Este é, para mim, o melhor livro que já li da autora.
Para além de estar, constantemente, a trocar-me as voltas, quando acredito que já percebi tudo, ainda consegue mexer-me com os nervos.
É certo que algumas cenas acabam por ser escusadas porque, a determinado momento, já não parece uma situação natural, mas situações demasiado forçadas para transmitir uma ideia que, mesmo sem elas, já estava inerente.
Mas toda a história está bem pensada, bem construída.
E aborda um tema bem real. Aliás, vários.
A violência doméstica, a obsessão, o uso dos filhos como arma contra o outro.
O poder de alguém, exercido sobre todos à sua volta, de diferentes formas, com o intuito de vender uma imagem e uma credibilidade que não são reais.
A chantagem, como garantia de quem quer assegurar o comando, usando os outros como marionetas.
No entanto, o problema de quem se julga acima de tudo, de quem se julga invencível, é subestimar o adversário.
Quando o ego é alimentado, a pessoa tende a ver-se apenas a si própria e, quando menos espera, pode ter uma surpresa.
Sinopse:

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