Não sou de séries longas. Com muitos episódios.
E, muito menos, com várias temporadas.
No entanto, estava um pouco cansada de ver mais do mesmo.
Ao contrário do que andei a ver até aqui, séries curtinhas, com muita acção, suspense e reviravoltas, numa espécie de volta na montanha-russa, estava a apetecer-me algo diferente.
Uma série familiar. Uma história em que sentisse que fazia parte da mesma.
Foi assim que dei por mim a começar a ver Virgin River!
Virgin River tem um pouco de tudo o que podemos encontrar noutras séries, incluindo os ingredientes que mais aprecio mas, ao contrário das séries curtas, assemelha-se mais uma volta tranquila e demorada na roda gigante, com tempo e calma para apreciar a vista, para uma conversa, para um momento intimista. E não apenas adrenalina.
Algo que se vai saboreando devagarinho, apreciando aos poucos.
Como uma bebida que nos aconchega e reconforta.
Uma iguaria que se prova por prazer, e não por mera fome.
Aliás, o facto de seis temporadas mostrarem, em termos práticos, cerca de apenas nove meses de história, já diz muito sobre como as coisas decorrem lentamente.
Virgin River é mais do que um lugar para viver.
É uma comunidade, no verdadeiro sentido da palavra.
E os seus habitantes, como uma grande família.
Com direito a zangas, mexericos, intromissões nem sempre desejadas na vida uns dos outros. Mas também a entreajuda, apoio, camaradagem e união.
No fundo, estão lá uns para os outros, para o bem e para o mal.
E nós sentimo-nos, ao longo de seis temporadas (a caminho da sétima), parte dessa comunidade, dessa família.
Tudo começa quando Mel aceita uma proposta de trabalho, como enfermeira, e se muda para Virgin River.
Lá, conhece Jack, com quem vai viver uma história de amor com muitos contratempos pelo caminho.
Confesso que a Mel me irrita um pouco, de tão bondosa e "melosa" que é. Existem pessoas assim?! Foi bom ver que, de vez em quando (muito raramente), ela também tem um outro lado.
Exceptuando o querer meter-me na vida dos outros, identifico-me mais com a personalidade da Hope - teimosa, orgulhosa, prática, um pouco fria na forma como age e diz as coisas, embora tenha um coração enorme.
Na verdade, o que não falta é personalidades fortes, humanos com lados mais bonitos e mais sombrios.
O que é comum a quase todas, é o cresimento, a aprendizagem, a transformação que vai ocorrendo a cada temporada.
Não vou aqui falar de seis temporadas de uma história que está longe de ter fim, mas posso dizer que a quinta e a sexta temporada foram as que tiveram mais desenvolvimentos, as que mais me emocionaram, e as que mais gostei.
Agora, é esperar pela sétima!
Adoro esta série!
ResponderEliminarTambém eu
ResponderEliminarE pensar que ela está ali há anos, e nunca me tinha dado para ver.
Agora ando a ver Chesapeake Shores, mas não é bem a mesma coisa
Ainda vou a meio da série e estou a adorar.
ResponderEliminarTem medicina, drama! excelente.
Esta é bem melhor do que chesapeake shores. também é gira a série, mas bem diferente.
boa continuação.
E eu a pensar que era a única a ver a série tanto tempo depois
ResponderEliminarDo meio para a frente é sempre a melhorar!
Continuação de boa semana