segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Quem escreve seus males espanta!

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Costuma-se dizer que "quem canta seus males espanta".


E se aplicarmos este ditado à escrita, fará sentido?


 


Já aqui falei de como algumas pessoas se exprimem através da escrita, de uma forma que, provavelmente, não o conseguiriam verbalmente.


E a verdade é que escrever pode ser extremamente útil nas mais variadas situações:


 


- quando temos algo de muito bom e importante para dizer, e não temos com quem partilhar no momento, ou queremos partilhá-lo com toda a gente


 


- quando estamos irritados e precisamos de pôr cá para fora tudo o que nos vai na alma


 


- quando temos o cérebro a fervilhar de pensamentos, e o coração a entrar em colapso de tantos sentimentos que o habitam, e precisamos de um escape


 


- dar largas à nossa imaginação


 


- quando podemos, através da escrita, dar um pouco do nosso conhecimento ou contributo relativamente a algo, a outras pessoas


 


- escrever pelo simples prazer de escrever - textos, histórias, cartas, postais, mensagens e o que mais nos apetecer


 


Não precisamos de escrever para ninguém. Podemos, simplesmente, escrever para nós próprios.


Palavras e frases que ficarão fechadas no nosso mundo, e ali permanecerão eternamente, se ninguém as descobrir e ler um dia. 


O que importa é escrever. Para quem gosta, claro. E como "quem escreve, seus males espanta" porque não dar uso a esta ferramenta valiosa!

8 comentários:

  1. Comigo funcionam as duas coisas para espantar os meus males, seja cantar ou escrever :)

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  2. Escrever para desabafar, para alertar, para partilhar...é isso também!

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  3. No livro que acabei de ler, uma das personagens estava furiosa com uma amiga, e queria ir atrás dela. A mãe disse-lhe: não o faças, ela dá cabo de ti. Em vez disso, escreve cartas onde despejes tudo o que te vai na alma. Mas não as envies para ela. Vai escrevendo e guardando, até a fúria passar, e conseguires seguir em frente.
    E ela assim fez. E nessas cartas, disse tudo o que quis, até que ultrapassou e seguiu com a sua vida.

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  4. E fica uma sensação de alívio, satisfação, prazer por aquilo que escrevemos.

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