quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Respeitar o mar

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Já tinham anunciado agitação marítima para ontem, por conta do furacão Erin.


Para quem arriscou ir à praia, pode ter achado que eram as habituais marés vivas de Agosto mas, a verdade, é que não foi isso o que aconteceu, e que provocou estragos, e diversos incidentes, no norte a sul do país.


 


 


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Por aqui, na praia mais calma da Ericeira, o mar estava assim. Nem é bom imaginar como estaria nas restantes praias.


 


 


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De manhã, ainda esteve bandeira amarela mas, à tarde, a bandeira vermelha não deixava dúvidas: não entrar no mar.


Nesse aspecto, as pessoas respeitaram.


Ainda assim, não deixava de ser, como tudo o que é perigoso, um espectáculo digno de ser visto, fotografado, filmado.


 


 


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E eu não fui excepção!


Também por ali andava a tentar fotografar as ondas.


Os nadadores salvadores pediram-nos a todos para recuarmos, ainda que estivessemos a meio do areal.


Certo é que uma onda já tinha, antes, quase chegado ao bar.


 


 


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Mas o mar tinha, temporariamente, acalmado um pouco.


Por isso, fui tentar a minha sorte novamente.


Distraída a tentar "apanhar as ondas", foi uma delas que nos apanhou!


A mim, sem grande susto, apenas a passar-me pelos joelhos, com alguma força, mas consegui voltar para trás na boa.


Já outras pessoas, não tiveram a mesma sorte.


 


 


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Um homem que por ali andava a filmar, um pouco mais ao lado de onde eu estava, foi atingido por uma parte do passadiço, que a onda arrancou da areia, no tornozelo o que, aliado à força da onda, o fez desequilibrar-se e cair.


Felizmente, conseguiu levantar-se, mas tinha o tornozelo em sangue.


Imagino que tenha apanhado um valente susto.


Valeu-lhe o nadador salvador, que lhe prestou logo os primeiros socorros.


 


 


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Qualquer um de nós, ali presentes, sabia como o mar estava.


E sabe, certamente, que o mar não é nosso inimigo, mas há que respeitá-lo.


Infelizmente, nem sempre (quase nunca) o fazemos. Nem o mar, nem a natureza, nem os perigos, nem os avisos. Costuma, até, ter o efeito contrário.


Depois, acontecem acidentes, incidentes desnecessários, e evitáveis.


Somos responsáveis pelas nossas atitudes.


E, por vezes, por causa delas, pomo-nos a nós, e aos outros, em perigo.


 


 


 


 

4 comentários:

  1. Ontem o mar continuava bravo com as bandeiras vermelhas içadas.
    Os nadadores salvadores estavam vigilantes, mas há sempre idiotas que não respeitam e ainda agridem os nadadores salvadores, como foi em Leça.

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  2. Mas depois, quando estão em apuros, são eles que arriscam a vida para salvar esses idiotas.
    Por aqui, pelo que vi em fotos, o mar entretanto acalmou no final da semana.

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  3. Na mesma medida em que a proibição e o perigo são tentadores e funcionam ao contrário.

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