quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A concha imaginária que nos protege

Resultado de imagem para concha fechada


 


 


Ao longo da nossa vida, passamos por períodos em que nos sentimos mais alegres, mais positivos, mais confiantes, mais ousados, mais determinados, de bem com a vida.


E, sem darmos conta, saímos da nossa concha e damo-nos ao mundo, e aos que nos rodeiam sem reservas.


Sentimo-nos bem, livres, realizados, felizes, imunes a qualquer factor externo que nos possa, de alguma forma, afectar.


 


 


E existem outros em que, sem percebermos, mudamos. 


A alegria passa a melancolia, o positivismo a negativismo, a confiança a insegurança, a determinação a receio. 


Deixamos de ser aquela pessoa que demos a conhecer, para sermos alguém que antes não existia.


Sem querer, voltamos para dentro da nossa concha, onde nos podemos fechar e sentir protegidos, mesmo de perigos que não existem.


 


 


Para quem nos observa de fora, pode parecer que estivemos a fingir algo que não éramos, que passámos uma imagem de nós que não corresponde à realidade de quem somos.


Mas não é verdade.


A nossa essência mantém-se. Algumas vezes a nu, outras, com armadura, o que torna mais difícil reconhecê-la.

6 comentários:

  1. Interessante, parece que estás a falar de mim. Estou na fase de voltar à concha ;)

    ResponderEliminar
  2. A vida faz das suas.
    Mas tudo tem o seu retorno.
    Bom Ano, Marta.

    ResponderEliminar
  3. ola gostei muito da metáfora da concha , e exatamente como eu me sinto frágil por dentro e forte por fora .) e tal mascara que usamos para que ninguém entenda o que passamos por medo ou vergonha do que os outros vão pensar , mas chega a uma fase que não aguentamos mais a pressão.
    Enfim

    ResponderEliminar
  4. Eu já tenho reparado que, por norma, quando está a passar algum "temporal" por mim me mantenho firme e de pé, e depois, quando passa e já não há perigo, desabo sem que nada o fizesse esperar, afinal, o pior já tinha passado sem me derrubar!
    Neste caso, é mais noutro sentido. Quando nos sentimos bem e seguros, abrimos a concha e até vivemos bem fora dela. Mas, quando acontece o inverso, voltamos para dentro da nossa concha e por vezes até nos fechamos lá.
    Obrigada pela visita!

    ResponderEliminar
  5. Para ti também, Maria!
    Acho que estas variações fazem parte da vida, tal como as estações do ano :)

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!