sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O "tempo certo" existe?

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Certamente já ouvimos, ao longo da nossa vida, a expressão "tempo certo".


Ah e tal, "tudo tem um tempo certo para acontecer". Como se tivessemos que ficar à espera que esse "tempo certo" chegasse, para podermos viver, para podermos ser felizes, para que as coisas aconteçam.


Ou, então, "não era o tempo certo". Como se tivéssemos adiantados, ou atrasados, em relação ao momento em que as coisas deveriam acontecer.


 


Depois, há ainda quem vá mais longe, e estipule qual é o "tempo certo" para determinadas situações, como se fosse uma regra universal, na qual nos devemos basear para reger a nossa vida, as nossas acções, os nossos sentimentos. 


E ai de quem se atrever a ignorá-lo. As críticas não tardam a cair em cima. Ora porque é cedo demais. Ora porque já é tempo demais.


 


Mas, afinal, o "tempo certo" existe?


O "tempo certo" é o nosso tempo.


Aquele de que precisamos.


Aquele em que queremos agir.


Aquele que escolhemos.


E não tem de, nem deverá, ser igual ao dos outros, porque cada pessoa é diferente, e o tempo de cada uma é, por isso mesmo, também diferente.


 


 

7 comentários:

  1. Olá Marta, concordo plenamente contigo.
    Para além de cada um ter o seu tempo, a vida não é igual para todos.
    Há coisas que não controlamos, embora fosse da nossa vontade.

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  2. Cada um tem a sua noção de tempo, de certeza e de incertezas ...
    Bonita reflexão, Marta

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  3. E quantas vezes somos os maiores críticos no nosso próprio tempo, como se nos sentíssemos, de alguma forma, culpados.
    Obrigada, Luísa!
    Beijinhos

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  4. O mal é estarem sempre a comparar o tempo dos outros com o nosso. E por vezes nós próprios vamos nisso. Erradamente.

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  5. Talvez fosse bom haver "um tempo certo" bastaria ficarmos à sua espera...
    Beijinho

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  6. De certa forma, ele existe!
    Mas não é universal.
    Por um lado seria mais fácil, porque já sabíamos com o que contar. Por outro, se o tempo certo fosse o mesmo para todos e nos limitássemos a esperar que ele chegasse, não passaríamos de robots.
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  7. O tempo é o nosso, aquele que em que queremos agir...
    Bolas, mas quando se está à espera dos outros para tomarmos decisões e seguir em frente, ou não, o tempo já não é o nosso e tira-nos a paciência
    Muito bom, Marta.
    Gosto muito das tuas reflexões.
    Bom fim-de-semana

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