sexta-feira, 1 de julho de 2022

De quem é a culpa, não sei. Mas são sempre os doentes a pagar!

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Há uns dias, o meu pai teve que ir, de propósito, fazer um exame ao hospital.


Ontem era dia de consulta. Estava marcada para as 14 horas.


A médica, vimo-la chegar, só apareceu no serviço depois das 14.30h.


Antes disso, já o meu pai tinha feito um electrocardiograma, e ido à consulta de enfermagem que, basicamente, serviu para medir a tensão arterial e a temperatura, e fazer perguntas da praxe, que voltam a ser repetidas, de cada vez que é chamado para fazer alguma coisa. 


 


É então chamado, não para a consulta, mas para fazer o exame que já tinha feito no outro dia.


Perguntei se tinha que repetir. Expliquei que já tinha feito. A técnica confirmou.


O problema é que a técnica não fez o relatório e a médica, não o vendo, achou que não tinha sido feito e, por isso, mandou fazer outra vez. 


Ora, se afinal o exame poderia ter sido feito no mesmo dia, porque nos fizeram lá ir de propósito, antes?


E porque é que a técnica, em 10 dias, não tinha o relatório feito?


Lá nos disseram que assim não era preciso, e voltámos à sala de espera.


 


Para a consulta, já foi chamado perto das 16h.


E aqui, confesso a minha ingenuidade de acreditar que um médico, quando recebe o paciente na sala, já olhou minimamente para o processo dele, e saiba o motivo de ele estar ali.


Pelos vistos, não.


Estava a consultar tudo na hora. Não sabia quem o tinha encaminhado para as consultas.


Perguntou se tínhamos levado a medicação que estava a tomar.


Ora, eles têm tudo isso na ficha do paciente, até porque foi tudo tratado no mesmo hospital.


 


Quanto à consulta propriamente dita, foi-nos dito que é necessário mais um exame para confirmar as suspeitas que têm, e para decidir o que fazer. Exame esse que há-de ser marcado para breve.


E isto irrita-me.


Por que raio não fazem logo os exames todos de uma vez, e nos obrigam a ir lá vezes sem conta, às prestações?


Um exame num dia, umas análises noutro, pelo meio uma consulta, depois outra consulta.


Doente sofre, desespera e perde a paciência.


Será esse o objectivo? Fazer as pessoas desistirem, e é menos um a "entupir" o serviço?


 


Adiante, se se confirmar as suspeitas, será necessário um cateterismo para substituir a válvula que está calcificada, e impede a saída do sangue do coração. Este procedimento implica internamento e riscos que não sendo, à partida, graves, também não são bons. A alternativa é não fazer, e o tempo de vida é curto.


Se se verificar que o problema não é grave, a ponto de justificar esse procedimento, então vira "cobaia", porque terão que fazer outro tipo de estudo que explique porque é que o músculo do coração está fraco.


 


E, pelo meio, controlar os rins que, neste momento, são os que estão a dar mais problemas.


Ontem fez as análises que o médico tinha pedido. Vamos ver o que vai dizer na próxima consulta.

10 comentários:

  1. Marta, há exames que não podem ser feitos no mesmo dia!
    No caso dos primeiros podia, há vários tipos de exames cardiológicos que têm de ser feitos primeiros e não se podem pedir todos de uma vez.
    É um gasto desnessários.
    O meu pai fez vários exames cardicaos para descartar ou não o caterismo que é muito invasivo.
    O meu pai acabou por fazer o cateterismo que acabou por esclarecer que afinal o caso dele não era tão grave, quanto parecia nos exames que fez.
    E sim o médico devia primeiro olhar para a ficha do doente.
    Hoje em dia é tudo a correr...
    Mas no entanto a medicação que o doente fazia na consulta anterior, pode não ser a actual.
    Que exame mandaram fazer agoar?

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  2. É mesmo, não sabemos quem tem a culpa, mas o doente é que vai e vem sem necessidade...
    Bom fim de semana

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  3. tantos poderiam diariamente (daqui em diante ) estar a relatar casos semelhantes. Sempre tristes, quando nao revoltantes.
    Ainda assim é sempre a visao, o sentir da vitima, do cliente.

    Mas olhado de fora, o sistema nao ´
    é comparável a uma linha de montagem de automoveis.
    Mas é ( o sistema) uma enormissima e labirintica e MANUAL fabrica.

    Desejo que o grau de satisfaçao cresça, concretamente no tocante ao atendimento do pai pelo sistema.

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  4. Neste caso o exame que terá que fazer, que só sei que injectam qualquer coisa na veia para depois observarem os movimentos do coração, é para ver se há a necessidade do cateterismo. Esse cateterismo não funcionará como meio de diagnóstico, mas como tratamento, para levar a válvula nova ao coração.
    Ele já disse que não vai fazer nada, porque o ter pouco tempo de vida é o melhor que lhe pode acontecer, limitado como está.

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  5. E ele fica mais doente de lá ir, do que em casa
    Beijinhos e uma boa semana!

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  6. Imagino que haja muitas mais queixas, e mais graves do que este desabafo.
    É sempre a visão do doente, ou dos familiares.
    Pelo lado dos médicos, poderiam dizer que atendem doentes a mais do que deveriam, que já vão almoçar depois da hora e por isso atrasa tudo. Que têm tanto serviço que nem conseguem olhar para quem vão atender antes.
    No dia em que fomos fazer o exame, a própria técnica queixava-se que era um doente a seguir ao outro, que já estava cansada (isto ainda de manhã), e que nem tempo tinha tido para ir à casa de banho.
    Mas, no fundo, quer queiramos, quer não, tudo acaba por se reflectir no doente.

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  7. Antes do caterismo o meu pai fez a cintigrafia cardíaca. Os caterismo hoje em dia são mais simples, não vão pela veia da perna. Não o.podes obrigar. Mas ia-lhe dar qualidade de vida.

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  8. Está a fazer todos os passos corretos para descartar todas as hipóteses! Como te disse são exames caros, que não se podem pedir sem haver necessidade.

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  9. Sem dúvida! O que já se faz em determinados hospitais com a falta de recursos humanos e materiais já é um milagre! E depois claro que há os que morrem ou ficam com sequelas para a vida pela falta deles...

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