quinta-feira, 31 de julho de 2025

"O Divórcio Perfeito", de Jeneva Rose

 


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Tendo lido "O Casamento Perfeito", não poderia deixar de ler esta continuação, agora em modo "O Divórcio Perfeito"!


E, embora tenha sido um bocadinho mais forçado, não defraudou as expectativas, estando ao mesmo nível do primeiro, apenas com um pouco menos de surpresa.


Até porque já sabemos aquilo de que Sarah é capaz.


 


As coisas até podem ser diferentes desta vez porque, ao contrário de Adam, Bob sabe com que mulher está a lidar, e parece estar munido para o combate.


A determinado momento, parece que Sarah fica ali um pouco abalada, talvez receando ter um adversário a altura, que a faça perder tudo o que conquistou. Que use, contra ela, o mesmo tipo de armas que ela usou no passado, para se livrar do marido.


Mas, lá está, é Sarah Morgan. Por isso, a história pode dar muitas voltas!


 


Sinopse:


"Passaram onze anos desde que Sarah Morgan defendeu o marido, Adam, contra a acusação de homicídio da sua amante. Sarah seguiu em frente, começando uma família com o novo marido, Bob Miller, e mudando de carreira. A sua vida voltou a ser exatamente como sempre quis… ou será que não?


Depois de descobrir que Bob teve um caso de uma noite, Sarah não perde tempo e pede o divórcio. No entanto, durante a separação, novas provas de ADN são descobertas no processo contra Adam, obrigando a polícia a reabrir a investigação, e tornando novamente Sarah o centro das atenções.


Quando a mulher com quem Bob dormiu é dada como desaparecida, inicia-se o jogo arriscado do gato e do rato. Com as surpresas e as reviravoltas características de Jeneva Rose, este thriller deixa os leitores a questionarem-se: será que Bob e Sarah conseguirão alcançar o divórcio perfeito? Ou será “até que a morte nos separe”?"

quarta-feira, 30 de julho de 2025

O nosso corpo conta histórias

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Dizem que a pele tem memória.


Absorve e regista tudo, para mais tarde "apresentar a conta". 


Para nos "castigar", da mesma forma que, um dia, a castigámos.


Mas não será só a pele.


 


O nosso corpo também a tem.


Uma memória, em ambos os casos, a longo prazo.


Daquelas que, quando já nem sequer nos lembramos do que fizemos há anos ou décadas, nos apresenta, como se nos colocasse à frente a nossa vida em fotografias, os episódios que deram origem às nossas marcas, cicatrizes, e maleitas. 


 


No fundo, o nosso corpo, e a nossa pele, contam histórias, como um livro.


Histórias de aventuras, de erros, de brincadeiras, de acidentes.


Histórias de decisões precipitadas ou impulsivas, sonhadoras ou românticas.


Histórias da infância, da adolescência e da vida adulta.


 


Um corpo sem história, é um corpo que nunca viveu.


Como um boneco que permaneceu, intocável, dentro da embalagem. 


Se nos arrendemos de algumas dessas histórias? Talvez...


Talvez as pudéssemos ter evitado, ou escrito de outra forma.


 


Ou, talvez, todas elas fossem necessárias à nossa aprendizagem nesta vida.


Certo é que, queiramos ou não, fazem agora parte de nós. 


Como uma impressão digital, ou o ADN, são únicas. 


E lembram-nos que tudo tem uma consequência mas que, talvez, também tudo tenha tido uma razão para acontecer.


 


 

terça-feira, 29 de julho de 2025

"A Irmã Errada", de Claire Douglas

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Soube a pouco.


A história até começa com uma boa dose de mistério, e vai-nos mantendo presos para saber o que aconteceu.


E, sobretudo, leva-nos a crer que há alguém que quer roubar a vida de uma das irmãs. 


A pergunta é: porquê Tasha? Porque é que deveria ter sido esta a vítima, e não a irmã, Alice?


O enredo desenvolve-se, dando a entender que a "vingadora" é uma terceira irmã. A irmã que, em bebé, foi raptada.


Mas... Porque quereria ela fazer mal à irmã? E porquê, especificamente, àquela irmã?


 


Por outro lado, a verdade é que também em Veneza onde, no lugar de Alice e Kyle, estão agora Tasha e Aaron, também eles foram atacados, sem saber o motivo, acreditando que os confundiram com o outro casal.


Poderão os ataques estar relacionados?


Nesse caso, a Alice seria a irmã certa. Ou não.


Afinal, ela só poderia estar num lugar. Logo, não iam atacar as duas, na mesma noite, achando que eram a mesma pessoa.


Então, qual o sentido do bilhete?


 


E depois, lá mais para o fim, associo mais o título do livro a outras personagens, ou a outro contexto, do que, literalmente, às irmãs Alice e Tasha.


Tem a tão aguardada surpresa, as confissões inesperadas, e percebemos que tudo foi a soma de várias partes que nada tinham em comum entre elas, e não uma única que se desdobrou em várias.


Ficam as questões: 


O que somos capazes de fazer para proteger quem amamos?


O que somos capazes de fazer para nos protegermos a nós mesmos?


 


Sinopse:





"Duas irmãs tão diferentes, mas que se conhecem desde sempre. Ou será que não?







Tasha e Alice são irmãs, mas têm vidas completamente diferentes. Alice é uma bioquímica de sucesso e é casada com Kyle, um homem rico e charmoso, com quem viaja pelo mundo. Tasha, por outro lado, sente-se invisível. É casada com Aaron, mecânico, e vive uma vida simples com as suas filhas gémeas.
Quando Alice percebe que Tasha está a passar por várias dificuldades e que precisa de uma pausa, sugere que troquem de vida durante uma semana. Alice e Kyle irão ficar na casa de Tasha para cuidar das crianças, enquanto Tasha e Aaron passam a semana no apartamento de férias que a irmã e o cunhado têm em Veneza.
Alguns dias depois, o improvável acontece. Tasha recebe uma chamada a informar que Alice está no hospital e que Kyle morreu na sequência de um assalto. A polícia suspeita de que se terá tratado de uma tentativa de roubo que correu mal… Até que chega um bilhete para Tasha. São poucas palavras, escritas em maiúsculas: «Devias ter sido tu.»
Quem estava lá naquela noite? Seria Tasha realmente o alvo? Conseguirá ela resolver este mistério e encontrar as respostas de que precisa? Ou estará prestes a descobrir algo ainda mais sinistro? Está pronto para descobrir a verdade?
O novo thriller psicológico da autora bestseller Claire Douglas."




segunda-feira, 28 de julho de 2025

Seguir em frente

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É das coisas que mais nos dizem: que devemos seguir em frente.


A verdade é que a vida segue. E nós seguimos.


O que assusta, é a facilidade e a naturalidade com que, por vezes, o fazemos.


Sim, é o que é suposto. E sim, é o que quereriam que fizéssemos.


Seguir em frente e continuar a viver, já que ainda temos esse privilégio, é um sinal de que estamos bem.


Que não ficámos parados no tempo, nas situações e nas circunstâncias. 


É sinal que ultrapassámos a dor e a tristeza, e aceitámos os acontecimentos.


Como li algures: "a fase do luto termina quando a dor e a tristeza dão lugar às boas memórias".


 


Vai fazer quatro anos que a minha mãe morreu. 


Fez cinco meses que o meu pai se foi.


E, no dia a dia, quase nem me lembro disso.


Parece que já foi há muito mais tempo.


Como é que nos acostumamos tão facilmente à ausência das pessoas que faziam, diariamente, parte da nossa vida?


 


Mas, depois, ouvi esta frase e fez todo o sentido: 


"A dor nunca te atinge de frente. É circular. Atinge-nos quando menos esperamos."


E é isso!


Do nada, sem que estejamos à espera, as mais pequenas coisas despoletam memórias. Despertam sentimentos.


Recordam-nos que não é uma questão de nos termos habituado à ausência, como se há muito não fizessem parte da nossa vida.


Não é uma questão de as estarmos a esquecer.


É apenas algo natural. É a nossa mente a dizer-nos que não podemos estar em estado permanente de dor e tristeza e, por isso, nos faz seguir em frente, distraindo-nos todos os dias.


É a dor a andar ali em círculos, à nossa volta, sem nos darmos conta.


 


E, depois, sem nos apercebermos, ela atinge-nos.


Só para nos mostrar que não se foi de vez. 


Mas que não pode estar ali permanentemente.


Porque também temos coisas boas para viver.


E não devemos sentir qualquer culpa por isso.


 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Instantes

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Dura apenas uns segundos, ou uns minutos, mas é quanto basta.


Aquele momento em que o vento faz uma pausa, as árvores nos protegem, o silêncio nos acalma, e aquele piscar de olhos do sol, antes de desaparecer, nos conforta. 


Quando o tempo para, e nós paramos com ele, nesse momento de paz.


Um instante... mas a vida é feita de instantes!


 



Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto


quinta-feira, 24 de julho de 2025

Sentidos opostos

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Num minuto, sabemos que vamos acabar por fazer. 


Apenas porque, se não o fizermos, vamos ficar a remoer no que poderia ter sido. Porque, caso contrário, nunca saberemos o que nos esperava.


E, ainda assim, sabemos que, mal o passo seja dado, o arrependimento surgirá logo em seguida. Porque, no fundo, sabíamos que não o deveríamos ter dado.


Mas a mente humana tem esta estranha necessidade, ou ironia, de navegar (e nos fazer nevegar), simultaneamente, em sentidos opostos.


 


 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

"A Ponte Do Diabo", de Loreth Anne White

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Diz um provérbio africano que "É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.".


Como tal, aquilo que acontece, de mais grave, a essa criança, também é responsabilidade de todos e não, apenas, de quem suja as mãos e comete o crime.


Embora essa pessoa seja a única a ser julgada e, eventualmente, condenada pelo crime.


 


Neste caso, Clayton Pelley confessou o crime, e continua a cumprir a sua pena, decorridos mais de vinte anos.


No entanto se, ao longo de todos estes anos, nunca tinha explicado o porquê, parece agora disposto a contar a verdade. A verdade "verdadeira" - ele não é o culpado!


 


Trinity é aficcionada por crimes reais e quer, com o seu podcast, desvendar a verdade sobre os crimes. Obviamente, também quer ter sucesso.


Mas há outro motivo para ela querer abordar, especificamente, este caso, e para Clayton ter, por fim, acedido a falar com alguém.


O que ela não esperava era que este "bater de asas da borboleta" fosse provocar um verdadeiro "tsunami" na vida de todos em Twin Falls.


 


Todos esconderam segredos, pelos mais diversos motivos.


Todos mentiram.


Todos protegeram alguém.


Agora, a verdade está prestes a ser desenterrada, fazendo vítimas pelo caminho.


Porque, se é certo que a verdade liberta, também é certo que há quem não queira que ela se saiba.


E esteja disposto a tudo, para mantê-la enterrada, nem que para isso tenha que eliminar todos aqueles que ameaçarem revelá-la.


 


 


Sinopse:


"Quem é o verdadeiro culpado?





Trinity Scott, autora de um podcast sobre crimes reais, vê no seu novo caso o sucesso que procurava. O suspeito é Clayton Pelley, outrora um respeitado homem de família, que, há duas décadas, confessou o brutal homicídio de uma adolescente. Mas o motivo pelo qual a matou permaneceu um mistério. Numa série de entrevistas exclusivas a partir da prisão, Clayton revela a Trinity a verdade sobre o que aconteceu naquela noite sob a Ponte do Diabo. Inesperadamente, ele afirma que não é o culpado. Estaria a mentir na altura? Ou agora?
À medida que as audiências do podcast disparam, apenas falta a Trinity entrevistar uma figura fundamental: Rachel Walczak, a detetive que expôs a crueldade de Clayton e o colocou atrás das grades. Mas esta não está interessada nas novas revelações do assassino, até que Trinity investiga mais a fundo, os efeitos do podcast se intensificam e a detetive começa a questionar tudo o que pensava saber sobre o passado. Com cada revelação insinuante de Clayton, algo se torna claro: ele não é o único com um terrível segredo."




terça-feira, 22 de julho de 2025

"Sereias", na Netflix

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Confesso que fui enganada pelo título!


Estive, a cada episódio, à espera da grande revelação, mas ela nunca chegou porque a série não é, literalmente, sobre sereias.


Portanto, cheguei ao fim e senti-me defraudada: isto não é nada sobre sereias!


Sereias a sério, criaturas míticas, mulheres com meio corpo de peixe dentro de água que, quando em terra, passam a ter pernas.


 


Afinal, o título é metafórico, tal como toda a série.


Simone é uma jovem que trabalha para Michaela, uma mulher excêntrica, poderosa e temida embora, em alguns momentos, aquela relação pareça mais uma amizade ou meio maternal invertida e, ao mesmo tempo, uma espécie de domínio hipnótico de uma, sobre a outra.


Simone sente-se bem com aquelas pessoas, naquela vida, e não quer qualquer relação com a irmã e o pai.


 


Devon é irmã de Simone.


A irmã que a salvou da morte, quando a mãe delas se suicidou, e quase matou Simone também.


A irmã que, de certa forma, abdicou de si, dos seus sonhos, da sua liberdade, para o poder proporcionar à irmã.


A irmã que, agora, lida sozinha com um pai doente, e com a sua própria vida transformada num caco.


É por isso que, revoltada, vai procurar Simone. Para que, também ela, assuma alguma responsabilidade nos cuidados ao pai.


 


Quando chega à Casa do Penhasco e conhece Michaela, Devon convence-se de que a irmã não pode continuar ali com aquela mulher, que dizem que matou a primeira esposa do seu marido, e parece comandar uma seita duvidosa.


A verdade é que, desde o início, antipatizei com a Michaela (mas suponho que era essa a intenção). Ela é mostrada como a "vilã".


Por outro lado, Peter, o seu marido, é apresentado como o "porreiro", que não está nem aí para as excentricidades da mulher e que, por vezes, parece culpá-la pelo estado a que chegou a sua vida.


Apesar disso, parece amá-la.


 


Claro que nem tudo é o que parece.


E, no fim, percebe-se que as pessoas são muito mais do que aquilo que aparentam. Do que as primeiras impressões que temos delas.


Que os bons podem ser vilões, e os vilões podem ser bons.


Que as escolhas trazem consequências. E nem sempre boas.


Mas haverá sempre quem esteja disposto a correr o risco.


 


O último episódio marca uma nova vida para cada uma das três - Simone, Devon, Michaela.


No entanto, a que parece ter o caminho mais facilitado será, provavelmente, a que encontrará mais pedras no seu caminho, e a que mais sairá magoada, quando chegar a sua vez de ser substituída pela próxima.


Já as outras duas, embora vejam apenas uma luz ténue ao fundo do túnel, têm todo um mundo de oportunidades, e podem, finalmente, libertar-se daquilo que as prendia.  


 

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Férias - dia 5: explorar as rochas

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No último dia de férias, aproveitei a maré vazia para explorar as rochas que por ali existem.


E uma espécie de mini grutas.


Na areia, quase não se veem conchas, búzios e afins.


As pedrinhas, na sua maioria, parecem vir todas de uma mesma rocha, cinzentas com salpicos brancos.


 


 


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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Férias - dia 4: a melhor terapia!

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No início, há aquela falta de vontade.


O que vai uma pessoa fazer, sozinha, para a praia?


Pois, porque isto de mãe e filha terem férias na mesma semana é muito bonito mas, na prática, cada uma tem programas diferentes!


Depois, penso: estou de férias, não vou ficar em casa.


 


E não há melhor terapia que a praia!


Sentir o cheiro a maresia, e a iodo.


Ouvir o canto das gaivotas como som de fundo.


Apanhar sol, poder relaxar.


 


Até a água meio gelada ajuda a retemperar.


Dar um bom mergulho, nadar, caminhar.


 


Uma coisa é certa: ao longo de toda a semana, não tive, nem um único dia, as pernas inchadas; não tive dores de cabeça; a respiração melhorou; até o meu organismo pareceu funcionar melhor.


 


Pena que está a acabar e, para a semana, volta tudo ao mesmo.


 


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Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Férias - dia 3: a troca!

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Desta vez, a minha filha acompanhou-me à praia.


Mas não tivemos sorte.


Ainda saímos do autocarro com sol mas, mal chegámos à praia, encobriu-se.


 


E, de repente, parecia que tínhamos trocado de corpo uma com a outra.


Ela, a miúda que entrava na água num instante, quer estivesse frio ou calor, ficou sentada numa toalha, e embrulhada noutra.


Já eu, que muitas vezes ficava só a vê-la na água, fui ao banho, e não demorei muito tempo a entrar.


 


Sem sol para aproveitar, tirámos as fotos da praxe, e terminámos a tarde com gelado!

Pelo campo

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quarta-feira, 16 de julho de 2025

Férias - dia 2: Regresso às origens

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Que é como quem diz: regresso à Ericeira, para o primeiro dia de praia, e o primeiro mergulho do ano!


Mas não sei antes fazer uma caminhada, e uma visita há muito em falta: conhecer pessoalmente a Isabel


Foi assim uma visita rápida, porque era dia de trabalho para uma, e de passeio para outra, mas foi um prazer .


E ainda houve tempo para tirar umas fotografias, como não poderia deixar de ser.


O dia estava bom, a água não muito gelada, e o sol soube mesmo bem. 


 


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terça-feira, 15 de julho de 2025

Férias - dia 1: um grande susto!

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Quem me conhece sabe que gosto, e tenho receio, de cães, em igual medida.


Eles até podem ser inofensivos, mas se vejo algum a vir direito a mim, penso logo o pior.


Ontem, estava a vir para casa, na rua, quando oiço ladrar.


Olho para o lado, e vejo um cão daqueles corpulentos, com cara de mauzão, a correr na minha direcção, no recinto da Igreja.


 


Assustei-me, mas pensei: continua em frente, o dono está a chamá-lo, não vai acontecer nada.


Nisto, oiço um estrondo. O cão saltou o muro. Vai-me atacar.


E, de repente, nada.


 


Olho para trás, e vejo que o cão está magoado.


Não conseguia pousar a pata da frente.


E fiquei com pena dele. Coitado.


 


Ou o impulso foi muito. Ou não mediu o salto. Ou caiu mal.


A pessoa que o estava a chamar ainda reclamou com ele, por ter saltado.


E um outro homem, que estava com eles, reclamou com o primeiro, por ter deixado o cão saltar.


 


O que sei é que a culpa não foi, decididamente, do cão.


E se ele não se tivesse magoado? O que teria acontecido?


É melhor nem pensar nisso.


 


E, como manda a tradição, em tempo de férias, há almoço obrigatório no McDonald's.


Já não ia lá desde Novembro, quando éramos 4.


Desta vez, fui apenas com a minha filha, que está de férias comigo.


Completámos a colecção de copos.


 


Outro encontro, quase obrigatório também, é no centro de saúde.


Porque isto, quanto mais anos passam, mais coisas aparecem para chatear.


 


Vamos ver o que nos reserva o segundo dia de férias!


 


 

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Vida de abelha

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Esta vida de abelha


a trabalhar de sol a sol


chego depressa a velha


de volta do girassol


 


E, quem diz girassol, outras flores


que visito sem parar


campos de todas as cores


sem tempo para descansar


 


Umas vezes acompanhada


outras tantas, solitária


não importa estar cansada


é uma tarefa necessária


 


Hoje estou amuada


não quero olhar para ninguém


escusas de vir animada


viro-te o rabo também!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto


 

Anticorpos

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Da mesma forma que o nosso corpo produz anticorpos, como mecanismos de defesa do nosso sistema imunitário, contra vírus e bactérias, ou quaisquer outros agentes invasores que o querem destruir, também nós os criamos, a nível mental e emocional, para nos protegermos daquilo que nos pode fazer mal.


 


Só que, esses, vão formando camada em cima de camada.


Vão tecendo uma capa que fica cada vez mais resistente.


Que fica cada vez mais dicífil de despir.


 


Da mesma forma que, por vezes, esses anticorpos acabam por atacar células saudáveis que o nosso corpo identifica, por engano, como nocivas ou uma ameaça, também nós, com a nossa capa e os nossos anticorpos atacamo-nos, muitas vezes,  a nós mesmos.


Não distinguimos o que é bom, do que é mau, e protegemo-nos de tudo, atacando tudo.


 


E, no fim, se calhar, acabamos por ficar doentes, na mesma.


Tudo em nós se ressente, porque nada está a funcionar como deveria. 


Porque estamos tão determinados a nos defendermos de tudo e todos, que essa determinação acaba por nos toldar o pensamento, e condicionar a vida.


Não experimentamos as desilusões e as tristezas, mas também não vivemos a alegria, e os momentos felizes.


É aquela velha máxima de "não morremos da doença, morremos da cura"!


 


 


 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Nem sempre a perspectiva reflecte a realidade

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A perspectiva que temos sobre algo, é apenas isso - uma perspectiva. A forma como interpretamos determinada situação, acção ou sentimento.


Não significa, obrigatoriamente, que seja essa a realidade.


Pode ser.


No entanto pode, também, ser muito diferente.


 


Temos uma tendência a interpretar as coisas baseando-nos, por vezes, na nossa própria forma de pensar, de agir, de encarar as coisas, de mostrar o que sentimos.


Pior - queremos, muitas vezes, que as pessoas ajam de acordo com o nosso próprio código, como se não houvesse outra forma, igualmente válida, de se estar na vida.  


Mas existe.


 


E, da mesma forma que gostamos, ou desejamos, que a nossa forma de ser e estar seja aceite ou compreendida, sem interpretações erradas do nosso comportamento, pelos outros, devemos tentar compreender e aceitar a dos outros. 


Alargar os nossos horizontes.


Olhar por outras perspectivas.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Efeitos adversos

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Não sei se ando irritadiça, ou se é um efeito que me provocam algumas coisas e/ou pessoas.


Mas que, ultimamente, tudo me irrita, é um facto.


Ando mais picuinhas.


E implicante. Muitas vezes, com razão. Outras, talvez, desnecessariamente.


Menos condescendente.


E com menos disposição para lidar com humanos.


Se calhar, estou a precisar de férias.


Isto deve ser efeitos da minha bateria, física e psicológica, a dar sinal de que a carga está prestes a acabar, e que tem de ser ligada urgentemente à corrente.


 


 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

"Jardim de Inverno", de Kristin Hannah

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"Jardim de Inverno" é a história de três mulheres, totalmente diferentes mas, sem o perceberem, mais parecidas do que poderiam imaginar.


É daquelas histórias que nos faz reflectir sobre as pessoas: aquilo que as molda, o que as move, o que guardam ou carregam dentro de si. 


O que as transformou naquilo que são. O que está por detrás das suas atitudes.


 


É uma história de pessoas sonhadoras, que se atreveram a viver numa época em que os sonhos tinham de ser escondidos. De medos, que as acompanhavam dia e noite.


De coragem. Resiliência. Amor.


De luta. Mesmo quando já pouco restava, pelo que lutar. Ou quando as forças, para tal, começavam a esvair-se.


De sobrevivência. Resignação, e esperança. 


 


É a história de uma mãe, e duas filhas, que nunca sentiram o amor dessa mãe dirigido, unicamente, ao marido, pai de ambas.


Até ao momento em que o pai morre. Não sem antes pedir a Anya, sua mulher, que o conto de fadas da infância das meninas seja contado, uma última vez, às suas filhas mas, desta vez, até ao fim. 


 


Meredith, a filha que ficou a tomar conta dos negócios do pai, é casada e tem, também ela, duas filhas.


A determinado momento, ela percebe que passou os últimos anos a dedicar-se a todos à sua volta, a satisfazer a vontade dos outros e, com isso, perdeu-se a si mesma. 


Agora, tem de lidar com a morte do pai, com a mãe, que não consegue compreender, e com um casamento à beira da ruptura.


 


Nina, a filha que partiu, é solteira, aventureira, e nunca fica muito tempo no mesmo sítio.


É o tipo de filha com quem não se pode contar, a cem por cento.


Responsabilidade não é com ela. Tão pouco prender-se a alguém.


Mas o que tem de inconsequente, de destemida, de desligada tem, também, de obstinada.


 


Com ideias e intenções que, muitas vezes, chocam com as da irmã, cada uma com a sua razão, e a tentar fazer o melhor que sabem, e que prometeram ao pai, será Nina a insistir, e a conseguir convencer a mãe a contar, finalmente, o conto de fadas que, de fadas, tem muito pouco.


É a história de vida da mãe, de há décadas. Quase uma outra vida, marcada pelo terror, pela guerra, por perdas irreparáveis, e por uma culpa e punição que infligiu a si mesma durante demasiado tempo.


 


Há pessoas que apenas são como são, sem qualquer justificação.


E outras, que são o que a vida, e o passado, fez delas.


Mas nunca é tarde para mudar as coisas. 


Não quando ainda há amor no coração.


 


"Jardim de Inverno" é a história de uma "outra" mãe, que tudo fez para salvar os seus filhos. Para os proteger. E não conseguiu. E que, depois disso, só desejou morrer. Mas não morreu. Ao contrário do seu filho, naquele hospital. Ao contrário da sua filha e do seu marido, naquela estação.


E, por isso, viveu uma nova vida, ainda que pela metade.


 


Toda a história é comovente, mas o final é surpreendente, e avassalador.


Um livro de leitura obrigatória, sem dúvida.


 


Sinopse:





"Jardim de Inverno é um romance de uma beleza rara, que navega na paisagem complexa, mas sempre envolta pelo amor mais puro, dos corações de uma mãe e das suas filhas.







Meredith e Nina são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou na terra para gerir os pomares da família e criar os filhos; a outra viajou pelo mundo e tornou-se uma fotojornalista de renome mundial.
Quando Evan, o pai amado de ambas, adoece, Meredith e Nina reencontram-se junto à sua cabeceira sob o olhar duro da mãe, Anya, uma mulher de temperamento frio e autoritário.
Da infância, recordam as duas o conto de fadas eslavo que a mãe lhes recitava em voz baixa à noite, sempre às escuras.
No leito de morte, o pai pedirá uma promessa às três mulheres da sua vida: o conto de fadas será contado uma última vez, mas agora até ao fim.
Só assim as filhas poderão ficar a conhecer o passado trágico da mãe.
Será então através da voz vacilante e insegura de Anya que terá início uma viagem inesperada à verdade sobre a sua vida - e o conto de fadas revelar-se-á afinal uma grande história de amor, sofrimento e renascimento que abrange mais de sessenta anos, entre a devastação da Segunda Guerra Mundial e a esperança dos dias de hoje.
Por vezes, podemos ler as páginas do nosso futuro no passado da nossa família.
Neste livro, esse será o segredo que as duas irmãs terão de enfrentar, e que mudará para sempre a imagem da sua mãe e de quem elas próprias pensavam ser.
Numa escrita inigualável, Kristin Hannah, como em toda a sua obra, volta a colocar aqui o foco no que representa ser uma mulher em tempos de grandes desafios."




sexta-feira, 4 de julho de 2025

A ameixa

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Um dia, passam por ela, e não a vêem.


É pequena.


Está escondida.


Nem dão por ela.


 


Outro dia, passam por ela.


Vêem-na. Mas seguem.


Está verde.


É demasiado cedo.


 


Mais um dia.


Voltam a passar por ela.


Já está a ganhar côr.


Mas deixam-na ficar.


 


Um dia, passam pela árvore, e a ameixa não está.


Talvez tenha amadurecido demais, e caído.


Talvez alguém, mais atento, a tenha apanhado.


No momento certo.


 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 3 de julho de 2025

"Suspeitos", de Lesley Pearse

 


 


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"Suspeitos" é o mais recente livro de uma das minhas autoras favoritas.


No entanto, por várias vezes, tive de me certificar de que não estava enganada, e que a história era mesmo dela.


Porque, verdade seja dita, quando começamos a ler vários livros que, na sua maioria, andam sempre à volta do mesmo, desejamos uma mudança, ou surpresa. Mas, depois, quando a autora foge à norma, estranhamos.


 


Não terá sido a primeira vez que o fez mas, confesso, desiludiu-me um bocadinho.


Acho que houve um exagero na descrição inicial das personagens, sobretudo em termos físicos, que era desnecessária.


Depois, compreendo que a ideia era haver vários suspeitos, mas tantas personagens, a determinado momento, confundem-se. Valeu o esquema logo nas primeiras páginas.


 


O final também não foi surpreendente. Pelo contrário, foi previsível, e sem grandes reviravoltas.


Embora compreenda a mensagem que a autora quis passar, deveria, por isso mesmo, ter aprofundado mais a questão, o contexto, a personalidade e a convivência entre essas personagens. 


Tendo em conta o habitual número de páginas dos seus livros, umas páginas a mais neste, bem aproveitadas, não enfadariam ninguém.


 


 


Sinopse:


"Cuidado com o que desejas…
Nina e Conrad Best estão nas nuvens com a sua nova casa, a primeira que compram juntos. Sentem-se preparados para começar uma nova fase das suas vidas e Willow Close parece ser o lugar perfeito. Mas rapidamente percebem que algo está errado. No dia em que se mudam, encontram um grupo de vizinhos reunidos junto a um cordão policial. Umas das moradoras foi assassinada, o seu corpo encontrado no bosque.
A polícia acredita que alguém viu o assassino, mesmo que inadvertidamente, e decide entrevistar todos os moradores. Mas cada vizinho guarda seus próprios segredos. E todos eles estão longe de ser o que parecem à primeira vista. Coisas estranhas, até mesmo sombrias, acontecem atrás das suas portas fechadas…
Nina e Conrad pensavam ter realizado um sonho.
Estarão perante um pesadelo?"

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