segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Virgin River

Virgin River Netflix.jpg 


 


Não sou de séries longas. Com muitos episódios.


E, muito menos, com várias temporadas.


No entanto, estava um pouco cansada de ver mais do mesmo.


Ao contrário do que andei a ver até aqui, séries curtinhas, com muita acção, suspense e reviravoltas, numa espécie de volta na montanha-russa, estava a apetecer-me algo diferente.


Uma série familiar. Uma história em que sentisse que fazia parte da mesma. 


Foi assim que dei por mim a começar a ver Virgin River!


 


Virgin River tem um pouco de tudo o que podemos encontrar noutras séries, incluindo os ingredientes que mais aprecio mas, ao contrário das séries curtas, assemelha-se mais uma volta tranquila e demorada na roda gigante, com tempo e calma para apreciar a vista, para uma conversa, para um momento intimista. E não apenas adrenalina.


Algo que se vai saboreando devagarinho, apreciando aos poucos.


Como uma bebida que nos aconchega e reconforta.


Uma iguaria que se prova por prazer, e não por mera fome.


Aliás, o facto de seis temporadas mostrarem, em termos práticos, cerca de apenas nove meses de história, já diz muito sobre como as coisas decorrem lentamente.


 


Virgin River é mais do que um lugar para viver.


É uma comunidade, no verdadeiro sentido da palavra.


E os seus habitantes, como uma grande família.


Com direito a zangas, mexericos, intromissões nem sempre desejadas na vida uns dos outros. Mas também a entreajuda, apoio, camaradagem e união.


No fundo, estão lá uns para os outros, para o bem e para o mal.


E nós sentimo-nos, ao longo de seis temporadas (a caminho da sétima), parte dessa comunidade, dessa família.


 


Tudo começa quando Mel aceita uma proposta de trabalho, como enfermeira, e se muda para Virgin River.


Lá, conhece Jack, com quem vai viver uma história de amor com muitos contratempos pelo caminho.


Confesso que a Mel me irrita um pouco, de tão bondosa e "melosa" que é. Existem pessoas assim?! Foi bom ver que, de vez em quando (muito raramente), ela também tem um outro lado.


Exceptuando o querer meter-me na vida dos outros, identifico-me mais com a personalidade da Hope - teimosa, orgulhosa, prática, um pouco fria na forma como age e diz as coisas, embora tenha um coração enorme.


Na verdade, o que não falta é personalidades fortes, humanos com lados mais bonitos e mais sombrios.


O que é comum a quase todas, é o cresimento, a aprendizagem, a transformação que vai ocorrendo a cada temporada.


 


Não vou aqui falar de seis temporadas de uma história que está longe de ter fim, mas posso dizer que a quinta e a sexta temporada foram as que tiveram mais desenvolvimentos, as que mais me emocionaram, e as que mais gostei. 


Agora, é esperar pela sétima!


 


 



 


 


 

4 comentários:

  1. Também eu
    E pensar que ela está ali há anos, e nunca me tinha dado para ver.
    Agora ando a ver Chesapeake Shores, mas não é bem a mesma coisa

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  2. Ainda vou a meio da série e estou a adorar.
    Tem medicina, drama! excelente.
    Esta é bem melhor do que chesapeake shores. também é gira a série, mas bem diferente.
    boa continuação.

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  3. E eu a pensar que era a única a ver a série tanto tempo depois
    Do meio para a frente é sempre a melhorar!
    Continuação de boa semana

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