sexta-feira, 13 de outubro de 2017

À Conversa com Miguel Gameiro

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Nascido a 15 de Fevereiro de 1974, desde cedo que Miguel Gameiro mostrou interesse pela escrita e pela música.


Aos 18 anos, iniciou-se nesta última, como um dos fundadores da banda Pólo Norte, juntamente com António Villas-Boas, Rodrigo Ulrich, Francisco Aragão, Tó Rodrigues e Tiago Oliveira, e como elemento crucial na composição de alguns dos mais emblemáticos temas do grupo.


 


Anos depois, aventurou-se numa carreira e solo, com temas de grande sucesso como "Dá-me Um Abraço", "O Teu Nome" ou "Alquimia". 


Hoje, Miguel Gameiro é considerado um dos mais carismáticos e reconhecidos autores/cantores portugueses.


 


Mas não é só à música que Miguel Gameiro dedica o seu tempo. Para além de ter tirado um curso de cozinha, na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, Miguel passou também pelo instituto culinário Alain Ducasse, em Paris, e estagiou em alguns dos mais conceituados restaurantes portugueses.


As iniciativas solidárias são outra das causas à qual se costuma dedicar sempre que pode.


 


“Maria” é o novo trabalho discográfico de Miguel Gameiro, composto por duetos exclusivamente femininos, um álbum que pretende celebrar a Mulher.


O primeiro dueto, “Aquela Canção”, foi interpretado com Cuca Roseta. Seguiu-se, “Ficas-me Bem”, com Ella nor, editado em formato digital a 22 de setembro.


 


Para ficarem a saber mais, deixo-vos com a entrevista ao Miguel Gameiro!  


 


 


 


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Miguel, começo por perguntar como nasceu a paixão pela música?


A paixão pela música tenho-a desde sempre. Começou a intensificar-se nos tempos de liceu.


 


Para além da música, cozinhar é outra das suas paixões. A música e a culinária são uma combinação perfeita? Como é que vai conjugando as duas?


O trabalho de um músico é muito sazonal. Trabalhamos bastante no Verão e ficamos com algum tempo livre no resto do ano, quando não estamos em estúdio. A cozinha entra nesses espaços.


 


 


 


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É mais fácil criar a letra para uma música, ou inventar uma receita nova?


Tal como na música, tudo está inventado. Limitamo-nos a recriar e a desafiar o que está instituído. Gosto muito das duas.


 


O Miguel iniciou o seu percurso na música como vocalista e guitarrista dos Pólo Norte. No entanto, mais tarde, aventurou-se numa carreira a solo. Como foi essa nova experiência?


Foi uma necessidade de me exprimir musicalmente de uma outra forma. Foi uma vontade de me reinventar também. Incomoda-me o estático e o garantido. Acho que o processo evolutivo, requer mudanças.


 


Hoje em dia, as pessoas ainda o continuam a reconhecer como membro da banda Pólo Norte, ou como Miguel Gameiro, vocalista a solo?


Ambas. Não ligo muito à forma como me reconhecem. Não ligo ao facto de ser conhecido como quem "aparece". Prefiro o reconhecimento por quem me acompanha e conhece realmente o meu trabalho.


 


 


 


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“Maria” é o novo trabalho discográfico, composto exclusivamente por duetos com cantoras. Como é que surgiu esta ideia?


Dei-me conta que a grande parte das canções que escrevi para outras pessoas, foram para mulheres. Fez sentido por isso e por querer celebrar a mulher em todas as suas faces.


 


Considera que este nome – Maria - representa, de alguma forma, todas as mulheres portuguesas?


Por isso mesmo o escolhi. Também por ser o segundo nome da minha mãe.


Mas será talvez o nosso nome mais Português no feminino.


 


Como é que foi feita a escolha das artistas para os duetos?


Procurei as mulheres que se cruzaram no meu percurso e que admiro.


“Aquela Canção”, com Cuca Roseta, e “Ficas-me Bem” com Leonor Andrade (Ella nor) foram os primeiros singles editados em formato digital.


 


Pode levantar um pouco o véu sobre o próximo tema a ser lançado?


Posso. Será alguém dotada de uma voz Enorme!


 


Por onde vai andar o Miguel Gameiro nos próximos meses?


Estarei em Abrantes, em concerto de Auditório, no dia 20 de Outubro, e na Marinha Grande, no dia 25.


 


Que conselho deixaria a quem está agora a iniciar o seu percurso no mundo da música?


Paciência e determinação...


 


Miguel, muito sucesso para este novo projeto, e mais uma vez obrigada pela sua participação e disponibilidade!


 


 




 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.


 


 

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