nos pulmões, mas relativamente estável. Desta vez, já monitorizado.


Não sabiam se teria alta ou não. Ficaram de avisar.


À tarde, ligam a dizer que tem alta. Expliquei que não poderia ir buscá-lo nesse dia, só no seguinte.


Uns minutos depois, ligam novamente a dizer que conseguem arranjar transporte para o levar para casa.


Referi que só estaria lá alguém a partir das 19.15h.


Depois, lembrei-me que ele não tinha roupa nenhuma, porque me deram tudo no dia anterior. "Ah e tal, vai com roupa do hospital". E por aqui se viu que estavam mesmo a querer despachar o doente.


Entretanto, ligo novamente a perguntar se me podiam enviar a receita do medicamento que ele teria que tomar, para eu levantar, porque não fazia sentido ir à farmácia às tantas da noite. Enviaram, mas com o nome errado.


 


Perto das 21 horas, ligam do hospital para saber até que horas eu poderia esperar, porque o transporte tinha sido requisitado às 19.15h (A sério?! Pedem o transporte à hora que eu disse que estaria em casa, em vez de pedir logo, sabendo que demorava?), e ainda não tinham previsão de saída.


Depois disto, mais 2 ou 3 telefonemas, a explicar o óbvio: não fazia sentido enviar um doente no estado dele para casa, com frio e chuva, com roupa de hospital.


E já passava das 2 da manhã.


"Ah e tal, há um doente à espera para entrar, precisamos da vaga."


"Ah e tal, não podemos cancelar o transporte, porque já foi facturado."


"Ah e tal, não sabemos dizer quando é que o transporte chega, porque a prioridade são as transferências intra-hospitalares e, só depois, os domicílios".


"Ah e tal, compreendo, mas não podemos fazer nada. Não há nenhum responsável com quem falar. Não há ninguém no serviço."


 


O meu marido, já passado, pediu para falar com quem quer que fosse, até lhe passarem para uma responsável de medicina que, depois de alguma resistência, entre uma espécie de ameaça do meu marido, e uma chantagenzinha psicológica da parte dela, lá concordou em cancelar o transporte, e irmos buscá-lo no dia seguinte de manhã.


 


Agora expliquem-me qual é a lógica: se precisavam da vaga, a ideia era ele sair de lá o quanto antes. No entanto, o que se viu foi que ele iria continuar lá, porque não aparecia o transporte. 


Portanto, pedem um transporte que ninguém da família quis, e ainda nos fazem passar a noite em branco - doente porque estava em stress para vir para casa, e família sem previsão de hora de chegada - para, no fim, o resultado ser o mesmo, e a vaga continuar preenchida, preferindo pôr a vida de uma pessoa em risco, a ser transportada em péssimas condições para casa, do que um doente que, apesar de precisar da vaga, não estaria desamparado dentro do hospital. 


 


E é isto que temos.


 


Mas, porque nem tudo é mau, há que dizer que, na sala onde o meu pai esteve, foi bem tratado. Estava resguardado da confusão dos corredores, sempre acompanhado de auxiliares/enfermeiros/médicos, uma vez que era uma espécie de sala de controlo, e ele diz que o pessoal foi impecável.


 


Agora, é ver se recupera em casa, e não volta lá tão depressa.


 


Por coincidência ou não, quando estávamos a caminho do hospital, na ambulância, recebo um email da Bertrand, de uma promoção para o dia do pai, com a mensagem "Pai, estás sempre comigo". Isto é que se chama sentido de oportunidade.


E ainda vimos um arco-íris. Seria um sinal de esperança?!


 


 


 

sexta-feira, 8 de março de 2024

1 Foto, 1 Texto #33

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Naquele dia, o vento estava muito forte.


Como, de resto, ao longo de toda a semana.


Era tão forte que o pássaro não conseguia voar.


Por mais que batesse as asas, por mais que tentasse, estava sempre no mesmo sítio.


Como alguém que nada contra a corrente.


Como um barco que se quer remar contra a maré.


 


Ele bem tentava, mas não conseguia.


O vento era mais forte que ele.


Só se estava a cansar. A magoar. E a perder tempo.


 


Então, ele fez o que achou melhor.


Em vez de continuar ali no alto, a ser travado, empurrado e desequilibrado pelo vento, ele optou por se proteger, refugiando-se num voo mais baixo e rasteiro.


Quando o vento não está de feição, não adianta bater de frente com ele. Há que ajustar o voo.


Da mesma forma que se ajustam as velas do barco, em pleno mar.


E que aproveitamos o curso da maré, para nos levar a bom porto.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

segunda-feira, 4 de março de 2024

Mas ainda há covid?!

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Pois, parece que veio para ficar.


Embora já ninguém queira saber.


Embora já quase nem se fale de covid.


Até porque, neste inverno, a Gripe A veio tirar-lhe todo o protagonismo.


E, ainda que assim não fosse, actualmente tudo é considerado, como antigamente, uma simples constipação ou gripe, e tratado como tal.


 


Mas ainda há covid.


A prova disso foi o teste positivo do meu marido, o da minha filha e, agora, o do meu pai.


E eu?


Até agora, os 3 testes que fiz deram negativo, mas acreditem que me sinto com covid psicológica: não tenho, mas de tanto ver positivos à minha volta, até parece que já estou com sintomas!

domingo, 3 de março de 2024

Festival Eurovisão da Canção 2024: 2ª semifinal

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Depois de uma cama partilhada por um casal, no cenário da semifinal anterior eis que, agora, foi mesmo um “Quarto para Um”.


Mas qual era “Criatura” que, no meio de toda a festa e companheirismo que por ali se vivia, acreditava mesmo que ia estar sozinha?


Ainda bem que se deixaram disso porque aquele era o momento, e de certeza que estava lá sempre alguém para lembrar os mais tímidos que “You Can’t Hide”. Pelo contrário, era tempo de mostrar ao que iam, e dar tudo em palco.


Para uns, os finalistas, ontem foi “Dia” de celebrar. Para os restantes, acredito que não será caso para um “Pé de Choro”.


Afinal, como diz o ditado, não é por morrer uma andorinha que se acaba a “Primavera”.


Não sei se são um “Doce Mistério” os critérios tidos em conta na hora de escolher uma música que represente Portugal, mas que são um mistério, são.


Talvez se deixem guiar pelas tendências, como um “Farol” que lhes indica o caminho a seguir.


 Ou por uma voz que lhes sussurra ao ouvido: “Change”!


E nem sempre compreendemos ou concordamos com as selecionadas. Mas eles lá sabem (supostamente).


Por isso, há que “Aceitar” a decisão. Até porque nem sempre a música, e o artista, escolhidos, são aqueles que, depois, mais vingam fora do festival.


 


Esta semifinal foi muito fraquinha, só consegui gostar de 2 músicas: a dos No Maka e a da Rita Onofre. A do Silk é só mesmo por destoar das músicas de embalar, e pôr a mexer. Buba Espinho também não esteve mal. Mas pouco mais se aproveitou.


 


Imagem: antena1.rtp


 

sexta-feira, 1 de março de 2024

1 Foto, 1 Texto #32

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Chegou Março...


 


Com ele, vem a Primavera.


Uma nova mudança da hora, e os dias a crescer.


Vem a natureza mais florida, a regenerar-se, e a dar início a um novo ciclo.


 


Vem a Páscoa.


E outras tantas celebrações.


 


Vem a promessa de melhor tempo. Ou talvez não...


E de melhores tempos... Quem sabe uma esperança enganadora, mas sentida.


 


Ainda "ontem" começava o ano, e já chegámos ao terceiro mês.


A partir daqui, é ver o tempo a passar ainda mais depressa.


E, quando dermos por isso, já é Verão!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!