segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Trabalho repetido, cuidado diminuído

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Sabem quando nos pedem para fazer algo, e nós fazemo-lo com gosto, e sai bem?


Depois, uns dias mais tarde, pedem-nos o mesmo favor, e voltamos a fazê-lo, com o mesmo empenho.


Mas, se isso se começar a tornar uma rotina, em que começamos a ter que fazer o mesmo uma, duas, três vezes por dia, dia após dia, então começamos a fazê-lo por obrigação, sem gosto, sem empenho, em modo automático, sem prestar muita atenção, sem grande cuidado nem perfeição, porque já estamos fartos de fazer o mesmo.


Sim, nem sempre as repetições levam à perfeição. Por vezes, têm o efeito precisamente contrário, e é preciso fazer uma pausa para voltar a sentir o mesmo agrado da primeira vez, ou corremos o risco de, com trabalho repetido, o cuidado ser diminuído, e não sair nada de jeito.

4 comentários:

  1. É verdade, e existem estudos que provam que está relacionado com a adaptação do cérebro, de forma a se 'querer poupar', com uma explicação mais interessante, claro...
    A maioria dos acidentes acontecem em rotinas, também por isso!!!

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  2. A isso chamasse rotina e o primeiro trabalho "sorte" de principiante. Não se pode ser bom neste país, abusam logo.

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  3. Eu não lhe chamaria sorte.
    Imagine que lava a loiça do pequeno almoço, pouca loiça, lava tudo bem. Mas se tiver um dia inteiro a lavar loiça, as últimas já sairão lavadas à pressa, sem ânimo, podendo escapar alguma sujidade que nem vimos, e com sorte, deixar cair alguma coisa, que já nem podemos ver loiça à frente!

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  4. Infelizmente, sim.
    Já se faz tudo de forma tão repetida que, a qualquer momento, há um descuido e as coisas correm mal.

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