sexta-feira, 18 de agosto de 2023

1 Foto, 1 Texto #4

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Ajudar a voar, ou cortar as asas?


Incentivar o voo, ou amedrontar?


Amparar a queda e cuidar das feridas, ou abandonar à sua sorte?


 


No outro dia, vi este passarinho.


Primeiro, pousado na janela de uma casa.


Depois, veio a voar pela rua.


Ora pousava no chão, e bicava o alimento que por ali encontrava, ora voava até aos arbustos, e ficava ali a decidir o próximo movimento.


 


 


Muitas vezes, vemos os nossos filhos como pequenos passarinhos.


Pensamos que não crescem (ou preferimos ignorá-lo).


Tememos que saiam do ninho cedo demais (ou assim achamos, porque para nós é sempre cedo).


Que não consigam voar.


Que caiam, e se magoem na queda. 


Que não consigam sobreviver.


 


Mas tudo isso faz parte da vida.


Se o passarinho não voar com o nosso apoio, ele voará na mesma, ainda que sem ele.


Por isso, em vez de pôr entraves, não será preferível incentivar o voo?


Aconselhar a melhor forma de bater as asas, de planar, de voar mais alto e aterrar com relativa segurança?


Não terá o passarinho, mais confiança, e mais tranquilidade, sentindo que lhe está a ser dada liberdade?


Que está a ser depositada, nele, a nossa confiança?


 


E se o passarinho cair e se magoar, não é preferível estar lá para ele?


Para tratar-lhe das feridas? Para ajudá-lo a ultrapassar esse incidente?


 


Não é isso que os pais devem fazer, relativamente aos seus filhos?


É preferível estar lá, presente, em todos os momentos, ou afastá-los, quando as coisas não são como queríamos que fossem?


Porque eles farão a sua vida na mesma, independentemente da nossa atitude para com eles.


A nós, pais, cabe decidir se estamos ao lado deles, ou contra eles.


Da minha parte, sem dúvida que estarei sempre ao lado da minha filha.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto


 


 

9 comentários:

  1. Texto que faz muito sentido. Pelo menos, eu penso da mesma forma.
    Os passarinhos têm de cair, têm de errar, para saber depois aprender e continuar, e com uma rede de apoio, serão uns pássaros felizes e voadores

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  2. Sendo mãe de três (já adultos) e avó de dois, só posso concordar com o sentido deste post. Isto é o bom senso da maternidade.
    Beijinho

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  3. Incentivar sempre, mas de olho no caminho dos miúdos.

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  4. "A nós, pais, cabe decidir se estamos ao lado deles, ou contra eles."

    Não é só isso que espero dos meus pais. Espero também conselhos que vêm da sua sapiência. O "decide tu" não me diz nada. ...

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  5. Concordo.
    Mas não era esse o sentido do texto.
    Claro que não é o "decide tu", e claro que devemos aconselhá-los.
    No entanto, se eles não seguirem esses conselhos, se errarem e baterem com a cabeça, vamos estar cá para eles, ao lado deles, ou mandá-los embora e dizer: não seguiste o meu conselho, agora não venhas cá?

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  6. Infelizmente, nem sempre está presente.
    Beijinhos e continuação de boa semana!

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