sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Desafio de Escrita do Triptofano #4

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Jogador: Surpreendida?


Bela: Deveras.


Jogador: Queria passar algum tempo contigo. E uma partida de xadrez pareceu-me um bom desafio.


Bela: Para ti? Ou para mim?


Jogador: Para ambos.


Bela: Vamos, então, elevar a fasquia ao desafio. Se tu venceres, continuarei tua prisioneira. Se eu te vencer, libertas-me para sempre!


Jogador: Mas tu já és livre! Não te tenho acorrentada. Tão pouco, amordaçada. Dou-te tudo o que queres. Faço tudo o que me pedes.


Bela: Então, não terás qualquer problema em aceitar o desafio.


Jogador: Certo. Assim seja. Mas sabes que tudo o que faço é para te proteger. Há por aí muita gente que não te quer bem.


Bela: E julgas que eu não me sei defender sozinha e, por isso, preciso de ti?


Jogador: Eu sei que até te podias defender. Mas eu amo-te. E que ama cuida.


Bela: Claro! Como quem cuida de uma flor muito sensível que, à mínima intempérie, se pode quebrar!


Jogador: Eu não te considero frágil, mas com a minha força, aliada à tua, somos mais fortes.


Bela: Pois... Se tu dizes...


Jogador: Acredita. Já tenho muita experiência. Sei do que falo.


Bela: E no xadrez, também és assim tão experiente?


Jogador: Não me quero gabar, mas costumo sair vencedor.


Bela: A sério?! A mim, parece-me que talvez tenhas esquecido algumas regras fundamentais.


Jogador: De que regras falas?


Bela: A primeira, é nunca misturar jogo com amor! Tira-te o discernimento.


Jogador: Achas? 


Bela: Tenho a certeza! A segunda regra é perceber que a paciência é uma virtude, e pode ser a tua melhor aliada. Sobretudo, no xadrez. Se a perdes, perdes-te. E tu, acabas de perder. Xeque-mate!


 


Texto escrito para o Desafio de Escrita do Triptofano


 


Também participam:


Bii Yue


Ana de Deus


Triptofano


Maria Araújo


Cristina


Bruno


Maria


 


 


 


 

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