segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Distância

 


Pode, a distância emocional, ser um reflexo da distância física?

Uma consequência desse afastamento físico? 

Ou representará, pelo contrário, a confirmação da já inexistente proximidade emocional, mais visível agora à distância?

Podem, duas pessoas, outrora próximas, tornar-se estranhas?

Pode, a conversa entre ambas, resumir-se a meia dúzia de frases?

Ter-se-ão esgotado, de tal forma, os temas de conversa, a ponto de falarem, como meros conhecidos, sobre meteorologia, à falta de qualquer outro assunto?


Pode, a distância física e temporal, atenuar ou apagar sentimentos? 

Ou, pelo contrário, realçar a fragilidade ou insuficiência deles?

Pode, a distância física e temporal, originar saudade?

Ou, pelo contrário, criar uma habituação à nova realidade? 

Uma aceitação do novo normal, a ponto de se deixar de sentir falta?



2 comentários:

  1. Diz-se que longe da vista longe do coração. Eu acredito e já tive várias experiências em que se comprova. Acho que as nossas amizades até namoros comprovam essa frase.

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    1. Por acaso é logo essa frase, ou a que diz "olhos que não veem coração que não sente" que me vêm à cabeça!
      A questão é se a proximidade, de certa forma, mascarava o que a distância torna evidente. Bom Carnaval!

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