segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Histórias Soltas #33: Destino



Ele confiava no destino.

Se este decidiu cruzar os caminhos de ambos, por algum motivo o fez.
Ele acreditava mesmo que, mais cedo ou mais tarde, ficariam juntos.
Ao que parecia, mais tarde. Não fazia ideia o quanto.
Queria dar-lhe espaço. Tempo.
Sabia que ela não estava pronta.
Que ainda não era o momento.
Ainda assim, de vez em quando, a impulsividade levava a melhor.
Uma vez ou outra, arriscava dar dois passos.
E, uma vez ou outra, percebia que talvez tivesse ultrapassado a linha, e tivesse de voltar a dar um passo atrás.
Por vezes, o desalento levava-o a afastar-se. 
A pensar se não estaria, apenas, a convencer-se de algo que só existia na cabeça dele.
Outras, sentia que, ao ritmo dela, havia receptividade.
E isso devolvia-lhe a esperança.
Levava-o a aproximar-se de novo.
Tinham muitas coisas em comum, algumas das mesmas paixões.
E o que tinham em oposto era, de certa forma, desafiante.
Ela podia não saber ainda, mas ele não tinha dúvidas de que iam viver uma história a dois.
Só não sabia quando...

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A semana numa imagem #14

 


Num dos meus passeios pelo parque percebi que o marmeleiro já está cheio de frutos.
A maior parte, ainda verdes. Outros, a ganhar cor.
Afinal, ainda é cedo. 
A época da colheita só começa lá para Setembro.
Se bem que, ali, duvido que alguém os vá apanhar para consumo.
Enquanto isso, enfeitam a árvore, e posam para a câmara, resultando em belas fotografias!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Eclipse Solar 2026


 



O dia 12 de Agosto de 2026 foi um dia histórico, em termos de fenómenos astronómicos: o alinhamento de seis planetas, o eclipse solar total (ou quase), e a chuva de Perseidas.
No entanto, o que mais deu que falar foi, sem dúvida, o eclipse solar, acontecimento raro em Portugal, tendo sido visto, anteriormente, em 1912, sendo que só se voltará a repetir em 2144.
Portanto, fosse pela oportunidade única na vida de assistir a este fenómeno, fosse pelas expectativas de ver o dia tornar-se noite e de experienciar algo que não se voltaria a repetir, nos últimos dias, até semanas, tudo pareceu girar em volta do eclipse.
A procura do melhor local para ter a melhor experiência. 
A corrida aos óculos especiais. 
Os mitos. 
Os receios. 
Os perigos. 
A curiosidade.
Às tantas, era uma espécie de luta entre o querer ver, mas ter medo de, por qualquer motivo, ainda que com protecção, a pessoa cegar.
Certo é que se organizaram-se encontros e eventos, de norte a sul do país, e Portugal quase "parou", naquelas duas horas, que prometiam ser um marco nas nossas vidas, e ficar na memória como inesquecíveis.
Quanto a mim, confesso, estava receosa, mas expectante. 
A primeira vez que vi, estava uma espécie de meia lua. Depois, um quarto minguante. E foi isto.
Sim, é giro ver. Mas uma desilusão.
Na minha zona o dia não escureceu. O vento fez-se sentir o dia todo, pelo que não foi efeito do momento. Não senti que a temperatura tivesse descido.
Foi um final de tarde igual aos outros, em que a diferença foi pôr uns óculos especiais e poder olhar para o encontro entre sol e lua.
Já vi fenómenos mais espectaculares e inesquecíveis que este, e sem serem anunciados com toda esta euforia, alarmismo, e promessas que, em muitos locais, não foram "cumpridas".
De resto, nenhum dos outros fenómenos do dia foi possível observar, porque, como sempre, as nuvens taparam o céu.
E por aí, como foi a vossa experiência?
Superou as vossas expectativas, ou defraudou-as?


 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A Mulher da Suite 11, de Ruth Ware


 

Na sequência de "A Mulher do Camarote 10" chega, agora, este novo livro da autora.

Com a maioria das personagens a transitar para esta nova história, Lo vai ter uma espécie de regresso a um passado ao qual, quase, não sobreviveu.

Mas, desta vez, o seu futuro é ameaçado de outra forma.

E ela tem muito mais a perder: um marido e dois filhos que ama.

Numa altura em que Lo está a tentar regressar ao nundo do trabalho, recebe um convite inesperado para uma estadia num hotel que irá ser inaugurado.

Um convite que pode relançar a sua carreira, sobretudo se conseguir uma entrevista exclusiva.

É lá que Lo reencontrará velhos conhecidos, que espetava nunca mais ver.

E quando a mulher da suite 11 lhe pede ajuda, Lo vê-se envolvida num homicídio do qual poderá vir a ser acusada, e passar o resto da vida na prisão.

Mas, será que a mulher da suite 11 a traiu? 

Ou haverá ainda esperança de que tudo tenha sido apenas um erro? Um mal entendido?

Certo é que essa mulher é a causa, a chave, e a salvação de Lo.

Só que fugiu. E ninguém sabe dela.

Posso dizer que gostei muito mais deste livro, que do anterior.

Cativa mais, tem mais ritmo, flui muito melhor.

E levanta questões como confiança, instinto, consciência, dever.

O que fazer quando alguém nos pede ajuda para salvar a sua vida, ainda que isso possa acabar por pôr a nossa própria vida em perigo?

Principalmente, quando já vivemos algo parecido antes, que quase nos matou?

Vale a pena ler!


domingo, 2 de agosto de 2026

Histórias Soltas #32: Só

 


Quase dois anos depois, permanecia só.

Em parte, por escolha.  Por opção.

Em parte, pelas circunstâncias. 

E, em parte, pela constatação de que dificilmente se entregaria de novo a uma relação.

Pelo menos, não com a entrega que deveria.

Se, por vezes, pensava em como lhe saberia bem ter alguém ao seu lado, logo esse pensamento era apagado por outro, que lhe dizia que, para aproveitar apenas alguns momentos, não valia a pena mudar a vida toda.

Diziam-lhe que, quando surgisse de novo o amor, todas essas resoluções seriam deitadas ao lixo.

Talvez...

Mas duvidava, até, que ele aparecesse.

Não que andasse à procura. Mas também parecia difícil que viesse bater à sua porta.

Por isso, mantinha a sua vida tranquila e solitária, sob o seu próprio comando.

Quem sabe com satisfação. 

Quem sabe com resignação.

Ou, quem sabe, com uma ínfima esperança...


 

sábado, 1 de agosto de 2026

Chegou Agosto



Mais um mês que agora chega.

Estamos a mais de metade do ano. Os meses vão-se sucedendo no calendário demasiado rápido.

Mês de férias, para muitos. O pico do verão. 

Mês de calmaria na grande cidade. E de confusão nos destinos turísticos.

Um dos meus (senão o) meses preferidos do ano.

Que traga com ele coisas boas!

Histórias Soltas #33: Destino

Ele confiava no destino. Se este decidiu cruzar os caminhos de ambos, por algum motivo o fez. Ele acreditava mesmo que, mais cedo ou mais ta...