
... a sair de casa com o cabelo acabado de lavar, já em cima da hora, e a dar um jeito ao mesmo, com os dedos/ mão, pelo caminho?!
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

... a sair de casa com o cabelo acabado de lavar, já em cima da hora, e a dar um jeito ao mesmo, com os dedos/ mão, pelo caminho?!

...a informar que os nossos filhos estão com quase 39 graus de febre, e que talvez seja melhor ir buscá-los.
Ontem estava queixosa - doía-lhe a cabeça, o corpo, estava mal disposta. Não tinha febre.
Hoje de manhã, ainda lhe doía a cabeça. Não tinha febre. Tinha apresentação de um trabalho de português. Foi às aulas.
Já tinha decidido que não iria fazer educação física logo à tarde, e preenchido a justificação.
Agora ligam da escola, a dizer-me que está no posto médico, queixosa, e com quase 39 de febre, e que é melhor ir lá buscá-la.
Ela não é de faltar às aulas por qualquer coisa, mas agora terá mesmo que ser.

Já tinha acontecido à minha filha.
Um dia, quando entrei, estava completamente diferente e eu pus-me a olhar para aquilo como se tivesse acabado de ver um ET à minha frente!
Já tinha acontecido ao meu marido, que começou a reclamar porque é que aquilo agopra aparecia assim, se não tinha feito nada para mudar.
E, hoje, aconteceu-me a mim.
Sem aviso, sem hipótese de escolha, sem poder retroceder e voltar ao que era antes.
Mudaram-me o Outlook, e eu fiquei especada, qual parola a ver pela primeira vez uma inovação tecnológica que já todos dominam, menos eu!
Até aqui, andava satisfeita da vida por continuar a ter a versão de sempre.
Sim, sou avessa a mudanças. Não gosto, fico possessa. Depois, lá me habituo, com o tempo.
Mas, nessa altura, o mais certo é tramarem-me outra vez, com uma versão ainda mais melhorada!
Mais uma vez, e para que vejam o que se pode debater ao ver um programa televisivo apelidado de lixo, o "Casados à Primeira Vista" deu o mote para a discussão deste tema, através de vários concorrentes, nomeadamente, a Sónia, que convidou o ex marido para almoçar com o actual marido, do Dave, que ligou à ex para falar dos problemas que estava a atravessar com a actual mulher ou, mais recentemente, a Graça, que fez questão que o marido conhecesse pessoalmente o ex marido e pai dos seus filhos, e que pretende que haja uma convivência saudável entre eles, frequentando as casas um do outro e, inclusive, celebrando épocas festivas em conjunto.
Pessoalmente, o único ex com quem ainda mantenho contacto é o pai da minha filha, e é apenas por ela, que esse contacto existe.
O meu actual marido cumprimenta-o, fala com ele se for preciso, tal como eu falo, sobre questões relacionadas com a nossa filha, mas não há mais convivência que essa. Não são (somos) amigos, não fazemos almoçaradas/ jantares ou festas em conjunto, nem tão pouco partilhamos natais ou aniversários.
No entanto, nem todas as pessoas são iguais e se, na maioria dos casos, com o fim da relação, vai cada um para seu lado e segue o seu caminho, noutros as pessoas até ficam amigas dos(as) "ex", e a convivência permanece.
Mas, e quando iniciamos uma nova relação?
Será aceitável continuar a incluir e partilhar a nossa vida, da mesma forma, com os(as) "ex"?
Devem os(as) actuais companheiros(as) aceitar e sujeitar-se a essa convivência, mesmo que não se sintam confortáveis com a situação?
É aconselhável essas pessoas mudarem a sua atitude, relativamente aos(às) seus(suas) "ex", porque a nova relação assim o exige?
Até que ponto o liberalismo se pode transformar em falta de respeito para com o(a) actual companheiro(a)?
Até que ponto uma pessoa que se afirma liberal, contraria esse conceito, exigindo ao outro que pense e aja como ela própria? Em que é que liberalismo se coaduna com inflexibilidade?
Eu penso que, se todos estiverem de acordo e se sentirem confortáveis, seguros e à vontade com essa convivência, sem dramas, ciúmes ou dúvidas, não haverá qualquer problema.
Não vejo nada de errado em que todos consigam ser amigos e dar-se bem.
Mas não devemos impôr algo que não agrada, ou com o qual o(a) actual companheiro(a) não se sente bem, tal como não nos devemos sujeitar a fazê-lo, porque alguém nos impõe isso.
Deve haver bom senso, alguma flexibilidade e cedência de parte a parte, e respeito pelos sentimentos da pessoa com quem actualmente partilhamos a nossa vida, e vice-versa.
E por aí, qual é a vossa opinião?
Como um azar nunca vem só, depois do problema com os CTT Expresso, chegou a vez da Coprel.
Comprei ontem uma garrafa de gás na loja, que ficaram de entregar à tarde. Não o fizeram.
Hoje, ao ligar para lá, informam-me que a entrega foi feita!
Ah sim? E foi feita onde?
Na minha casa não foi, porque quando cheguei à noite, a garrafa vazia, continuava lá, à espera da troca.
Ficaram de ir ver...
Aguardam-se os próximos capítulos!
Estamos a pouco mais de duas semanas do final do primeiro período.
A minha filha tem ainda, por fazer, cerca de 5 ou 6 testes.
Todos os dias traz TPC's para fazer.
Tem um trabalho de Educação Visual para terminar em casa, porque as aulas não são suficientes.
Como se tudo isto não chegasse, tem ainda para fazer, em pares/ grupo:
Inês, já escolheram o artista espanhol para a entrevista?
Não.
Inês, já pensaste qual a Lei de Newton que vais escolher? Já viste os links que te enviei?
Ainda não.
Inês, já combinaram entre vocês quando é que se juntam para fazer o trabalho de geografia?
Não.
É tudo para fazer até ao final do período, enquanto estuda e tenta não deixar nada por fazer, mas sem tempo nem cabeça para tudo ao mesmo tempo. E, pelos vistos, também sem muito interesse e responsabilidade.
Agora digam-me: ainda é cedo, ou já posso ter um ataque de nervos, já que a minha filha é a calma e relax em pessoa?!
Fiz uma encomenda na Wook, que foi expedida na sexta-feira.
Deduzi que chegaria ontem mas, até à hora do almoço, não tinha chegado nada.
Ok, então talvez venha amanhã - pensei.
No entanto, ao consultar o site, vi que estava em distribuição em Mafra.
Quando vinha para o trabalho, a seguir ao almoço, estava o trânsito encalhado na rua. Entretanto, a carrinha andou. Não tinha nada escrito, mas conheci o homem que a conduzia. Trabalha para os CTT.
Pensei logo "deve ir agora lá deixar a encomenda". Fiquei descansada.
Mas, qual não é o meu espanto quando, por acaso, vou verificar se a encomenda já tinha sido recebida, e me aparece como "não entregue, destinatário ausente"!
Passei-me.
Estiveram pessoas em casa o dia todo. À hora que eles dizem que tentaram entregar, eu própria estava a sair de casa, e não apareceu ninguém.
Já não é a primeira vez que tenho problemas com estes funcionários dos CTT Expresso.
Antigamente, a moda era buzinar e ficar dentro da carrinha à espera que alguém adivinhasse que era para si, e aparecesse à porta.
Mas percebi que o problema, desta vez, era outro. Também repetido. Tentaram fazer a entrega na casa errada!
Quando o trânsito estava encalhado, e a carrinha parada, estavam a tentar entregar a encomenda, não na minha casa, mas numa outra, numa rua diferente, em que a única coisa comum é o número da porta.
Já por, pelo menos, duas vezes, fizeram isso e, por sorte, como quem lá mora até me conhece, fez o favor de ir até à minha casa entregar os avisos.
Mas isso não desculpa a incompetência.
Não desculpa o trabalho que dão às pessoas, por um serviço pelo qual são pagos para o prestar, mal feito.
Não desculpa a preocupação com a possibilidade de a encomenda ir parar às mãos erradas, ou ser devolvida ao remetente.
Não desculpa o tempo que se perde, a tentar resolver os erros deles.
Ontem mesmo fiz reclamação por escrito, já que ao telefone ninguém está disponível para atender (tal deve ser o número de reclamações).
Hoje, recebo email da Wook, a dizer que a encomenda está no posto de correios, e que me deveria dirigir lá para a levantar.
"Ah e tal, ainda estamos a recepcionar, é melhor voltar mais tarde."
Volto mais tarde, não encontram a encomenda.
A colega pede para ver. Explico o que aconteceu. Diz que quanto aos CTT Expresso, tenho que fazer reclamação junto deles. Disse que já a tinha feito.
"Ah e tal, então se calhar vieram aqui buscá-la, para fazer nova entrega, conforme pedido."
Boa! Mas, e se vão entregar novamente na morada errada?
Lá me disse então para ir à parte da distribuição, ver se sabiam alguma coisa.
Felizmente, ainda tinham lá a encomenda .
"Ah e tal, tenho aqui a encomenda, sim. Detetámos hoje que tinha havido um engano na morada!"
Até lhe disse a morada onde o dito tinha deixado, que ele confirmou.
Só não adivinho a sorte grande!

Numa relação, existem sempre duas pessoas que, antes de formarem um casal, já existiam individualmente.
Cada uma com a sua personalidade, identidade, características, qualidades e defeitos, sonhos e aspirações, objectivos e metas.
A partir do momento em que nascemos, somos um "eu", que nos acompanhará por toda a vida.
Quando estamos numa relação, esse "eu" deve continuar a coexistir com o "tu" e com o "nós".
Porque "eu" sou assim, "tu" és assim, e "nós" somos a junção dos dois, o complemento um do outro, o equilíbrio entre as duas partes.
Se deixamos que o "eu" seja anulado pelo "nós", é como se deixássemos de existir enquanto pessoas individuais, e passássemos a existir unicamente enquanto casal.
E isso não é benéfico para ninguém. Nem para a pessoa que se anula, que vive exclusivamente em função do nós, que deposita aí toda a a sua energia e pensamento, esquecendo-se de si próprio, nem para a pessoa que continua a saber separar as águas, que se começa a sentir sufocada e esgotada, por do outro lado não perceberem que para além do "nós", há um "eu" que não quer, nem deve, ser apagado.
Se quem se anula começa a exigir o mesmo do outro, quem se mantém firme percebe que a pessoa que tem ao seu lado não lhe interessa, que não tem a sua própria individualidade, que não traz nada de seu.
Ao vermos o programa "Casados à Primeira Vista", eu e o meu marido vamos discutindo as personalidades dos concorrentes, nomeadamente, do Hugo.
O meu marido "defende" o Hugo, diz que ele tem um bom coração, que está iludido, e que a Ana não está a fazer jogo limpo, daí muitas das suas acções. Ah e tal, o Hugo ficava melhor com uma pessoa como a Daniela ou a Eliana.
E eu contraponho: do Hugo, qualquer mulher quer distância. Nenhuma mulher conseguiria ter uma relação com um homem assim.
O meu marido diz que se identifica com o Hugo, e que também já foi assim.
Eu contraponho: pois eras, não a este ponto tão doentio, mas mudaste, senão já não estaríamos juntos.
É provável que o seu comportamento esteja a ser condicionado pela pressão, pelo programa, pelo facto de a Ana não querer saber dele para nada. É provável que, com uma mulher que se mostrasse mais interessada, mais aberta, mais disponível, mais carente, as coisas funcionassem, no início. Mas, chegaria o momento em que até elas quereriam o seu espaço, o seu tempo. Quereriam manter o seu "eu", e um homem assim não o permitiria porque, para estas pessoas, a partir do momento em que há uma relação, o "eu" e o "tu" têm que ser sacrificados, em prol do "nós".
E, tal como há homens assim, também há mulheres que pensam desta forma.
Quando de uma parte começa a haver exigências, cobranças, conflitos porque se anularam totalmente, e não vêem o mesmo sacrifício do outro lado, está aberto caminho para o fracasso.
A culpa? Será daquele “eu” que não se anulou, ou daquele “eu” que decidiu apagar-se?

Sabem quando nos pedem para fazer algo, e nós fazemo-lo com gosto, e sai bem?
Depois, uns dias mais tarde, pedem-nos o mesmo favor, e voltamos a fazê-lo, com o mesmo empenho.
Mas, se isso se começar a tornar uma rotina, em que começamos a ter que fazer o mesmo uma, duas, três vezes por dia, dia após dia, então começamos a fazê-lo por obrigação, sem gosto, sem empenho, em modo automático, sem prestar muita atenção, sem grande cuidado nem perfeição, porque já estamos fartos de fazer o mesmo.
Sim, nem sempre as repetições levam à perfeição. Por vezes, têm o efeito precisamente contrário, e é preciso fazer uma pausa para voltar a sentir o mesmo agrado da primeira vez, ou corremos o risco de, com trabalho repetido, o cuidado ser diminuído, e não sair nada de jeito.

Foi através do P.P. que soube da existência desta série da Netflix e, com base naquilo que li, fiquei curiosa!
Depois de ter ficado totalmente viciada em ZOO, que já acabei de ver, é com surpresa que me vejo agora presa a La Reina del Flow, uma das séries mais vistas na Colombia nos últimos 5 anos, e que promete uma sequela para a história de Yeimi.
Os ingredientes para esta receita de sucesso são vários:

A música
Dá o mote para a história, e está presente em toda a série. Cada um dos temas, ao estilo reggaeton, faz-nos querer cantar e dançar, e é fácil ficarmos com a letra na cabeça.
Das mais mexidas às mais calmas, conseguiram ter aqui uma excelente selecção musical.
Há concertos de veteranos, e batalhas de MC's para novos talentos.
Destaque ainda para personagens reais, como a de Sebastian Yatra, um cantor e compositor colombiano, que irá interpretar-se a si próprio.
E para o papel da música na vida das pessoas, sobretudo nestes bairros pobres e onde é fácil enveredar por caminhos perigosos e destruir a vida.

As drogas
A Colombia é um dos maiores produtores e exportadores de droga.
Aqui na série, o negócio é gerido por Manín, tio de Charly, que também se dedica a cobrar aos residentes de Medellín uma espécie de pagamento para protecção, que mais não é que uma forma de lhes arrancar dinheiro sob ameaça disfarçada.
Mas será pelas drogas que Yeimi verá toda a sua vida virar do avesso, envolvida numa cilada que lhe armaram, presa por tráfico, identificada como uma das muitas "mulas" que transportam drogas para o peixe graúdo e, mais tarde, como agente infiltrada para tentar chegar a ele, e ajudar a capturá-lo.
As consequências das drogas serão também mostradas através de Vanesa, filha de Charly.
Corrupção
Num mundo onde o dinheiro compra tudo, os criminosos continuam impunes, as vítimas sem justiça, e os crimes arquivados e esquecidos.

Vingança
Uma boa história de vingança cativa qualquer um. Sobretudo quando o ódio em que assenta essa vingança, teve origem num grande amor e ilusão.
Mas não só. A vingança de Yeimi acaba por se estender à morte dos seus pais, da sua avó, e do seu filho, bem como à da sua melhor amiga e companheira da prisão.

Pobreza e Insegurança
Medellín possui bairros pobres, em que o perigo espreita a cada esquina, seja assaltos, drogas, assassinatos.
No núcleo de Juancho, é bem visível o esforço que ele faz para que nada falte aos seus irmãos mais novos, depois do abandono da mãe, e a forma como luta para que ninguém os tire de si cedendo, por vezes, a chantagem ou a ações menos correctas para ganhar dinheiro para os criar.
No entanto, é também a prova de que, com vontade, é possível mudar e sair dessa vida.
Por outro lado, nem todos os que vivem nesses bairros são bandidos, delinquentes, drogados. Há por lá muita gente honesta, solidária, muitos jovens atinados, e muitas formas de escapar à dura realidade, sem se perderem.
Triângulos amorosos
Quando jovens, Juancho gosta de Yeimi, que só tem olhos para Charly, que gosta de todas e não gosta de nenhuma. Na verdade, ele só quer saber dele próprio, e de vencer no mundo da música e, como não tem talento como compositor, vai servir-se de Yeimi para atingir os seus fins.
Já adultos, Charly está casado com Gema, mas continua a envolver-se com todas as mulheres que pode, inclusive com Tammy, que ele nem desconfia que, na verdade, é Yeimi.
Catalina, melhor amiga de Yeimi, acaba por se apaixonar por Juancho, que continua a amar a Yeimi, enquanto esta é também disputada por Jack del Castillo.

Transformação
A típica transformação da menina ingénua e inocente, na mulher poderosa e guerreira. De menina que só conhecia o seu bairro de Medellín e pouco mais, que viveu 17 anos numa prisão e pouco mais conhece além dessa realidade, para a mulher culta, empreendedora e com facilidade em movimentar-se em meios diferentes, junto com os tubarões.

A efemeridade da fama
Pela mão de Charly Flow, que depois de uma subida vertiginosa e de tudo o que alcançou através da música, à custa de Yeimi, começa a ver o seu mundo descambar, quando a sua falta de talento e, sobretudo, de escrúpulos vêm à tona.
Um artista pode, hoje, ser adorado mas, amanhã, odiado na mesma medida.

Os laços de sangue
Charly só ama duas pessoas, talvez três, na sua vida. A sua mãe, a sua filha, e a si próprio. E se a sua mãe ainda poderá ficar ao lado dele, apesar de tudo, já a sua filha será a principal pessoa a mostrar-lhe o que é perder o amor de alguém. Acabará Charly Flow sozinho?
Por outro lado, é inegável a empatia que desde logo se criou entre Yeimi e Erik, a afinidade, o mesmo gosto pela música, o mesmo talento para compôr, o mesmo à vontade com os habitantes do bairro e com o bairro em si, sem saberem que, na verdade, são mãe e filho.

A libertação e o perdão
Por vezes estamos tão cegos pelo ódio, que arriscamos a não agir da melhor forma, a não ver com clareza, a não seguir em frente com a nossa vida e ficarmos eternamente presos nessa vingança.
Só há algo que nos pode impedir de continuar e cair no precipício, fazendo os outros cair, levando-nos com eles: libertando-nos desse sentimento, perdoando, e agarrando-nos ao que de valioso temos, que é mais importante que qualquer ódio ou vingança.
A história:
Yeimi é uma talentosa compositora, que vive com os pais e a avó, e é apaixonada por Charly.
Charly é um músico sem talento que, junto com Juancho, quer vencer no mundo da música.
Os três juntam-se para formar uma banda, mas Yeimi viu e sabe coisas demais, e poderá dar problemas, por isso, Charly arranja forma de a tirar do caminho.
Ao chegar a Nova Iorque, Yeimi é apanhada com drogas na sua mala e, já na prisão, ameaçada por uma das reclusas para que não denuncie Charly, sob pena de lhe matarem a avó, acaba condenada a 17 anos de prisão.
Depois de dar à luz o seu filho com Charly, Yeimi entrega-o à avó para que cuide dele mas, mal chegam a casa, a avó é assassinada e o filho raptado. Yeimi fica convencida que o filho morreu junto com a avó, e passará o resto do tempo na prisão a pensar na vingança que fará quando sair.
Charly, entretanto, foi para Porto Rico e tornou-se um artista de sucesso. Casou com Gema e tem uma filha que adora.
Manín conseguiu convencer a mãe de Charly a casar-se consigo, e adoptaram o filho de Yeimi, sem Lígia saber a verdade.
Juancho, que sempre acreditou na inocência de Yeimi, continua apaixonado por ela, e a escrever-lhe cartas que ela nunca leu, até ao dia em que vê a notícia da sua morte na prisão, e decide seguir com a sua vida em frente, com Calatina, que era melhor amiga de Yeimi no passado.
No seu último dia na prisão, após um acordo com a DEA, Yeimi quase morre envenenada, e a DEA aproveita para simular mesmo a sua morte, e fazê-la regressar como Tammy Andrade, para ajudar a capturar Manín.
Claro que Yeimi tem os seus próprios planos...
Que comece a vingança!
Como se não bastassem já todos os livros cujo título começa por "A Rapariga..." existentes até ao momento (é impressao minha ou...), eis que chega mais um para a colecção:
A Rapariga do Tambor!
Se as novas tecnologias são algo cada vez mais banal nas nossas vidas, e cada vez mais utilizadas no dia-a-dia, seja em contexto laboral, seja a nível pessoal, porque não aplicá-las também nas escolas?
Se as próprias escolas têm uma disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação cujos conhecimentos vão, ao longo do ano, sendo utilizados também nas restantes disciplinas, através de actividades em aula, trabalhos de casa ou trabalhos de grupo, porque não utilizá-las, de uma forma ainda mais abrangente, no ensino?
Há dois anos, fiquei admirada com a forma como o professor de história da minha filha enviava os trabalhos de casa para a turma: por email, uma espécie de questionário, com perguntas de escolha múltipla ou para fazer ligação ou completar, de acordo com imagens, e questões do próprio manual.
É certo que era necessário consultar o manual e perceber a matéria, mas era muito mais rápido de fazer, mais atractivo, e com maior probabilidade de acertar em mais respostas.
Este ano, o mesmo professor não tem enviado TPC’s, mas optou por outra inovação: os testes feitos em tablets!
Ao que parece, já o fazia no ano anterior, em que a minha filha não calhou com ele.
História é uma das disciplinas que a minha filha menos gosta, e mais dificuldades tinha ao longo dos anos.
Este ano, está a conseguir tirar boas notas, graças a este método.
Claro que não funcionará para todos os alunos da mesma forma.
Para quem corre sempre mal a escolha múltipla, quer pelas rasteiras que, por vezes, colocam, quer pela semelhança entre opções e dúvidas que não conseguem dissipar, e que podem levar a respostas erradas, esta forma de avaliação será pior, do que se pudessem responder de acordo com o que sabiam.
Nem para todas as disciplinas.
Há disciplinas que implicam construção de textos, respostas desenvolvidas, ou cálculos, que talvez não justifiquem este método.
Mas eu aprovo! Porquê?
Só pode ser um professor novo, pensarão vocês, para fazer algo assim.
Pois não é!
É um dos mais antigos daquela escola, que por acaso também foi meu professor!
O que ainda é mais de louvar, porque é a prova de que, apesar da idade, existem professores que acompanham o progresso, as inovações, as novas tecnologias e, não só as aceitam, como as colocam em prática na sua profissão.
Ainda há professores capazes de se reinventar, e reinventar formas de avaliação modernas e igualmente eficazes.
Porque pedimos desculpa a alguém?
Em que situações faz sentido?
Apenas quando agimos de forma incorrecta, quando fazemos algo que não devemos, quando erramos, quando somos indelicados, rudes ou mal educados?
Apenas quando exageramos, criticamos, dizemos coisas que não devemos?
Quando somos agressivos? Quando prejudicamos alguém? Quando magoamos alguém?
Ou também pedimos desculpa por algo que está bem, que fizemos bem, que é correcto?
Porque é uma questão de educação?
Porque ajuda a apaziguar situações que, não sendo culpa nossa, foram mal geridas e interpretadas?
Só porque sim?
Será um pedido de desculpa sem razão para ele, uma forma de admissão de que estamos errados?
De que não tendo culpa, ainda assim a assumimos?
Será admitir, perante quem acusa que, mesmo não tendo, lhe damos razão?
É que, se na primeira situação, se compreende perfeitamente e se aceita um pedido de desculpa, na segunda, tenho alguma dificuldade em perceber porque é que, sabendo que o que foi feito é o correcto e o outra parte é que está errada, ainda assim se pede desculpa.
Do que é que a outra parte nos deve desculpar mesmo?

Esta é uma parte da matéria que a minha filha tinha que estudar para o teste de História, e que eu achei mais interessante e fácil de apreender.
Desde o papel das mulheres na Primeira Grande Guerra, e que já tantas vezes li nos livros da Lesley Pearse, às mudanças na mentalidade e forma de viver, não só das mulheres, mas da sociedade em geral, do surgimento dos mass media e a importância da rádio, da televisão e do cinema, aos direitos reivindicados pelas mulheres, e liberdades e independência dos homens, que começaram a adquirir, desde as novas modas e modernices que que não estavam habituados, aos ataques para que as mulheres regressassem ao lar, sentido-se os homens ameaçados por uma eventual inversão dos papéis e masculização das mulheres, os anos 20 foram mesmo loucos!
Mas, como nem tudo são rosas, a outra parte da matéria era sobre a Rússia e as lutas do operariado.
À excepção do Domingo Sangrento, achei a matéria aborrecida e complicada de compreender.
Curiosamente, nos testes das Escola Virtual, foi onde a minha filha conseguiu safar-se melhor.
Por vezes, estou a olhar para a matéria que vem no manual, e sinto que falta, entre os vários temas, uma espécie de elo de ligação. É que parece que num momento estão a falar de uma coisa e, no segundo seguinte, passa-se para outra que nada tem a ver, sem haver uma conexão, um fio condutor.

Ir a um hipermercado fazer compras já é tão habitual que quase nem dou pelo que acontece à minha volta, e pela presença dos outros, nomeadamente, o segurança que vigia o respectivo hipermercado.
Sei que ele lá está, por vezes vejo-o, mas é-me indiferente. Nem reparo se ele está a fazer rondas pela loja, ou se, por coincidência, calhou a passar no mesmo corredor que eu. Mais depressa o vejo na frente de loja, parado, a controlar, ou a fazer qualquer outro serviço que não o que lhe competiria.
Mas há pessoas que têm verdadeira alergia e repulsa pelos seguranças, outras que têm a mania da perseguição, e outras que não gostam de ser chamadas à atenção, mesmo quando fazem algo que vai contra as normas do hipermercado, e ainda se acham donas da razão.
É função do segurança zelar pelo estabelecimento que está a vigiar, quer fazendo cumprir as normas, quer evitando danos nos produtos à venda e eventuais furtos.
O segurança está apenas a trabalhar, como nós também trabalhamos. Não tem que ser nosso inimigo, a não ser que tenhamos algo a esconder ou a temer.
Por isso, não compreendo algumas reacções dos clientes relativamente aos seguranças.
Por exemplo, se a função do segurança é fazer rondas pelo hipermercado, e calha passar duas ou três vezes pelo mesmo sítio que nós, não temos que imaginar de imediato que o segurança nos anda a perseguir, com medo que roubemos alguma coisa. Se não temos nada a temer, é deixar andar, e ignorar, ou então falar educadamente com o segurança, se estamos assim tão incomodados.
Se é norma do hipermercado que não se deve consumir produtos deste dentro do mesmo, porque ficam os clientes tão ofendidos quando são abordados pelo segurança que apenas, no cumprimento da sua função, os informa de que tal não é permitido?
É certo que o vamos fazendo, e na maioria das vezes ninguém diz nada, mas a verdade é que sabemos que não o podemos fazer.
Eu tenho tido sorte. Já cheguei a abrir garrafas de água e beber, dentro do hipermercado. Já cheguei a comprar pão para a minha filha, ela comer, e eu levar a embalagem vazia para a caixa, só com o valor a pagar. Nunca ninguém me disse nada. Nem a mim, nem a ninguém que eu tenha visto.
Mas, se dissesse, eu compreenderia, ou explicaria o motivo e deixava que ele, se quisesse, me vigiasse para confirmar se eu pagava o produto ou não.
Há necessidade de fazer logo um escândalo, chamar gerência, fazer reclamação, por algo que foi o cliente que não cumpriu?
Dizem alguns que isto é excesso de profissionalismo, que há muita coisa que mais vale ignorar, fechar os olhos, porque não vale a pena os problemas que o segurança depois tem, e as guerras que compra, por cumprir a sua função.
E quando se passa de perseguido a perseguidor, e vice-versa?
Antigamente, o meu marido estava no lugar do cliente, agia como cliente, e sentia como cliente. Quando passou para o lado de lá, passou a ter que justificar aos outros aquilo que, antes, ele próprio criticava!
Sempre que ele tenta justificar a sua atitude, enquanto segurança, eu lembro-o: "Estás a provar do teu próprio veneno! Agias exactamente como esses clientes!"
Quando passamos para o outro lado, passamos a compreender como se sente quem está no oposto.
Se, como clientes, vamos ao supermercado e tiramos um ou dois bagos de uva para provar, ou algo do género, e ficamos contentes por ninguém nos chamar a atenção, porque havemos nós de fazê-lo aos outros?
Se, como seguranças, sabemos que temos que andar por onde andam os clientes e estar de olho em tudo, porque é que, no lugar dos clientes, nos sentimos incomodados?
Será o profissionalismo levado ao pormenor, algo errado e prejudicial?
Haverá uma medida certa para sermos profissionais, sem que os outros se sintam incomodados?
Existirá alguma linha que separe o que é realmente importante e deve ser cumprido, e aquilo que mais vale ignorar e deixar passar?
Talvez haja. E talvez resida no bom senso de ambas as partes, como em tudo na vida!
Se estivessem no lugar de clientes, o que levariam a mal, no modo de actuação de um segurança, e o que considerariam normal e compreensível?
Já vos aconteceu alguma situação menos boa ou caricata com estes profissionais?

O dinheiro faz falta a muitos, e é sempre bem vindo, principalmente para aqueles que estão sem trabalho, vivem com dificuldades financeiras, ou têm dívidas para pagar.
Por outro lado, se nos derem a oportunidade, através de tempo de antena ilimitado, de promover o nosso trabalho, a nossa actividade e, a partir daí, criar oportunidades ainda melhores, por que não aproveitar?
E se, no meio de tudo isso, ainda nos oferecerem de bandeja o(a) parceiro(a) ideal para uma relação?
Então será ouro sobre azul! Ou não...
Até onde estão as pessoas dispostas a ir, por meia dúzia de euros, e 5 minutos de fama?
Até que ponto estão dispostas a agir como actores contratados para representar um papel que, na verdade, não são?
Até que ponto estão dispostas a envolver família e amigos nestas suas aventuras e loucuras, e sujeitá-los ao escrutínio público?
Até que ponto estão dispostas a revelar os seus segredos, o seu passado, os seus erros a todos, com as consequências que daí advenham?
Até que ponto estão dispostas a sacrificar o seu trabalho, por promessas e suposições que podem não dar em nada?
Até que ponto estão dispostas a queimar a sua imagem achando que, mesmo assim, vão sair beneficiados?
Até que ponto as pessoas estão dispostas a sujeitar-se a violência psicológica de tal forma que, podendo sair, decidem continuar?
Até que ponto as pessoas se acham no direito de ser rudes, mal educadas, até mesmo estúpidas, só porque não concordam com as regras, ou com o que estão a obter?
Até que ponto, e até quando, estão essas pessoas dispostas a fingir algo que não são, e algo que não sentem?
Até que ponto estão as pessoas tão desesperadas por amor, que se rebaixam e insistem em bater na mesma tecla, quando o piano nunca funcionou?
Até que ponto as pessoas gostam assim tanto de fazer figura de parvos, para entreter quem os vê?
Até que ponto as pessoas precisam assim tanto do dinheiro, da fama, e de um programa de televisão, para serem felizes?
Vale tudo?
Ao que parece, vale!
Mesmo que dali a uns tempos ninguém mais se lembre deles, e volte tudo ao normal.
Só isso explica o facto de uma mulher, que já disse e mostrou que não sente nada pelo companheiro, que o acusa de ser agressivo, manipulador, de a rebaixar a toda a hora, que chora e afirma sentir-se esgotada e triste com essa relação, decidir continuar ao lado dele.
Se é para promover o seu trabalho, como dizem, achará mesmo que isso abonará a seu favor?
Se é, como dizem, para ficar perto de outro concorrente por quem se sente atraída, não seria mais fácil abandonarem os dois o barco e serem felizes cá fora?
Só isso explica o facto de um homem, que diz que ninguém está ali pelo verdadeiro propósito que afirmou ir, e que era a base da experiência, que se faz de coitadinho, traído, ignorado e não amado, decidir manter-se ao lado de uma mulher que, nas suas próprias palavras, não serve para ele nem para nenhum homem.
Só isso explica o facto de duas pessoas totalmente diferentes, quer em formas de estar, quer em formas de pensar, e que não gostam de nada um no outro, nem fisica, nem psicologicamente, decidirem permanecer juntas?
Só isso explica o facto de se continuar a aguentar birras de crianças em adultos, cobranças, discussões, desprezo, indiferença, quando podem sair fora a qualquer momento.
Mas o público agradece o esforço!
Afinal, o que seria de nós sem essas pessoas, e esses momentos totalmente alucinados e hilariantes que nos proporcionam, e que tanto nos divertem?!
O que seria de nós sem este serviço público, que descredibiliza cada vez mais os psicólogos, neuropsicólogos e coachers, denominados especialistas em matérias sobre as quais não têm qualquer poder de intervenção, e mostra a cada semana que, como era de esperar, erraram e continuam a errar em tudo?
O que seria se nós sem esta mostra do que podemos encontrar no dia a dia, na sociedade, do mais liberal ao mais conservador; do mais autêntico e até ingénuo, ao mais astuto e fingido, escondido atrás da máscara; do mais cool e easy going, ao mais stressado e complicado, do mais psicopata e controlador, ao mais falso e dissimulado?

Uma batata estranha, depois de descascada e cortada ao meio, deu esta bonita imagem!
Sabemos que, mais do que irmos ao encontro da inspiração, é ela que, na maioria das vezes, chega até nós quando menos esperamos.
Seja através de um filme ou episódio que vimos, de um livro que lemos, de algo que se passou connosco ou com alguém que conhecemos, ou através de uma música, de uma frase, de uma imagem, de uma palavra, de uma publicação qualquer nas redes sociais, de uma peça de roupa ou de um prato de comida, de um passeio ou paisagem, são inúmeras as fontes que nos podem inspirar para escrever.
Mas...
E quando essa inspiração não chega de lado nenhum?
Quando os dias vão passando, e não fazemos a mínima ideia do que escrever, ou sobre o que escrever?
Quando até queremos falar de alguma coisa mas, de alguma maneira, não estamos inspirados, e tudo o que escrevemos custa a sair, e soa a falso e forçado, sem ser realmente sentido?
O que fazer para que a mente se volte a iluminar? Para que as ideias voltem a brotar?
Será que a inspiração é, ou vem, de uma fonte inesgotável?
Ou chegamos a um ponto em que a fonte, por mais que tentemos, não dá mais nada?
Ainda falta mais de um mês para o Natal, mas ele insiste em se instalar cada vez mais cedo nas nossas vidas, quer de forma directa, quer indirecta.
Já vejo decorações de natal, já vejo pessoas a fazerem compras de natal, já li vários posts aqui sobre o Natal, e até tenho que andar a ver ideias para a minha filha construir objectos de natal para a escola.
Posto isto, aqui vai a minha contribuição para o espírito natalício deste ano (ou para destruí-lo de vez), inspirada no título de uma colectânea de contos de Natal, intitulada "Natal em Palavras"!
Amor
Haverá mesmo mais amor nesta quadra festiva? Ou é pura ilusão?
Há quem disfarce a solidão e falta de amor de um ano inteiro nesta época, e quem se sinta ainda mais só e abandonado.
Boneco de Neve
Natal que é Natal, para ser ainda mais Natal, tem que ter neve. E os bonecos de neve estão, quer queiramos quer não, associados ao Natal. Aqui, à excepção da Serra da Estrela, só costumamos ter frio e chuva, ou frio e sol, sem neve, e sem bonecos!
Chaminé
É por esta que o Pai Natal entra, para deixar os presentes às crianças que se portaram bem durante o ano.
Doar
Doar tempo, doar atenção, doar afectos, doar uma mão amiga, doar o que temos de sobra, e não nos faz falta.
Esperança
Devemos tê-la todo o ano, e não apenas nesta altura. Porque tudo aquilo que nos leva a tê-la, pode ser feito em qualquer momento.
Família
Na maior parte das vezes é difícil reuni-la. Outras, impossível.
Para algumas pessoas, soa a formalidade da época, a hipocrisia. Há quem não se dê bem com os familiares, e prefira passar sozinho, com amigos ou com outras pessoas.
Há quem se junte só para se exibir, e criticar o resto dos familiares, para encher a barriga, com intenção de, na volta, vir mais rico.
Ou talvez para dar uma trégua, como manda a tradição.
Mas há quem, realmente, dê valor ao verdadeiro significado do Natal, e se una como uma verdadeira família.
Gratidão
É, por norma, uma época em que nos sentimos sempre mais gratos por tudo aquilo que temos, e em que pedimos sempre pouco mais que os desejos da praxe para viver dentro das nossas necessidades. No resto do ano somos, por natureza, ingratos, insatisfeitos, mais exigentes.
Harmonia
De repente, todos somos amigos de todos, esquecendo-se quezílias, guerras e questões de afastaram as pessoas ou as tornaram inimigas, para que a harmonia impere nesta quadra.
Iluminações
Com o Natal chegam também as iluminações: das ruas, das lojas, das casas, das igrejas. E, mais uma vez, se gastam rios de dinheiro numa espécie de competição pela mais bonita iluminação e decoração natalícia.
Jesus
Embora hajam divergências quanto à data em que, efectivamente, Jesus terá nascido, acabou por ser estipulado a noite de 24 para 25 de dezembro como a do seu nascimento, e é essa data que se celebra com o Natal.
Lareira
Muitas famílias aproveitam esta quadra para juntar a família à volta da lareira, que agora aparece frequentemente em versões mais modernas que as de antigamente.
Era também na lareira que se penduravam as meias de natal, onde depois o Pai Natal deixaria os presentes.
Música
Se, no início, até sabe bem recordá-las e entramos no espírito, ao fim de uns dias começa a enjoar ouvir tantas músicas de natal, por onde quer que andemos.
Não me lembro de ouvir, a cada ano, músicas novas. Passam sempre as mesmas, as antigas, as que marcaram gerações e se tornaram intemporais.
Eu gosto especialmente de uma: "All I Want For Christmas Is You", da Mariah Carey. Por ser animada, por alegrar o dia.
Nostalgia
Esta quadra consegue parecer tão pequena, deixando-nos com nostalgia e a sensação de que soube a pouco, e de que passou depressa demais. Ao mesmo tempo, consegue parecer enorme e avassaladora, e damos por nós a desejar que passe depressa, para voltarmos ao estado normal.
Omnipresença
Chovem convites dos pais, dos sogros, dos avós, dos tios, dos amigos e por aí fora, para passar o Natal em casa de cada um deles e, ou se desenvolve o poder da omnipresença, dividindo "o mal pelas aldeias", ou se tenta encontrar uma forma de intercalar as presenças, consoante os anos, ou os dias festivos.
Pinheiro
Se, antes, apanhávamos o pinheiro na mata e o levávamos para casa para enfeitar, agora, como ecologistas que somos, compramos pinheiros artificiais, de todas as cores, aspectos, tamanhos e feitios, alguns já com enfeites incluídos, para ser mais prático.
Quilos
Quilos de comida que nunca mais acaba e que, na maioria das vezes, vai servir de refeição durante o resto da semana, ou acaba por ir parar ao lixo. E quilos que se engorda, se não se comer com moderação, para aqueles que ainda têm como lema "mais vale fazer mal que sobrar"!
Religião
Ainda há quem saiba o que o Natal simboliza, quem aja de acordo com os valores a ele inerentes, e até que participe das cerimónias religiosas.
Para outros, será mais assim "ah e tal, mas no Natal é uma festa religiosa?".
Solidariedade
Dizem que os portugueses são um povo solidário, e isso vai-se vendo ao longo de todo o ano mas, nesta época de Natal, tornamo-nos os supra sumos da solidariedade nem que seja, mais uma vez, pelas aparências, para ficar bem na fotografia e, algumas vezes, para mostrar em meia dúzia de dias, aquilo que não somos nos restantes dias do ano.
Ainda assim, há que valorizar quem se solidariza pelo mero facto de ajudar a ajudar alguém, tornando a sua vida menos triste e menos difícil.
Tradição
Já não é o que era.
Vem a oferta de presentes do facto de os 3 reis magos terem levado, para oferecer a Jesus, ouro, incenso e mirra.
Mas, há muito, esta tradição se traduziu em consumismo.
Já lá vai o tempo em que estes eram algo que, realmente, as pessoas precisavam, ou presentes simbólicos, com algum significado especial para quem os recebia.
Já lá vai o tempo da curiosidade para saber o que escondiam os embrulhos.
Hoje, vêem-se verdadeiras competições para ver quem compra o melhor presente, e o mais caro, para oferecer a pessoas que deles não precisam, ao exibicionismo, às encomendas feitas às claras, e aos presentes anticipados na mão, ou carteira, de quem os iria receber.
Utopia
Somos melhores, e o nosso mundo torna-se melhor, quando chega o Natal.
Viagens
Natal é tempo de viagens, seja daqueles que estão fora, e vêm a casa rever a família, seja daqueles que não ligam nada ao Natal, e preferem aproveitar uns dias de descanso para passear.
Xaile
Quando não existem lareiras, nada como um xaile ou manta para nos aquecer nesta noite que costuma ser fria, enquanto as bebidas espirituosas não começam a fazer efeito!
Zero
Sendo o ano do nascimento de Jesus o "ano zero", é nesta altura que se fazem também planos para o novo ano que se aproxima, que se quer de recomeços, de novas metas, de novos objectivos.

Sabem aqueles dias em que fazemos mil e uma coisas, temos que andar a correr de um lado para o outro, não paramos um segundo, e quase nem sentimos o corpo?
Ainda assim, se for preciso, ainda arranjamos forças para fazer mais isto, e mais aquilo, entrando em piloto automático.
Chegamos ao final do dia cansados, sim. Mas esse cansaço físico em nada se compara com o cansaço psicológico.
Este último, derruba-nos completamente.
Quando começamos o dia a conviver com pessoas “tóxicas”, que nos sugam a boa disposição, que nos esgotam a paciência, que se destroem a nossa energia e anulam o positivismo, e isso se vai repetindo, ao longo do dia, com diversas pessoas com as quais temos que lidar, chegamos ao final desse mesmo dia, como se tivéssemos sido apanhados no meio de um tornado, como se nos tivessem arrancado toda a nossa essência, deixando apenas um corpo sem alma.
Sem dúvida, o maior desgaste não é físico, mas sim emocional.

Nesta segunda edição dos Sapos do Ano, promovida pela Magda e pelo David, uma das novas categorias é, precisamente, Animais.
E alguém, aqui na blogosfera, nomeou O Blog da Tica, sendo um dos 5 finalistas desta categoria. Tenho a certeza de que, se cá estivesse, a Tica agradeceria esta nomeação. Assim, faço-o eu, por ela.
Embora o blog tenha ficado estagnado com a partida da Tica, continua disponível para quem a quiser conhecer melhor.
Até porque este blog, criado com o único propósito de partilhar as aventuras de uma gata, acabou por ser o ponto de partida para algo muito maior.


Quando as pessoas até estão de bom humor, têm vontade, e se esforçam, até conseguem ajudar-nos.
Mas quando já estão de mau humor logo pela manhã, quando só lhes apetece dificultar e mandar as pessoas de volta para donde vieram para não terem trabalho, e complicam, não ajudam em nada, fazem-nos perder tempo, e dá vontade de, também nós, as mandarmos para um determinado sítio.
Fui fazer tratar de um assunto de trabalho hoje de manhã. Era simples, já tinha sido visto por outras colegas 2 ou 3 vezes, e só faltava aquilo que eu levava agora. Mas a funcionária de hoje, tinha que complicar, que arranjar problemas, que achar que aquilo não podia ser assim, e que não podia aceitar algo que é válido. Resultado: por insistência minha, ficou com cópia de tudo para mais tarde analisar e dizer alguma coisa, ou seja, vou ter que lá ir novamente.
Fui à escola da minha filha para entregar as facturas dos livros e material escolar, no âmbito da acção social escolar.
Tinha uma pessoa à minha frente. Pediram-me para esperar, que iria logo a seguir a essa pessoa. Chamaram-na, mas ela estava à espera que lhe trouxessem as facturas. A funcionária, em vez de me mandar entrar, já que era eu a seguinte, achou que tínhamos todos que esperar que as facturas viessem, cumprindo a ordem de chegada.Só ao fim de 5 minutos, sem facturas à vista, me mandou entrar então a mim.
Sentei-me. A funcionária que me ia atender começou a queixar-se do calor, e da muita roupa que tinha vestida, e do cheiro a suor!
Entreguei-lhe as facturas. Reclamou da do Continente, que não se via quase nada, que não se percebia, que não dava para entender onde estava o valor a pagar. Ainda lhe dei uma cópia, se quisesse juntar ao original, e indiquei-lh onde estava o valor pago, mas achou que aquilo não era explícito, e que na tesouraria não iriam aceitar, e blá, blá, blá.
Queria que fosse pedir uma segunda via, e voltasse lá depois. Disse-lhe para deixar estar, que a fortuna de 8 euros não valia todo esse trabalho e tempo perdido. Lá descobri uma outra factura que tinha na mala, e juntou.
Avisou-me logo que no final do ano tinha que entregar os livros. Fez a conta a meia dúzia de livros, para ver um valor que se aproximasse do que me vão reembolsar, e escolheu os livros que eu deveria entregar.
Saio da escola e vou à papelaria que fica ali perto, para pedir a 2ª via da factura que tinha acabado de entregar na escola. Como não sabia a data certa, fez a pesquisa pelo nome. Não encontrou nada.
Disse-lhe que tinha sido em setembro, e pouco depois de as aulas começarem. Não aparecia nenhuma factura.
Perguntou-me se não teria sido em outubro. Disse que não, mas procurou na mesma. Nada.
Pelo número de contribuinte, o sistema não permite a busca.
Ah e tal, mas no e-factura está lá. Pois, está lá o valor total, mas não dá para ver a factura em si, nem imprimir.
Como já estava ali à imenso tempo, e ela não conseguia fazer nada, disse-lhe que passava lá noutro dia.
Ela ficou de ver com o marido, para ele lhe explicar como se faz isso - emitir uma 2ª via da factura que, afinal, confirmei depois, sempre era de setembro.
Haverá mais alguém interessado em me dificultar a vida hoje?!

Em escassos 10 segundos, e duas ou três frases pronunciadas pelos jovens que passaram por mim, 95% das palavras eram asneiras!
Será que os jovens, hoje em dia, só conhecem esse vocabulário?

Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?
Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?
Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?
Há momentos em que isso me acontece.
Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.
A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!
E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.
Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.
Além disso...
Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?
O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?
Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?
E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?
Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço?
Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?
E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".
Pois...
Quem sou eu?
Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

Vi o trailer deste filme no facebook, e despertou-me o interesse.
Pelo trailer, pensei que a protagonista fosse sofrer de cancro, e começasse a perder o cabelo devido à quimioterapia, mas não podia estar mais enganada.
Aqui neste filme, o problema não é físico, é psicológico. O que pode ser tanto, ou mais limitador, na vida de uma pessoa.

Desde criança que a mãe de Vi lhe incutiu a necessidade de manter o seu cabelo sempre liso, para evitar a discriminação ou piadas, devido às características do seu cabelo, por ser negra.
Isso implicava que, enquanto todas as outras crianças se divertissem, Vi evitasse tudo o que poderia prejudicar a aparência do seu cabelo.
Mas, o que poderia ser um mero gesto de vaidade, acaba por se tornar uma obsessão, ao ponto de Vi limitar e viver a sua vida em função de um cabelo sempre perfeito, agindo como um robot, e não como humana que é.

O dia do seu aniversário acaba por ser o ponto de partida para a libertar desse peso dos padrões de beleza que carrega dentro de si.
Vi tinha, aparentemente, o emprego perfeito, a vida perfeita, o namorado perfeito, o cabelo perfeito. E tudo parecia encaminhado para o grande momento - o jantar em que, supostamente, iria ser pedida em casamento.
Depois de a chuva lhe arruinar o penteado, e de um percalço no salão, Vi acaba por aparecer no jantar com extensões, depois de um escândalo, por achar que, mais uma vez, tinha que estar perfeita para o pedido de casamento que esperava.
Só que o namorado oferece-lhe uma medalha, e uma cachorrinha, em vez de um anel de noivado e, no meio da discussão, em que o namorado a acusa de não saber viver, de só pensar nas aparências e nem sequer aproveitar os momentos, parecendo artificial, e não natural, acabam por terminar a relação.

Vi muda então o seu visual, e decide ir divertir-se com as amigas, e engatar o primeiro homem que lhe aparecer.
Claro que as coisas, mais uma vez, não correm como o esperado, e Vi acaba por tomar uma atitude radical: rapar o cabelo, que só lhe trouxe tristeza e infelicidade.

A viver uma fase de descoberta, e a habituar-se ao novo look, Vi acaba por viver os melhores momentos da sua vida, e aproveitá-la como nunca tinha feito até aí, ao lado de alguém que aprecia muito mais do que o lado superficial das pessoas.
Este é um filme onde se vê as mulheres a sujeitarem-se aos padrões impostos pela sociedade, e pelas suas próprias inseguranças, agarrando-se a futilidades, esquecendo-se do seu próprio valor, em vez de se agarrarem à vida, que é tão efémera, e merece ser vivida em toda a sua plenitude.
É também um filme que mostra a hipocrisia, e como nunca devemos mudar só para agradar a alguém, se não for isso também o que queremos.
E através do qual percebemos que, muitas vezes, por mais que uma pessoa nos ame e nos queira bem, temos tendência a recair com aqueles que nos magoam, e não nos amam de verdade, sobretudo, quando o aspecto físico fala mais alto.
Conseguirá Vi perceber a tempo o quão errada está, e evitar cometer os mesmos erros duas vezes, ou será que a aceitação de todos à sua volta, e da sociedade em geral, falará mais alto, impedindo-a de se agarrar à vida?

A Associação Monsenhor Pereira dos Reis, sediada no Seminário dos Olivais, em Lisboa foi criada para ajudar à formação, a nível espiritual e litúrgico, dos seminaristas, bem como, dos fiéis da Igreja.
Procura também divulgar o magnífico espólio de cantos litúrgicos existente em Portugal.
Nesse contexto, o Coro do Seminário Maior de Cristo-Rei dos Olivais apresenta o seu mais recente álbum, "Bendita Sois, Virgem Maria", um álbum que dá a conhecer o espólio de cânticos marianos compostos pelo Padre Manuel Luís.
São 37 temas que integram este álbum, sendo alguns de caráter popular.
Para ficarem a conhecer melhor a missão da associação, e a importância dos cantos litúrgicos em Portugal, aqui fica a entrevista a Miguel Rodrigues, Seminarista do 6º Ano de Seminário, em representação do Coro do Seminário Maior de Cristo-Rei dos Olivais.

Que objetivos levaram à criação da Associação Monsenhor Pereira dos Reis, sediada no Seminário dos Olivais?
A Associação Monsenhor Pereira dos Reis é uma associação privada de fiéis, com estatuto jurídico reconhecido pelo direito canónico, e surge com o principal intento de promover a qualidade da liturgia, segundo a tradição do Seminário dos Olivais. Esta promoção do gosto e do conhecimento litúrgico estende-se também a toda a diocese de Lisboa. A divulgação da música sacra, e de outros documentos de aprofundamento da ciência litúrgica, é também um dos itens que pertence aos fins desta Associação. Esta pretende ainda cuidar também da formação sacerdotal dos alunos do Seminário dos Olivais. Os fins desta associação podem ser lidos na íntegra nos estatutos próprios da Associação aprovados pelo Ordinário do lugar. (Cf. http://monsenhorpereiradosreis.pt/quem-somos/estatutos/)
Que papel desempenha a música na Igreja?
A música teve, desde sempre, um papel fundamental na vida litúrgica da Igreja. Tal deve-se ao carácter espiritual próprio desta forma de expressão, considerada por muitos como a mais espiritual das expressões artísticas pela não-materialidade que a caracteriza. A música é extremamente valorizada no contexto da oração comunitária da Igreja pela riqueza que acrescenta aos ritos e gestos celebrados. A sua dimensão emocional ajuda os fiéis a coadunarem os seus corações com os mistérios celebrados, permitindo a experiência de uma única assembleia celebrante que, num mesmo coração e numa só alma, louva o seu Deus. No entanto, a música na ação litúrgica não tem o valor mais importante. Este é atribuído à Palavra, estando a composição musical ao seu serviço. Dado o valor que a Palavra tem para a vida eclesial, a composição musical deve ajudar a anunciá-la da melhor forma, contanto que a Palavra não seja subjugada às exigências ilegítimas da composição musical.
Consideram que as pessoas, de uma forma geral, tendem a sentir-se mais próximas da Igreja, e a perceber melhor a mensagem que esta pretende transmitir, através da música?
Sem dúvida que a música é um elemento fundamental, e que embeleza de forma única as celebrações da Igreja. Apesar do seu carácter ornamental, ela deve não só ajudar a uma mais profícua escuta da Palavra e de uma consonância com o espírito próprio de cada celebração, mas também contribuir para que todos participem da ação litúrgica que se desenrola. É esta participação que contribui para uma experiência celebrante de um mesmo Corpo, que se reúne para celebrar a mesma fé. São de evitar, neste sentido, as formas musicais que induzam a uma compreensão errónea das celebrações, como se de um concerto se tratassem.
Portugal é um país rico em cantos litúrgicos?
A riqueza do canto litúrgico em Portugal é imensa, mesmo quando o comparamos com outras realidades europeias. Primeiro, é de sublinhar o valor dos cantos tradicionais e populares, de cariz religioso, que sempre foram uma importante fonte de evangelização e de transmissão da fé de geração em geração. Depois do Concílio Vaticano II, e com o implemento da Reforma Litúrgica, também o canto litúrgico precisou de ser reformado. Portugal foi, sem dúvida, um dos países de vanguarda nesta matéria, procurando compor música litúrgica que se coadunasse com o espírito do Concílio e com as exigências da contemporaneidade. O trabalho do padre Manuel Luís foi imenso nesta matéria, associado ao Seminário dos Olivais, qual sede da aplicação da Reforma Litúrgica na diocese de Lisboa, mas também o pe. Carlos Silva, na diocese de Leiria-Fátima, entre tantos compositores que marcaram o século XX, deixando um manancial de cânticos e antífonas especificamente compostos para a ação litúrgica, segundo a vida espiritual e a tradição eclesiais.

A 5 de outubro, o Coro do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais apresentou o álbum “Bendita Sois, Virgem Maria”. Como surgiu esta iniciativa?
Esta iniciativa surge na continuidade de outras publicações da Associação, que pretendem dar a conhecer a obra do Padre Manuel Luís e contribuir para a sua difusão nas paróquias e meios eclesiais. O conhecimento destas composições são certamente uma mais-valia para uma melhor vivência das celebrações, não só pela beleza musical da qual são dotadas, mas também da adequação das mesmas à espiritualidade própria de cada celebração. De facto, há uns anos tinha sido publicado um CD com os temas referentes à Virgem Maria, mas este esgotou-se. Ao pensar se seria importante reeditá-lo, a Associação achou por bem fazer uma gravação e edição toda nova, de modo a melhorar a qualidade da execução dos cânticos, acrescentando algumas vozes em determinados cânticos e, acima de tudo, aumentando significativamente o número de composições musicais cantadas, o que torna muitos dos temas nele presentes inéditos para muitos.
O álbum é composto por 37 temas, compostos pelo Padre Manuel Luís. É, de certa forma, uma homenagem que lhe quiseram prestar?
A homenagem está certamente presente na publicação deste CD. Porém, a melhor homenagem, mais do que a publicação em si, é a possibilidade destas composições servirem o
intento para o qual foram compostas, ajudando muitas assembleias a louvar e a celebrar melhor, de forma mais bela, e muitos a aproximarem-se de Cristo.
Como descreveria o Coro, esta experiência de gravar um disco de cânticos marianos?
Foi uma experiência exigente pela quantidade de faixas e o pouco tempo dado à gravação em si. No entanto, há algo que abona a nosso favor, pois estamos habituados ao canto litúrgico, presente em todas as celebrações comunitárias do Seminário dos Olivais. Há uma forma própria de cantar que já foi apreendida pelos alunos do seminário, e isso facilita a interpretação dos vários cânticos.
O Coro do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais costuma participar em eventos religiosos ou dedicados à música, onde a população em geral o possa ouvir?
Normalmente, alguns dos seminaristas colaboram com o coro diocesano de Lisboa, que canta nas missas diocesanas, nos tempos litúrgicos mais fortes ou nas festas mais relevantes para a vida da diocese. Procuramos também dar a conhecer o canto litúrgico pela venda dos CD’s publicados pela Associação, quer pela internet, quer por algumas livrarias católicas e paróquias que vendem os nossos produtos.
“Bendita Sois, Virgem Maria” terá sucessores, que continuem a divulgar o espólio de cantos litúrgicos em Portugal?
Esperamos que sim, na certeza de que a própria Associação procurará ter esse papel de divulgação.
Muito obrigada!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.