Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Indiferente a quem, por ali, andava a explorar o seu território.
Ao contrário de um outro companheiro, que se manteve atento, este ignorou a presença humana, preferindo alimentar-se.
E considerou-nos tão insignificantes, ou amigáveis, que nos virou costas, como se entendesse que não representávamos qualquer ameaça, ou perigo.
Não sei qual das espécies estava mais desanimada - a equina, por não ter propriamente um grande petisco à sua disposição, ou a humana, por perceber que não ia conseguir ver nada do que era suposto, vendo os seus planos defraudados.
A palavra é usada como gíria, na região do Pará, para expressar algo como “maldição” ou “azar”.
É também o nome da série brasileira, de quatro episódios, actualmente disponível na Netflix.
Tal como tantas outras, prometia muito, mas não deu quase nada.
A única palavra que me ocorre para descrevê-la é salgalhada.
Uma junção de vários bocados sem grande elo de ligação entre eles.
Sem aprofundar cada temática, ou personagem.
E com "separadores", inseridos várias vezes nos episódios, sem qualquer necessidade.
Uma história que começa com cyber bullying, após ser divulgado um vídeo de cariz sexual de uma adolescente, pelo rapaz com quem ela esteve.
Para a castigar, e esquecer a vergonha, a mãe decide levar a filha para casa da tia, na cidade, voltando à sua vida normal.
O pai, apesar de não concordar plenamente, não se opõe.
Portanto, há uma total falta de apoio, compreensão, união familiar.
Mas isso é pouco explorado, porque passamos para uma situação de abuso sexual, em casa da tia, por parte do companheiro desta.
E, mais uma vez, também isto é empurrado para um canto, para dar lugar ao rapto da Janalice, para uma rede de tráfico sexual.
Depois, temos uma outra família: pai, filho e mãe. O pai quer ensinar o filho a defender-se com armas. A mãe é totalmente contra. Diz que há muitas formas de o filho se defender, sem recurso a armas de fogo.
Certo é que tanto o pai, como o filho, são assassinados pelos "ratos" - um grupo de saqueadores que ataca os barcos de passageiros no rio para roubar. E a mãe, ao ter perdido a sua família, e sem conseguir qualquer ajuda da polícia, irá atrás deles para se vingar.
Entre corrupção, poder, miséria e cobardia, os caminhos de Mariangel e Janalice cruzam-se, pelo que passará a ser essa a missão: salvar a adolescente daquela rede, já que não conseguiu salvar o marido e o filho.
No fim, Janalice fica com Mariangel, que a salvou, em vez de voltar para junto dos pais, que a abandonaram quando mais precisava.
Está lá a ideia, a intenção, as temáticas e a lição a tirar, mas saiu tudo muito confuso.
Já tinham anunciado agitação marítima para ontem, por conta do furacão Erin.
Para quem arriscou ir à praia, pode ter achado que eram as habituais marés vivas de Agosto mas, a verdade, é que não foi isso o que aconteceu, e que provocou estragos, e diversos incidentes, no norte a sul do país.
Por aqui, na praia mais calma da Ericeira, o mar estava assim. Nem é bom imaginar como estaria nas restantes praias.
De manhã, ainda esteve bandeira amarela mas, à tarde, a bandeira vermelha não deixava dúvidas: não entrar no mar.
Nesse aspecto, as pessoas respeitaram.
Ainda assim, não deixava de ser, como tudo o que é perigoso, um espectáculo digno de ser visto, fotografado, filmado.
E eu não fui excepção!
Também por ali andava a tentar fotografar as ondas.
Os nadadores salvadores pediram-nos a todos para recuarmos, ainda que estivessemos a meio do areal.
Certo é que uma onda já tinha, antes, quase chegado ao bar.
Mas o mar tinha, temporariamente, acalmado um pouco.
Por isso, fui tentar a minha sorte novamente.
Distraída a tentar "apanhar as ondas", foi uma delas que nos apanhou!
A mim, sem grande susto, apenas a passar-me pelos joelhos, com alguma força, mas consegui voltar para trás na boa.
Já outras pessoas, não tiveram a mesma sorte.
Um homem que por ali andava a filmar, um pouco mais ao lado de onde eu estava, foi atingido por uma parte do passadiço, que a onda arrancou da areia, no tornozelo o que, aliado à força da onda, o fez desequilibrar-se e cair.
Felizmente, conseguiu levantar-se, mas tinha o tornozelo em sangue.
Imagino que tenha apanhado um valente susto.
Valeu-lhe o nadador salvador, que lhe prestou logo os primeiros socorros.
Qualquer um de nós, ali presentes, sabia como o mar estava.
E sabe, certamente, que o mar não é nosso inimigo, mas há que respeitá-lo.
Infelizmente, nem sempre (quase nunca) o fazemos. Nem o mar, nem a natureza, nem os perigos, nem os avisos. Costuma, até, ter o efeito contrário.
Depois, acontecem acidentes, incidentes desnecessários, e evitáveis.
Somos responsáveis pelas nossas atitudes.
E, por vezes, por causa delas, pomo-nos a nós, e aos outros, em perigo.
Não é que conviva muito com grilos (embora os oiça muitas vezes), mas sempre achei que teriam um aspecto diferente.
Por isso, quando vi este insecto, não fazia a mínima ideia do que era.
Curiosa, não quis deixar passar a oportunidade de lhe tirar uma fotografia.
Primeiro, mais à distância, até porque ele poderia escapar a qualquer momento.
No entanto, ao ver que ele não tinha pressa, atrevi-me a aproximar mais um pouco, entre a vontade de tirar uma foto mais mais de perto, e o receio de que o dito cujo começasse a andar e me pregasse um susto!
Depois, fui pesquisar, e fiquei a saber que este menino era um grilo-de-sela-de-Coruche, uma espécie exclusiva da Península Ibérica, encontrando-se grande parte da sua população da região centro de Portugal.
Um dia, de manhã, estava eu a falar com a minha filha, quando olhei, ao acaso, para a minha perna.
E vi uns "altos" na zona entre o joelho e o tornozelo. Parecia uma espécie de coágulos.
Achei aquilo um pouco estranho.
Em conversa com uma amiga, ela mencionou que parecia varizes.
Eu tenho derrames. Já a minha mãe tinha. E a minha filha também. Mas varizes, nunca tinha percebido.
Aliás, isto é uma coisa recente. Já tinha reparado que as minhas pernas e pés andavam a inchar um pouco nos dias mais quentes. Mas estes coágulos, não tinha visto. Percebi depois que, na parte de cima, também tinha uma veia estranha, com altinhos.
Marquei consulta do dia no Centro de Saúde, destinada a casos mais urgentes.
A médica viu, confirmou que eram varizes, e passou-me um eco doppler para fazer.
E avisou-me logo da "regra número um": nunca cruzar as pernas!
Pois...
É a mesma coisa que dizer a um guloso que nunca mais na vida vai tocar num doce. Ainda, assim, acho que era mais possível isso acontecer, que eu deixar de cruzar as pernas. É automático! Quando dou por mim, já elas estão cruzadas de novo.
Fiz, então, o dito eco doppler.
A médica que me fez o exame informou-me que tinha varizes, que teria que mostrar o exame à médica de família, que me encaminharia para a especialidade, e que deveria pensar em cirurgia.
Como assim, cirurgia?
À pessoa que estava lá antes, só tinha dito para comprar e usar umas meias de compressão.
No relatório, consta que tenho "insuficiência troncular do eixo da veia safena interna, território de drenagem de colaterais varicosos da face interna da perna" na perna esquerda, e "insuficiência troncular do eixo da veia safena interna", na perna direita (apesar de nesta não se ver nada).
Como só tenho consulta com a médica de família em setembro marquei, para hoje, uma consulta de cirurgia vascular no privado.
Para ter uma opinião médica sobre o meu caso, perceber se há tratamentos (e quais os mais indicados) que evitem a cirurgia, algumas medidas que possa pôr já em prática, algum medicamento que possa tomar, ou se a cirurgia é mesmo a solução mais viável.
E nesse caso, que tipo de cirurgia.
Assim, quando tiver a consulta no público (sabe-se lá quando), já não vou às cegas.
E é isto: como havia poucas coisas para me chatear a nível de saúde, tinha que vir mais uma.
No entanto, estava um pouco cansada de ver mais do mesmo.
Ao contrário do que andei a ver até aqui, séries curtinhas, com muita acção, suspense e reviravoltas, numa espécie de volta na montanha-russa, estava a apetecer-me algo diferente.
Uma série familiar. Uma história em que sentisse que fazia parte da mesma.
Foi assim que dei por mim a começar a ver Virgin River!
Virgin River tem um pouco de tudo o que podemos encontrar noutras séries, incluindo os ingredientes que mais aprecio mas, ao contrário das séries curtas, assemelha-se mais uma volta tranquila e demorada na roda gigante, com tempo e calma para apreciar a vista, para uma conversa, para um momento intimista. E não apenas adrenalina.
Algo que se vai saboreando devagarinho, apreciando aos poucos.
Como uma bebida que nos aconchega e reconforta.
Uma iguaria que se prova por prazer, e não por mera fome.
Aliás, o facto de seis temporadas mostrarem, em termos práticos, cerca de apenas nove meses de história, já diz muito sobre como as coisas decorrem lentamente.
Virgin River é mais do que um lugar para viver.
É uma comunidade, no verdadeiro sentido da palavra.
E os seus habitantes, como uma grande família.
Com direito a zangas, mexericos, intromissões nem sempre desejadas na vida uns dos outros. Mas também a entreajuda, apoio, camaradagem e união.
No fundo, estão lá uns para os outros, para o bem e para o mal.
E nós sentimo-nos, ao longo de seis temporadas (a caminho da sétima), parte dessa comunidade, dessa família.
Tudo começa quando Mel aceita uma proposta de trabalho, como enfermeira, e se muda para Virgin River.
Lá, conhece Jack, com quem vai viver uma história de amor com muitos contratempos pelo caminho.
Confesso que a Mel me irrita um pouco, de tão bondosa e "melosa" que é. Existem pessoas assim?! Foi bom ver que, de vez em quando (muito raramente), ela também tem um outro lado.
Exceptuando o querer meter-me na vida dos outros, identifico-me mais com a personalidade da Hope - teimosa, orgulhosa, prática, um pouco fria na forma como age e diz as coisas, embora tenha um coração enorme.
Na verdade, o que não falta é personalidades fortes, humanos com lados mais bonitos e mais sombrios.
O que é comum a quase todas, é o cresimento, a aprendizagem, a transformação que vai ocorrendo a cada temporada.
Não vou aqui falar de seis temporadas de uma história que está longe de ter fim, mas posso dizer que a quinta e a sexta temporada foram as que tiveram mais desenvolvimentos, as que mais me emocionaram, e as que mais gostei.
Compreendo a frase, tem alguma lógica, mas não concordo totalmente.
Acredito que, mesmo navegando com destino, e com o devido planeamento, há coisas que não estão nas nossas mãos, que não controlamos, que não dependem de nós - o tal vento que, muitas vezes, contra as expectativas e previsões a favor do rumo que traçámos, se lembra de soprar contra.
Por outro lado, percebo que andar à deriva, sem saber para onde, sem qualquer plano ou destino concreto, sem uma rota traçada, para além de nos fazer perder tempo, pode não nos levar a lado nenhum, e deixar-nos perdidos no oceano.
Mas, por vezes, mesmo no meio do incerto, pode surgir um vento favorável, com o qual não estávamos a contar e, ele próprio, empurrar-nos na direcção certa, levando-nos a bom porto.
Confesso que comecei a leitura a antipatizar, de imediato, com Laure.
É certo que está a passar por um momento delicado, que Iris e Gabriel são seus amigos, e que há uma certa confiança entre eles, mas achei o comportamento dela invasivo, uma familiariedade e confiança excessivas.
Senti, tal como Iris, que já se estava a tornar uma situação sufocante, abusiva. E, tal como ela, não via a hora de Laure sair lá de casa.
Depois, há ali o mistério em torno de Gabriel, algo que o está a afectar em vários sentidos, incluindo a sua relação com Iris. A mensagem, a verdadeira mensagem deixada por Charlie antes de morrer. E o que a mesma significa.
E, no que respeita à descoberta de Laure, a recusa de Pierre em falar sobre o assunto. Em querer a companhia de Gabriel. Em esclarecer tudo com a própria mulher.
E, quando damos por isso, Laure está morta. E Pierre, descobre-se logo em seguida, também.
Se, quanto à primeira, aparenta ter sido um acidente, ou suicídio, não há dúvidas de que o segundo foi assassinado.
Mas, o que terá, de facto, acontecido?
E entre todas estas situações que entram Esme, Hugh e Joseph, os novos vizinhos, e o jardineiro, com quem Iris, Gabriel e Laure criam logo grandes laços.
Mas, com eles, mais segredos por desvendar, e outros tantos a esconder a qualquer preço.
Sinopse:
"Até onde pode ir a hospitalidade antes de se tornar uma ameaça? Iris e Gabriel acabam de chegar de umas férias inesquecíveis. Contudo, ao abrirem a porta, são surpreendidos com uma visita inesperada. Uma das suas melhores amigas, Laure, está instalada na sua casa - a dormir na cama do casal, a vestir as roupas de Iris e até a reorganizar a mobília. Laure acabou de descobrir que o marido tem uma filha fora do casamento e procura refúgio junto dos amigos. Iris e Gabriel querem apoiá-la, mas, rapidamente, o humor de Laure torna-se imprevisível e a sua presença, sufocante e perturbadora. Com a chegada de novos vizinhos e de um jardineiro com um passado duvidoso, o ambiente transforma-se num campo minado de tensões e desconfianças. Há segredos prestes a serem desvendados, alguns mais perigosos do que eles poderiam imaginar e capazes de abalar até as amizades mais sólidas. A autora bestseller B.A. Paris tece uma narrativa apaixonante e claustrofóbica, cheia de reviravoltas, mantendo o leitor agarrado até à última página."
Mas estava com uma grande expectativa em relação ao filme, talvez pelo trailer, e pela escolha da banda sonora do mesmo.
Olhando para trás, talvez nem fosse preciso ver o filme, vendo o trailer.
Uma pessoa acaba por perceber que é tudo muito previsível. Damos por nós a antecipar o que vai acontecer.
Para onde querem que nos viremos e como, certamente, é tudo menos isso.
Há quem compare este filme ao "Viver Depois de Ti", mas menos bom. Para mim, nem sei se devemos comparar.
O primeiro, transmitiu-me várias emoções. Este, nem por isso.
Ficou ali meio morno. Mais leve.
No fundo, só a mensagem é comum a ambos: viver o melhor que conseguirmos, no tempo que temos!
E isso inclui escolher a forma como lidamos com a doença, e com a morte.
Porque, por muito que todos à nossa volta, que nos amam, nos queiram vivos, isso nem sempre é possível.
Por mais que sofram, por mais frustrados que fiquem, estão a pensar nos seus próprios sentimentos e vontades, ignorando o sofrimento, os sentimentos e a vontade de quem vive a situação na própria pele.
Nem sempre há uma cura.
Nem todos os doentes querem passar os últimos dias da sua vida num hospital, ou submeter-se a tratamentos que os deixam ainda mais debilitados, sabendo que as hipóteses são mínimas, ou mesmo nulas.
E é difícil aos familiares aceitar a decisão que não é deles, e que vai contra aquilo que desejam.
Deixo aqui algumas das citações de que mais gostei no filme:
"Acho que a vida tem uma forma de fazer descarrilar até os melhores planos."
"Acho que nunca devemos arrepender-nos do que fazemos, só das coisas que não fazemos." - o que digo sempre em relação a mim
"Não vivemos mais tempo, só morremos mais devagar." - referindo-se ao tempo que se vai ganhando com tratamentos, mas que acaba por ser, maioritariamente, passado em hospitais.
"Só porque algo é fugaz não significa que não tem significado."
Poderá, a distância, invocar sentimentos que, depois, na presença do outro, se desvanecem?
Pode, a distância, levar-nos a sentir coisas que a proximidade aniquila?
É possível gostar-se mais de alguém, quando esse alguém está longe, do que quando está perto de nós?
Será possível duas pessoas darem-se melhor, ou serem mais compatíveis, quando afastadas uma da outra?
Talvez sim.
Porque, quando há distância entre duas pessoas, há conversas, há diálogo, há expectativas, há planos que se imaginam.
Há uma maior comunicação, um maior "à vontade" para exprimir aquilo que se sente.
Há um romantismo e uma idealização de como será quando ambos estiverem juntos. De como as coisas vão acontecer. De como vai ser bom matar saudades. O que vão fazer. Como vão aproveitar os momentos.
No entanto, mal a distância dá lugar à proximidade, tudo muda.
Fica-se com a sensação que, afinal, não se gosta assim tanto.
Seja porque as coisas não aconteceram, exactamente, como seria de esperar.
Ou porque, com a proximidade, vem tudo aquilo que mina um relacionamento - a perda de autonomia e de espaço pessoal, os atritos da convivência, a rotina, a saturação, o assumir que tudo é garantido.
De certa forma, é como se a presença física repelisse, em vez de atrair.
A propósito desta questão li, no outro dia, uma frase:
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga velas e alimenta fogos." - François de La Rochefoucauld.
Talvez.
Mas também é certo que a paixão, qualquer que seja a sua intensidade, é um estado que não dura para sempre. Pelo contrário, é apenas uma fase breve, de transição.
Assim, o que acontece quando ela chega ao fim?
Creio que gostar à distância é sempre gostar pela metade. É sempre uma relação incompleta.
E, como tal, como pode ela satisfazer, ou resultar a longo prazo?
Fica sempre a dúvida se se gosta mesmo da pessoa, ou daquilo que idealizamos dela.
Se se quer uma relação verdadeira, ou a relação que imaginamos na nossa mente e que, depois, na prática, nem sempre corresponde à realidade.
Aquilo que, para determinadas pessoas é visto como uma forma de manter a chama acesa, para outras, é visto como água que, quanto mais se deita, mais o fogo corre o risco de se apagar de vez.
O problema é quando essas visões diferentes pertencem a duas pessoas que estão a tentar levar a bom porto uma relação, já ela, assente em bases muito frágeis.
Como conjugar estes dois entendimentos, totalmente opostos, num propósito comum?
Como agir, sem se estar limitado ou condicionado nos movimentos, pela outra parte?
Como equilibrar, de forma a que a outra parte não tenha o sentimento de que o seu espaço individual não está a ser respeitado?
Como distinguir a linha que separa a rotina que conforta e aconchega, da que sufoca e desgasta?
Porque afastamos de nós (ou nos afastamos de) as pessoas que nos querem bem?
Porque as tentamos manter à distância, mal se aproximam quando, momentos antes, sem elas, só desejávamos tê-las por perto?
Porque retribuímos carinho, com frieza ou desprendimento, quando não é isso que sentimos?
Porque é que, em vez de aceitar e guardar os gestos de atenção, cuidado e amor (seja de que tipo for) que têm para connosco, pegamos neles, amachucamos e arremessamos de volta, como se não os quiséssemos?