
Fiquei estupefacta com a notícia.
Embora seja cada vez mais o "prato do dia" nas escolas, o choque é ainda maior quando acontece numa escola tão perto de nós. Na escola onde a minha filha passou os últimos 5 anos.
Sem incidentes desta dimensão.
Fiquei hoje a saber que a directora da antiga escola da minha filha foi agredida, violentamente, por um aluno de 15 anos, e teve que ser socorrida e levada para o hospital.
E a pergunta que fica no ar é:
Com que vontade, gosto, prazer, satisfação, alegria, vai um professor para uma escola, ensinar os seus alunos, depois de situações como esta?
Eu diria que cada vez menos...
Por enquanto, ainda vamos vendo quem tenha a coragem, para ignorar uma situação isolada, ainda que grave, em prol daquilo que tem gosto em fazer, pelos restantes que nada tiveram a ver com a situação.
Mas, a continuar assim, até quando?
Até quando irão haver professores nas nossas escolas, se nada mudar?
As escolas têm que começar a punir a sério, este tipo de comportamento! Até há pais que batem aos professores, por ter colocado o seu filho de castigo.
ResponderEliminarUma notícia triste a todos os níveis... a começar pela perturbação emocional dos jovens que os leva a cometer atos desta natureza e a terminar no sentimento generalizado de insegurança e desmotivação que geram... muito triste mesmo.
ResponderEliminarÉ, de facto, uma reflexão muito pertinente....para muitas famílias é difícil entenderem que, nas escolas as crianças e jovens formam-se, em casa recebem educação... e crianças e jovens violentos são o espelho de famílias violentas.... Portanto se algo tem de melhorar terá de ser em família!!!!
ResponderEliminarconcordo com tudo.....repito..com tudoo que foi aqui escrito...apenas fico curioso se vao dizer que foi um caso isolado...uma situaçao pontual...é que aqui foi um diretor..
ResponderEliminarUm problema que merece a atenção de todos, com uma maior participação dos pais, nas escolas.
ResponderEliminarQue tristeza. Onde isto irá parar?
ResponderEliminarCom nenhum, depois de ter sido insultado de tudo e mais alguma coisa numa sala d e aula, de ter sido de novo ameaçado, pelo mesmo miúdo cuja família já me tinha ameaçado, cujo irmão do aluno espancou um colega meu corrdenador de uma das escolas do agrupamento, deixando-o vários dias no Hospital, a Direção simplesmente não fez nada, fui dar aulas e a meio da manhã tive uma ataque de pânico que já há muito andavam controlados, fui ao Hospital. No dia seguinte levantei-me e tive outro ataque de pânico, em vez de ir para a Escola fui à médica que me pôs em casa. Esses são os casos que chegam aos jornais mas há muitos mais, uma coelga minha foi espancada por uma aluna e a escola nem a polícia chamou, a preocupação foi deixar tudo bem abafadinho.
ResponderEliminarSubscrevo Maribel.
ResponderEliminarAqui neste caso, também para já ninguém quis falar para os jornais locais, para já. Mas parece que já descobriram a mãe do rapaz.
ResponderEliminarJá não deve ser a primeira vez que acontecem incidentes. Mas nunca passam cá para fora.
Ainda no outro dia estivemos a falar com um professor que foi chamado à atenção pela forma como se passou com um aluno que estava a passar dos limites.
Só que aí, quando o pai soube, ficou do lado do professor.
Aqui neste caso, pelo que li, o rapaz não gostou de ser excluído de um passeio, por mau comportamento, e levou um pau para a escola, para mostrar a sua indignação.
ResponderEliminarSer professor, hoje em dia, é uma profissão de risco.
ResponderEliminarHá uma dificuldade cada vez maior em lidar com os jovens da actualidade, que são fruto de uma nova forma de educar (ou deseducar), de uma liberdade muitas vezes excessiva, e algumas vezes de problemas resultantes da própria estrutura (ou desestrutura) familiar.
Maribel, nem sempre crianças e jovens violentos reflectem apenas famílias violentas. Muitas vezes, é também reflexo da sua própria personalidade. Acontece algumas vezes os pais terem dois filhos totalmente diferentes, apesar da mesma educação e valores passados a ambos.
ResponderEliminarDa mesma forma, não sendo essa a principal responsabilidade da escola, ainda assim os professores podem ter um papel importante na vida de alguns destes jovens mais problemáticos, não só na sua principal missão - ensinar - mas também em todo um apoio que, muitas vezes, falta em casa.
Mas, como é óbvio, os professores não fazem milagres. E o que se assiste hoje em dia é a uma violência crescente, a todos os níveis e etapas de vida.
Aqui terá sido um caso pontual. Pelo menos, que se tenha tido conhecimento. Mas que deixa de ser pontual no actual panorama de violências que ocorrem constantemente em escolas.
ResponderEliminarSegundo li, o aluno anda a ser acompanhado em pedopsiquiatria, e já apresentava problemas comportamentais.
ResponderEliminarLi algures que, daqui a uns anos, a educação nas escolas estará em risco, com os professores a desistirem da sua profissão, por estes e outros motivos.
ResponderEliminarPois aqui, neste caso a mãe incentiva o comportamento do aluno e leva o pai e o resto da família por arrasto.
ResponderEliminarTens razão Marta, assim é...
ResponderEliminarMarta
ResponderEliminarUma simples questão: como soubeste disso?
Vi numa publicação de um jornal da região.
ResponderEliminarEntretanto, hoje, a minha filha também ouviu comentar na escola, mas que não seria tão grave como noticiaram.
É uma realidade bem triste,infelizmente,pelas piores razões!! Eu não gosto de acompanhar os noticiários na televisão porque só transmitem desgraças deste tipo e de outros tipos que não vale a pena acompanhar!! O meu pai é assinante do jornal da nossa zona,é uma tristeza o que ele traz para notícias mais importantes!! Espero que esse rapaz seja punido e que a professora fique bem de saúde,isso é o mais importante!!
ResponderEliminar" directora"
ResponderEliminarA primeira vez que leio de uma agressão à directora.
Digo-te , Marta, que raramente as direcções das escolas deixam passar estes casos cá para fora , abafam tudo,não querem que as suas escolas fiquem "manchadas".
E o professor tem de resolver sozinho, ou em conselho de turma,daí a minha admiração ter sido a " directora" o alvo
Não consigo escrever muito mais, tenho teclado meio doido, perco a paciência a escrever.
Beijinho
Boa pergunta: até quando?
ResponderEliminarNa prática, ela é directora mas também professora.
ResponderEliminarSeja como for, o que é certo é, da parte da própria escola, não saiu nenhuma informação.
Soube, mais tarde, pelo meu tio, que o dito agressor tem afinal, cerca de 11/12 anos, e é da turma no neto.
Esta semana, quando vinha para o trabalho, vi a directora com alguns colegas a sair do restaurante onde costumam almoçar.
Estava aparentemente bem, sem sinais de que tivesse sofrido, dias antes, uma agressão tão violenta como publicou o jornal local.