quarta-feira, 4 de março de 2015

As dificuldades de uma colonoscopia

 


 


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Fazer colonoscopias não é fácil!


E não digo isto apenas pelo exame propriamente dito, mas pela dificuldade na marcação, pelo tempo de espera, pelo valor que se tem que desembolsar, e pela preparação que a antecede.


Um familiar meu teve que marcar este exame mas, aqui na zona, não fazem. Disseram-lhe que, pela caixa, só nas Caldas da Rainha, ou em Lisboa.


Ainda lhe sugeriram ir a uma urgência, mas tanto poderiam mandar fazer, como não. Ligou para alguns hospitais públicos que lhe responderam que teriam que analisar a situação, ou então que não faziam esse tipo de exame se a pessoa não fosse lá seguida.


Uma pesquisa por clínicas mais próximas também não deu frutos, porque não faziam pela caixa, e cobravam um valor exorbitante.


Finalmente, conseguiu marcar, telefonicamente, numa clínica em Mem Martins, por cerca de 50 euros. Para dali a um mês e meio. A primeira parte já estava. 


Dois dias antes do exame, começa a tortura da fome! Só alimentos líquidos, triturados, sopas ralas e pouco mais. Na véspera do exame, a mesma coisa até uma determinada hora porque, a partir daí, começa o jejum e o "tratamento de choque"! 


Sei do que se trata porque já passei pelo mesmo há uns anos quando tive que fazer um urograma. Beber 4 litros de uma preparação com um sabor horrível que, quando vamos a meio do primeiro litro, já só nos apetece vomitar (devo confessar que, no meu caso, só consegui chegar aos 2,5l).


Finalmente, o dia do exame que, felizmente, já pode ser feito com recurso à sedação, o que reduz substancialmente o incómodo e as dores que as pessoas mais temiam neste tipo de exame. 


Mas, atenção! Quem optar pela sedação tem que ir acompanhado, porque vai ficar completamente "pedrado" e não vai ser capaz de fazer mais nada nesse dia. O efeito só passa ao fim de algumas horas.


Bem vistas as coisas, um exame feito com credencial, pela caixa, numa clínica privada, mais o custo da preparação, ficou em mais de 70 euros, mas até nem teve que esperar muito. Em média, as marcações estão a demorar entre três e cinco meses.


Em Lisboa, por exemplo, apenas cinco clinicas que fazem o exame pelo serviço nacional de saúde no centro da cidade.


"Será um problema de preço ou pagamento? “Não queremos crer que seja um problema de preço. Se for marcar uma colonoscopia pelo Serviço Nacional de Saúde ou não marcam ou marcam com muito prazo. Na mesma unidade, no mesmo minuto, se for marcar uma colonoscopia paga particularmente marcam para a semana seguinte”, diz Vítor Neves, presidente da Europacolon.


Ora esta é apenas uma situação, no meio de muitas com igual importância, mas a necessidade de realizar este tipo de exames com rapidez, para despiste de doenças que devem ser detectadas o quanto antes, leva as pessoas a recorrer a outras alternativas e a pagar do seu próprio bolso, exames que são comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, mas cuja marcação e tempo de espera para realização tornam impossíveis de realizar através desse mesmo serviço. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Dia Nacional sem Saltos


Vem aí, logo a seguir ao Dia Internacional da Mulher, o "Dia Nacional sem Saltos"!


É já a 9 de Março, por ocasião do 56º aniversário da Barbie que, pela primeira vez, tira os saltos altos e convida todas as mulheres portuguesas a fazerem o mesmo, declarando o "Dia Nacional sem Saltos".


Para celebrar o momento, a Barbie associou-se à marca de calçado portuguesa Cubanas, para a criação de uma edição especial limitada de 100 pares exclusivos da colecção Barbie X Cubanas. (mais informações aqui).


Quanto a mim, vou aderir sem qualquer problema até porque quase todos os meus dias são dias sem saltos. E quanto a vocês?

O que continua a falhar na educação escolar?

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Quando falamos do número elevado de reprovações de alunos, não basta apenas encontrar uma maneira de remediar essa tendência mas, acima de tudo, perceber o que a ela conduz, de modo a preveni-la.


É necessário analisar, sobretudo, as causas do insucesso escolar, os factores que contribuem para os maus resultados e que culminam nas reprovações.


No processo da educação escolar, há que ter em conta todos aqueles que, de alguma forma, nele intervêm


(seja directa ou indirectamente). Há que ter em conta quem está do lado de lá, a ensinar (ou a tentar), quem está do lado de cá a aprender (ou a tentar), e o que está a ser transmitido ou ensinado e a forma como é feito.


Há que ter em conta as condições em que esse processo se desenrola. Há que ter em conta factores externos ao ensino, mas que afectam a sua qualidade, a forma como é encarado, como é dado e recebido.


Antigamente, o ensino primava pela rigidez, inflexibilidade e severidade, o que era mau. Hoje começa a acontecer o inverso. 


Os professores, como um dos elementos chave na questão da educação escolar, têm um papel importante no processo. É fundamental que gostem daquilo que fazem. E que estejam motivados! Que tenham a aptidão de saber lidar com a turma em geral, e com cada aluno em particular. Que tenham o talento de captar a atenção daqueles a quem ensinam, e de conseguir que a mensagem seja recebida e apreendida. Que estejam disponíveis para ajudar, que tenham tacto para averiguar determinadas situações que se passam com os seus alunos dentro e/ou fora da escola. Que, mais que meros professores, sejam também amigos. Embora haja muitos professores que têm as qualidades para exercer a profissão temos, igualmente, muitos professores que se "estão nas tintas", que apenas despejam matéria, que apenas cumprem horário e recebem o ordenado ao fim do mês, que não querem saber.


Além de tudo isto, os professores devem manter-se, acima de tudo, firmes. Há uns anos atrás, eram os alunos que temiam os professores, hoje são os professores que temem os alunos. E se há coisa que um professor não pode mostrar é medo e insegurança. 


Já os pais, outro dos elementos do processo, devem, sempre que possível, acompanhar os seus filhos, interessar-se pelo que estão a aprender, perceber as suas dificuldades, estimulá-los, motivá-los, preocupar-se com o que acontece com eles na escola, ser perspicazes e detectar sinais de que algo não vai bem. Estar presentes é meio caminho andado para a segurança, confiança e bom desempenho dos filhos.


Mas o sucesso escolar depende, e muito, dos próprios alunos. Alunos que podem, naturalmente, mostrar-se mais ou menos motivados para aprender. Mas que podem também apresentar dificuldades que têm que ser ultrapassadas da melhor forma, sem discriminação. Há crianças que não precisam de se esforçar muito. Outras que têm que trabalhar mais. Há crianças que precisam, de facto, de mais apoios, de mais atenção, de mais tempo. 


Depois, vem todo um conjunto de factores secundários, mas que podem ter influência. As crianças precisam de ter uma boa estrutura familiar, um bom acompanhamento extra escolar, condições de vida dignas e básicas. É difícil uma criança concentrar-se quando vai para a escola com fome. É difícil estudar numa casa onde só ouve gritos. É difícil sentir-se motivada se é alvo de bullying, discriminação, ou gozo pelos colegas.


E, não menos importante, as constantes alterações aos programas de ensino, as metas que obrigam professores e alunos a maratonas de matéria para provas que, em vez de se realizarem no fim do ano lectivo, são agendadas para muito antes. A má gestão na colocação de professores no início de cada ano. Os nem sempre adequados ou credíveis métodos e prioridades na selecção dos professores. A má gestão na criação dos próprios horários escolares.O encerramento de escolas locais que obrigam as crianças a acordar cedo, percorrer quilómetros e chegar a casa tarde. A falta de condições que algumas escolas apresentam.    


Ou seja, como diz o presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais), Jorge Ascenção, é necessário repensar o sistema actual, investir em recursos e adoptar outra metodologia naquelas que são as fragilidades de cada criança e de cada jovem.


 


 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sobre o novo espectáculo do Circolandia

 


 



Para cumprir com a meta de um programa familiar, digno dos melhores momentos de 2015, pelo menos uma vez por mês, fomos este fim de semana ao circo. Até porque os próximos fins de semana vão ser dedicados ao estudo, com os últimos testes antes das férias da Páscoa à porta.


O escolhido foi o Circolandia, que já não vinha cá há algum tempo. Ir ao circo não é barato mas, à excepção do bar com as tradicionais pipocas, algodão doce e bebidas, das várias recordações que têm à venda para os mais pequenos (bandoletes, espadas, bandeiras, nariz de palhaço), e do passeio de pónei no intervalo (com oferta de uma foto), os bilhetes são a única fonte de rendimento para todos aqueles que fazem o espectáculo acontecer. 


Como já assistimos a este circo várias vezes estávamos, ao mesmo tempo, a adivinhar como as actuações se iriam desenrolar, e a esperar ser surpreendidos.


Para já, deparámo-nos com uma nova tenda e cadeiras mais confortáveis nas bancadas.


O espectáculo começou com a já conhecida abertura da caracterização do palhaço, desde a maquilhagem ao vestuário. Mas as cenas iniciais do palhaço são diferentes, e bem conseguidas. A interação com o público também é diferente.


Houve malabarismo com pratos, com bolas, com massas e até com o fogo!


Os animais também estão presentes: as cabrinhas, que comem na mão das crianças, um lindo pónei, um burro, e um dromedário. O número das aves já não existe.


Houve ilusionismo (agora sem a colaboração do público), um super palhaço, umas aulinhas de karaté e muita música no final, com My Way, de Frank Sinatra.


O número do arco, com a Vivian também está diferente, mas continua muito bom. A Sónia, agora transformada em pirata, manteve o mesmo show com a espada e o punhal.


No entanto, o meu destaque vai, sem dúvida, para o número do trapézio! Foi a grande surpresa do espectáculo! Já fazia falta uma actuação deste género, que cativasse, que nos prendesse a respiração, que nos fizesse temer uma queda, sem qualquer protecção cá em baixo. Claro que tudo correu pelo melhor e o trapezista saiu de cena com uma enorme descontração, como se tivesse acabado de dar um mero passeio pela pista!


De qualquer forma, estão todos de parabéns! Com pouco mais de meia dúzia de pessoas, conseguiram fazer um espectáculo de mais de uma hora, com a "casa" praticamente cheia. 


E quem estiver interessado e não tenha ido este fim de semana, ainda poderá fazê-lo no próximo.


 

Isenção de taxas moderadoras até aos 18 anos

 


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Finalmente, uma boa notícia!


E se sabemos criticar as más, há que destacar e elogiar ainda mais as boas!


Desta vez, o Serviço Nacional de Saúde esteve bem.


Até agora, apenas as crianças até aos 12 anos estavam isentas de taxas moderadoras mas, com a alteração aprovada na semana passada, a isenção passa a abranger todos os menores de idade.


Quem fica a ganhar são as crianças e jovens do nosso país, que ficam assim isentos de taxas moderadoras até aos 18 anos.


Já que nós, adultos, temos que pagar, ao menos que os nossos filhos tenham acesso gratuito à saúde durante mais uns aninhos!


 


 

A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...