quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A Firma, de Martina Cole

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Existem pessoas vêm, exclusivamente, a este mundo, para destruir tudo e todos à sua volta. Que só pensam em si mesmas, naquilo que querem, que precisam, que lhes é útil, que as beneficia. E que faziam um enorme favor a toda a gente se partissem deste mundo de uma vez.


É o caso de Imelda Dooley!


Filha tardia, inesperada mas bem vinda e, talvez por isso, mais mimada, a quem foi dada uma maior liberdade por considerarem que nunca iria "partir um prato", apesar de serem muitas vezes, benevolentes, e fecharem os olhos a determinadas situações, Imelda vive para se satisfazer a si própria e aos seus caprichos.


E é de um capricho que resulta toda a história deste livro.


Imelda engravida inesperadamente e, mentindo para salvar a sua reputação e vingar-se do pai da criança, acaba por levar à morte este e o seu próprio pai.


Sabendo a verdade, mas ocultando-a pelo bem e união da família, e para que as coisas não se desmoronem, Mary assume o negócio do marido e faz aquela "firma" andar para a frente.


No entanto, a única coisa que lhe correrá bem será mesmo o negócio porque os dois filhos afastam-se dela, e Imelda, essa será o seu "Calcanhar de Aquiles".


 


 


Imelda entra num mundo de drogas e prostituição, servindo-se da filha para obter benefícios para si própria, para chantagear a mãe e a avó paterna em troca de dinheiro ou favores, para fazer boa figura junto das assistentes sociais e não perder a ajuda que recebe. Uma filha que ela rejeita, que ela empresta, que ela usa como moeda de troca, que ela agrediu e agride de todas as formas possíveis.


Imelda é capaz até de matar, e colocar as culpas em Jordana, uma criança de pouco mais de três anos, só para não ir presa.


Será Jordana quem irá tomar conta do segundo filho de Imelda - Kenny - protegendo-o da verdade e da crueldade da mãe.


 


 


Os anos passam e Imelda acaba por deixar de fazer parte da vida dos filhos, que a avó conseguiu finalmente ter consigo a tempo inteiro, tentando juntar os cacos, e trazer alguma paz aos netos.


Mas Imelda é como um "vaso ruim" e, como diz o ditado, "vaso ruim não quebra".


Na verdade, ela parece suportar e sobreviver a tudo, quebrada, mas de cabeça erguida e sempre com a mesma arrogância, o mesmo egoísmo e egocentrismo.


E vai voltar para causar mais estragos.


Conseguirá alguém parar este demónio? Que destino estará guardado para Imelda, no final?


 


 


SINOPSE


"Passado no East End de Londres, dos finais dos anos 70 até ao presente, A Firma fala de drogas, de prostituição e da luta de uma jovem pela sobrevivência - contra tudo e todos."


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Como Livrar-se do Chefe (Set It Up)

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Charlie tem um patrão mulherengo com pouco cérebro para tudo o que não seja relacionado com trabalho, chegando mesmo, na maioria das situações, a parecer uma criança mimada e birrenta.


A divorciar-se, tem o caminho e o coração livre para uma nova relação.


 


Harper tem uma chefe exigente, implacável e workaholic, que faz da sua assistente uma "escrava" para todo o serviço, sem lhe dar hipótese de viver a sua própria vida.


 


Charlie e Harper não se conhecem da melhor forma, mas acabam por unir esforços para engendrar um romance entre os respectivos chefes, de forma a terem eles próprios tempo livre, para investir nas suas relações.


Charlie, com uma namorada fútil que só pensa em riqueza, fama e sucesso. Harper, com alguém que ainda terá que arranjar mas que acaba por a desiludir.


 


E é no meio de toda esta confusão, que nem sempre resulta da melhor forma, e que lhes pode valer o despedimento, que Harper e Charlie percebem que têm mais em comum do que pensavam, e acabarão por provar do próprio "veneno"!


 


 


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Uma das frases que mais me marcou no filme, foi esta espécie de lema: "Ama-se por causa de...apesar de...", que a amiga da Harper disse na sua festa de noivado.


Porque todas as pessoas têm os seus defeitos e manias mas, apesar disso, há muitas qualidades e pormenores que nos fazem amar a outra pessoa, e escolher tê-la ao nosso lado para sempre.

Reflexão do dia

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De uma forma geral, os rapazes são mais transparentes a demonstrar aquilo que sentem. Já as raparigas, têm muitas camadas que tornam difícil decifrar o que lhes vai na alma e no coração!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

The Voice Portugal: Estarão os mentores cegos dos ouvidos?

Ou só veem e ouvem o que lhes interessa?


Chamam a estas provas "provas cegas", mas eles afirmam, sobre alguns concorrentes, que ouviram a sua voz e souberam logo quem era. De alguns, até sabem o nome mesmo antes de os concorrentes se apresentarem. Mas adiante...


 


O que, por vezes, me faz uma certa confusão é perceber que os jurados estão, não só "cegos", como "surdos" para alguns dos concorrentes.


Só isso explica o facto de uma concorrente como a Bárbara não ter virado uma única cadeira. De a Jaíssa só ter virado duas cadeiras. E de a Joana só não se ter afundado graças a uma única cadeira virada.


 


 


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Ouvi a Bárbara na sua prova cega, e soube mesmo bem ouvir esta voz e timbre diferente do habitual. Noutro país qualquer, ela poderia fazer sucesso.


Quando cantou a música da sua autoria, não gostei tanto. Soou melhor em inglês do que em português. A única coisa que me pareceu é que ela, talvez por estar nervosa, quase não respirava. Espero que alguém tenha mesmo ficado com o seu contacto e aposte nela, se ser preciso passar pelo The Voice.


 


 



"Ah e tal, parece que não está a sentir as palavras...", dizia o Anselmo e a Marisa, achando que ela soava a falso. É incrível a quantidade de coisas que veem, mesmo sem olhar.


Mas a Jaíssa mostrou muito mais do que isso e, felizmente, fez virar duas cadeiras.


 


 


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A Joana canta numa banda de baile. Mas, de entre as centenas de vocalistas deste tipo de bandas, saem artistas que têm qualidade, e nos quais vale a pena apostar.


Quando vi o que ela ia cantar, disse ao meu marido: ou ela é muito boa, ou vai-se espalhar ao comprido. 


Felizmente, o Anselmo acreditou no seu potencial. A Joana foi das poucas pessoas que vi cantar esta música e aguentar-se até ao fim. Houve ali momentos em que estava mesmo semelhante à Celine Dion e, naqueles em que ela sabia que não a conseguia igualar, deu o seu toque pessoal e contornou as dificuldades. 


 


 


Estás tão diferente Denisa/ Di Noise


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A Denisa, ou Di Noise, como é agora conhecida, participou em 2007 na Operação Triunfo.


Depois de vários anos na "sombra" de outros artistas, decidiu tentar a sua sorte. Escolheu a Aurea para mentora e, a mim, cheira-me que lhe vai acontecer o mesmo que, no ano passado, aconteceu a outra das suas concorrentes - Diana Lucas. Com a diferença que, para mim, a Denisa canta muito mais e melhor que a Diana.


 


 


Bem vinda de volta, Márcia!


 



A Márcia é uma grande concorrente! Já o era quando pertencia ao trio, e continua a ter um enorme power em palco, que soube utilizar numa excelente escolha musical, e que fez virar as quatro cadeiras. Espero que chegue longe nesta competição.


 


Dica para futuras edições: Renovem os mentores. Retirem as "cunhas", as histórias de vida cada vez mais rebuscadas (até raptos e resgate envolvem) e reuniões de família surpresa, e concentrem-se no percurso musical, e no talento. 


Pois...se calhar tinham que cancelar o programa...


 


 


Imagens: The Voice Portugal


 


 


 

 

Sierra Burgess is a Loser

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O que retiro deste filme:


 


Por vezes, criticamos as pessoas por agirem de uma determinada forma, ou terem atitudes incorrectas. Mas temos que ter cuidado porque, sem nos apercebermos, podemo-nos vir a tornar iguais, ou ainda piores, que essas pessoas que criticámos.


 


Não existem vidas perfeitas, nem pessoas perfeitas. E é quando nos apercebemos de que, aquilo que imaginávmos sobre outra pessoa, está muito longe da realidade, que entendemos que, apesar de tudo, temos aquilo que precisamos.


 


É fácil incentivar os outros com mantras e pensamentos sobre como vencer a baixa autoestima e lidar com a rejeição e o bullying, quando nunca tivemos que passar por isso e sempre fomos aceites pelos padrões da sociedade. Quando já estivemos nessa situação, sabemos que, na prática, nem sempre é suficiente e resulta.


 


A aparência sempre foi, e ainda é, um factor importante no que toca a relações amorosas. A ideia é encontrar sempre as rosas mais bonitas. Mas existem muitas mais flores no mundo, e cada uma é bela à sua maneira. O que é preferível: uma rosa que apenas prima pela sua beleza, igual a tantas outras, e muitos espinhos prontos a serem cravados a qualquer instante, ou um girassol, com muito mais características que podem cativar?


 


Nem sempre as pessoas fúteis, são burras, e vice-versa. Por vezes, por baixo da futilidade, da malvadez, há alguém que só precisa de um verdadeiro amigo, de ajuda, de ver a vida de uma outra perspectiva.


 


 


Valeu a pena vê-lo!


 


 

A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...