terça-feira, 15 de outubro de 2024

O amor é como uma série?!

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"O amor, muitas vezes, é como uma série que não renova a temporada."


 


Li esta frase, a propósito da separação da Ana Guiomar e do Diogo Valsassina, juntos há 18 anos.


E fez algum sentido.


 


Na verdade, muitas séries começam com uma temporada muito boa e, por isso, os seus autores decidem criar novas temporadas que, muitas vezes, acabam por ir perdendo a qualidade, à medida que se vão sucedendo, até que chegam ao fim, já sem a glória e o sucesso alcançado no início. 


E, ainda que as temporadas seguintes sejam tão boas como a primeira, chega-se a um ponto em que já não há mais novidades a introduzir, para cativar o público, e acabam por se tornar mais do mesmo, com os riscos a isso inerentes.


Depois, há aquelas mais longas, de uma só temporada, que cumpriu o seu propósito mas, simplesmente, não renova, porque os seus autores querem apostar em caminhos diferentes.


E há as que, logo na primeira temporada, estão condenadas ao fracasso e, como tal, sem hipótese de renovação.


 


Também as relações funcionam um pouco assim.


Quantas vezes não "renovamos" a temporada da nossa relação, na esperança de que os episódios seguintes sejam melhores, e superem os anteriores, na esperança de que o mesmo sucesso de antes continue, na esperança de que, na nova temporada, algo de diferente possa vingar?


E, quantas vezes, não pensamos que, se calhar, a relação está condenada, não importa quantas vezes renovemos as suas temporadas, e que só nos estamos a enganar?


Que, cada temporada renovada, é tempo perdido?


 


Se calhar, o que nos falta, é a ousadia de pôr fim à série. A coragem de não a renovar, de todo... 


 

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