quarta-feira, 26 de março de 2025

Falso moralismo

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Irritam-me, profundamente, aquelas pessoas que criticam, nos outros, aquilo que elas próprias fazem.


Como quem procura, desesperadamente, nos outros, algo que possam usar contra eles mas, no fundo, o que encontram, é apenas o seu próprio exemplo reflectido.


Como um espelho.


Como um boomerang que atiram aos outros, mas que volta sempre para si mesmas.


 


Irritam-me aquelas pessoas que, em vez de assumirem os seus erros, tentam fazer-se passar por vítimas, colocando a culpa de tudo nos outros, exonerando-se totalmente da mesma.


Como se não tivessem, muitas vezes, sido as causadoras das situações.


Ou não tivessem contribuído para tal.


Como se fossem absolutamente inocentes.


 


Irritam-me aquelas pessoas que, no que a si mesmas, e àquilo que fazem, diz respeito, tentam desvalorizar a relevância que, ao mesmo tempo, e na mesma proporção, e idênticas circunstâncias e situações, fazem questão de sobrevalorizar nos outros. 


Como quem usa, no seu dia a dia, e na sua vida, a regra "dois pesos e duas medidas", conforme se trata de si, ou dos outros. E, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, insistem, em circunstâncias e situações distintas, em querer comparar o incomparável.


 


No fundo, irrita-me o falso moralismo das pessoas que, se pensassem um bocadinho antes de abrir a boca, perceberiam que o melhor a fazer era estarem caladinhas.


Porque, já diz o ditado: "Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho."


 

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