sexta-feira, 31 de julho de 2026

A semana numa imagem #13

 


Uma volta diferente do habitual levou-me a estes girassóis!

E fiquei a saber que os mais novos acompanham o movimento do sol, seguindo a sua luz, desde este, ao nascer do sol, até oeste, ao pôr-do-sol.

Depois, voltam a virar-se para nascente, aguardando o novo nascer.

Já os girassóis adultos permanecem virados para este, deixando de existir o movimento da fase de crescimento.

domingo, 19 de julho de 2026

Enfrentar o luto


Passar pelo luto é como estar, tranquilamente, num mar sereno que, de um momento para o outro, se torna ameaçador.

Sabemos que vamos ter de enfrentar aquelas ondas enormes que lá vêm. Que vão passar por cima de nós, enrolando-nos no turbilhão da sua passagem.

A sua força derruba, arrasta, desnorteia. Andamos ali a lutar com cada nova onda que chega. 

Ao início, tão seguidas que mal nos conseguimos erguer, já outra nos afunda de volta. 

Depois, mais espaçadas, aparecendo quando acreditávamos que já não viriam.

Não adianta lutar contra. É deixar vir, e esperar que passe.

O mar voltará, mais cedo ou mais tarde, à sua tranquilidade, permitindo-nos pôr de pé e sair dele.

E restará apenas a memória distante de um momento difícil que se ultrapassou.



sexta-feira, 17 de julho de 2026

A semana numa imagem #12

 



Em semana de férias, manhãs de maré vazia, o mar convida a apreciar o que de melhor tem para mostrar e que, muitas vezes, não está visível.

Nas águas paradas, reflexos das nuvens que pairavam no céu, a contrastar com as algas que nela boiavam.

Um ambiente de paz e tranquilidade, ideal para quem precisa de repôr energias, e propício a uma conexão com a natureza, que nem sempre é possível no dia-a-dia.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O "elefante na sala"

 



Não sei se as pessoas pensam que, não falando das coisas, elas acabam por ser esquecidas. 

Ou se realmente acreditam que, ignorando as situações, é como se as mesmas nunca tivessem acontecido.

Por outro lado, há quem ignore o óbvio porque não lhe agrada o que ele acarreta.

Então, finge-se que está tudo igual. Que nada mudou. E evita-se o assunto, que nada de bom trará ao abordá-lo.

No fundo, como diz a expressão, ignora-se "o elefante na sala". 

Que está lá, bem visível. Que ocupa o espaço e se torna incómodo. Que é real.

Não sei se por ingenuidade, por incapacidade de lidar com os acontecimentos naquele momento, ou por puro descaramento.


quarta-feira, 1 de julho de 2026

Andar em círculos

 


Muitas vezes, as pessoas tomam determinadas decisões, que encaram como uma mudança na sua vida, e convencem-se de que, a partir desse momento, tudo será diferente.
Como quem acredita que encontrou, finalmente, uma direcção diferente para chegar ao seu destino.
No entanto, depois de muito andar, quando dá por isso, percebe que está, precisamente, de volta ao mesmo ponto de partida.
Isto acontece a muita gente - passar a vida a andar em círculos.
Da mesma forma que, ao longo dos séculos, a História se repete, também ao longo da vida, esta tendência de andar em círculos se manifesta.
Dizem que é algo natural - voltar aos mesmos pontos, mas com mais sabedoria e maturidade.
Mas também é verdade que, ao continuar a andar em círculos, o único destino que irão encontrar será o mesmo de sempre.
Seja de forma consciente ou não, repetir as mesmas acções e comportamentos irá gerar as mesmas reacções e resultados que pretendiam evitar.
E, por vezes, torna-se frustrante, depois de tanto esforço, perceber que os anos passam e nada muda.
Não só para quem o vive mas, igualmente, para quem vai assistindo de fora.


A semana numa imagem #15

  Em semana de férias, numa das idas à praia, mais uma expressão da vila piscatória da Ericeira!