quarta-feira, 29 de julho de 2015

O meu problema com a comédia...


 


É que ela, raramente, me faz rir!


Sou um "bicho" raro e diferente dos restantes humanos que conheço, mas ponham-me a ver um filme ou algo banal que pelo meio até tem umas cenas engraçadas, e sou capaz de rir com gosto.


Ponham-me filmes de comédias à frente, ou artistas de stand up comedy e afins, e é ver-me ouvir e olhar para eles e pensar "onde é que está a piada?".


E não pensem que sou uma pessoa deprimida e triste com a vida, porque já me tenho rido muito com as coisas mais estapafúrdias, e isso faz-me imensamente feliz. Mas não gosto de ter que rir porque é suposto, principalmente, quando tudo parece exagerado e forçado.


Tive mais um exemplo disso quando assisti, no fim de semana, ao Money Drop, com o Eduardo Madeira e o António Raminhos. Conseguiram um feito maior que os antecessores, ao me arrancarem um ou dois sorrisos. Mas, enquanto toda a plateia ria a bandeiras despregadas, ao não conseguia perceber porque é que cada palavra ou gesto deles conseguia ter esse efeito nas pessoas, porque a mim não me dava vontade de rir. Só os conseguia achar ainda mais tolinhos, quem sabe a representar um papel pré definido (mas não muito bem desempenhado), e imaginava alguém com uma placa virada para a plateia o tempo todo com a palavra de ordem "RIR"!


 

1 comentário:

  1. Como te entendo. Nem sei o que me faz rir. Uma situação inesperada, uma coisinha ali ligeira que passa despercebida mas vem mesmo a calhar e humor negro.

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