Pode, a distância emocional, ser um reflexo da distância física?
Uma consequência desse afastamento físico?
Ou representará, pelo contrário, a confirmação da já inexistente proximidade emocional, mais visível agora à distância?
Podem, duas pessoas, outrora próximas, tornar-se estranhas?
Pode, a conversa entre ambas, resumir-se a meia dúzia de frases?
Ter-se-ão esgotado, de tal forma, os temas de conversa, a ponto de falarem, como meros conhecidos, sobre meteorologia, à falta de qualquer outro assunto?
Pode, a distância física e temporal, atenuar ou apagar sentimentos?
Ou, pelo contrário, realçar a fragilidade ou insuficiência deles?
Pode, a distância física e temporal, originar saudade?
Ou, pelo contrário, criar uma habituação à nova realidade?
Uma aceitação do novo normal, a ponto de se deixar de sentir falta?

Diz-se que longe da vista longe do coração. Eu acredito e já tive várias experiências em que se comprova. Acho que as nossas amizades até namoros comprovam essa frase.
ResponderEliminarPor acaso é logo essa frase, ou a que diz "olhos que não veem coração que não sente" que me vêm à cabeça!
EliminarA questão é se a proximidade, de certa forma, mascarava o que a distância torna evidente. Bom Carnaval!