segunda-feira, 25 de novembro de 2024

"O Feitiço", na Netflix

Spellbound | Netflix Media Center 


 


"O Feitiço" é uma dos poucos filmes de animação que aborda o tema da separação ou divórcio de um casal, e a forma como a relação entre um casal afecta toda a dinâmica familiar, nomeadamente, os filhos.


 


Nesta história, Ellian vê os seus pais transformados em monstros, após um feitiço que lhes foi lançado. Na verdade, foram os próprios a proporcionar esse feitiço, sem o saber. 


O casal, outrora apaixonado e cúmplice começou, com o passar do tempo, a não se entender. A discutir, por tudo, e por nada.


O amor, a compreensão e a amizade deram lugar à irritação, à intolerância, à raiva. 


E esses sentimentos negativos atraíram para si forças obscuras que os transformaram em monstros.


 


Agora, Ellian, sabendo que não pode, por muito mais tempo, aguentar esta situação, e mantê-la em segredo, tenta, de todas as formas, recuperar os seus pais, e a vida como era antes, com os três juntos.


Só que, quando os pais se apercebem do que originou toda a situação, compreendem que nada poderá voltar a ser como antes, o que fará com que, desta vez, seja Ellian a correr o risco de, também ela, se transformar num monstro.


 


Porque Ellian atingiu o seu limite.


Pensando que os pais nunca pensam em como ela se sente, que só se preocupam consigo mesmos.


Acreditando que os pais não a amam.


E que se sacrificou, e tentou de tudo, em vão.


Cabe aos pais mostrar-lhe que, independentemente de tudo, o amor que sentem por ela é o mais importante.


 


A lição do filme é a de que, ainda que um casal se separe, os filhos continuarão a ser amados por ambos.


Sim, a rotina e a dinâmica familiar mudam. Mas isso não tem que, obrigatoriamente, ser mau.


Se houver um esforço conjunto, criar-se-ão novas dinâmicas, e os filhos sairão resguardados e protegidos por ambos.


E, muitas vezes, é preferível uma separação, mantendo a humanidade, do que viver a vida toda juntos, como "monstros", ignorando que há pessoas, por quem são responsáveis, a sofrer as consequências dos actos dos pais.


 


Para mim, o ponto mais negativo deste filme é, sem dúvida, o excesso de música cantada pelas várias personagens.


Era desnecessária. 


Poderiam ter perdido menos tempo em cantorias, e passar mais depressa à acção em si.


A música principal, e mais bonita de todas - The Way It Was Before, de Lauren Spencer-Smith, seria suficiente para fazer o filme brilhar, e passar a mensagem.


 


 


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