sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

A "hora dourada"

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Podemos encontrá-la em dois momentos do dia: logo após o nascer do sol, e imediatamente antes do pôr do sol.


É considerada, pelos fotógrafos, a melhor hora para se conseguir boas fotografias, as melhores imagens.


E porque não juntar, à "hora dourada", os tons dourados?!


 


 


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A "hora dourada" é, também, num outro contexto, usada para descrever a primeira hora do bebé após o nascimento, fora do útero materno, nos braços e colo da mãe.


Hoje, dia em que a minha mãe faria anos, se ainda cá estivesse, esta "hora dourada", e as flores que a ilustram, são também para ela.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

"A Lista do Sr. Malcolm"

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Um filme romântico de época, que põe à prova relações de amizade, e o amor entre os vários protagonistas.


Julia é uma mulher fútil e mimada, que fica furiosa com a rejeição do homem mais cobiçado da temporada - Sr. Malcolm - que, fica ela depois a saber, tem uma lista exigente sobre as características que procura na mulher que virá a escolher para esposa.


 


Já a sua amiga Seline é uma mulher sem grandes títulos ou posses financeiras, que vive no campo, mas muito culta e informada, para além da sua beleza natural, e muitos outros predicados que poderão preencher os requisitos impostos por Malcolm.


 


Assim, Júlia convida Seline para passar uma temporada na sua casa, e conquistar o Sr. Malcolm, para depois entregar, ela mesma, a sua lista de exigências para um homem. Esta seria a sua forma de se vingar da rejeição, fazendo-o provar do próprio veneno.


Só que Seline e Jeremy apaixonam-se de verdade.


 


Da mesma forma que Júlia começa a gostar de Henry.


Só que ela é tão egoísta e invejosa, e está tão ressabiada, que não só não assume o interesse, como também não permite que a sua melhor amiga seja feliz.


E quando percebe o disparate que fez, e o que está a pôr em risco, pode ser tarde demais para corrigir os erros.


 


É um filme mediano.


Vê-se bem mas não é arrebatador. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Tempestades

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Olhando para o caos em que se está a transformar a minha vida, não sei se não prefiro embrenhar-me na tempestade lá fora, em vez de permanecer onde estou.


Talvez o meu estado de espírito se coadune mais com a chuva, com o vento, com o cinzento escuro do céu, do que com a falsa protecção de um tecto.


Talvez a manifestação da minha revolta, tristeza, desassossego, combinem mais com a da própria natureza, do que com o conforto, o aconchego e a segurança de uma bebida quente, de um abrigo. 


Talvez me sinta mais "em casa", lá fora, libertando o que guardo cá dentro, do que livre, cá dentro, enclausurando tudo dentro de mim, e destas quatro paredes.


 


 

Todos nós lá chegaremos, mas...

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... não é fácil.


Está a fazer três anos que o meu pai foi diagnosticado com insuficiência cardíaca, e insuficiência renal.


Desde então, já algumas vezes se foi abaixo, já algumas vezes tememos o pior, e outras tantas, deu a volta e mostrou vontade de por cá continuar.


Desde então, foram algumas as viagens, consultas e um segundo internamento a deixarem-no debilitado, mas de volta a casa, para recuperar.


Desistiu das consultas, rejeitou as eventuais cirurgias, e rejeitará, provavelmente, quando chegar a hora, a hemodiálise.


 


Nestes três anos, com os problemas de saúde a pregarem umas partidas, ficou mais dependente.


A cabeça também não está nos melhores dias. Embora ele tenha plena consciência da sua situação e dificuldades.


É difícil ter uma conversa normal com ele, faz muitas confusões, esquece-se do nome das coisas, temos quase que decifrar o que ele quer dizer.


Para falar com alguém ao telefone, tem que ter alguém para lhe "traduzir" o que, do outro lado, está a ser dito.


 


Ultimamente, queixa-se dos pulmões.


Nota-se a respiração acelerada.


O cansaço.


Uns dias dorme. Outros, nem por isso.


Mas não quer ir ao hospital. Não o censuro. Nem obrigo.


Ele conhece os seus limites e, sempre que se viu aflito, pediu para ir.


Mas a verdade é que, queiramos ou não, está o relógio a andar, em contagem decrescente.


 


Ontem, lembrou-se que tinha que cortar o cabelo.


Pediu ao meu tio para marcar hora no barbeiro.


Num dia de temporal.


Foi apanhar o autocarro da vila, duas horas antes. Não sei, sequer, se passou.


Não sei se não cai, se não escorrega por causa da chuva, se não se engana no barbeiro.


E ainda vai ter que esperar, na rua, que este abra.


 


Sei que vai apanhar frio.


Provavelmente, chuva.


Não sei como vai para casa. 


Pedi para, caso estivesse a chover, chamar um táxi.


Teimoso como é, ainda é capaz de ir a pé.


E, depois, é mais cansaço, e mais uma noite com dores, pelo esforço.


 


Eu sei que ele quer manter e dar uso à pouca autonomia que ainda tem.


Mas, por vezes, isso depois, se correr mal, traduz-se em mais dependência.


 


Não posso ligar para ele, porque ele nem saberá atender o telemóvel (já confunde as teclas) e, mesmo que o atenda, não me ouvirá, pelo que não serve de nada.


Enquanto isso estou eu, aqui, com o "coração nas mãos".


 

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Oh senhora, não tem que compreender, só aceitar!

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Acabaram de me ligar, a impingir um seguro de saúde.


Início de conversa da praxe, começa logo mal quando não me pergunta se é oportuno ou não falar no momento.


Nunca é! Mas pronto.


 


Informo a operadora de que estou no meu local de trabalho, e não tenho disponibilidade.


"Ah e tal, mas o que lhe ia dizer é rápido."


Assenti então.


 


Bla bla bla... seguro... bla bla bla... (confesso que não estava a prestar a mínima atenção à leitura do guião), e eis que o telefone toca.


Interrompo-a, dizendo que não tinha mesmo tempo, que tinha que desligar mas que, de qualquer forma, de momento, não estava interessada.


"Ah e tal, mas este é o momento! Tem que prevenir, em vez de remediar."


Novamente, explico que não tenho interesse.


"Ah e tal, mas não consigo compreender. Já tem algum seguro de saúde, é isso?"


Já a começar a ventilar, respondo-lhe: "Oiça, não tem que compreender. Só tem de aceitar. Se lhe estou a dizer que não estou interessada, não estou interessada. Não tenho que lhe dar justificações."


 


Escusado será dizer que a despedida, por parte da operadora, foi bem menos simpática do que a saudação!


Eu sei que estão a fazer o trabalho deles mas não há paciência para tamanha insistência e inconveniência.


 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

"O Agente da Noite" - 2ª temporada

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O problema das segundas temporadas é que, na maior parte das vezes, chegam muito tempo depois das primeiras.


Neste caso, cerca de dois anos.


É certo que a base - Peter e Rose - mantém-se, e acaba por ser uma nova história, por isso, apanha-se bem.


Ou talvez não...


 


É que tudo acontece tão rápido, e são tantos os mistérios, que acho que precisava de ver outra vez para apanhar mesmo tudo.


Surgem personagens que, depois, são descartadas, sem direito a mais. Não custava nada uma última palavra, um término, por mínimo que fosse.


 


Nesta temporada, Peter é, oficialmente, um agente da noite, em início de funções no terreno, depois de um curto e intensivo treinamento.


E, como todos os agentes e similares, aconselhado a esquecer Rose, a pessoa que o pode desestabilizar ou servir de arma contra ele, dada a relação entre ambos.


Por isso, Rose não tem notícias dele há meses, até que recebe uma chamada suspeita, que a leva de volta ao pesadelo de onde ainda está a tentar sair.


Mas, por outro lado, volta a juntá-la a Peter.


 


E revela-se uma ajuda de peso, e essencial, nesta nova missão a que se propôs: evitar a ameaça que representa o KX, uma arma química criada no projeto governamental Foxglove desenvolvida, inicialmente, como uma medida preventiva, mas que se torna uma ferramenta mortal nas mãos do criminoso Viktor Bala e da sua equipa.


Ao mesmo tempo, assistimos a uma manipulação das eleições presidenciais, para a qual contribuiu Jacob Monroe que, agora, tem Peter nas mãos.


 


Paralelamente mas, ao mesmo tempo, interligada, temos a história de Noor, assistente na embaixada do Irão, que tem como principal objectivo garantir asilo para sua mãe e irmão, que vivem no seu país natal.


Para isso, fornece informações ao governo dos Estados Unidos, sobre o Irão, em troca de ajuda, o que a vai colocar em risco, e envolvida numa trama mais perigosa do que esperaria. 


Determinada, persuasiva, desesperada, ela consegue fazer com que a mãe venha para Nova Iorque mas, pelo caminho, perde o irmão, que se recusa a partir, e acaba baleado.


 


O final deixa antever uma terceira temporada mas, para já, há muitas feridas para curar, consequências para digerir, e culpas para amenizar.


Mais uma vez, e para o bem de ambos, Rose e Peter separam-se definitivamente.


Ou, talvez até à próxima missão!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

A rosa

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Li, por aí:


"Nunca são as diferenças entre as pessoas que nos surpreendem.


São as coisas que, contra todas as expectativas, temos em comum."


 


Eu acrescentaria que não só entre as pessoas.


À partida, não vemos qualquer semelhança entre uma pessoa e, por exemplo, esta rosa.


 


No entanto, ambas terão a sua beleza.


Ambas têm cartacterísticas próprias.


Ambas lutam contra a ideia formada que os outros têm delas.


 


Podem ser "espinhosas".


Magoar, ainda que não intencionalmente.


Mas são, igualmente, sensíveis. 


 


Numa dia podem estar viçosas, vivaças.


No outro, mais murchas.


Nunca, perfeitas.


 


Podem ser poderosas e, ao mesmo tempo, frágeis.


Podem guardar, em si, muitos segredos.


E, ainda assim, abrirem-se totalmente, se o ambiente à sua volta o proporcionar.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Quem paga adiantado...

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Diz o ditado que "quem paga adiantado fica mal servido" e "gato escaldado de água fria tem medo"!


 


Há por aí quem prefira receber o pagamento antes do serviço feito. 


E depois?


Se for preciso, a pessoa faz quando lhe apetece, deixa o trabalho a meio, ou nem sequer chega a fazê-lo porque, afinal, o dinheiro já está do lado dela.


 


Do lado oposto, há quem prefira jogar pelo seguro, e pagar só depois do trabalho feito porque, assim, sabe que está mesmo feito (ainda que sem garantias de que esteja bem feito, ou dure muito tempo).


 


Há quem não tenha paciência para esperar, e queira as coisas de imediato.


E quem prefira aguardar por resultados visíveis.


 


Mas, como em tudo na vida, também há quem queira pagar logo, como uma espécie de garantia, ou reserva. Assim, se não arranjar mais ninguém, sempre tem alguém que está disposto a fazer o trabalho.


E há quem, por outro lado, não queira receber pré-pagamento, sem antes mostrar serviço feito.


 


A verdade é que há sempre riscos e nunca, nada, é totalmente garantido.


 


Nota: Este texto não é sobre trabalho, nem pagamento, nem dinheiro 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

"Para a Minha Irmã", de Jodi Picoult

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Esta deve ser uma das poucas histórias que, de certa forma, nos deixa de "pés e mãos atados", sem conseguir tomar partido, com absoluta convicção, de nenhum dos lados. 


Sabemos o que está errado. Sabemos o que é errado. Sabemos quem está mal. 


Mas...


Como podemos julgar? Como podemos condenar?


Quem não faria tudo o que pudesse para salvar um filho?


O problema é, a que preço?


 


O que implica, e como se repercute, em toda a família, toda a dinâmica estar centrada na filha doente. Tudo depender, e ocorrer, em função dela.


Enquanto isso, há um filho, claramente, negligenciado, "chutado para canto", como se fosse, nem digo uma personagem secundária, mas um mero figurante.


E há uma filha, na qual depositam todas as esperanças de cura, feita à medida, por encomenda, e da qual, ano após ano, desde o seu nascimento, vão "roubando" um pedacinho, como sanguessugas, até não haver mais o que retirar.


Ou até não ser mais preciso. 


 


Kate, a filha doente, é uma sobrevivente. 


Talvez, como dizem, esteja apenas à espera que os pais lhe permitam partir mas, como eles insistem tanto que ela se mantenha viva, ela faz o que pode, e o que não pode, para não os defraudar, e vai aguentando tudo, com resiliência.


Uma resiliência que Anna sempre demonstrou, também, porque, afinal, era a sua irmã, e estava nas mãos dela ou, literalmente, no corpo dela, salvá-la.


Mas chegou a um ponto em que, para ela, se calhar, chega. 


Se calhar chega, de nunca lhe perguntarem como ela se sente. De nunca lhe pedirem autorização. De a usarem. De não pensarem, por uma vez que seja, nela.


 


Compreendo o lado dos pais.


Viram naquela filha a única hipótese de salvarem a outra, à partida, sem grandes riscos para a dadora, e com o mínimo benefício que fosse, para a receptora, prolongando um bocadinho mais a sua vida.


Compreendo que uma mãe, perante uma filha com uma doença com esta gravidade, esqueça tudo o resto e apenas esteja focada em não deixar a filha morrer.


Mas ela tem outros filhos!


O pai, por outro lado, é uma pessoa mais sensata, mais razoável. Apoia a mulher, mas questiona-se sobre o que estão a fazer. Se será certo. Se deveriam fazê-lo.


É a pessoa que consegue agir com alguma lucidez, e discernimento, apesar do drama que também é dele.


 


Obviamente, nenhuns pais vão pedir permissão a um bebé, ou uma criança, para algo que ela própria não sabe bem o que é.


Mas a verdade é que a pessoa mais afectada, Anna, também tem direito ao seu corpo. A não ser invadida. A não ser usada sem o seu consentimento. A não pôr a sua saúde em risco, por menor que seja esse risco, sem estar devidamente informada, e querer, ainda assim, fazê-lo.


A não ver a sua pessoa, e a sua vida, anuladas, porque o que importa é, apenas e só, Kate. 


É disto que se trata.


E, chega um momento, em que é preciso parar.


 


Com um processo de emancipação em curso, interposto por Anna, e a pressão e culpabilização constante da mãe para que ela mude de ideias, toda a história se vai desenrolando, entre reuniões, tutora e advogados, sem sabermos qual será a decisão final do juiz.


E confesso que, depois de tudo, não gostei do final.


Para mim, não fez sentido.


Mas, afinal, também a vida é assim.


 


 


Sinopse:


"Luke Anna não está doente, mas até parece estar. Aos treze anos, já fez inúmeras cirurgias e transfusões para que Kate, a sua irmã mais velha, possa combater a leucemia que a afeta desde a infância. Anna foi concebida para ser dadora de medula compatível com Kate, uma vida e um papel que ela nunca questionou...até agora. À semelhança da maior parte dos adolescentes, Anna começa a questionar quem realmente é. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, sempre foi definida em função da irmã. E é então que Anna toma uma decisão impensável para a maioria das pessoas, uma decisão que faz com que a sua família desmorone e que pode ter consequências fatais para a irmã que ela adora.

Para a Minha Irmã questiona o que significa ser um bom pai ou mãe, uma boa irmã, uma boa pessoa. Será moralmente defensável fazer qualquer coisa para salvar a vida de uma criança, mesmo que isso implique desrespeitar os direitos de outra? Valerá a pena tentar descobrir quem se é de facto, quando essa pergunta nos faz gostarmos menos de nós próprios? Deveremos seguir o nosso coração, ou deixar-nos conduzir por outros?"

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Porque é, o ser humano, tão complicado?

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Porque é que diz que quer uma coisa se, depois, na verdade, não é nada disso que quer?


Porque ergue barreiras que, no minuto seguinte, só queria derrubar?


Depois, se aquilo que não queria, mas afinal queria, de facto, acontece, volta a não querer. Volta a rejeitar.


E torna a erguer a mesma barreira que, pouco antes, tinha acabado de derrubar.


 


Porque é que quando toma uma decisão se sente bem e seguro e, quando se vê na iminência de que venha a ser concretizada, se arrepende, e se sente triste?


Se, na verdade, também não consegue ser feliz com a não tomada dessa decisão, mas tem medo de tomar outra, de que se venha a arrepender e, por isso, mais vale não decidir nada.


Confuso?


Pois...


 


Porque é que o corpo e o coração do ser humano anda sempre em sentido contrário ao seu cérebro?


Porque é que, quando o cérebro toma uma decisão, o coração teima em contrariá-la?


E se o coração vence a primeira batalha, vem logo o cérebro, preparado para ganhar a próxima.


E assim anda, o ser humano, numa eterna guerra consigo mesmo.


 


Enquanto isso, vai a vida passando.


Vão os momentos sendo desperdiçados.


Vai a felicidade escapulindo.


E, um dia, acabam-se as complicações, as confusões, as decisões.


Porque não haverá mais nada para decidir.


Porque o tempo se esgotou.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Nesta "Blue Monday"...

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A Bela Emília Azul!

As resistentes

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Num daqueles dias cinzentos, em pleno inverno, eis que, nas árvores, ainda encontramos algumas folhas resistentes, que teimam em permanecer, em vez de se deixarem levar.


 


 


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Quem sabe, por quanto mais tempo, ali aguentarão, sem seguir o mesmo destino daquelas que, há muito, se foram, deixando o espaço vazio.


 


 


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É a passagem de testemunho, deixando, de forma subtil, a marca da estação vencida, na nova estação, que vai ocupando o seu lugar, e assumindo as rédeas. 


 


 


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As resistentes, essas sabem que, mais cedo ou mais tarde, vão ceder ao seu destino. 


 


 


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Até lá, vão fazendo companhia umas às outras, e ornamentando os galhos despidos que, também eles, com sorte, um dia destes, terão o seu fim.


 


 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

A promessa

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Depois daquela noite tão intensa, a despedida.


É hora de dizer adeus.


A distância vai aumentando.


Ela, ficando cada vez menos visível.


 


Nas entrelinhas, a promessa de um novo encontro.


Quem sabe, no dia seguinte...


Quem sabe, dali a um mês... 


Mas que voltará, disso não há dúvidas!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Sabemos, realmente, o que queremos para nós?

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Tantas vezes "acusamos" os outros de não saberem o que querem para as suas vidas.


Mas, e nós? Sabemos sempre, realmente, o que queremos para nós?


 


Não teremos, também nós, os nossos momentos de incertezas?


De indecisões?


De dúvidas?


 


Quantas vezes, as nossas certezas não se transformam em incertezas?


Quantas vezes, as nossas resoluções, convictas, não caem por terra?


Quantas vezes, o nosso coração não leva a melhor sobre a mente?


Quantas vezes, as indecisões dos que nos rodeiam, não acabam por afectar as nossas decisões, quando já as dávamos como mais que certas?


 


Isso aconteceria se soubéssemos, verdadeiramente, o que queremos para nós?


Ou apenas porque, também nós, não o sabemos?


Porque deixámos de saber a meio do caminho?


Ou, talvez porque, nesse percurso, passámos a querer outra coisa? 


 


Ou, quem sabe, porque percebemos que aquilo que queremos não é o melhor para nós e, por isso, hesitamos?


Entre fazer o mais certo, ou ceder à nossa vontade?


Entre protegermo-nos, ou entregarmo-nos, sabendo que pode não vir, daí, nada de bom?


 


Por outro lado, não raras vezes, preocupamo-nos tanto em querer o melhor para os outros, em ajudar os outros, que nem percebemos que, se calhar, com isso, estamos a descurarmo-nos, a prejudicarmo-nos a nós mesmos.


Estamos tão empenhados em querer que os outros se mantenham à superfície, que nem percebemos que, com isso, nos estamos, nós mesmos, a perder forças, e a afundar aos poucos. 


 


E, enquanto isso, quem nos ajuda, e cuida de nós?


Se não nos colocarmos, a nós mesmos, em primeiro lugar?


Se não nos dermos prioridade?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

"Perfil Falso", na Netflix - segunda temporada

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Foi com surpresa, e por mero acaso, que fiquei a saber da estreia da segunda temporada da série Perfil Falso.


Vi a primeira temporadada em 2023, já não me lembrava de algumas personagens, confundi um pouco a história com uma outra série que também tinha visto, mas lá apanhei "o fio à meada".


Esta nova temporada parecia ter começado com o pé direito, com crime, suspense, um serial killer a matar homens infiéis, através de um perfil falso, anteriormente, pertencente a Camila.


De alguma forma, todos os assassinatos têm em comum os traços de sadomasoquismo, a mesma forma de drogar as vítimas, e um passado comum ligado a Riviera Esmeralda.


 


Desde o final da primeira temporada, muita coisa aconteceu.


Camila iniciou um relacionamento com David e está prestes a casar-se com ele. Frequenta sessões de psiquiatria, para a ajudar a combater os traumas que ficaram do passado, e a sua obsessão por Miguel.


Já este, andava a fazer terapia, devido aos seus incontroláveis impulsos sexuais, mas deixou antes do tempo, para tentar reconquistar Camila, e evitar o seu casamento a qualquer custo.


E Ángela acaba de ser libertada, após cumprir uma pena de dezoito meses pelo homicídio do seu pai.


 


Em Riviera Esmeralda, há novos inquilinos, com os quais Ángela terá, agora, que lidar.


Quase todos parecem suspeitos.


Algumas personagens do passado também voltarão, nem que seja para, logo em seguida, morrerem.


Mas Ángela parece estar, aparentemente, calma, apesar de tudo o que se passa no seu empreendimento, incluindo a morte do seu próprio irmão.


 


Mais uma vez, com muita pena minha, transformaram uma temporada que prometia mistério e uma investigação policial à altura, numa temporada de pornografia, em que quase tudo anda à volta de sexo.


E, talvez por se focarem tanto no que interessava menos, pecaram no construir da trama, no desenrolar dela, e deixaram muito a desejar em termos de motivação, justificação e planeamento dos crimes.


A mim, desiludiu-me ainda, de certa forma, a identidade do assassino.


 


Houve coisas que ficaram por explicar.


Houve coisas, situações e personagens que ficaram por explorar.


Mais uma vez, fica um final em aberto, a dar indícios de uma terceira temporada que, espero, não venha daqui a outros dois anos.


 


 

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Perspectivas...

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- Não te cansas de viver como se estivesses, constantemente, numa montanha russa?


  Não te cansas dessa constante adrenalina? 


  Uma pessoa não chega a um ponto que fica tonta? Desnorteada?


- Talvez...


- E não tens vontade de parar? De sair?


- Vontade, tenho. Mas... Se a montanha russa parar, se eu sair dela, o que me resta?


- Um momento de pausa, de tranquilidade, de calmaria?


- Pode ser. No entanto... Que emoções terei eu, para viver, assim? 


  Não sobra nada.


  Apenas um vazio.


   Que me levaria a querer voltar à montanha russa...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

As saudades que eu tinha de ouvir música!

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A música e o estado de espírito de uma pessoa quase andam de mãos dadas, uma influenciando o outro, das mais variadas formas.


Ora atenuando, ora exaltando aquilo que estamos a sentir.


Ora levando-nos mais a fundo. Ora puxando-nos para cima.


Ora relaxando. Ora enchendo-nos de energia.


 


Não é que não oiça uma música ou outra.


No trabalho há sempre um rádio ligado.


Nas compras, há sempre uma rádio a passar música.


Até mesmo em filmes, ou séries, há uma banda sonora.


 


Mas ouvir, mesmo, aquelas músicas que quero, em casa, sem mais ninguém por perto, há muito que não o fazia.


Escolher o que quero ouvir, recordar músicas de que já nem me lembrava.


Cantar. Dançar. 


A falta que a música me fazia!


E eu nem sabia como.


 


Pode não ser tudo, pode não resolver os problemas, mas trouxe uma leveza, uma serenidade e uma energia positiva, que há muito não sentia.


Aliando a isso, o belo dia de Primavera que se fez sentir por aqui, pode-se dizer que foi o suficiente para começar esta semana com mais ânimo.


Agora, é evitar afastar, novamente, a música da minha vida. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Sobre a proposta de alargamento do prazo para o aborto

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Abortar é matar uma vida? Sim.
Existem formas de evitar chegar a esse ponto? Existem.
É um direito que assiste a todas as mulheres, se assim o decidirem? Sim. E ainda bem.


 


Ainda que o Estado proporcione todas as condições, financeiras e psicológicas (que nunca o fará!), para evitar um aborto com base na falta de apoio, a verdade é que nem sempre é, esse, o único motivo para se abortar.
Só quem está prestes a assumir (ou não) essa responsabilidade, que é trazer uma criança ao mundo, a este mundo louco, sobretudo nos dias que correm, tem o direito de decidir se está pronta e preparada para assumi-la em todos os sentidos, ou não.


 


Não é uma decisão que se tome de ânimo leve, deve ser bem pensada, sem pressões alheias (tanto para um lado, como para o outro), e que não se deve basear em promessas vãs, ou em estatísticas de natalidade.
O corpo é da mulher, é ela que passa pelas transformações, pelas dores do parto.
É uma responsabilidade para a vida, que lhe pode mudar a vida, para o bem, e para o mal.
E que, muitas vezes, acaba por ser só dela, quando a outra parte se descarta.
Portanto, sendo ela a única responsável, e a única com a qual só ela poderá contar, é justo que seja da mulher o poder de decisão.


 


Porque as outras pessoas até podem ser contra - cada um tem direito à sua opinião - mas não têm o direito de influenciar ou querer decidir a vida dos outros, com base nas suas crenças e convicções. Até porque depois, no dia a dia, não são elas que lá estarão, a ajudar essas mulheres a quem quiseram fazer desistir de algo que elas não queriam.


 


Sendo totalmente a favor do aborto, concordo com o alargamento do prazo.


Dez semanas é muito pouco, tendo em conta o tempo que leva a perceber ou confirmar a gravidez, e o tempo que se perde em todo o processo, desde que se dá início, até ao acto em si.


Até porque as semanas nem são contadas a partir do dia da concepção, mas da última menstruação (para quem a tem), pelo que está a ser roubado tempo precioso (duas semanas) às mulheres que se decidem pelo aborto.


No entanto, infelizmente, acredito que as alterações propostas vão cair em saco roto, e serão vetadas.


 


 

Lágrimas que uma folha amparou

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Num passeio pelo bosque, a filha pergunta à mãe:


- O que são estas gotas?


- São lágrimas que uma nuvem chorou, e que esta folha amparou.


- E porque chorou a nuvem?


- Porque já estava muito carregada e, quando assim é, tem que aliviar o peso que carrega. 


- Então, agora, já está mais leve?


- Talvez. Ou talvez tenha que chorar mais algumas vezes. Mas, com o tempo, ficará. 


- E como sabemos?


- Quando vires que ela está branquinha como um floco de neve, ou uma bolinha de algodão, por entre o céu azul.


- E porque é que a folha amparou as lágrimas?


- Para se mostrar solidária com a nuvem, e dizer-lhe que não está sozinha.


- Então, vão ficar sempre ali?


- Não, filho. Primeiro, toda a folha ficou molhada. Agora, apenas restam algumas gotas que, daqui a uns tempos, se irão evaporar.


- Isso quer dizer que quando a nuvem estiver leve, também a folha secará?


- Talvez. Vai tudo desaparecendo aos poucos, até que não reste nenhum vestígio daquele momento mais frágil que, um dia, partilharam.


- E a nuvem vai ficar leve para sempre, ou vai sentir-se pesada outra vez?


- É provável que, uma vez ou outra, as nuvens voltem a ficar mais cinzentas, e chorem novamente. Faz parte da vida.


- E a folha, vai estar sempre ali para amparar as lágrimas?


- Esperemos que sim. Que haja sempre uma folha, uma flor, ou um galho para o fazer.


 


Passados uns instantes, a filha volta a questionar:


- Mãe, quando eu for uma nuvem, tu serás a "minha folha"?


Ao que a mãe responde:


- Sempre! 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Para onde terá ido o ânimo?

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Se os últimos dias do ano até foram relativamente pacíficos, tranquilos, diria até, felizes, o mesmo não se pode dizer dos primeiros dias do novo ano.


A verdade é que 2025 começou com muito stress, e muitos nervos.


E, claro, tudo isso se traduziu, em termos físicos, numa total falta de energia, o corpo todo dorido, e o sistema imunitário enfraquecido e desregulado.


Já para não falar da dificuldade em respirar, que não parece querer dar tréguas (e já lá vão quase 5 anos nisto).


 


O ânimo perdeu-se, algures, pelo caminho, e não o tenho conseguido encontrar.


Há, antes, uma certa desilusão, uma certa descrença.


Poderia culpar o inverno.


Ou o mês de Janeiro.


Poderia dizer que é da falta de sol e calor.


 


Mas é, talvez, e apenas, o facto de estar sobrecarregada com mil coisas ao mesmo tempo.


A resolver problemas que nem sequer são meus, mas que não posso delegar em mais ninguém. 


A acudir aqui e ali, porque não sei dizer que não (embora já tenha começado a pôr em prática).


A lidar, e recuperar, de alguns sustos inesperados que, felizmente, não passaram disso.


E a digerir uma espécie de decepção que, acredito, pode vir a condicionar, ou inviabilizar definitivamente, um eventual futuro.


 


Sinto-me como se uma força invisível me estivesse a prender, literal e metaforicamente, os movimentos.


E não me permitisse seguir para lado nenhum.


Talvez na tentativa de me vencer pelo cansaço.


Ou na esperança de me dissuadir do que quer que seja.


 


Uma vida em suspenso.


À espera de um "empurrão" que, suspeito, tenho que ganhar força e coragem para, eu mesma, dar.


Quando o ânimo perdido voltar...


 


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

"As Histórias Que Não Se Contam", de Susana Piedade

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Já tinha começado a ler um livro desta autora, e deixei-o a meio, porque não me cativou minimamente.


Por isso, foi com alguma hesitação que decidi tentar novamente, com outra obra.


Gostei mais deste livro. 


 


Três mulheres - Ana, Isabel e Marta - com três histórias de vida, cada uma com o seu drama pessoal, com os seus problemas, com a sua forma de lidar com a dor.


Três estranhas que circunstâncias da vida ou, dirão os mais crédulos, o destino quis juntar para que, unidas, fosse mais fácil refazerem as suas vidas.


Ana perdeu o namorado, devido a uma doença.


Isabel chora a morte de um filho.


E Marta, aquela que está sempre lá para dar uma palavra de conforto aos outros, vê-se ela própria num pesadelo do qual não quer, ou não tem coragem, para fugir - um namorado violento e controlador.


São histórias do dia-a-dia, comuns a tantas mulheres (e homens).


Histórias que não se contam, mas que cada um vive à sua maneira, muitas vezes de forma solitária, sem pedir ajuda a ninguém.


E seria tão menos difícil, se fossem partilhadas com as pessoas certas.


 


Sinopse:





"Ana pergunta-se como seria hoje o seu dia-a-dia se tivesse sabido detetar no namorado os indícios da doença que o levou inesperadamente. Isabel, seis meses depois da tragédia que lhe virou a vida do avesso, ainda se sente culpada por não ter chegado a horas ao infantário naquela tarde de chuva. Marta, que ousou abandonar, ainda adolescente, uma casa onde era maltratada, não tem agora a coragem de confessar que o amor em que apostou tudo está longe de ser um mar de rosas. São três mulheres jovens, com a vida inteira pela frente, mas para quem o presente se tornou um fardo difícil de carregar e o futuro um tempo sem qualquer esperança. Quem poderia entender a sua dor incomparável? Para quê, então, contarem as suas histórias?







Um acidente acabará por cruzar estas três desconhecidas num lugar onde muitas vidas se perdem, mas que para elas representará sobretudo o nascimento de uma amizade que lhes vai permitir lutarem contra o sofrimento e recuperarem aos poucos o ânimo e a vontade de viver. Porque quanto maior é o drama, maior tem de ser a partilha.
Com uma linguagem cuidada e uma estrutura francamente original, este belíssimo romance de estreia, finalista do Prémio LeYa em 2015, traz para a cena questões de grande atualidade que afetam muitas mulheres e não devem ser silenciadas, e lê-se de um fôlego, mantendo o suspense até à última página."




terça-feira, 7 de janeiro de 2025

"Missing You", na Netflix

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Mais uma adaptação de um livro de Harlan Coben, que chegou à Netflix no primeiro dia de 2025.


Já tinha, em tempos, lido o livro.


Então, ver a série foi como estar a recordar a história, e aquilo de que ainda me lembrava dela, com algumas incertezas quanto ao desenrolar da trama.


Acreditava saber "quem", mas já não me lembrava do "porquê".


Então, a cada episódio (e são apenas 5), ia-se fazendo um pouco mais de luz, até ao final.


 


Kat é uma detective inspectora cujo noivo a abandonou, sem qualquer justificação, há 11 anos.


Sem saber nada dele, ao longo de todo esse tempo, é com espanto que Kat se depara com um perfil do mesmo numa aplicação de encontros.


Ela envia, então, algumas mensagens mas, rapidamente, é bloqueada.


 


No entanto, Josh parece ter voltado para não lhe dar descanso já que um rapaz, Brendan, afirma que o mesmo é namorado da sua mãe, e que parece perigoso.


A verdade é que a mãe iria, supostamente, viajar com Josh. Mas não chegou a apanhar o avião. Não atende o telefone. E há movimentos suspeitos na sua conta bancária.


 


Kat vê-se, então, numa tripla missão: encontrar Josh e perceber porque a deixou, e quem é, de facto, a pessoa com quem esteve prestes a casar; investigar o desaparecimento de Rishi Magari e desmantelar a operação levada a cabo por Titus; e tentar perceber quem, afinal, matou o seu pai.


 


Isto porque aquele que ela sempre pensou ser o assassino, quanto mais não fosse por ele ter confessado o crime, afinal, não o é.


Alguém fez de tudo para que Kat não o soubesse.


Alguém em quem ela confia.


E alguém muito ligado a Kat sabe a verdade sobre o que, realmente, aconteceu. E sobre Josh.


Até quando conseguirão guardar o segredo?


 


 


 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Porque nos boicotamos a nós próprios?

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Como já tenho dito várias vezes, o ser humano é um "bicho" complicado.


Não é, pois, de admirar, que dessa complicação faça parte uma, provavelmente, irracional ou inconsciente tentativa de boicote a si próprio, e à sua felicidade.


A verdade é que toda a gente almeja estar de bem com a vida, sentir-se bem e feliz mas, quando isso acontece, irreflectidamente, as pessoas têm uma tendência a, por si mesmas, estragar esses momentos.


 


Como se tivessem necessidade de deixar de estar bem.


Talvez porque acreditem que não são merecedoras. 


Ou, talvez, porque não sabem viver assim...


Porque estão mais habituadas a momentos de tensão e, como tal, estranham a calmaria.


 


Outras vezes, porque tudo o que sabem que lhes faz bem, leva tempo.


Dá trabalho.


E fá-las sair da zona de conforto. 


Enfrentar mudanças.


Contornar receios.


Abrir portas ao desconhecido.


 


Então, mesmo sabendo que pode valer a pena, preferem boicotar-se.


Ficar com aquilo a que já estão habituados.


Que já conhecem, e do qual sabem o que esperar. 


Porque até podem, em teoria, saber tudo o que precisam de fazer.


Mas daí a pôr em prática, parece haver sempre um travão invisível que leva a melhor.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Amanhecer

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Amanhecer...


Quando a noite dá lugar ao dia


Quando a lua cede a sua vez ao sol


Quando a escuridão é vencida pela luz 


 


Amanhecer...


Quando tudo fica para trás


E um novo dia começa


Como uma nova oportunidade


 


Amanhecer...


Carregado de promessas e esperança


De energia renovada


Mas também de responsabilidade


 


Amanhecer...


São apenas uns minutos


Que depressa se desvanecem


Sem hipótese de voltar atrás


 


E, hoje, este amanhecer colorido valeu a pena!


Ainda que, ao longo do dia, os tons vermelhos tenham dado lugar aos cinzentos.


 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Morangos com Açúcar 2024 - quarta temporada

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Terminada esta quarta temporada da série, confesso que, relativamente às anteriores, existem algumas diferenças.


Umas, para melhor. Outras, nem tanto.


Os jovens actores, com uma ou outra excepção, parecem melhor preparados, e com mais talento e naturalidade para a representação, que os de 2023. Também quanto ao elenco sénior não tenho nada a apontar.


 


No entanto, a promessa de que esta nova temporada traria mais artes, a fazer lembrar os antigos Morangos com Açúcar, ficou-se por aí mesmo: muita parra, e pouca uva.


Existem projectos de dança, música, representação, mas ficou tudo por explorar, por pôr em prática.


Atrevo-me a dizer que foi mais abordado o "book club", do que tudo o resto.


 


Quanto à história em si, a da fornada de 2023 - o desaparecimento da Carol - foi mais cativante do que a que, agora, nos apresentaram.


Salva-se, por aquilo que nos é dado a descobrir no último episódio.


Ainda assim, aguardando as explicações das temporadas que se seguem, soa tudo um pouco exagerado e forçado.


 


Ema, uma nova aluna do colégio, é atacada após sair de uma festa, e acaba por ser salva pelos colegas que iam a passar, evitando o pior.


Mas ela recusa denunciar o agressor, apesar de saber quem é.


Todos acreditam que foi Ricardo que, entretanto, é atropelado e fica em coma.


E tudo aponta para que tenha sido Leo, que gosta de Ema e a quer proteger, a atropelá-lo.


 


Só mais para os episódios finais ficamos a saber o que aconteceu, e os aparentes motivos.


Ainda assim, Ema esconde para si a verdade sobre o ataque, levando os seus colegas a cometer uma injustiça contra quem acreditam que o fez, ainda que a pessoa o merecesse, por muitos outros motivos.


E, enquanto Ema se protege a si mesma, está a permitir que novas vítimas possam ocupar o lugar dela.


A próxima, já está escolhida...


 


Deste leque, a personagem que menos gosto é, sem dúvida, a Mónica que, para além de falar a berrar, deixa muito a desejar como colega e amiga.


Já a minha preferida, é o Sancho, que transitou das temporadas anteriores.


 


E por aí, quem já viu?


Qual a vossa opinião?

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