sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Educar é um processo contínuo

O Educador Social e a sua intervenção em contexto e território educativo - Educação  Social


 


Não é um impulso.


Não é um rasgo súbito.


Não é um acto isolado.


Não são pedaços atirados, quando bem calha, sem qualquer outro contexto ou suporte.


 


Não pode ser encarado como algo que, um dia, num determinado momento, as pessoas se lembram, quando antes, nunca se preocuparam e, tão pouco, deram o exemplo e, provalmente, depois disso, volta a cair no esquecimento.


 


Como é que pessoas que pouco participam no dia a dia,  e que muitas vezes, quando se intrometem, têm comportamentos que deseducam mais do que educam, podem querer, em determinada situação, educar e esperar que os outros assimilem e respeitem?


 


Como é que podem querer assumir o papel de educador, como quem veste uma fantasia de carnaval ou no halloween, apenas para a ocasião?


 


Educar não é fácil.


Nem sempre o fazemos da melhor forma.


Muitas vezes, erramos.


Mas convenhamos que, ainda que não seja bom, é permitido e perdoado a quem está lá todos os dias, a tentar fazer o seu melhor, aprendendo hoje, para não repetir amanhã.


 


Mas se há coisa que me irrita, é pessoas que passam pelos pingos da chuva e, um dia, acordam e lembram-se que, naquele dia, do nada, querem educar alguém.


Se é mau?


Não necessariamente.


Mas é quase um "entrar por um ouvido, e sair pelo outro", porque quem elas se lembraram de educar, não olha para essas pessoas como verdadeiros educadores. Apenas como alguém que acordou para aí virado, mas que depressa voltará a dormir, e desaparecer.


E, se nos dias seguintes, essas mesmas pessoas fizerem, precisamente o oposto do que tentaram ensinar, então é ainda mais garantido que nunca será assimilado, nem produzirá qualquer efeito.


 


Por isso, se as pessoas querem ser encaradas como educadoras, respeitadas e levadas a sério, t~em que perceber que educar é um processo contínuo. Sem folgas, feriados ou férias.


 

5 comentários:

  1. Penso que não haverá nada mais trabalhoso e com maior dedicação do que educar...
    Beijinhos e um bom fim de semana!!!

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  2. Achas?!
    Verdade. Não é fácil. Não há fórmulas perfeitas. Mas quem quer assumir o papel tem que fazê-lo a tempo inteiro, não quando lhe apetece.

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  3. Concordo
    É um trabalho diário, contínuo. Muitas vezes, ingrato. Deixa-nos numa pilha de nervos. Outras, compensador, e enche-nos de orgulho.
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  4. Eu sei.
    E olha que cá em casa assume a educação do filho , e que devia ser a dois.

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