
Dizem que a pele tem memória.
Absorve e regista tudo, para mais tarde "apresentar a conta".
Para nos "castigar", da mesma forma que, um dia, a castigámos.
Mas não será só a pele.
O nosso corpo também a tem.
Uma memória, em ambos os casos, a longo prazo.
Daquelas que, quando já nem sequer nos lembramos do que fizemos há anos ou décadas, nos apresenta, como se nos colocasse à frente a nossa vida em fotografias, os episódios que deram origem às nossas marcas, cicatrizes, e maleitas.
No fundo, o nosso corpo, e a nossa pele, contam histórias, como um livro.
Histórias de aventuras, de erros, de brincadeiras, de acidentes.
Histórias de decisões precipitadas ou impulsivas, sonhadoras ou românticas.
Histórias da infância, da adolescência e da vida adulta.
Um corpo sem história, é um corpo que nunca viveu.
Como um boneco que permaneceu, intocável, dentro da embalagem.
Se nos arrendemos de algumas dessas histórias? Talvez...
Talvez as pudéssemos ter evitado, ou escrito de outra forma.
Ou, talvez, todas elas fossem necessárias à nossa aprendizagem nesta vida.
Certo é que, queiramos ou não, fazem agora parte de nós.
Como uma impressão digital, ou o ADN, são únicas.
E lembram-nos que tudo tem uma consequência mas que, talvez, também tudo tenha tido uma razão para acontecer.
Para algumas coisas, somos completamente analfabetos...
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ResponderEliminarPor vezes até podemos não ser, mas preferimos ser.