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Esta semana fui à escola da minha filha entregar as facturas dos livros e material escolar, com vista ao reembolso de uma parte do valor, de acordo com o escalão.
Para o 2º ciclo, e escalão B, tenho direito a 59 euros de reembolso em livros, e 8 euros em material escolar. Não é muito, tendo em conta o valor total que gastei, mas é uma pequena ajuda, à qual tenho direito e, por isso mesmo, é bem vinda.
Já o ano passado tinha feito o mesmo, e devolveram-me ao fim de alguns dias o valor. Nunca, em momento algum, pediram algo em troca.
Este ano, a funcionária avisa-me que, no final do ano lectivo, terei de entregar dois livros do 6º ano à escola, que constituem o valor que me irão reembolsar!
Será que sou eu que estou a fazer um filme, que não tem razão de ser, com esta "obrigação" ou isto é completamente descabido?
Então nós compramos os livros, temos direito a uma ajuda para compensar o custo dos mesmos, mas depois, para poder usufruir desse direito, temos que ficar sem os livros no final do ano? É quase como se a escola nos estivesse a comprar os livros.
Então e se os livros não estiverem em bom estado, ficam com eles na mesma? E se não entregarmos, não nos concedem a ajuda no ano seguinte? E se os livros não servirem para os alunos que forem para esse ano, devolvem-nos?
Eu sei que sou muito picuinhas com as minhas coisas e, por norma, gosto de guardar os livros todos. Talvez por isso esteja a ser difícil assimilar esta norma. Mas não podiam encontrar outra maneira de sustentar o Banco de Livros?
É que eu gosto de ajudar de livre vontade, e não porque me obrigam a fazê-lo.
Pois, compreendo a situação! Gostamos de ajudar por livre e espontânea vontade, e não ajudar de forma obrigatória..
ResponderEliminarE quando eu referi que o ano passado isso não tinha acontecido, já me estava a dizer que assim tinha que entregar 2 livros do 5º e 2 livros do 6º!
ResponderEliminarDisse logo à minha filha que entrego aqueles que não servem para nada, e educação visual e tecnológica! Sou tão mazinha!
Concordo. Acho que não devemos ser obrigados a "doar" os livros, mas sim, por livre vontade.
ResponderEliminarbjs
Não fazia a mínima ideia que havia reembolso de parte do valor dos livros, aos alunos com escalão.
ResponderEliminarÉ recente isto?
Penso que não. No 1º ciclo tínhamos direito a um vale para descontar numa das livrarias aderentes, em livros e material escolar. No 2º ciclo, entregamos as facturas e devolvem-nos um valor fixado para cada escalão (só A e B) e ano lectivo.
ResponderEliminarAcho que tinha mais lógica, por exemplo, emprestarem os livros. Se quiséssemos poupar, aceitávamos o empréstimo, senão, pagávamos à nossa conta. Mas, lá está, para isso era preciso que os livros fossem sempre os mesmos, e que já alguém os tivesse doado antes.
ResponderEliminarDesconhecia.
ResponderEliminarPenso que são medidas adoptadas recentemente, pois não me recordo, enquanto directora de turma, de os pais alguma vez falarem nisso.
Tinham direito aos livros e material escolar. No final do ano, deviam entregar os livros no SASE. Eram penalizados a substituírem os livros (embora me pareça que isso raramente acontecesse) caso estivessem em mau estado.
Soube, por acaso, e por que não havia enquanto professora, que há bolsas para os alunos com subsídio e que tenham o diploma de mérito ou excelência.
Mas há algumas injustiças e pouca informação aos pais, em alguns casos, por parte das escolas. Algo que preciso de saber pois tenho um caso de excelência, cá em casa, e não tem direito a nada.
Mas isto são outras histórias que ainda vou descobrir.
Beijinho
Desculpe, mas na escola, estão corretos. Deveriam ter já o Banco de livros e assim tinham-lhe emprestado logo, 2 dos manuais. Assim sendo, o valor que lhe estão a "emprestar", implica a devolução dos mesmos. Está tudo na lei dos auxílios económicos.
ResponderEliminarA questão é que a ideia que nos transmitem não é essa. Preenchemos impressos para atribuição de auxílios económicos, mas em nenhum momento nos é mencionada a contrapartida. Ou seja, ficamos a achar que o auxílio é um direito, e não uma moeda de troca. A intenção até é boa, se na prática realmente funcionar (tenho as minhas dúvidas, tendo em conta as mudanças constantes de editoras, programas e metas), mas a forma como é executada, não é a melhor. Até porque, seguindo a lógica da escola, só o temos que fazer no final de cada ciclo, ou seja, no 6º ano e no 9º.
ResponderEliminarDe facto há muita informação que não chega aos pais, por parte das escolas.
ResponderEliminarNão sei se entendi?!
ResponderEliminarDão algum reembolso pela aquisição dos manuais escolares e depois querem os ditos manuais de volta?
Dão com uma mão e tiram com a outra, é isso???
Quem sabe se esta nova norma não vem no seguimento do teu post de ontem. Talvez os refugiados também tenham direito à educação completamente gratuita!!!Bj . Benedita
Chama-se isso uma ajuda fantasiada ou disfarçada como prefiram dizer. Ajudam com um mas, porque quem quer ajudar ajuda sem algo em troca e sem mas nenhum!
ResponderEliminarEu não chamaria a isto um reembolso, mas uma "compra". Estão a comprar-me os livros. E até percebo porque fazem isso - se calhar se apenas pedissem, ninguém lhes dava. Mas podiam fazer as coisas de outra maneira, ou então chamar-lhe outro nome.
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