quarta-feira, 13 de agosto de 2025

"O Meu Ano em Oxford", na Netflix

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Vi este filme há dias com a minha filha.


Ela gostou. Eu, não desgostei.


Mas estava com uma grande expectativa em relação ao filme, talvez pelo trailer, e pela escolha da banda sonora do mesmo.


Olhando para trás, talvez nem fosse preciso ver o filme, vendo o trailer. 


Uma pessoa acaba por perceber que é tudo muito previsível. Damos por nós a antecipar o que vai acontecer. 


Para onde querem que nos viremos e como, certamente, é tudo menos isso.


Há quem compare este filme ao "Viver Depois de Ti", mas menos bom. Para mim, nem sei se devemos comparar.


O primeiro, transmitiu-me várias emoções. Este, nem por isso.


Ficou ali meio morno. Mais leve.


 


No fundo, só a mensagem é comum a ambos: viver o melhor que conseguirmos, no tempo que temos!


E isso inclui escolher a forma como lidamos com a doença, e com a morte.


Porque, por muito que todos à nossa volta, que nos amam, nos queiram vivos, isso nem sempre é possível.


Por mais que sofram, por mais frustrados que fiquem, estão a pensar nos seus próprios sentimentos e vontades, ignorando o sofrimento, os sentimentos e a vontade de quem vive a situação na própria pele.


 


Nem sempre há uma cura.


Nem todos os doentes querem passar os últimos dias da sua vida num hospital, ou submeter-se a tratamentos que os deixam ainda mais debilitados, sabendo que as hipóteses são mínimas, ou mesmo nulas.


E é difícil aos familiares aceitar a decisão que não é deles, e que vai contra aquilo que desejam.


 


 


Deixo aqui algumas das citações de que mais gostei no filme:


 


"Acho que a vida tem uma forma de fazer descarrilar até os melhores planos."


 


"Acho que nunca devemos arrepender-nos do que fazemos, só das coisas que não fazemos." - o que digo sempre em relação a mim


 


"Não vivemos mais tempo, só morremos mais devagar." - referindo-se ao tempo que se vai ganhando com tratamentos, mas que acaba por ser, maioritariamente, passado em hospitais.


 


"Só porque algo é fugaz não significa que não tem significado."


 


 


 


 


4 comentários:

  1. Também já vi. Gostei. Não é nada do outro mundo. É previsível, mas não deixa de ser uma história bonita de amor

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  2. Sim, ao menos que não nos faltem histórias de amor!
    Mas há sempre umas mais inesquecíveis que outras

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  3. Boa-noite.
    Gosto muito de histórias de amor, filme ou livro, mas depois de ler a sua opinião e a da Beatriz Costa, sobre esse filme, seguramente não irei ver.
    Vi há tempos, na Netflix um filme de amor altamente dramático, que eu considero, se não o melhor, indubitavelmente um dos melhores filmes de amor que já vi nos meus 85 anos de existência.
    "Um amor incondicional"
    Aconselho vivamente a ver.
    Votos de um excelente fim-de-dia

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