E se, de repente, descobríssemos que um determinado perfume poderia levar-nos numa viagem a vidas passadas que já vivemos, comprovando que a reencarnação existe, e não é apenas um mito?
E se, ao fazer essa descoberta, estivéssemos a colocar, automaticamente, a nossa vida em risco e a cabeça a prémio, tal o desejo de todos quererem pôr a mão nessa fórmula, pelas melhores e piores razões?
Jac e Robbie são filhos de um dos melhores perfumistas de Paris. Robbie seguiu as pegadas do seu pai, e tornou-se também perfumista. Já Jac, que por acaso é, dos dois filhos, a que tem o melhor olfacto, dedicou a sua vida ao estudo da mitologia, bem longe de Paris.
Jac é a cética. Robbie não. Robbie é um sonhador, um homem crente, mesmo naquelas coisas que não se conseguem ver, mas apenas sentir. As suas crenças são tão inabaláveis que, confundindo-se com teimosia, loucura ou estupidez, a verdade é que ele está disposto a tudo para lutar por aquilo em que acredita.
Numa altura em que a China cria uma série de leis para descredibilizar e travar a reencarnação, Robbie decide doar esta poderosa “arma” que encontrou, a Dalai Lama, algo que a máfia chinesa tentará impedir a todo o custo.
E, de facto, uns dias depois da descoberta, Robbie desaparece. Jac viaja então até Paris, para descobrir o paradeiro do irmão e o que lhe terá acontecido. Mas, acima de tudo, Jac terá que lutar contra as suas próprias memórias, as recordações das suas vidas passadas e a resistência em acreditar que são mais que meras alucinações, delírios ou surtos psicóticos. E, com esse conhecimento, saber o que tem a fazer para que a história, no presente, não se repita.
O livro, no início, é um pouco confuso e, diria mesmo, secante. São muitas informações a assimilar, muitas personagens diferentes apresentadas, sem que consigamos estabelecer qualquer ligação entre elas, muitas viagens entre passado, passado longínquo e presente. Dá vontade de deixar o livro a meio. É quase como embrenharmo-nos numa árdua tarefa em que temos vontade de desistir porque achamos que não a iremos levar até ao fim, e não vale a pena o esforço.
Mas depois, as coisas começam a ficar interessantes, a curiosidade aumenta, a acção começa finalmente a desenrolar-se e o suspense começa a prender-nos à história. As cenas ganham ritmo e dali até ao final tudo avança rapidamente, como se tivéssemos ganhado um novo fôlego e nova energia para concluir a missão com gosto.
Por outro lado, talvez por a minha imaginação ser muito fértil, e eu ser uma pessimista nata, estou sempre à espera que as pessoas revelem o seu pior lado e, por isso, nesta história, suspeitei de todos, mesmo aqueles que pareciam apenas estar genuinamente a ajudar.
Ainda em relação ao tema do livro, deixo aqui esta questão:
A comprovar-se que cada um de nós já viveu outras vidas, gostariam de ter a possibilidade de olhar para essas vidas e perceber quem foram? Ou o passado deve ficar lá atrás, preferindo viver o presente?
O que acham que mudaria, para cada um de vós, na forma como agiriam nesta vida presente, se soubessem aquilo que fizeram no passado?
Gostava sim de perceber quem fui numa vida passada, mas só mudaria a minha forma de agir se a mesma tivesse uma intervenção directa sobre a minha vida actual! Agora se forem vidas distintas, bastaria-me saber quem fui, o que fiz, o que realizei...
ResponderEliminarMas é muita ficção não é?
Beijinho.
Nunca se sabe...
ResponderEliminarJá alguma vez viste o filme "Juntos Para Sempre"? Aborda a reencarnação no caso dos animais. Nesse filme, o animal sabia das suas vidas passadas. Também no livro "Maldito Karma", esse tema é falado, de uma forma leve mas diferente.
Eu posso até acreditar que já vivemos vidas passadas mas que, ao encarnar num novo corpo, perdemos a memória da vida anterior. Faria mais sentido este ciclo da vida. E quantas vezes não damos por nós, em alguns momentos, a pensar "eu já vi esta cena", "parece que já passei por isto", uma espécie de "déjà vu" que pode bem ser uma memória dessas vidas.
Olá Marta. Deve ser expectante este livro. Não se preocupe que eu sou resistente aos livros maçudos no principio. Agora não muito mas, quando eu era mais nova "tinha" muitos "déjà-vu". Pesquisei logo na Wook o livro mas são 15,00...para já, para já vou esperar: 1.º se o livro baixa de preço; 2.º agora não vai dar despender essa quantia e 3.º tenho o livro da autoria Ken Follett entre mãos. Vai para a lista extensa dos livros que desejo. A Marta já tem o livro? Já o leu ou não?
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