Ao longo da nossa vida, passamos por períodos em que nos sentimos mais alegres, mais positivos, mais confiantes, mais ousados, mais determinados, de bem com a vida.
E, sem darmos conta, saímos da nossa concha e damo-nos ao mundo, e aos que nos rodeiam sem reservas.
Sentimo-nos bem, livres, realizados, felizes, imunes a qualquer factor externo que nos possa, de alguma forma, afectar.
E existem outros em que, sem percebermos, mudamos.
A alegria passa a melancolia, o positivismo a negativismo, a confiança a insegurança, a determinação a receio.
Deixamos de ser aquela pessoa que demos a conhecer, para sermos alguém que antes não existia.
Sem querer, voltamos para dentro da nossa concha, onde nos podemos fechar e sentir protegidos, mesmo de perigos que não existem.
Para quem nos observa de fora, pode parecer que estivemos a fingir algo que não éramos, que passámos uma imagem de nós que não corresponde à realidade de quem somos.
Mas não é verdade.
A nossa essência mantém-se. Algumas vezes a nu, outras, com armadura, o que torna mais difícil reconhecê-la.
Interessante, parece que estás a falar de mim. Estou na fase de voltar à concha ;)
ResponderEliminarTambém eu!
ResponderEliminarA vida faz das suas.
ResponderEliminarMas tudo tem o seu retorno.
Bom Ano, Marta.
ola gostei muito da metáfora da concha , e exatamente como eu me sinto frágil por dentro e forte por fora .) e tal mascara que usamos para que ninguém entenda o que passamos por medo ou vergonha do que os outros vão pensar , mas chega a uma fase que não aguentamos mais a pressão.
ResponderEliminarEnfim
Eu já tenho reparado que, por norma, quando está a passar algum "temporal" por mim me mantenho firme e de pé, e depois, quando passa e já não há perigo, desabo sem que nada o fizesse esperar, afinal, o pior já tinha passado sem me derrubar!
ResponderEliminarNeste caso, é mais noutro sentido. Quando nos sentimos bem e seguros, abrimos a concha e até vivemos bem fora dela. Mas, quando acontece o inverso, voltamos para dentro da nossa concha e por vezes até nos fechamos lá.
Obrigada pela visita!
Para ti também, Maria!
ResponderEliminarAcho que estas variações fazem parte da vida, tal como as estações do ano :)