Para quem começou o ano com aquela esperança própria dos recomeços, depressa a terá perdido por conta das intempéries que têm afectado Portugal.
Enfrentar dois meses de chuva, de vento, de nevoeiro, de frio, já é complicado em termos emocionais. Para algumas pessoas, até, físicos.
Neura, dores no corpo, saturação, cansaço.
No entanto, as tempestades provocaram muito mais do que isso.
A Kristin foi a pior. Deixou um rasto de destruição, sobretudo na zona de Leiria.
A seguir, veio o Leonardo que, não sendo tão feroz, acabou por agravar o que já não estava bem.
E sem dar tempo para tréguas, a Marta.
Nesta altura, o caos já estava instalado, com muitas pessoas desalojadas, negócios destruídos, mortes.
Zonas sem água e sem electricidade, nem comunicações.
Regiões isoladas devido a deslizamentos de terras, abatimento das estradas, ruas inundadas, rios transbordados.
É certo que ninguém está preparado para a força da natureza.
Mas também é fácil de perceber que Portugal não está minimamente preparado para nada.
Nem para incêndios. Nem para cheias. Nem para fenómenos extremos de vento.
Falta prevenção. Faltam meios. Faltam soluções. Falta rapidez na resolução.
Não podemos viver sob o lema "casa roubada trancas à porta".
E já está aí mais uma, para não perdermos o ritmo - Nills.
Mas, mesmo sem tempestades anunciadas, o certo é que entre uma e outra, não para de chover.
E os riscos aumentam a cada dia que passa, a cada chuva que cai, a cada nova tempestade que surge num curto período de tempo.
Para muita gente, 2026 fica marcado, e não pela positiva.
O ano em que Portugal descarrilou devido a este amaldiçoado comboio de tempestades.
Agora, resta esperar por melhores dias, para fazer a única coisa que se pode fazer: reconstruir, reerguer, seguir em frente.

Já 2025 ficou marcado pelos fogos, tal como 2024. Agora em 2026, são as cheias. O Estado falha na resposta e na prevenção. As pessoas lutam como podem e desta vez vimos que atingiu pessoas de todos os quadrantes sociais e económicos.
ResponderEliminarAinda ontem me deparei com um texto que escrevi no blog em Abril de 2018, em que me perguntava se Portugal estaria preparado para as intempéries. É óbvio que não! De nenhuma espécie. Não é que as coisas não aconteçam na mesma, mas se calhar evitava-se muita coisa se houvesse planeamento, prevenção, fiscalização. Portugal opta por tentar remediar os erros que cometeu pela não prevenção, ao invés de se prevenir e preparar para os perigos. E nem nisso é de grande competência. Basta ver a quantidade de pessoas que ainda não têm electricidade em casa, ao fim de 15 dias.
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